{"id":7288,"date":"2025-03-18T16:29:57","date_gmt":"2025-03-18T19:29:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=7288"},"modified":"2025-06-12T12:48:59","modified_gmt":"2025-06-12T15:48:59","slug":"eucalipto-nao-e-floresta-em-jornada-de-luta-mulheres-sem-terra-denunciam-expansao-do-monocultivo-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=7288","title":{"rendered":"&#8220;Eucalipto n\u00e3o \u00e9 floresta&#8221;: Em jornada de luta mulheres sem terra denunciam expans\u00e3o do monocultivo no RS"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na quinta-feira (13\/03), Mulheres Sem Terra realizaram ato em frente a f\u00e1brica de produ\u00e7\u00e3o de celulose da CMPC, em Gua\u00edba (RS). A Amigas da Terra Brasil e o Levante Popular da Juventude somaram ao momento, protagonizado por mulheres e pessoas LGBTQIAP+. Entoando que <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Eucalipto n\u00e3o \u00e9 floresta&#8221;<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e que &#8220;<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">os mesmos que destroem a natureza s\u00e3o aqueles que destroem a vida das mulheres&#8221;<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, presentes denunciavam\u00a0 o avan\u00e7o dos monocultivos no bioma Pampa, a responsabilidade das grandes empresas por crimes ambientais e a necessidade da luta por dignidade, terra, territ\u00f3rio e em defesa de direitos e da natureza.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54384124539\/in\/album-72177720324388420\/\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54384124539_837a17e614_c.jpg\" alt=\"Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra - 13\/03\/25\" width=\"800\" height=\"521\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com falas, cartazes e cantos, expuseram que o agroneg\u00f3cio e os megaprojetos causam o envenenamento da natureza e das pessoas, e que os cr\u00e9ditos de carbono dos monocultivos (como o de eucalipto, caso da CMPC) s\u00e3o sujos &#8211; uma falsa solu\u00e7\u00e3o para a crise clim\u00e1tica. Outra den\u00fancia foi quanto ao an\u00fancio da CMPC sobre nova f\u00e1brica em Barra do Ribeiro, ainda maior que a de Gua\u00edba, ressaltando os impactos socioambientais de atividades do ramo. O momento tamb\u00e9m foi de solidariedade \u00e0s pessoas trabalhadoras e moradoras do entorno, que no dia 23 de fevereiro deste ano foram<\/span><a href=\"https:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/2025\/02\/24\/vazamento-de-cloro-liquido-em-fabrica-de-celulose-em-guaiba-rs-coloca-populacao-em-alerta\/\"><span style=\"font-weight: 400;\"> afetadas por vazamento de di\u00f3xido de cloro da f\u00e1brica.<\/span><\/a><\/p>\n<p><iframe title=\"Vazamento em f\u00e1brica da empresa CMPC coloca popula\u00e7\u00e3o em alerta\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/h4Kx096mSI8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste encontro entre MST, juventudes e mulheres organizadas, a expans\u00e3o dos<\/span><a href=\"https:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/2024\/09\/21\/quem-ve-arvore-nao-ve-floresta-manifesto-rede-alerta-contra-desertos-verdes\/\"> <span style=\"font-weight: 400;\">monocultivos de \u00e1rvores (desertos verdes)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da CMPC foi abordado como crime ambiental e projeto de morte do capital.