A força das juventudes marca o 3º Encontro Vozes pela Justiça Ambiental

Nos dias 21 e 22 de setembro estivemos no 3º Encontro Vozes pela Justiça Ambiental. A atividade teve como objetivo construir unidade nas lutas que crescem do chão de territórios como retomadas indígenas, assentamentos da reforma agrária, ocupações de moradia, kilombos, cozinhas solidárias, hortas comunitárias e periferias que se erguem em poesia.

No dia 21, conhecido como Dia da Árvore e Dia Internacional de Combate aos Monocultivos de Árvores, falamos sobre o avanço dos monocultivos para produção de celulose no RS. Antes do Seminário, estivemos com as mãos cheias de sementes nativas participando da Jornada de Lutas Cidades Verdes, Periferias Vivas, num grande mutirão popular com juventudes. Eles desmatam, a gente planta 💚

Leia aqui o Manifesto Político Cidades Verdes Periferias Vivas e confira aqui sobre ações da data!

Na data abordamos como agem ascorporações que lucram com a morte. Identificamos ameaças de projetos minerários e do agronegócio que envenenam corpos hídricos, fauna e flora, criando uma forma única de ser que destrói a diversidade. Só a soja, hoje, ocupa 25% do RS. Atualmente, uma das grandes batalhas é para frear violações de direitos territoriais, dos povos e humanas provocadas pela CMPC Celulose, que sequer consultou comunidades mbyá guarani afetadas por seu empreendimento e está com projeto de nova fábrica para Barra do Ribeiro, ironicamente chamada de “Projeto Natureza”. Que natureza é essa sem os povos?, questionamos. Salientamos, ainda, como movimentos sociais, territórios e organizações populares e da juventude zelam pela natureza frente a mercantilização das vidas, construindo resistência e soluções reais na emergência climática.

O dia 22 foi marcado por sequência nos debates e aprofundamento histórico sobre organização popular. Com muita troca de experiências, o destaque foi a juventude presente, que no slam, verso livre e papo reto expôs desafios, vitórias e seu papel na continuidade da vida digna e reexistência. O Seminário contou com confluência de saberes e táticas sobre como construir as mudanças que queremos, demarcando que é com terra e diversidade (chega de monocultura), feminismo popular, tecnologias ancestrais, valorização do trabalho de cuidado e com afeto que, apesar das trincheiras, seguimos.

Confira a cobertura fotográfica em:

3º Encontro Territórios de Vida x Projetos de Morte - 21 e 22/09/26 - Porto Alegre (RS)

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