SEMINÁRIO DEBATE PARTICIPAÇÃO DA JUVENTUDE NA LUTA POR JUSTIÇA CLIMÁTICA

Nos dias 30 e 31 de março, a Amigas da Terra Brasil, em parceria com o Instituto Terre des Hommes Alemanha (TdH), realizará o encontro Juventude e Meio Ambiente: Vozes Jovens pela Justiça Climática, em Porto Alegre (RS). O seminário acontece das 19h às 22h nos dois dias, no Auditório do CPERS Sindicato, no centro da cidade. No dia 31/03, durante o dia, alguns jovens visitarão uma aldeia indígena Mbyá Guarani. As mesas de debate serão integradas por jovens de organizações e movimentos sociais, indígenas, quilombolas, periferia urbana e também estão convidadas parlamentares sensíveis às pautas da juventude por justiça ambiental. Além disso, estarão presentes jovens que estiveram no seminário realizado no final do ano passado, que abordou a monocultura de eucalipto e mudanças climáticas visando o debate de justiça climática na Cúpula dos Povos, que ocorreu no Pará, em 2025. O evento é gratuito e aberto ao público. Busca promover articulação entre jovens, organizações e movimentos sociais, com foco na realidade urbana e territorial do Rio Grande do Sul, a fim de fortalecer o protagonismo das juventudes na luta por justiça climática. Durante o evento será lançado um poster sobre a participação da Amigas da Terra Brasil na Cúpula dos Povos. Mundo afora as juventudes têm atuado em lutas e processos de conscientização quanto à emergência climática, causada e agravada pelo capitalismo neoliberal e por corporações que colocam o lucro acima da vida. Queremos construir uma agenda ambiental, climática e de direitos dos povos com as juventudes. PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO JUVENTUDE E MEIO AMBIENTE: VOZES PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA 🌿 Dia 30 de março (19h às 22h) 📍 Auditório do CPERS Sindicato – Porto Alegre (RS) * Acolhida e acordos com ATBrasil * Cúpula dos Povos em Belém do Pará (2025) sob a perspectiva da juventude * Coletivo de Mídia Guaraní Mbyá RS * Fuá, o Sonho – Curta Metragem e conversa sobre a produção do filme com família Kaingang * Experiências de jovens Kilombolas * Juventude, trabalho decente e justiça climática: por vida além do trabalho e mais direitos * Avisos e combinados logísticos para o dia seguinte 🌿 Dia 31 de março (19h às 22h) 📍 Auditório do CPERS Sindicato – Porto Alegre (RS) * Acolhida e acordos com ATBrasil * No batuque do tambor: juventude em movimento com a Marcha Mundial das Mulheres * Coletivo de Juventude do Movimento pela Soberania Popular na Mineração – Ravel Marques: Lutar pelo território! Controlar o subsolo! * Juventude e as violações de direitos cometidas pelas empresas transnacionais * Experiencias da Periferia Feminista do Morro da Cruz * Encerramento com ATBrasil e colação de lambes
Declaração da Cúpula dos Povos rumo à COP30

Nós, da Cúpula dos Povos, reunidos em Belém do Pará, na Amazônia brasileira, de 12 a 16 de novembro de 2025, declaramos aos povos do mundo o que acumulamos em lutas, debates, estudos, intercâmbios de experiências, atividades culturais e depoimentos, ao longo de vários meses de preparação e nestes dias aqui reunidos. Nosso processo reuniu mais de 70.000 pessoas que compõem movimentos locais, nacionais e internacionais de povos originários e tradicionais, camponeses/as, indígenas, quilombolas, pescadores/as, extrativistas, marisqueiras, trabalhadores/as da cidade, sindicalistas, população em situação de rua, quebradeiras de coco babaçu, povos de terreiro, mulheres, comunidade LGBTQIAPN+, jovens, afrodescendentes, pessoas idosas, dos povos da floresta, do campo, das periferias, dos mares, rios, lagos e mangues. Assumimos a tarefa de construir um mundo justo e democrático, com bem viver para todas e todos. Somos a unidade na diversidade. O avanço da extrema direita, do fascismo e das guerras ao redor do mundo exacerba a crise climática e a exploração da natureza e dos povos. Os países do norte global, as corporações transnacionais, e as classes dominantes são os maiores responsáveis por essas crises. Saudamos a resistência e nos solidarizamos com todos os povos que estão sendo cruelmente atacados e ameaçados pelas