Amigas da Terra Brasil participa do 3º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente

🧑🏽🌾 O que está em jogo quando falamos sobre o futuro da nossa terra e da nossa saúde? 🌏 Direto de Cuiabá, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), o 3º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente acendeu um alerta urgente e necessário que toda a sociedade brasileira precisa ouvir.Centenas de pesquisadores estão reunidos com dados contundentes sobre os impactos profundos que o agronegócio e a mineração têm causado nos nossos corpos e nos nossos territórios. 🚨 O diagnóstico é claro: estamos diante de um verdadeiro colapso ecológico. E o envenenamento de nossos rios, solos, trabalhadores e corpos precisa parar. Não aceitamos esse cenário como destino ✊🏽 Nem que os agrotóxicos proibidos no Norte Global, mas que são comercializados por aqui, sigam intoxicando nossos corpos-territórios. ▶️ Em frente à tenda Rachel Carson, que abriga a mobilização da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, participamos de uma série de atividades. No vídeo você acompanha um pouco de como foi o evento e o relato de Eduardo Raguse, que esteve presente representando a Amigas da Terra Brasil. 🌱 O objetivo principal deste encontro é debater e construir, coletivamente, caminhos viáveis de superação. A defesa de um modelo baseado na agroecologia, no respeito à terra e na soberania alimentar é o único caminho possível para garantir a saúde do nosso povo e o equilíbrio ecológico. 📣 Para enfrentar esse colapso, a ciência e os movimentos sociais mandam o recado: precisamos estar unidos! 💬 E por aí, como os agrotóxicos impactam a sua região? Quais iniciativas apoiam a agroecologia podem mudar esse rumo? Compartilha com a gente e vamos ampliar esse debate! 🚩 Seguimos na luta em defesa de nossos corpos e territórios de vida! Saiba mais assistindo ao vídeo: https://www.instagram.com/p/DZGLZC5RUSK/
A OCUPAÇÃO MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES É NOSSA

🚩 Só a luta organizada é capaz de transformar sonhos em realidade, e hoje celebramos uma conquista histórica para a reforma urbana e o direito à cidade. No centro de Porto Alegre (RS), se levanta em força a bandeira do MTST, que atua com firmeza para garantir moradia e dignidade ao povo. O antigo prédio do INSS, que estava abandonado e ocioso há anos, passou a ser ocupado pelo movimento na enchente histórica de maio de 2024. Se ergueu a Ocupação Maria da Conceição Tavares, lar e trincheira de luta pelo direito à moradia e à cidade, agora oficialmente destinada ao programa “Minha Casa, Minha Vida Entidades” 🏠✨ Onde antes havia descaso e abandono, a organização popular semeou solidariedade, pertencimento e resistência. O espaço foi transformado em lar para dezenas de famílias, muitas delas desalojadas pelas enchentes que devastaram nosso estado. 🧑🧑🧒🧒 Essa vitória é a prova viva de que a moradia é um direito, não uma mercadoria. A economista Maria da Conceição Tavares, que dá nome à ocupação, dizia que a economia deve servir para melhorar a vida das pessoas. Dar função social a esse espaço e garantir o financiamento federal para que as famílias construam suas casas é fazer justiça à sua memória e à luta de cada pessoa trabalhadora, que batalha diariamente por melhores condições de vida e por direitos, clamando por justiça. Num sistema desigual, exploratório e opressor, a coletividade e as construções populares fazem morada no peito e firmam a coragem de construirmos um chão coletivo, que abre novos caminhos para a continuidade da luta. ⚠️ Enquanto a organização popular mostra na prática como revitalizar o Centro Histórico, trazendo vida, segurança e dignidade para onde havia vazio, a lógica do “NOVO” Plano Diretor segue na contramão. O Conselho do Plano Diretor continua flexibilizando licenças ambientais para grandes condomínios fechados na periferia e na Zona Sul da capital gaúcha, como na Estrada das Três Meninas. O discurso oficial de “verticalizar para conter a expansão urbana” cai por terra quando vemos novos empreendimentos avançando sobre áreas verdes sensíveis, ignorando os milhares de imóveis ociosos no coração da cidade. 📣 Há muito o que se aprender com os movimentos sociais! Quantos prédios vazios poderiam acolher quem hoje sofre com o desalojo climático, com o racismo gentrificador e com o peso do aluguel e do endividamento? Por que seguir expandindo as fronteiras da especulação imobiliária se a verdadeira cidade sustentável se faz reciclando e ocupando o que já existe? Tem muito mais prédio vazio, do que gente sem ter onde morar. A conta não fecha. A ideia de construir mais espaços é mero jogo do capital e do poder imobiliário querendo ampliar seus lucros, às custas do povo. 🌱 O MTST escancara que outros caminhos são possíveis, que já estão aqui. Urge somarmos forças e construirmos uma cidade que seja nossa, a partir das nossas demandas históricas. Essa conquista foi fruto de ação direta e da resistência de um movimento social que tem coragem de dizer a que veio. Aqui está o povo sem medo, sem medo de lutar!!! Que esse prédio ocupado de vidas seja semente para muitas lutas que virão. ❤️ Viva a organização popular! Viva a Ocupação Conceição Tavares! Só a luta muda a vida 🏠✨