\u00a0 Durante a a\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 f\u00e1brica de celulose da CMPC, mulheres e aliades entoavam: &#8220;<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Eucalipto n\u00e3o \u00e9 floresta, CMPC devolve o pampa j\u00e1. As mulheres da reforma agr\u00e1ria querem terra para trabalhar&#8221;<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><em><strong>Quem n\u00e3o pode com as mulheres, n\u00e3o atice o formigueiro<\/strong><\/em><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Estamos aqui para denunciar essa empresa criminosa que acaba com a vida das mulheres. N\u00f3s, mulheres sem terra, mulheres da cidade, mulheres acampadas, seguiremos denunciando o capital e a destrui\u00e7\u00e3o que o agroneg\u00f3cio provoca nos nossos corpos e nos nossos territ\u00f3rios. N\u00f3s lutamos pela vida, pela biodiversidade e pela defesa da produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis. N\u00f3s ainda estamos aqui, e faremos a luta contra todas as formas de viol\u00eancia&#8221;.\u00a0 Fala coletiva durante ato em frente \u00e0 CMPC.\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54383934636\/in\/album-72177720324388420\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54383934636_42d37c3cda_c.jpg\" alt=\"Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra - 13\/03\/25\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54384315640\/in\/album-72177720324388420\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54384315640_c3c108da8a_c.jpg\" alt=\"Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra - 13\/03\/25\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na data, foram realizadas a\u00e7\u00f5es em diversos pontos do Rio Grande do Sul para denunciar o avan\u00e7o da silvicultura, em especial do eucalipto, e o risco que traz para a vegeta\u00e7\u00e3o nativa e vida da popula\u00e7\u00e3o, sobretudo para o Bioma Pampa, amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o.\u00a0 A a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ocorreu em\u00a0 Porto Alegre, Pelotas, Santana do Livramento e Tupanciret\u00e3, com marchas, interven\u00e7\u00f5es culturais, debates, entrega e plantio de mudas. Sob o lema \u201cAgroneg\u00f3cio \u00e9 viol\u00eancia e crime ambiental, a luta das mulheres \u00e9 contra o capital!\u201d, a a\u00e7\u00e3o faz parte da mobiliza\u00e7\u00e3o do Movimento Sem Terra (MST) para marcar o 8 de mar\u00e7o, por meio da Jornada Nacional de Lutas de 2025. Entre 11 e 14 de mar\u00e7o, o MST realizou encontros, forma\u00e7\u00f5es, plantios, marchas e protestos por todo o Brasil para denunciar as viol\u00eancias do agroneg\u00f3cio, das corpora\u00e7\u00f5es e dos monocultivos &#8211; que expropriam corpos e territ\u00f3rios, envenenam povos e terras, mercantilizam alimentos e a natureza, secam rios, aprofundam desigualdades e agravam a crise ambiental.<\/span><\/p>\n<p><em><strong>Confira o v\u00eddeo de cobertura do ato e relatos das mulheres organizadas:<br \/>\nINSERIR AQUI<\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00f3s, mulheres do movimento, nos sentimos nesse compromisso com a sociedade brasileira e principalmente com o nosso bioma Pampa. Queremos alertar que um avan\u00e7o desses do agroneg\u00f3cio e ainda hoje liberado por lei sem um zoneamento ambiental, ele pode ser uma cat\u00e1strofe, ainda mais no Rio Grande do Sul que sofre drasticamente com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, diz Lara Rodrigues, dirigente nacional do MST no RS. Lara tamb\u00e9m destacou que o avan\u00e7o da soja, e a substitui\u00e7\u00e3o por eucalipto, al\u00e9m de trazer impactos ambientais, tem impactos no modo de vida da popula\u00e7\u00e3o, das mulheres e na paisagem do bioma Pampa. O principal alvo da mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a empresa CMPC, que est\u00e1 dominando a silvicultura no estado. \u201cEla tem um milh\u00e3o de hectares plantados de eucalipto e a previs\u00e3o de avan\u00e7o de quatro milh\u00f5es, principalmente no bioma Pampa. Estamos denunciando que essa empresa e esse avan\u00e7o da silvicultura no Rio Grande do Sul n\u00e3o v\u00e3o passar limpo\u201d, afirmou Lara. O Bioma Pampa equivale a cerca de 64% do territ\u00f3rio do RS, mas mais de 30% de \u00e1reas nativas foram perdidas entre 1995 e 2023. A <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/03\/13\/eucalipto-nao-e-floresta-mulheres-do-mst-promovem-mobilizacao-contra-impactos-ambientais-em-fabrica-de-celulose-no-rs\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">den\u00fancia do MST \u00e9 de que o principal motivo para a devasta\u00e7\u00e3o \u00e9 a silvicultura,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> por meio da produ\u00e7\u00e3o industrial de \u00e1rvores ex\u00f3ticas como eucalipto, pinus e ac\u00e1cia.