forças do império estadunidense, Israel e seus aliados da Europa. Há mais de 80 anos, o povo palestino tem sido vítima de genocídio praticado pelo Estado sionista de Israel, que bombardeou a faixa de Gaza, deslocou pela força milhões de pessoas e matou dezenas de milhares de inocentes, a maioria crianças, mulheres e idosos. Nosso repúdio total ao genocídio praticado contra a Palestina. Nosso apoio e abraço solidário ao povo que bravamente resiste, e ao movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS). Ao mesmo tempo, no mar do Caribe, os Estados Unidos intensificam sua presença imperial. Fazem-no expandindo operações conjuntas, acordos e bases militares, em conluio com a extrema direita, sob o pretexto de combate ao narcotráfico e ao terrorismo, como com a operação recém anunciada “Lança do Sul”. O imperialismo segue ameaçando a soberania dos povos, criminalizando movimentos sociais e legitimando intervenções que historicamente serviram aos interesses privados na região. Nos solidarizamos à resistência da Venezuela, Cuba, Haiti, Equador, Panamá, Colômbia, El Salvador, República Democrática do Congo, Moçambique, Nigéria, Sudão, e com os projetos de emancipação dos povos do Sahel, Nepal e de todo o mundo. Não há vida sem natureza. Não há vida sem a ética e o trabalho de cuidados. Por isso, o feminismo é parte central do nosso projeto político. Colocamos o trabalho de reprodução da vida no centro, é isso que nos diferencia radicalmente dos que querem preservar a lógica e a dinâmica de um sistema econômico que prioriza o lucro e a acumulação privada de riquezas. Nossa visão de mundo está orientada pelo internacionalismo popular, com intercâmbios de conhecimentos e saberes, que constroem laços de solidariedade, lutas e de cooperação entre nossos povos. As verdadeiras soluções são fortalecidas por esta troca de experiências, desenvolvidas em nossos territórios e por muitas mãos. Temos o compromisso de estimular, convocar e fortalecer essas construções. Por isso, saudamos o anúncio da construção do Movimento Internacional de Atingidas e Atingidos por barragens, pelos crimes socioambientais e pela crise climática. Iniciamos nossa Cúpula dos Povos navegando pelos rios da Amazônia que, com suas águas, nutrem todo o corpo. Como o sangue, sustentam a vida e alimentam um mar de encontros e esperanças. Reconhecemos também a presença dos encantados e de outros seres fundamentais na cosmovisão dos povos originários e tradicionais, cuja força espiritual orienta caminhos, protege territórios e inspira as lutas pela vida, pela memória e por um mundo de bem viver. Depois de mais de dois anos de construção coletiva e de realizar a Cúpula dos Povos, afirmamos: Frente a esses desafios, propomos: Por fim, consideramos que é tempo de unificar nossas forças e enfrentar o inimigo comum. Se a organização é forte, a luta é forte. Por esta razão, a nossa tarefa política principal é o trabalho de organização dos povos em todos os países e continentes. Vamos enraizar nosso internacionalismo em cada território e fazer de cada território uma trincheira da luta internacional. É tempo de avançar de modo mais organizado, independente e unificado, para aumentar nossa consciência, força e combatividade. Este é o caminho para resistir e vencer. “Povos do mundo: Uni-vos”
Seminário reafirma a importância da defesa dos territórios de vida frente às ameaças do capitalismo

Nos dias 20 e 21 de setembro, a Amigas da Terra Brasil promoveu o “Seminário Regional Territórios de Vida x Projetos de Morte Monocultivos e Mineração”, no CPERS Sindicato, em Porto Alegre (RS). O encontro reuniu comunidades, povos indígenas, quilombolas, assentades, juventudes, organizações e movimentos sociais de todo o estado para refletir, fortalecer e articular estratégias em defesa dos biomas, povos e territórios de vida. Com base em repertório histórico e trazendo uma série de dados, o seminário se debruçou na disputa entre dois projetos de futuro: os territórios de vida, que florescem na diversidade cultural, na agroecologia, na luta por soberania alimentar e justiça social, e os projetos de morte, que avançam com monocultivos, mineração e