Seminário “Juventude e Meio Ambiente: Vozes Jovens pela Justiça Climática” fortalece lutas coletivas e ambientais no RS

O final deste março foi marcado por muita luta. Durante dois dias de muita atividade, aconteceu o Seminário “Juventude e Meio Ambiente: Vozes Jovens pela Justiça Climática”. A iniciativa da Amigas da Terra Brasil, em parceria com o Instituto Terre des Hommes Alemanha (TdH), visou o fortalecimento do protagonismo das juventudes na luta por justiça climática. No primeiro dia do Seminário, em 30 de março, a potência de vozes diversas da juventude  ecoou pelo Auditório do CPERS Sindicato, em Porto Alegre (RS). Durante o primeiro dia do encontro “Juventude e Meio Ambiente: Vozes Jovens pela Justiça Climática” foram abordados temas como direitos, trabalho, ancestralidade, sonho, cultura e comunicação popular. Tecendo um espaço de troca para pensar caminhos que coloquem a vida, a dignidade e o futuro no centro das decisões, esteve presente a juventude feminista, de movimentos sociais, coletivos, territórios kaingang, mbya guarani e kilombola. Confira mais a fundo os relatos da juventude no primeiro dia do Seminário neste vídeo O momento contou com acolhida, partilha de experiências forjadas nos territórios de vida presentes e debate sobre a Cúpula dos Povos em Belém do Pará (2025), sob a perspectiva da juventude.   Do Pampa à Amazônia: aqui se respira lutaNa construção da Cúpula dos Povos, em 2025, a Amigas da Terra Brasil e a TdH Alemanha contribuíram para um processo de engajamento e participação de jovens do Rio Grande do Sul e de São Paulo A iniciativa reuniu uma delegação de 9 jovens oriundos de coletivos e movimentos como Periferia Feminista, MST, MAM , Levante Popular da Juventude, CEDECA (Projeto Ecos e Reflexo), Mude com Elas e Projeto Meninos e Meninas de Rua. Durante a Cúpula, o grupo incidiu nas seis plenárias, participou da Marcha Mundial pelo Clima e integrou diversos outros espaços, como a barqueata — ação que denunciou a expansão da soja e os impactos de projetos como a hidrovia e a Ferrogrão. Também estiveram presentes em atividades de articulação sobre território e memória, dialogando com jovens de países como Bolívia, Peru, México e Equador. Além dos debates da Cúpula, experiências de jovens kilombolas e do Coletivo de Mídia Guaraní Mbyá RS foram destaque na data, que contou ainda com apresentação e roda de conversa sobre o curta metragem kaingang “Fuá, o Sonho”. Fique por dentro de mais relatos da juventude neste post A importância da participação política e da organização de jovens nas lutas foi reafirmada. Desde as periferias, cozinhas solidárias, aldeias e retomadas indígenas, de akilombares, das mulheres organizadas e dos assentamentos, a juventude se ergue frente a emergência climática e clama por justiça. Contra a captura corporativa e os grandes projetos de morte do capital, se levanta construindo comunidades. Carregando sementes de sonho, esperançar e da luta das que vieram antes. Saiba como mulheres da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e da Comunidade Kilombola Morada da Paz – Território de Mãe Preta, constroem a luta com ancestralidade e cuidado  frente à emergência climática O segundo dia do encontro, na terça-feira (31), contou com poesia, batucada, rodas de conversa e vivência em território mbya guarani. Entre os debates, ergueram-se bandeiras por soberania popular e alimentar, unidade nas lutas, libertação da Palestina, fim da impunidade corporativa e das violações de direitos cometidas por empresas transnacionais. Punhos erguidos ao alto anunciavam a salvaguarda dos territórios de vida, clamando pelo controle do subsolo e por direitos das mulheres, juventudes e dos povos. Com os pés na terra, jovens kilombolas, indígenas, de movimentos sociais e que estiveram nas construções da Cúpula dos Povos começaram o dia na Aldeia Mbya Guarani Tekoa Jatai’ty, em Viamão (RS). Por lá, mata adentro, foram sentidas as sabenças ensinadas por jovens do território, que vivenciam o aprendizado no cotidiano e em cada detalhe. O momento também teve manejo de bosque com plantio de mudas nativas, manejo de abelhas nativas sem ferrão e prática de construção indígena a partir do barro (pau-a-pique). Em uma série de três vídeos, ecoamos as vozes da juventude presente no Seminário, confira o vídeo final aqui À noite, a prosa trouxe a denúncia de grandes projetos do capital, como os do setor da mineração e da celulose. Indo além, e propondo construções políticas, foram abordadas as formas de organização popular frente à emergência climática. Também foram postas em evidência as experiências de luta que caminham rumo à um horizonte revolucionário. Confira mais relatos da juventude presente no Seminário aqui Numa partilha intensa, numa pluralidade de vozes, se acendeu mais uma fagulha de fôlego para fortalecer a organização da juventude. É preciso se organizar! Seguimos na luta para que a vida, a dignidade e o futuro estejam centro das decisões. E para que ecoem, cada vez mais, as vozes da juventude!  Confira também cobertura fotográfica das atividades do Seminário: https://flickr.com/photos/amigasdaterrabr/albums/72177720332822221/ 