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54383932231\/in\/album-72177720324388420\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54383932231_90ae030050_c.jpg\" alt=\"Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra - 13\/03\/25\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante o ato frente \u00e0 CMPC, Let\u00edcia Paranhos, presidenta da Amigas da Terra Brasil, falou sobre a impunidade corporativa, a rela\u00e7\u00e3o da CMPC com a ditadura chilena e a import\u00e2ncia da mobiliza\u00e7\u00e3o popular e das mulheres em defesa da terra: &#8220;Essa empresa vazou cloro, afetou mais uma vez a vida das pessoas e das mulheres. Todas essas casas foram cobertas, n\u00e3o houve alerta, n\u00e3o houve cuidado, n\u00e3o vai haver fiscaliza\u00e7\u00e3o e muito provavelmente vai seguir impune. A CMPC \u00e9 criminosa desde sempre, no Chile estava junto com a ditadura e aqui segue violando os nossos direitos&#8221;. Ao contextualizar sobre a nova f\u00e1brica da empresa, questionou se a mulherada deixaria barato. A resposta, em un\u00edssono, foi que n\u00e3o, que quem mexe com as mulheres se coloca para correr. &#8220;A amplia\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica s\u00f3 serve para o lucro deles. Para a gente fica o custo das nossas vidas, da nossa sa\u00fade, da nossa terra&#8221;, exp\u00f4s Let\u00edcia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54384161963\/in\/album-72177720324388420\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54384161963_8f72fc0ee5_c.jpg\" alt=\"Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra - 13\/03\/25\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s o ato, uma moradora da comunidade que presenciou a a\u00e7\u00e3o abordou manifestantes. Em relato, solicitando n\u00e3o ser identificada, contou que quando houve vazamento de di\u00f3xido de cloro na empresa ela, que mora perto, foi acometida com mal estar, enjoo e v\u00f4mito. A moradora comentou que tentou contatar a CMPC algumas vezes e acabou indo ao hospital, onde atestaram contamina\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m comunicou que ao sair de casa viu fuma\u00e7a por todo entorno, e ap\u00f3s o contato come\u00e7ou a passar mal, o que refor\u00e7a relato de outros moradores e at\u00e9 mesmo materiais em v\u00eddeo que comprovam que a fuma\u00e7a saiu dos muros da CMPC, situa\u00e7\u00e3o que a empresa contrap\u00f5e,\u00a0 alegando que sensores localizados em seus muros n\u00e3o identificavam a presen\u00e7a de di\u00f3xido de cloro na ocasi\u00e3o.\u00a0 &#8220;Eles afirmaram que sensores n\u00e3o identificaram di\u00f3xido de cloro, que a pluma de dispers\u00e3o ficou dentro da empresa. Informaram num relat\u00f3rio oficial que foi para a Fepam que n\u00e3o extrapolou os limites da empresa, sendo que tem v\u00eddeos, tem muitos depoimentos que indicam que n\u00e3o foi o caso&#8221;, exp\u00f4s o engenheiro ambiental Eduardo Raguse, da Amigas da Terra Brasil.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54384165523\/in\/album-72177720324388420\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54384165523_37c8386456_c.jpg\" alt=\"Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra - 13\/03\/25\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><\/p>\n<p>A atividade em Gua\u00edba teve continuidade no Assentamento 19 de Setembro. Contou com m\u00edstica, partilha de refei\u00e7\u00f5es, acolhida e debate sobre a import\u00e2ncia do cuidado e acolhimento na luta.