Reforma Urbana e a luta dos povos indígenas em defesa da vida!

POVOS INDÍGENAS SOB ATAQUE! A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) reuniu mais de 30 denúncias de violência contra indígenas durante o período eleitoral de 2026, incluindo assassinatos e ameaças de morte, com destaque para os povos Guarani e Kaiowá após o segundo turno. A organização cobra proteção às comunidades e investigação dos crimes. Em Jaguapiré (MS), a casa da rezadeira Ñandesy Roberta, de 90 anos, foi incendiada. Segundo a APIB, o incêndio foi criminoso e destruiu instrumentos sagrados. Um ataque à vida, à memória, à espiritualidade e à liberdade religiosa dos Guarani e Kaiowá. Essa violência não começou nas eleições. São séculos de invasões, expulsões, expropriações e tentativas de apagamento dos povos originários. Uma violência histórica e estrutural, reproduzida pela negação dos territórios, pela omissão do Estado e por interesses que tratam a terra indígena como mercadoria. Assassinatos, ameaças às lideranças e incêndios às Casas de Reza não podem ser naturalizados. São agressões à existência dos povos, às suas culturas e ao direito de viver segundo seus próprios modos de ser. Manifestamos nossa solidariedade aos Guarani e Kaiowá e a todas as comunidades atingidas. Exigimos proteção imediata, investigação rigorosa, responsabilização pelos crimes e garantia da integridade das comunidades. Demarcar e proteger os territórios é fundamental para interromper esse ciclo. A luta pela reforma urbana e a luta dos povos indígenas são indissociáveis. Enfrentamos a expulsão, a especulação, a expropriação e a violência que negam o direito à terra. Ela precisa ser lugar de moradia, pertencimento, memória, espiritualidade e vida. O MTST, a Amigas da Terra Brasil e o Cimi Sul estão juntos aos povos indígenas, em defesa da vida, dos territórios e dos direitos originários. ✊🏽 Por terra, teto e território. Pela vida e pela dignidade dos povos. A luta é pra valer!