Nota de pesar à partida de Frei Sérgio Görgen

A Amigas da Terra Brasil lamenta a partida do companheiro Frei Sérgio Görgen, lutador incansável em defesa da natureza, da classe trabalhadora e da população mais pobre, e um grande apoiador da agroecologia como alternativa de uma alimentação e de uma vida mais saudável e mais humana. Frei Sérgio também dedicou sua vida à organização dos camponeses, trabalhadores sem terra e demais povos atingidos por terra, por seus direitos e por uma sociedade mais justa para todos e todas. Junto à tristeza dessa despedida, a Amigas da Terra Brasil reafirma seu compromisso de estar junto aos demais companheiros e companheiras e aos movimentos sociais e organizações populares por uma vida digna para todos e todas. Seguimos com muita fé na luta para mudar a vida, como Frei Sérgio Görgen viveu! Presente! Amigas da Terra Brasil

Assine o abaixo-assinado e apoie a construção de unidades de ensino no assentamento Santa Rita de Cássia, do MST

Famílias do Assentamento Santa Rita de Cassia II promovem mutirão e assembleia popular, em Nova Santa Rita (RS) No dia 30 de agosto, as famílias assentadas e moradores do Assentamento Santa Rita de Cassia II, localizado no município de Nova Santa Rita (RS), estiveram reunidos no espaço comunitário localizado na Rua das Caturritas, ao lado da USB Marisa Lourenço da Silva, para realizar um mutirão de limpeza, construir e promover melhorias no local. Em assembleia extraordinária no mesmo local, também deliberaram por apoiar a construção da creche (Escola Municipal de Educação Infantil) e do Centro Comunitário, por parte da administração municipal de Nova Santa Rita. Ambas beneficiarão a comunidade do assentamento e a população que mora nos arredores. Assine o abaixo-assinado feito pela comunidade e apoie você também a construção das unidades de ensino. CLIQUE AQUI para assinar. A experiência de luta do Movimento Sem Terra (MST) revela que sem mobilização e organização não há conquista e que as conquistas da classe trabalhadora são realmente conquistas quando são incorporadas como construções coletivas e democráticas. “Entendemos que democracia é mais que uma eleição, é exercer nossos direitos, conhecer nossa história, aprender com nossos erros, sobretudo para construir possibilidades de um futuro melhor. Nossa tarefa é valorizar os espaços comunitários, que organizem a vida coletiva e busquem fortalecer a educação, o lazer e o cuidado com o meio ambiente. Em um mundo cada vez mais em disputa, não há nada mais importante que valorizar a vida!”, afirma um integrante do MST.

