Palestina Livre: não haverá paz enquanto a opressão continuar!

Em meio à tanta tristeza e indignação que nos causam os mais recentes ataques bárbaros de uma violência que se arrasta por décadas no Oriente Médio, vitimando todos os povos que ali vivem, trazemos a manifestação de Andressa Soares, coordenadora para América Latina do Comitê Nacional Palestino do BDS, movimento não violento da sociedade civil palestina que pede Boicote, Desinvestimento e Sanções ao Estado de Israel.

Todo o contexto de violência que temos visto nos últimos dias não começou na 6ª feira, 6 de outubro. Hoje, são mais de 4 milhões de palestinos e de palestinas em diáspora no mundo, expulsos de suas terras, e mais de 520 cidades palestinas destruídas, pela imposição de um regime de ocupação de terras pelo Estado e governo israelense.

“Temos que entender que a opressão é a raiz para toda a violência. E não vai haver paz enquanto a opressão e o regime de Apartheid imposto pelo Estado de Israel não cessarem”, defende Andressa no vídeo do post.

O Movimento BDS também promove boicotes a empresas transnacionais que financiam e perpetuam as violações de direitos humanos no território palestino.

Confira a manifestação de Andressa Soares, coordenadora para América Latina do Comitê Nacional Palestino do BDS, na íntegra em: 

 

A Amigas da Terra Brasil se solidariza aos povos da região que sofrem com toda essa violência e são os reais impactados.  

Denunciamos o atual plano genocida em curso, deflagrado com a guerra em Gaza, e que tem em suas raízes:

  • a negação dos direitos à autodeterminação, existência e autodefesa do povo Palestino, pelo não reconhecimento de um Estado Soberano em convivencia pacífica com o Estado de Israel, e portanto em desacordo à Resolução 67/19 da ONU (2012)
  • sua ocupação ilegal desde a guerra de 1967, com militarização e expropriação contínua de terras para atividades de assentamento de Israel
  • o bloqueio de Gaza, negando por 16 anos a livre circulação de 2 milhões de pessoas, além de mercadorias, alimentos, saúde e acesso serviços básicos, durante os quais o exército do Estado de Israel bombardeou Gaza com impunidade
  • a conivência das grandes potencias ocidentais e empresas que financiam esse regime de aparthaid e militarização por mais de 75 anos, e 
  • a recusa da comunidade internacional em colocar em prática uma solução de longo prazo pela paz, com cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança da ONU que exigem o fim permanente da ocupação das terras palestinas.

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