agrotóxicos, impondo destruição, racismo ambiental e agravando a crise climática. O momento foi composto por atividades culturais, participação em ato, oficina de batucadas e três painéis de debate. Foram dois dias de diálogos potentes sobre histórias de luta, denúncias dos impactos socioambientais e experiências de resistência que mostram que outro caminho é possível – um caminho construído pelos povos, na defesa da terra, da água, da saúde, da cultura e da vida. Emergiram questões relacionadas à luta por terra e território, marcadas pela urgência de reforma agrária popular, da agroecologia, da reforma urbana, da demarcação de territórios indígenas e da titulação quilombola. Outro tema foi a necessidade de pôr fim à violência colonial. Para isso, é fundamental a solidariedade internacionalista, assim como a construção de alternativas reais, que alterem a correlação de forças do capitalismo e mudem as lógicas de produção e consumo . Soluções que tenham como eixo a soberania dos povos, especialmente alimentar e energética, uma transição justa e feminista, e que se ergam a partir das raízes com justiça climática, trazendo reparação histórica, garantia de direitos e a salvaguarda das formas de vida ancestrais. O seminário salientou que frente às múltiplas crises que borbulham na emergência climática, as soluções reais residem nas soluções dos povos, na organização coletiva e no poder popular. Experiências como a luta das mulheres assentadas, cozinhas solidárias, hortas comunitárias, retomadas indígenas, aquilombamentos, organização das juventudes, frentes em defesa dos biomas e construções que demandam políticas públicas para projetos de vida foram destacadas. O momento denunciou projetos de morte da especulação imobiliária, indústria bélica, da celulose, mineração e agronegócio, assim como seus impactos e os retrocessos legais que os fortalecem. Mergulhando na resistência em solo gaúcho, foram realizadas apresentações sobre as lutas contra agrotóxicos, monocultivos e o latifúndio. Foi evidenciado o protagonismo das mulheres, assim como as mobilizações políticas e sociais realizadas em defesa do meio ambiente. Estavam presentes jovens rumo à Cúpula dos Povos, povos Guarani e Kaingang, o Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa, a UPP Camaquã/AGrUPa, o Assentamento Santa Rita de Cássia II/Nova Santa Rita, o Movimento Sem Terra (MST), o Movimento por Soberania Popular na Mineração (MAM), o coletivo Periferia Feminista, a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a CSAA Territórios de Vida (Comunidade que Sustenta a Agricultura Agroecológica), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (RENAP) e a Universidade Federal do Rio Grande do SUl (UFRGS). O Seminário encerrou com mística e mobilização para o “Ato Sem Anistia para Golpistas, contra a PEC da Blindagem ou PEC da Bandidagem”, uma manobra que dificulta investigações contra parlamentares e presidentes de partidos suspeitos de cometer crimes, reafirmando que seguimos juntes na construção de territórios livres da exploração corporativa e abertos à esperança de um futuro justo e sustentável. Direitos para os povos, regras para empresas: é preciso desmantelar o poder corporativo “A gente fala que por trás de uma grande fortuna há sempre um crime. E por trás desses crimes estão as transnacionais”, afirmou Letícia Paranhos, presidenta da Amigas da Terra Brasil. Durante uma apresentação, Letícia abordou a arquitetura da impunidade das grandes corporações, expondo como estas atuam em cadeias globais para se isentarem de seus crimes e ampliarem lucros às custas dos territórios de vida, especialmente no Sul Global. Letícia apresentou, ainda, proposições no combate à impunidade corporativa, intrínseca nos projetos de morte do capital. “Falamos muito da arquitetura da impunidade, companheiros citaram aqui em vários momentos. Quando falamos de projeto de morte, nós falamos que eles podem existir graças a essa arquitetura”, expressou. A nível global, Letícia ressaltou a “Campanha Global para Desmantelar o Poder Corporativo, Reivindicar a soberania dos povos e Acabar com a impunidade”, que demanda internacionalmente um Tratado