Fortalecimento da agroecologia e da vigilância popular nos territórios de vida

A quarta-feira (30/04) foi marcada por um passo importante no fortalecimento da agroecologia e da vigilância popular. A ATBr, junto a pessoas assentadas da reforma agrária, iniciou a instalação de uma estação climatológica no Assentamento Santa Rita de Cássia, área de produção do Movimento Sem Terra (MST), em Nova Santa Rita (RS). O objetivo é fortalecer o território e sua autonomia. A partir da estação serão coletadas informações que podem beneficiar a produção de alimentos, assim como a defesa dos assentamentos e das famílias em casos de violação de direitos. A região sofreu fortes impactos na enchente e é afetada há anos por derivas das pulverizações aéreas de agrotóxicos. Venenos aplicados em granjas próximas contaminam o ambiente, a produção de alimentos e a saúde, prejudicando o campesinato e suas formas de vida. A estação climatológica qualifica as informações das comunidades em defesa de seus territórios. É um instrumento para monitoramento do local e de ameaças, e permite que dados quanto às condições climáticas (medição da temperatura, do vento, de sua velocidade e direção) sejam registrados. “A estação vai dar uma força muito importante para a agroecologia e produção de alimentos”, expôs o assentado Arnaldo Soares Borges. O produtor contou sobre limitações que dificultam o trabalho, como eventos climáticos extremos da emergência climática e conflitos com o agronegócio. “A estação tem dois objetivos: a gente se apropriar do clima para desenvolver melhor a produção e fortalecer a resistência na produção agroecológica. Tivemos períodos de conflito com a deriva de agrotóxicos na região e essa ferramenta é uma fortificante para a resistência, com objetivo de combater as derivas”, explicou. “O assentamento vai ter autonomia de ter seus dados, gerados e colhidos pela própria comunidade. Caso ocorra nova pulverização área e uma deriva seja percebida, a gente vai saber instantaneamente e poder correlacionar com dados da estação. O projeto é uma forma de segurança. A própria estação é símbolo de vigilância comunitária”, apontou Eduardo Raguse (ATBr). Também está prevista a instalação de estações meteorológicas em assentamentos de Eldorado do Sul e Tapes. Seguimos ✊🏼 Confira nas redes e compartilhe: 📍 Instagram 📍 X 📍 Facebook 📍 Flickr

“Eucalipto não é floresta”: Em jornada de luta mulheres sem terra denunciam expansão do monocultivo no RS