\u00a0 &#8220;Faremos uma linda forma\u00e7\u00e3o com irm\u00e3 num momento de acolhimento, que pra n\u00f3s tamb\u00e9m \u00e9 luta. Estarmos saud\u00e1veis tamb\u00e9m \u00e9 uma ferramenta de fortalecimento e de enfrentamento contra o capital, porque n\u00f3s precisamos estar vivas, precisamos estar fortes para lutar pelo que vem pela frente&#8221;, exp\u00f4s Lara. De acordo com seu relato, a presen\u00e7a f\u00edsica em Gua\u00edba se conectava com a presen\u00e7a de mulheres em luta por todo Brasil: &#8220;Estamos sincronizadas em todo estado. Vamos somar aqui no RS mais de mil mulheres, e nacionalmente estamos com v\u00e1rias companheiras em luta, no<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/03\/13\/mulheres-do-mst-ocupam-area-da-suzano-no-es-e-denunciam-impactos-ambientais-da-maior-empresa-de-celulose-do-mundo\/\"> Espirito Santo dentro da \u00e1rea da Suzano, que companheiras ocuparam<\/a>, na Para\u00edba, Mato Grosso,\u00a0 Sudeste, muitas mulheres est\u00e3o mobilizadas. \u00c9 um grande dia, ficar\u00e1 marcado por esse nosso retorno do enfrentamento contra o capital, que sempre fizemos, mas \u00e9 dada a largada que nosso 8M seguir\u00e1 na denuncia e no autocuidado&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54384087366\/in\/album-72177720324388420\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54384087366_b035e115d3_c.jpg\" alt=\"Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra - 13\/03\/25\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54384338523\/in\/album-72177720324388420\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54384338523_bd8923ceb1_c.jpg\" alt=\"Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra - 13\/03\/25\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com palavras de ordem que evocavam a constru\u00e7\u00e3o da reforma agr\u00e1ria popular, mulheres em luta semeavam a resist\u00eancia. Al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es orquestradas e postas em pr\u00e1tica em todo territ\u00f3rio nacional, a atua\u00e7\u00e3o da mulherada em luta tamb\u00e9m se deu a partir de seus territ\u00f3rios locais, com incid\u00eancias em espa\u00e7os institucionais. No Rio Grande do Sul, uma das estrat\u00e9gias foi a entrega de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Not\u00edcia de Fato ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.<\/span><\/i><\/p>\n<p><strong>Not\u00edcia de Fato: Den\u00fancia sobre a desregulamenta\u00e7\u00e3o das normas ambientais relacionadas \u00e0 silvicultura e seus impactos socioambientais no RS<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Entregaremos uma Not\u00edcia de Fato,\u00a0 junto a movimentos ambientalistas. Teremos uma reuni\u00e3o com a Procuradoria Geral da Uni\u00e3o (PGU) e estamos pedindo a inconstitucionalidade da lei 14.876\/2024, que libera a silvicultura (que \u00e9 plantio de eucalipto, de pinus, dessas \u00e1rvores ex\u00f3ticas), sem o licenciamento ambiental, que \u00e9 mais ou menos: pode plantar eucalipto no bioma Pampa que isso \u00e9 terra de ningu\u00e9m. Entregaremos essa carta, simultaneamente nossas companheiras de outras tr\u00eas regi\u00f5es estar\u00e3o fazendo essas a\u00e7\u00f5es nos Minist\u00e9rios P\u00fablicos e Procuradorias Regionais&#8221;, explicou Lara. Outro ponto abordado \u00e9 a flexibiliza\u00e7\u00e3o a n\u00edvel estadual, marcada pela Resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) do RS, em 2023, quanto \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o de novo Zoneamento Ambiental para Atividade da Silvicultura (ZAS). Pontos que representam um retrocesso na prote\u00e7\u00e3o ambiental e amea\u00e7a aos direitos humanos, em especial, ao direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54386796103\/in\/album-72177720324388420\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54386796103_33a2df2d6a_c.jpg\" alt=\"Entrega