Cidades Verdes, Periferias Vivas: Vem somar na Mobilização Popular de 21 de Setembro

ELES CORTAM, NÓS PLANTAMOS! O sol nasce para todos. A sombra, só para quem planta árvores! Você já reparou como o calor nas nossas periferias está cada ano mais insuportável? Como a falta de árvores debaixo do nosso teto cinza faz com que as nossas casas virem verdadeiros fornos? E que quando a chuva vem, a água não tem para onde ir, alagando nossas ruas e levando o pouco que temos? Isso não é um acidente da natureza. É injustiça ambiental! É o resultado de um modelo de desenvolvimento urbano que empurra o povo negro e periférico para as áreas sem estrutura, enquanto a especulação imobiliária lucra com o asfalto e com a destruição. Neste dia 21 de setembro, Dia da Árvore, nós vamos dar a resposta! Não aceitamos o cinza da especulação. Vamos ocupar as ruas, os quintais e as Cozinhas Solidárias com as nossas mãos e as nossas mudas! Vamos plantar árvores para criar uma Periferia Esponja! As raízes das nossas árvores vão segurar a terra, absorver a água das enchentes e trazer a sombra que o asfalto nos nega. Por isso, no dia 21 de Setembro, te convocamos para somar em um: Grande Mutirão Popular de Plantio nas Periferias! Por que lutamos e plantamos neste dia? Para mitigar o calor extremo e as enchentes: As árvores e os quintais produtivos limpam o ar, refrescam nossas comunidades e funcionam como esponjas naturais contra as enchentes. Contra o Racismo Ambiental: O povo periférico é quem mais paga o preço da crise climática. Exigimos cidades planejadas para a vida, não para o lucro! Pela Soberania Alimentar: Plantamos árvores que dão sombra, mas que também dão frutos. Unimos a luta pela árvore à luta pela comida de verdade no prato. Pelos 25 Anos do Estatuto da Cidade: A cidade é para morar, plantar e viver, não para especular! O negacionismo é uma fábrica de sem-tetos. Como participar? Procure a Cozinha Solidária ou o coletivo popular do seu bairro no dia 21 de setembro. Traga sua disposição, uma muda, e ajude a preparar a terra e a cuidar do nosso futuro. Compartilhe vídeos falando sobre o mutirão e convocando mais pessoas a somarem no reflorestamento de nossas cidades! Divulgue a ação em suas redes sociais, compartilhe, chame amizades, família e comunidade. Quem planta árvores nativas colhe resistência! Vamos juntas, juntes e juntos? Confira o “MANIFESTO POLÍTICO: CIDADES VERDES, PERIFERIAS VIVAS” e saiba mais
MANIFESTO POLÍTICO: CIDADES VERDES, PERIFERIAS VIVAS!

Pelo direito à terra, à agroecologia e à justiça climática a partir das periferias e territórios populares Nós, trabalhadoras do campo e da cidade, reunidas em jornada de lutas neste 21 de setembro, Dia da Árvore, erguemos nossas vozes e nossas ferramentas para afirmar: a cidade é para morar, plantar e viver, não para a especulação imobiliária! Celebrando a memória histórica dos 25 anos do Estatuto da Cidade, denunciamos que o modelo colonial, racista e patriarcal que rege o desenvolvimento das nossas cidades é uma engrenagem violenta de produção de desigualdades. O racismo ambiental não é uma abstração. Ele se materializa no asfalto quente das periferias desprovidas de cobertura verde, no sumiço dos rios urbanos e no deslocamento sistemático do povo negro e periférico, empurrado de “nova periferia” em “nova periferia” pelas forças da especulação e pelo descaso do Estado. Diante do calor extremo e das enchentes que assolam nossos territórios, o negacionismo climático se revela como o que de fato é: uma fábrica de sem-tetos e de exclusão. No entanto, não esperamos passivamente pelas respostas de cima. A resistência popular historicamente construída nos territórios nos ensina que a resposta à crise global se dá pela organização coletiva nos territórios. Aprendemos com a agricultura camponesa e com os povos tradicionais que a agroecologia é o caminho real para a resiliência climática. Diante das tragédias climáticas, como as enchentes, os solos manejados sob a lógica agroecológica demonstraram uma capacidade de recuperação imensamente superior. Queremos transpor essa sabedoria para as nossas cidades, construindo uma verdadeira Periferia Esponja a partir do plantio coletivo, do aumento da permeabilidade do solo e da reconstrução dos nossos microecossistemas urbanos. Nossa luta urbana caminha lado a lado com a luta camponesa. Através do Plano Nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) já provou a viabilidade da massificação agroecológica, tendo plantado mais de 45 milhões de árvores em todo o país. Este plano desfaz a falsa separação entre produzir alimentos e proteger os bens comuns da natureza. Da mesma forma, unimo-nos na Missão Josué de Castro, articulando movimentos populares do campo e da periferia urbana (como o MTST, a CMP, o MPA e a ASA), para construir uma força social robusta pelo abastecimento popular de alimentos saudáveis. Afirmamos que a transição ecológica e a justiça climática só serão reais se passarem pelo direito à moradia digna, pela reforma agrária popular, pela demarcação dos territórios indígenas e quilombolas, e pela garantia de comida de verdade na mesa das massas populares urbanas. Rejeitamos frontalmente as falsas soluções do capitalismo verde. Não aceitamos que a proteção da nossa biodiversidade e as metas de descarbonização sejam transformadas em balcões de negócios para o mercado de carbono, privatizando os bens comuns e perpetuando a exploração dos nossos territórios. Denunciamos instrumentos como o mercado regulado de carbono que protegem os interesses do agronegócio poluente e excluem a participação real dos trabalhadores e comunidades tradicionais. A nossa jornada de 21 de setembro é um fruto vivo das mobilizações populares da COP 30 de Belém. Exigimos uma transição justa, que coloque a soberania alimentar, a soberania energética e o trabalho decente no centro do debate sobre o futuro do planeta. Mãos à terra, mudas no solo! Eles cortam, nós plantamos. Pela soberania dos nossos territórios, campo e cidade unidos. CIDADES VERDES, PERIFERIAS VIVAS! VIVA A AGROECOLOGIA POPULAR!