Na quinta-feira (13/03), Mulheres Sem Terra realizaram ato em frente a fábrica de produção de celulose da CMPC, em Guaíba (RS). A Amigas da Terra Brasil e o Levante Popular da Juventude somaram ao momento, protagonizado por mulheres e pessoas LGBTQIAP+. Entoando que “Eucalipto não é floresta” e que “os mesmos que destroem a natureza são aqueles que destroem a vida das mulheres”, presentes denunciavam  o avanço dos monocultivos no bioma Pampa, a responsabilidade das grandes empresas por crimes ambientais e a necessidade da luta por dignidade, terra, território e em defesa de direitos e da natureza. Com falas, cartazes e cantos, expuseram que o agronegócio e os megaprojetos causam o envenenamento da natureza e das pessoas, e que os créditos de carbono dos monocultivos (como o de eucalipto, caso da CMPC) são sujos – uma falsa solução para a crise climática. Outra denúncia foi quanto ao anúncio da CMPC sobre nova fábrica em Barra do Ribeiro, ainda maior que a de Guaíba, ressaltando os impactos socioambientais de atividades do ramo. O momento também foi de solidariedade às pessoas trabalhadoras e moradoras do entorno, que no dia 23 de fevereiro deste ano foram afetadas por vazamento de dióxido de cloro da fábrica. Neste encontro entre MST, juventudes e mulheres organizadas, a expansão dos monocultivos de árvores (desertos verdes) da CMPC foi abordado como crime ambiental e projeto de morte do capital.  Durante a ação em frente à fábrica de celulose da CMPC, mulheres e aliades entoavam: “Eucalipto não é floresta, CMPC devolve o pampa já. As mulheres da reforma agrária querem terra para trabalhar”. Quem não pode com as mulheres, não atice o formigueiro “Estamos aqui para denunciar essa empresa criminosa que acaba com a vida das mulheres. Nós, mulheres sem terra, mulheres da cidade, mulheres acampadas, seguiremos denunciando o capital e a destruição que o agronegócio provoca nos nossos corpos e nos nossos territórios. Nós lutamos pela vida, pela biodiversidade e pela defesa da produção de alimentos saudáveis. Nós ainda estamos aqui, e faremos a luta contra todas as formas de violência”.  Fala coletiva durante ato em frente à CMPC.  Na data, foram realizadas ações em diversos pontos do Rio Grande do Sul para denunciar o avanço da silvicultura, em especial do eucalipto, e o risco que traz para a vegetação nativa e vida da população, sobretudo para o Bioma Pampa, ameaçado de extinção.  A ação também ocorreu em  Porto Alegre, Pelotas, Santana do Livramento e Tupanciretã, com marchas, intervenções culturais, debates, entrega e plantio de mudas. Sob o lema “Agronegócio é violência e crime ambiental, a luta das mulheres é contra o capital!”, a ação faz parte da mobilização do Movimento Sem Terra (MST) para marcar o 8 de março, por meio da Jornada Nacional de Lutas de 2025. Entre 11 e 14 de março, o MST realizou encontros, formações, plantios, marchas e protestos por todo o Brasil para denunciar as violências do agronegócio, das corporações e dos monocultivos – que expropriam corpos e territórios, envenenam povos e terras, mercantilizam alimentos e a natureza, secam rios, aprofundam desigualdades e agravam a crise ambiental. Confira o vídeo de cobertura do ato e relatos das mulheres organizadas: INSERIR AQUI “Nós, mulheres do movimento, nos sentimos nesse compromisso com a sociedade brasileira e principalmente com o nosso bioma Pampa. Queremos alertar que um avanço desses do agronegócio e ainda hoje liberado por lei sem um zoneamento ambiental, ele pode ser uma catástrofe, ainda mais no Rio Grande do Sul que sofre drasticamente com as mudanças climáticas”, diz Lara Rodrigues, dirigente nacional do MST no RS. Lara também destacou que o avanço da soja, e a substituição por eucalipto, além de trazer impactos ambientais, tem impactos no modo de vida da população, das mulheres e na paisagem do bioma Pampa. O principal alvo da mobilização é a empresa CMPC, que está dominando a silvicultura no estado. “Ela tem um milhão de hectares plantados de eucalipto e a previsão de avanço de quatro milhões, principalmente no bioma Pampa. Estamos denunciando que essa empresa e esse avanço da silvicultura no Rio Grande do Sul não vão passar limpo”, afirmou Lara. O Bioma Pampa equivale a cerca de 64% do território do RS, mas mais de 30% de áreas nativas foram perdidas entre 1995 e 2023. A denúncia do MST é de que o principal motivo para a devastação é a silvicultura, por meio da produção industrial de árvores exóticas como eucalipto, pinus e acácia. Durante o ato frente à CMPC, Letícia Paranhos, presidenta da Amigas da Terra Brasil, falou sobre a impunidade corporativa, a relação da CMPC com a ditadura chilena e a importância da mobilização popular e das mulheres em defesa da terra: “Essa empresa vazou cloro, afetou mais uma vez a vida das pessoas e das mulheres. Todas essas casas foram cobertas, não houve alerta, não houve cuidado, não vai haver fiscalização e muito provavelmente vai seguir impune. A CMPC é criminosa desde sempre, no Chile estava junto com a ditadura e aqui segue violando os nossos direitos”. Ao contextualizar sobre a nova fábrica da empresa, questionou se a mulherada deixaria barato. A resposta, em uníssono, foi que não, que quem mexe com as mulheres se coloca para correr. “A ampliação da fábrica só serve para o lucro deles. Para a gente fica o custo das nossas vidas, da nossa saúde, da nossa terra”, expôs Letícia.   Após o ato, uma moradora da comunidade que presenciou a ação abordou manifestantes. Em relato, solicitando não ser identificada, contou que quando houve vazamento de dióxido de cloro na empresa ela, que mora perto, foi acometida com mal estar, enjoo e vômito. A moradora comentou que tentou contatar a CMPC algumas vezes e acabou indo ao hospital, onde atestaram contaminação. Também comunicou que ao sair de casa viu fumaça por todo entorno, e após o contato começou a passar mal, o que reforça relato de outros moradores e até mesmo materiais em vídeo que comprovam que a fumaça saiu dos muros da CMPC, situação