Juridicamente Vinculante que responsabilize empresas transnacionais (ETNs) por seus crimes. Destacou, ainda, iniciativas a nível nacional que também pautam a primazia dos direitos humanos acima do lucro, e que surgem como ferramenta de luta para que crimes como Mariana e Brumadinho nunca mais se repitam. Exemplo disso, no Brasil, é o PL 572/22, construído junto a movimentos sociais. “A nossa perspectiva é a questão de direitos para os povos e regras para empresas, que é justamente o contrário do que temos hoje”, explicou Letícia. Baixe a cartilha popular do PL 572/22 e saiba mais: O seminário também denunciou falsas soluções do mercado, construídas com apelo de marketing verde, discursos de responsabilidade social corporativa, sustentabilidade e até mesmo de transição energética. Discursos corporativos que na prática replicam velhos problemas criados por corporações, explorando ainda mais a natureza e as pessoas em nome do lucro, na lógica de que estes são meros recursos infinitos à sua disposição. Uma dinâmica entrelaçada no capitalismo financeiro e especulativo, tão encontrado no mercado de carbono, mas que pouco se conecta com a realidade material de um planeta finito que está em colapso. Pampa na mira: desertos verdes ameaçam extinguir bioma menos protegido do Brasil Como evidencia a Rede Alerta Contra os Desertos Verdes, iniciativa nacional em defesa dos biomas, da biodiversidade e dos povos: “Quem vê árvore, não vê floresta”. Memorando essa reflexão no marco do dia 21 de setembro, data internacional de combate aos desertos verdes, o Seminário expôs a fragilidade do Pampa frente ao avanço destes. Trazendo a força
Marcha histórica do MAM ocupa as ruas da capital cearense fortalecendo a luta pela soberania popular na mineração no Brasil

Ato encerrou o II Encontro Nacional do movimento, que ditou as diretrizes para os próximos anos de luta com o lema: “Lutar pelo Território, Controlar o Subsolo” A única luta que se perde é aquela que se abandona. E nós nunca, nunca, nunca abandonamos a luta! As ruas da capital cearense foram ocupadas por um mar vermelho de bandeiras flamejantes na manhã de 28 de agosto de 2025. Em uma marcha histórica, cerca de 1.500 militantes do Movimento pela Soberania Popular na Mineração saíram da Estátua de Iracema Guardiã rumo ao Palácio da Abolição, sede do governo estadual, definindo um novo momento político para o movimento. A marcha reuniu a expressiva presença de 17 estados brasileiros que sofrem ou que vivem sob ameaças das contradições da mineração em seus territórios. São indígenas, quilombolas, povos das cidades e dos campos que representaram a luta de todo um país pela pauta da soberania popular na mineração. “O povo xikrin está 98% contaminado por metais pesados oriundos da mineração no Pará. Estamos aqui pra contribuir com a luta do povo do Ceará, pra contribuir com a luta contra a mineração, ela só traz morte, prejuízo pra nossa biodiversidade, pras nossas florestas”, disse Takak Xikrin, indígena que vive no sudeste paraense. O ato simbolizou o acúmulo de um legado de 13 anos de existência do movimento. “Viemos às ruas representar que esta luta é de toda sociedade brasileira. Estamos, desde abril de 2024, tentando dialogar com o governo cearense, de que este modelo de mineração não é aceitável. Entendemos o Nordeste como novo ponto focal neste processo, diante dos territórios que devem se apropriar do que temos em nosso subsolo e poder decidir onde e como se deve minerar”, afirmou o dirigente nacional do MAM do Ceará, Pedro D’Andrea. II Encontro Nacional do MAM Com o Lema “Lutar pelo Território, Controlar o Subsolo”, o movimento, que se firma, há mais de uma década, como o único a lutar, elaborar e formar militantes nos territórios afetados pela mineração, discutiu os dilemas impostos pelo modelo mineral brasileiro provocando distúrbios na economia, na natureza, no consumo e nas dinâmicas trabalhistas no Brasil e no mundo. Além dos debates sobre Territórios Livres de Mineração e democratização da renda mineral, a organização também realizou propostas frente aos modelos de transição energética que acentuam a espoliação mineral sem resolver as crises