Not\u00edcia de Fato MPF\" width=\"800\" height=\"600\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Procuradoria Geral da Rep\u00fablica do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em Porto Alegre (RS), estiveram presentes para entrega do documento o Movimento Sem Terra (MST),\u00a0 a Amigas da Terra Brasil (ATBr), o Instituto Ga\u00facho de Estudos Ambientais (Ing\u00e1) e a Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural (Agapan). Tamb\u00e9m assinam o documento o Comit\u00ea dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa, Funda\u00e7\u00e3o Luterana de Diaconia e Instituto Preservar.\u00a0 &#8220;Estamos aqui para ver algum caminho por qual a gente t\u00e1 lutando, e tentar pelas vias jur\u00eddicas algum apoio para a nossa luta. Luta que \u00e9 feita no dia a dia nos territ\u00f3rios, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a defesa das pessoas, dos nossos corpos, \u00e9 a defesa do bioma Pampa que somos parte. Nossos territ\u00f3rios de assentamento est\u00e3o dentro do bioma. A monocultura \u00e9 uma denuncia que o Movimento Sem Terra faz h\u00e1 um bom tempo, e nesse \u00faltimo per\u00edodo vimos esse agravamento. A gente j\u00e1 vive muito a presen\u00e7a do avan\u00e7o da soja nos territ\u00f3rios, mas a silvicultura nos assusta muito tamb\u00e9m, pela destrui\u00e7\u00e3o que ela faz e tamb\u00e9m por essa mudan\u00e7a nessa ess\u00eancia que n\u00f3s somos, na nossa vida, na biodiversidade dos territ\u00f3rios que a gente t\u00e1&#8221;, falou Lara durante a entrega da Not\u00edcia de Fato.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54386561841\/in\/album-72177720324388420\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/staging-jubilee.flickr.com\/65535\/54386561841_6530f6922f_c.jpg\" alt=\"Entrega Not\u00edcia de Fato MPF  (8)\" width=\"800\" height=\"600\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Let\u00edcia complementou: &#8220;Para n\u00f3s \u00e9 muito complicada essa flexibiliza\u00e7\u00e3o, para quem t\u00e1 no territ\u00f3rio \u00e9 ainda mais chocante porque \u00e9 uma mudan\u00e7a radical da paisagem. Tu chegar no assentamento e ver 7 mil hectares de eucalipto plantado, tu perder o sol, tu ter uma seca devastadora como nunca teve antes, tu ver as crian\u00e7as com sintomas porque o veneno chegou\u2026Foi feito enfrentamento e depois se viveu na pele os impactos de um milh\u00e3o de hectares no estado. Agora<\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/09\/15\/consema-aprova-atualizacoes-no-zoneamento-ambiental-da-silvicultura\/\"><span style=\"font-weight: 400;\"> a proposta \u00e9 passar para quatro milh\u00f5es,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e a gente sabe que o investimento est\u00e1 sendo muito pesado do setor da celulose aqui no estado, a gente percebe o marketing que est\u00e1 sendo feito para colocar uma outra narrativa para a CMPC, que est\u00e1 patrocinando o Ga\u00fach\u00e3o, com um projeto que chama Defensores da Natureza, fazendo jogos de futebol e com um poder muito grande da m\u00eddia. A gente sabe que mexe no imagin\u00e1rio pol\u00edtico da popula\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque se colocam como a solu\u00e7\u00e3o, com os canudos de papel, ou com financiamento que eles conseguem colocar, s\u00f3 que a contamina\u00e7\u00e3o, as viola\u00e7\u00f5es que acontecem, isso n\u00e3o vem \u00e0 tona. Vemos de um milh\u00e3o passar para quatro milh\u00f5es de hectares, ent\u00e3o v\u00e3o ser quatro vezes maiores as viola\u00e7\u00f5es que v\u00e3o ser sofridas. Temos que frear, \u00e9 muito importante colocar alguma restri\u00e7\u00e3o porque depois que a viola\u00e7\u00e3o acontece ela vai seguir impune&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><strong>Expans\u00e3o dos desertos verdes