Quarta Temática da Amigas da Terra Brasil debaterá Política Nacional de Clima, Participação Social e Propostas dos Povos do Brasil para a Justiça Climática:

A Amigas da Terra Brasil volta a realizar a Quarta Temática, um espaço de encontro mensal de debate e trocas de experiências, no dia 28 de maio, às 19h, na CasaNat (Rua Olavo Bilac, 192), nossa sede em Porto Alegre (RS). Teremos transmissão ao vivo para todo o país! Nesta Quarta Temática, lançaremos para debate público o estudo . Realizado por autoras e autores do Pampa à Amazônia, foi fruto de um processo coletivo de resgate de saberes e formação, visando a articulação, educação popular e incidência junto a movimentos e organizações aliadas no processo da Cúpula dos Povos rumo à COP30 (Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU), que acontecerá em Belém do Pará, em novembro de 2025. O estudo faz um breve resgate das COPs na América Latina, abordando de forma crítica a participação social na construção das metas nacionais e das política de clima em disputa. Convergindo com as propostas populares em curso, traz também à discussão a Justiça Climática na perspectiva dos povos indígenas, tradicionais e das mulheres amazônidas. Convidamos todas as pessoas interessadas, amigas e companheiras de luta a debaterem com a gente na CaSAnAT! Para quem não puder estar presencialmente, poderá acompanhar ao vivo por este link: https://bit.ly/quarta_tematicaclima (também no QRCode da imagem).
Um ano após a enchente no RS

Há cerca de um ano, o RS viveu a maior enchente de sua história. Das 497 cidades do estado, 478 foram atingidas por alagamentos, inundações e deslizamentos. Mais de 2,3 milhões de pessoas foram afetadas, 184 perderam suas vidas e 25 estão desaparecidas. A maior parte da população segue na luta para se reerguer dos escombros, especialmente a empobrecida, indígena, negra e periférica. O avanço do capital nos territórios de vida foi motor dessa tragédia, tão anunciada por ambientalistas, movimentos sociais e populares que pautam a emergência climática, produto do capitalismo. Grande parte dos impactos poderiam ter sido evitados, mas alertas foram ignorados em nome do lucro da especulação imobiliária, agronegócio e mineração, que no caos climático navegam com seus projeto$ de morte, por vezes fantasiados em coletes salva-vidas. Hoje, notícias da economia se recuperando não refletem a realidade dos programas habitacionais que não saíram do papel. Tampouco das multidões que seguem em áreas de risco, ou das 400 pessoas que ainda vivem em abrigos. Medidas efetivas não foram tomadas, fato evidente em qualquer chuva, que faz alagamentos na maior parte das cidades, trazendo riscos, destruição, falta de luz, de acesso à água potável e ao transporte. Enquanto Porto Alegre recebeu a South Summit, em que se falou em resiliência nos termos dos negócios privados, o estado segue sem construção de sistemas de proteção contra cheias (8 projetos foram prometidos, nenhum está em execução). A proposta dos governos é de mais privatização. De data centers em cidades que ficaram submersas, às consultorias de empresas estrangeiras, corporações seguem concentrando poder e aquecendo o planeta. Organizações populares e movimentos sociais atuaram com fôlego durante a enchente para garantir direitos, e seguem se articulando para amparar a população e construir respostas reais, como as cozinhas solidárias. Os que antes negavam as mudanças climáticas hoje se aproveitam da pauta para vender ainda mais nossas cidades. O negacionismo virou oportunismo, mas seguiremos firmes com a certeza de que é na convergência dos movimentos sociais e na solidariedade que enfrentaremos as crises sistêmicas. Confira nas redes e compartilhe: 📍 Instagram 📍 X 📍 Facebook
A Cúpula dos Povos se soma ao combate ao poder corporativo: um dos principais desafios da agenda climática global

Mais de 250 organizações cobram transparência na COP30 e o fim da interferência das indústrias poluidoras! 🌎🔥 Carta entregue à presidência do Brasil e à Secretaria da COP propõe quatro medidas para por fim ao conflito de interesses entre a pauta climática estabelecida no Acordo de Paris e a atuação invisível dos lobistas que atrasam tanto a redução das emissões quanto a proteção das comunidades impactadas. Governo é cobrado a liderar processo. Confira posicionamento, trechos e propostas da carta, assinada pela Amigas da Terra Internacional, da qual a Amigas da Terra Brasil faz parte, em: https://www.instagram.com/p/DHbLxDxuXRh/?img_index=1 A Cúpula dos Povos se soma ao combate ao poder corporativo, um dos nossos eixos e um dos principais desafios da agenda climática global. Nossa luta é contra os grandes projetos do agronegócio, hidronegócio, mineração e logística que destroem territórios e biodiversidade. Em 2024, o planeta ultrapassou o limite de 1,5°C de aquecimento global, com incêndios, enchentes e secas devastadoras. Enquanto isso, lobistas das indústrias poluidoras seguem atrasando a transição climática justa. 📜 Carta entregue à Presidência do Brasil e à Secretaria da COP cobra: ✅ Política de conflito de interesses para barrar lobistas poluidores. ✅ Padrões de transparência para delegações e participantes da COP. ✅ Reformas nos critérios de escolha da presidência da COP. ✅ Acordos do País Anfitrião (HCAs) e parcerias que garantam compromissos climáticos reais. ✅ Responsabilização de empresas e governos por crimes ambientais e impactos da crise climática. ⏳ A crise climática exige ação urgente! Precisamos enfrentar a captura corporativa e responsabilizar aqueles que lucram com a destruição. 📎 Acesse mais informações: 🔗 Leia o release e a carta no site da Transparência Internacional: https://transparenciainternacional.org.br/posts/mais-de-260-organizacoes-e-especialistas-cobram-mais-transparencia-e-fim-do-conflito-de-interesses-na-cop-30/ 🔗 Confira o mapa de medidas recomendadas no site da Kick Big Polluters Out: https://kickbigpollutersout.org/demands






