Nota sobre Gaza e Israel da Federação Amigos da Terra

Como uma federação comprometida com a paz, a Amigos da Terra Internacional (ATI) se opõe a todo ato de violência. Estamos horrorizados com as imagens que recebemos tanto de Israel quanto de Gaza e nos parte o coração que pessoas inocentes estejam pagando o preço de décadas sem uma solução justa para uma situação fundamentalmente insustentável. Com clareza e determinação, condenamos veementemente o assassinato de inocentes e pelos reféns.

A ATI apoia a autodeterminação do povo palestino nos territórios ocupados por Israel desde a guerra de 1967. Fazemos firme oposição à ocupação militar israelense e ao roubo contínuo de terras para a construção de assentamentos, bem como à sua tolerância à violência e ao terror que colonos israelenses praticam contra os palestinos. Concordamos plenamente com a visão delineada na Resolução 67/19 (2012) da ONU: “a concretização dos direitos inalienáveis ​​do povo palestino e a concretização de um acordo pacífico no Médio Oriente que ponha fim à ocupação que começou em 1967 e concretize a visão de dois Estados, com um Estado da Palestina independente, soberano, democrático, contíguo e viável, vivendo lado a lado com Israel em paz e segurança sobre a base de fronteiras anteriores a 1967. 

Também nos pronunciamos, em repetidas ocasiões, sobre a grave situação na Faixa de Gaza. Durante dezesseis anos, Israel impediu a livre circulação de pessoas e de mercadorias dentro e fora de Gaza. Durante este bloqueio, Israel bombardeou Gaza impunemente, destruindo infra-estruturas civis e assassinando pessoas inocentes. Em 2016, o Secretário-Geral da ONU chamou o bloqueio de “punição coletiva pela qual devemos ser responsabilizados”. Não há como exagerar o profundo trauma infligido ao povo de Gaza.

Ao longo do seu bloqueio a Gaza, Israel recusou-se a implementar uma solução a longo prazo que conduzisse à paz e à segurança para todas e todos. E a comunidade internacional manteve-se indiferente e não usou o seu peso e influência para garantir que Israel cumpra as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que exigem o fim permanente da ocupação das terras palestinas.

Agora ocorre o pior: há uma guerral brutal e assimétrica entre Israel e Gaza. O ataque a civis israelenses foi horrível, a resposta de Israel contra as palestinas e palestinos tem sido assustadora e devastadora. No conflito não haverá vencedores: apenas mais mortes e sofrimento. 

Muitos países têm prometido apoio e solidariedade a Israel, enquanto Israel ataca Gaza com toda a força de seu poder militar. 

Em Gaza, está se desencadeando uma crise horrível e de grande escala, que agora está deixando a população que vem sido atingida há anos (da qual quase a metade é menor de 18 anos) sem eletricidade, água e combustível. 

Bombas caem sobre o povo e as infra-estruturas de Gaza, deixando milhares de desalojados, sem casas ou refúgio, e massacrando um número incontável. Este ataque à população civil de Gaza é um crime de guerra e deve ser interrompido imediatamente.

Neste momento crítico, apelamos ao fim da violência, que em todas as partes respeitem e cumpram as suas obrigações ao abrigo do direito internacional humanitário e dos direitos humanos, e exigimos que as causas estruturais deste conflito sejam definitivamente resolvidas. Incitamos Israel a aceitar as resoluções da ONU que exigem que se retire dos territórios ocupados em 1967, incluindo Jerusalém Oriental, e a implementar o direito de regresso e a compensar os refugiados palestinos.

É provável que esta guerra termine com milhares de mortes inocentes, mas a situação a longo prazo não mudará até que palestinos e israelenses tenham total autonomia sobre as suas próprias vidas e terras, e a capacidade de viver em segurança e com dignidade. Apelamos a todas as nações e organizações internacionais para que usem a sua influência agora e sem demora para resolver o conflito atual e para exigir o fim da ocupação e uma solução justa e permanente para o povo palestino.

Texto originalmente publicado na página da Amigos da Terra Internacional, em: https://www.foei.org/es/proclama-gaza-israel/ 

Compartilhe:

Mais Matérias

MANIFESTO POLÍTICO: CIDADES VERDES, PERIFERIAS VIVAS!

Pelo direito à terra, à agroecologia e à justiça climática a partir das periferias e territórios populares Nós, trabalhadoras do campo e da cidade, reunidas em jornada de lutas neste 21 de setembro, Dia da Árvore, erguemos nossas vozes e nossas ferramentas para afirmar: a cidade é para morar, plantar

Comitê pede que governo federal retire apoio ao Projeto Natureza da CMPC

Manifestação ocorre às vésperas da assinatura do contrato para terminal da empresa no Porto de Rio Grande O Comitê Técnico de Análise Crítica do EIA-RIMA do Projeto Natureza, que reúne organizações, pesquisadores, entidades socioambientais e representantes da sociedade civil, encaminhou ao governo federal uma carta em que pede a revisão

No dia 9 de setembro, a CSAA Territórios de Vida convida Clarissa Silveira, do Sítio Libélula, para uma tarde de criação e troca de conhecimentos a partir da cerâmica artesanal.

Na oficina Prática de Cerâmica, vamos experimentar modelagem manual com impressão botânica, explorando formas, texturas e elementos da natureza para criar peças únicas. 📅 9 de setembro🕐 13h às 17h — você pode chegar em qualquer horário entre o início e o fim!📍 CasaNAT (sede da ATBR) – Rua Olavo

Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
plugins premium WordPress
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x