climáticas que assolam o mundo. Foto: Luísa Brasil Também como ponto fundamental do Encontro, foi realizada a I Feira Cultural da Agrobiodiversidade do MAM. Organizada pelo Coletivo de Produção do movimento, o espaço valorizou os potenciais dos territórios em suas várias expressões: agricultura familiar, arte e cultura popular, promovendo a troca de sementes de 15 territórios, shows que embalaram com muita alegria a militância que esteve presente e a venda de produtos agroecológicos dos territórios afetados pela mineração. Ao final do ato foi feita a leitura da carta síntese coletiva do MAM para os próximos anos de luta. Confira: CARTA DE FORTALEZALutar pelo território: controlar o subsolo! O controle monolítico do Estado por uma burguesia sem nexo moral com as classes subalternas, compromete irremediavelmente qualquer possibilidade de um projeto de desenvolvimento nacional. O antagonismo entre acumulação de capital, democracia e soberania torna o capitalismo brasileiro intrínseco e irreversivelmente antinacional e antissocial. Submetida à lógica especulativa e espoliativa do capital internacional, do agronegócio, do extrativismo mineral e da aristocracia financeira, a economia funciona como um moinho satânico que gira para maximizar a extração de mais-valia, gerar megassuperávits fiscais para sustentar a ciranda financeira lastreada em dívida pública e potencializar a transferência de recursos reais e financeiros ao exterior para alimentar a reprodução ampliada do capital internacional. As epígrafes acima descrevem o sentimento do II Encontro Nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM no Campus do Picí, na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, nos dias 24 a 28 de agosto de 2025, quando nos reunimos em mais 1.200 pessoas de 18 estados brasileiros, camponeses, indígenas, quilombolas, trabalhadoras e trabalhadores de todas as regiões do país, e convidados internacionais, do Continente Africano e países do continente Latino Americano! Nos encontramos para analisar as consequências práticas do que chamamos de problema mineral brasileiro, cujas as características são, de ser organizado de fora do país para dentro, engendrado como espaço de decisões antidemocráticas, e que gera e retroalimenta o desenvolvimento do subdesenvolvimento a um custo elevado a economia nacional, a natureza e a sociedade. Nos encontramos para analisar, refletir, e se posicionar, sobre a emergência climática que presa a ideologia da descarbonização da economia global dos países ricos, exerce seu controle e se impõe como nova rodada de precificação da natureza expressas no desmantelamento das leis ambientais, na aceitação da proposta de adaptação e mitigação do plano clima. Nos encontramos para interpelar a mentira de que devemos transitar para o uso de energias limpas em forma de expansão energética de um sistema eletrointensivo – pois as novas tecnologias são intensivas no uso de natureza, bem como são expansivas às nossas subjetividades – a indústria bélica e os algoritmos são um projeto de poder e neles se expressam uma geopolítica de controle dos minerais raros, minerais críticos e minerais estratégicos. Diante disso convocamos a sociedade Brasileira a se intrometer – nos negócios da transição energética e da indústria extrativa da mineração como um todo do que se pretende governos e capitalistas do setor da mineração pois somente assim a expansão energética sucumbi a nossa soberania. Reafirmamos o nosso compromisso em lutar por territórios livres de mineração, assim como pela democratização da renda mineral e pelo controle social do modelo mineral nacional, de decidirmos juntos e juntas o que, como e onde minerar, e para isto, é preciso debater a função social do subsolo e suas consequências, que expressem uma reorganização na sua forma e nos seus resultados sob o controle popular! Fortaleza-Ceará, 27 de agosto de 2025 Por Coletivo Nacional de Comunicação do MAM Texto originalmente publicado no site do MAM, em: https://www.mamnacional.org.br/2025/08/29/marcha-historica-do-mam-ocupa-as-ruas-da-capital-cearense-fortalecendo-a-luta-pela-soberania-popular-na-mineracao-no-brasil/






