{"id":7371,"date":"2025-04-29T14:42:07","date_gmt":"2025-04-29T17:42:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=7371"},"modified":"2025-07-12T17:51:42","modified_gmt":"2025-07-12T20:51:42","slug":"um-ano-apos-a-enchente-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=7371","title":{"rendered":"Um ano ap\u00f3s a enchente no RS"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de um ano, o RS viveu a maior enchente de sua hist\u00f3ria. Das 497 cidades do estado, 478 foram atingidas por alagamentos, inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos. Mais de 2,3 milh\u00f5es de pessoas foram afetadas, 184 perderam suas vidas e 25 est\u00e3o desaparecidas. A maior parte da popula\u00e7\u00e3o segue na luta para se reerguer dos escombros, especialmente a empobrecida, ind\u00edgena, negra e perif\u00e9rica.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o do capital nos territ\u00f3rios de vida foi motor dessa trag\u00e9dia, t\u00e3o anunciada por ambientalistas, movimentos sociais e populares que pautam a emerg\u00eancia clim\u00e1tica, produto do capitalismo. Grande parte dos impactos poderiam ter sido evitados, mas alertas foram ignorados em nome do lucro da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, agroneg\u00f3cio e minera\u00e7\u00e3o, que no caos clim\u00e1tico navegam com seus projeto$ de morte, por vezes fantasiados em coletes salva-vidas.<\/p>\n<p>Hoje, not\u00edcias da economia se recuperando n\u00e3o refletem a realidade dos programas habitacionais que n\u00e3o sa\u00edram do papel. Tampouco das multid\u00f5es que seguem em \u00e1reas de risco, ou das 400 pessoas que ainda vivem em abrigos. Medidas efetivas n\u00e3o foram tomadas, fato evidente em qualquer chuva, que faz alagamentos na maior parte das cidades, trazendo riscos, destrui\u00e7\u00e3o, falta de luz, de acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e ao transporte. Enquanto Porto Alegre recebeu a South Summit, em que se falou em resili\u00eancia nos termos dos neg\u00f3cios privados, o estado segue sem constru\u00e7\u00e3o de sistemas de prote\u00e7\u00e3o contra cheias (8 projetos foram prometidos, nenhum est\u00e1 em execu\u00e7\u00e3o). A proposta dos governos \u00e9 de mais privatiza\u00e7\u00e3o. De data centers em cidades que ficaram submersas, \u00e0s consultorias de empresas estrangeiras, corpora\u00e7\u00f5es seguem concentrando poder e aquecendo o planeta.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00f5es populares e movimentos sociais atuaram com f\u00f4lego durante a enchente para garantir direitos, e seguem se articulando para amparar a popula\u00e7\u00e3o e construir respostas reais, como as cozinhas solid\u00e1rias. Os que antes negavam as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas hoje se aproveitam da pauta para vender ainda mais nossas cidades. O negacionismo virou oportunismo, mas seguiremos firmes com a certeza de que \u00e9 na converg\u00eancia dos movimentos sociais e na solidariedade que enfrentaremos as crises sist\u00eamicas.<\/p>\n<p>Confira nas redes e compartilhe:<br \/>\n\ud83d\udccd <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3GNWkiM\">Instagram<\/a><br \/>\n\ud83d\udccd <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3YUM5Q0\">X<\/a><br \/>\n\ud83d\udccd <a href=\"http:\/\/bit.ly\/42ZlWks\">Facebook<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de um ano, o RS viveu a maior enchente de sua hist\u00f3ria. Das 497 cidades do estado, 478 foram atingidas por alagamentos, inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos. Mais de 2,3 milh\u00f5es de pessoas foram afetadas, 184 perderam suas vidas e 25 est\u00e3o desaparecidas. 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Medidas efetivas n\u00e3o foram tomadas, fato evidente em qualquer chuva, que faz alagamentos na maior parte das cidades, trazendo riscos, destrui\u00e7\u00e3o, falta de luz, de acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e ao transporte. Enquanto Porto Alegre recebeu a South Summit, em que se falou em resili\u00eancia nos termos dos neg\u00f3cios privados, o estado segue sem constru\u00e7\u00e3o de sistemas de prote\u00e7\u00e3o contra cheias (8 projetos foram prometidos, nenhum est\u00e1 em execu\u00e7\u00e3o). A proposta dos governos \u00e9 de mais privatiza\u00e7\u00e3o. De data centers em cidades que ficaram submersas, \u00e0s consultorias de empresas estrangeiras, corpora\u00e7\u00f5es seguem concentrando poder e aquecendo o planeta. Organiza\u00e7\u00f5es populares e movimentos sociais atuaram com f\u00f4lego durante a enchente para garantir direitos, e seguem se articulando para amparar a popula\u00e7\u00e3o e construir respostas reais, como as cozinhas solid\u00e1rias. 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