Povo Guarani e Kaingang na luta contra o PL 280/2025

Pela manhã e tarde desta terça-feira (12/08), indígenas Guarani e Kaingang ocuparam a Praça da Matriz, em Porto Alegre (RS), para dizer NÃO ao Projeto de Lei 280/2025, que ameaça a Retomada Guarani Nhe’Engatu, em Viamão. O PL, enviado pelo governo Eduardo Leite (PSD) sem diálogo com os povos indígenas, prevê a doação de 88,80 hectares (de um total de 148,80) ao município, para a instalação de um Centro Logístico, Empresarial e Tecnológico. A área pertence à extinta Fepagro e é hoje território de vivência e resistência indígena. Mas existe uma questão fundamental: a terra está em disputa judicial. Se caracterizada como indígena, torna-se patrimônio da União – e o Estado não pode transferir o que não lhe pertence. A partir das 14h, lideranças foram até o Piratini entregar ofício a representantes do governo solicitando agenda com Eduardo Leite (PSD). Já às 18h, participaram de audiência na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. A atividade contou com a presença do deputado Adão Pretto (PT) e das deputadas Luciana Genro (PSOL) e Stela Farias (PT). O debate também foi reforçado pela presença do Procurador da República Dr. Ricardo Gralha, que se posicionou fortemente contra o PL e pretende acionar a Justiça Federal para tentar suspender sua tramitação. Seguiremos na luta em defesa dos territórios de vida e dos direitos dos povos originários! Crédito: Maí Yandara/ ATBr Amigas da Terra Brasil

Quarta Temática de junho traz as retomadas indígenas

  Em junho, a nossa sede, a CasaNat, foi um espaço de escuta, troca e construção coletiva entre indígenas e não indígenas. Na Quarta Temática, que aconteceu no dia 25/06, recebemos caciques e lideranças dos povos Guarani e Kaingang. Também participaram representantes do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e da AEPIM (Associação de Estudos e Projetos com Povos Indígenas e Minoritários), entre outras entidades. A partir das retomadas indígenas, luta que os povos vem travando para reocupar seus territórios, emergiram reflexões mais profundas sobre o sentido da territorialidade. Ficou evidente como as visões jurídicas e institucionais não indígenas ainda são limitadas para compreender o modo de ser indígena. As falas dos representantes Guarani e Kaingang deixaram isso claro: o território não é apenas um espaço físico, mas um elo vital com a espiritualidade, a memória, os saberes e o futuro dos povos originários. Os diálogos teceram reflexões sobre o peso e a potência das palavras, sobre como os encontros entre diferentes gerações e culturas constroem pontes — e também revelam feridas. Foram momentos que desafiaram o pensamento colonial e nos convidaram a repensar práticas cotidianas, reconhecendo a resistência viva que pulsa em cada retomada, em cada fala, em cada gesto de cuidado com a terra. Agradecemos a participação de todos, tanto presencial quanto online. Os povos indígenas precisam de todo o apoio para seguirem resistindo! Em 30 de julho, realizaremos mais uma Quarta Temática, trazendo agricultores familiares agroecológicos da CSAA Territórios de Vida. Saiba mais sobre essa iniciativa no Instagram em @csaa.territoriosdevida e faça parte você também desta rede! Galeria de fotos da Quarta Temática sobre as Retomadas Indígenas. Crédito: Maí Yandara/ ATBR     Amigas da Terra Brasil  

Aivu’ Porã: Encontro público do Fórum das Retomadas Mbyá Guarani do RS

Te convidamos para somar no encontro de caciques das Retomadas Territoriais Mbyá Guarani do RS, no próximo Ayvu’ Porã: Fórum das Retomadas. O evento será na segunda-feira, 14 de abril, na Aldeia Nhe’engatu, em Viamão (RS). Vem potencializar as retomadas e os territórios de vida ✊🏽🏹 Protagonizado pelo povo Mbyá Guarani, o momento contará com escutatório de suas demandas territoriais, por direitos e dignidade. Também é um encontro para o fortalecimento mútuo das retomadas e aldeias, da espiritualidade e da multidiversidade de seres, formas de ser e viver – o que passa pela defesa desses territórios de vida. Aberto ao público, o terceiro encontro do Ayvu’ Porã traz ainda tom de convocatória, com um chamamento aos juruá (não indígenas) e às instituições a assumirem compromisso quanto à reparação histórica. Urge estarem ao lado das retomadas e das famílias mbyá guarani, em aliança com os povos da terra. É tempo de #retomada. Em comunhão com as raízes, os Mbyá retomam suas terras para preservar seus valores, saberes, modos de ser e tradições. A #retomada é a volta aos territórios ancestrais, é cultura viva, bem viver. O Ayvu’ Porã: Fórum das Retomadas, é um espaço de ação, com cultivo de saberes e partilha de histórias. Nele também se faz a confluência entre territórios Mbyá Guarani que se articulam em defesa da vida. Saiba como foi o primeiro encontro do Fórum das Retomadas  Confira como foi o segundo encontro do Fórum das Retomadas 

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