Nota de Solidariedade da Amigos da Terra Brasil ao Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST)

  No dia 17 de maio de 2023, instalou-se, na Câmara dos Deputados no Brasil, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sem objetivo determinado para perseguir e criminalizar o MST. A proposta vem de Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente do Governo Bolsonaro, hoje deputado, que conjuntamente com o Tenente Coronel Zucco, estão conduzindo os trabalhos da CPI. Ricardo Salles, que usou a expressão “passar a boiada” enquanto o Brasil vivia, lutava, resistia e morria com a pandemia, responde por investigações pelo suporte à extração ilegal de madeira na Amazônia brasileira, favorecimento ao desmatamento e à grilagem de terras, opondo-se historicamente às lutas travadas pelo MST em prol da Reforma Agrária e da produção de alimentos saudáveis no país. O único propósito da CPI é criminalizar a luta histórica do MST. Um dos maiores movimentos sociais do mundo, que há 40 anos luta contra as desigualdades sociais no Brasil, especialmente no campo. Ao longo de sua história, o MST esteve à frente das denúncias contra o avanço ilegal dos latifúndios sobre terras públicas, o uso indiscriminado de agrotóxicos e os danos ambientais provocados pelo modelo do agronegócio, e ao trabalho escravo. Ações como esta, da CPI, relembrando a brutalidade da violência que se instala contra camponeses e camponesas, cujo 14 de abril, Massacre de Eldorado dos Carajás, é uma data para recordar. Os acampamentos e assentamentos do MST são responsáveis pela produção dos alimentos saudáveis que chegam a casas de centenas de brasileiros e brasileiras. Recordamos que são nesses territórios que se realiza a maior produção de arroz orgânico da América Latina. Durante a pandemia, o MST distribuiu inúmeras “marmitas da terra” em solidariedade às famílias da cidade que passavam fome, no total foram mais de 7 mil toneladas de alimentos da reforma agrária doados. A luta do movimento é pela efetivação do direito à Reforma Agrária, ao cumprimento da função social da propriedade e à preservação do meio ambiente. Entendemos que os crimes que deveriam ser investigados pelo Congresso Brasileiro envolvem os escândalos de trabalho escravo, a atuação predatória de empresas transnacionais nos casos de desastres de mineração, a violência no campo, a criminalização de defensores e defensoras de direitos humanos, a grilagem de terras, o desmatamento ilegal, não a um movimento social e à luta popular.  Estamos unidos ao MST cuja única ação ao longo dos 40 anos é lutar pelos seus direitos e por condições de vida digna ao povo brasileiro. Não nos calaremos em mais uma tentativa de criminalização ao movimento. Denunciamos a má-fé dos envolvidos na proposição da CPI.    Vida longa às lutas do MST ! Viva o MST!

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