Amigas da Terra Brasil na Plenária das Mulheres e Juventudes do Bioma Pampa

Na quarta-feira (10), a Amigas da Terra Brasil marcou presença na Plenária das Mulheres e Juventudes do Bioma Pampa, que ocorreu no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários). A iniciativa reuniu mulheres, jovens, representantes de movimentos sociais, gestores públicos e pesquisadores para discutir estratégias voltadas à justiça climática, à igualdade de gênero e à participação social nos territórios. A atividade integra a série nacional “Plenárias das Mulheres e Juventudes nos Biomas Pós-COP30”, promovida nos seis biomas brasileiros pelo Ministério das Mulheres em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional de Juventude. Junto a companheiras de luta, Letícia Paranhos, presidenta da ATBr, participou da mesa “Território, justiça climática e desigualdades”, onde criticou o avanço de projetos de morte da monocultura, mineração e expansão da indústria da celulose no Rio Grande do Sul. Empreendimentos que aprofundam a degradação ambiental e ampliam conflitos territoriais, especialmente em áreas ocupadas por povos indígenas, quilombolas e agricultores familiares. Reivindicamos uma transição ecológica baseada na agroecologia, na reforma agrária popular, na demarcação de terras indígenas e quilombolas e no fortalecimento das iniciativas comunitárias e solidárias que emergiram durante as enchentes de 2024. Como mencionou Letícia: “A luta pela justiça climática não é uma luta isolada. Trata-se de reconhecer a dívida ecológica histórica, compreender que muitas das soluções de mercado apresentadas hoje reproduzem formas de colonialismo verde e garantir que os povos permaneçam nos territórios, participando das decisões sobre o presente e o futuro.” O debate na mesa sobre Território, Justiça Climática e Desigualdades escancarou que o colapso ambiental não afeta a todos da mesma forma. Ficou evidente que o enfrentamento à crise climática passa, obrigatoriamente, por ouvir a sabedoria acumulada pelas periferias, juventudes e pelas mulheres que estão na linha de frente dos territórios. Diante da ameaça do racismo ambiental e do “colonialismo verde”, as vozes da plenária reforçaram que as propostas populares precisam urgentemente ser transformadas em políticas públicas reais. O acúmulo desses debates fundamentais fará parte de uma nova publicação sobre juventudes e mudanças climáticas que será lançada nas próximas semanas. Arraste para o lado para conferir os registros desse momento de articulação e luta! ✊🏽🌍🌿 👉🏽 Confira a matéria do Jornal Brasil de Fato e saiba mais👉🏽 Confira cobertura fotográfica aqui | 📷 Maí Yandara
Aqui é o Vale do Jequitinhonha! Lítio zero impacto se viola o direito à água?

Moradores da comunidade Piauí Poço Dantas, em Araçuaí, Vale do Jequitinhonha (MG), revelam como a vida mudou com a chegada da mineradora Sigma Lithium. Expondo impactos nas formas de ser e viver da população local, a comunidade denuncia o rastro de destruição que a empresa provoca. No novo vídeo da série, você confere falas de afetados e o processo de luta, que teve recente vitória popular com a Justiça impondo medidas à Sigma (já violadas). Dá o play e vem mobilizar tua revolta! A mineradora de capital canadense apela à propagandas para passar a imagem de sustentável e responsável socialmente. Por trás do discurso, permeado de colonialismo, violações de direitos humanos, dos povos e dos territórios escancaram a verdadeira preocupação da Sigma: transformar territórios de vida em zonas de sacrifício do capital, em nome do seu lucro, e com base na falsa narrativa de “lítio zero impacto” com a desculpa da transição energética. Zero impacto se a população adoece e tem o acesso à água, direito universal, violado? De que adianta uma caixa de água, com o logo da empresa, quando a água do rio que ainda tem que ser usada foi contaminada? Nas caixas de água o slogan diz “água para todos”. Todos quem, se são só mil litros de água por família? Se as cisternas que antes abasteciam as moradias, tecnologia social sustentável frente a crise hídrica, racham com as explosões da mineradora e são contaminadas por resíduos tóxicos? Para uma empresa se vender para gringo ver, está a insônia devido ao ruido incessante da mineradora, separação de famílias e a expulsão forçada de moradores. Mas, resistindo à mineração, ali está um povo que coabita com o rio, e que sonha em ter de volta a tranquilidade onde crianças brincavam, e pessoas se reuniam vindas de outras cidades para se banhar no Rio Piauí. Seguimos na luta! Aqui não é Lithium Valley, aqui é o Vale do Jequitinhonha! Confira os outros vídeos dessa série, que ainda vai contar mais a fundo a história da região e a importância da luta pelos direitos dos povos e territórios que pulsam vida: Vale do Lítio? Aqui é o Vale do Jequitinhonha: Transição energética para quê e para quem? Vale do Lítio? Aqui é o Vale do Jequitinhonha: Lítio Verde com mineração a céu aberto?