em um Pampa em extin\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s almo\u00e7o coletivo, no Assentamento, ocorreu a forma\u00e7\u00e3o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Expans\u00e3o dos desertos verdes em um Pampa em extin\u00e7\u00e3o&#8221;<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, apresentada pela Amigas da Terra Brasil. Nela, foi abordada a impunidade corporativa e a forma de operar de grandes empresas poluidoras, violadoras de direitos humanos e dos territ\u00f3rios. A l\u00f3gica da CMPC, suas estrat\u00e9gias e ferramentas de coopta\u00e7\u00e3o via muita propaganda verde foram expostas, assim como dados sobre o impacto de suas atividades.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54386805688\/in\/album-72177720324388420\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54386805688_8729722a5d_c.jpg\" alt=\"Forma\u00e7\u00e3o Expans\u00e3o dos Desertos Verdes num Pampa em extin\u00e7\u00e3o\" width=\"800\" height=\"600\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A CMPC, do chileno Grupo Matte, anunciou recentemente um investimento bilion\u00e1rio na constru\u00e7\u00e3o de uma nova f\u00e1brica de celulose, no munic\u00edpio de<\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/06\/28\/saude-monitora-qualidade-da-agua-para-consumo-humano-no-rs\/\"> <span style=\"font-weight: 400;\">Barra do Ribeiro<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, hipocritamente chamado de \u201cProjeto Natureza\u201d. A empresa investe muito em propaganda buscando construir uma imagem de sustent\u00e1vel, patrocina at\u00e9 mesmo o Campeonato Ga\u00facho e chegou ao c\u00famulo de criar um time fict\u00edcio chamado \u201cDefensores da Natureza\u201d. Seu novo projeto, assim como a f\u00e1brica existente, ir\u00e1 despejar seus efluentes industriais no j\u00e1 t\u00e3o polu\u00eddo Gua\u00edba, e impactar ainda mais o <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/12\/19\/pampa-um-bioma-ameacado-pelo-agronegocio\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">bioma Pampa<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> com a expans\u00e3o de seus monocultivos de eucaliptos transg\u00eanicos, gerando cr\u00e9ditos de carbono sujos com<\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DAMSoZOyQmg\/?img_index=1\"> <span style=\"font-weight: 400;\">mais desertos verdes num Pampa em extin\u00e7\u00e3o. <\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em apresenta\u00e7\u00e3o, dados cient\u00edficos exibiam os impactos socioambientais do avan\u00e7o dos monocultivos e de desertos verdes no Pampa, dando dimens\u00e3o ao tamanho da amea\u00e7a e como uma nova f\u00e1brica de celulose pode causar ainda mais danos aos ga\u00fachos, assim como \u00e0 natureza. O (falso) discurso de socialmente respons\u00e1vel e ambientalmente sustent\u00e1vel da CMPC foi desmontado, e ponto a ponto de sua propaganda verde esteve em discuss\u00e3o.\u00a0 Al\u00e9m disto, a\u00a0 forma\u00e7\u00e3o deu um mergulho no contexto hist\u00f3rico da celulose no Brasil e sua rela\u00e7\u00e3o com a ditadura e opress\u00f5es foram pauta.\u00a0 A planta de produ\u00e7\u00e3o de celulose de Gua\u00edba (RS), emblem\u00e1tica em termos de impactos socioambientais, foi inaugurada pela norueguesa Borregaard em 1972, como um dos resultados da pol\u00edtica desenvolvimentista da ditadura militar brasileira que convidava os investidores do mundo \u00e0 \u201cpolu\u00edrem aqui\u201d. Ap\u00f3s diversas trocas acion\u00e1rias ao longo dos anos, hoje a f\u00e1brica e os monocultivos de eucalipto s\u00e3o de propriedade da chilena CMPC, pertencente \u00e0 fam\u00edlia Matte, conhecida por ter sido uma das principais apoiadoras da ditadura de Pinochet.<\/span><a href=\"https:\/\/acervo.racismoambiental.net.br\/2015\/04\/12\/os-19-de-laja-cmpc-celulose-riograndense-e-acusada-de-crime-de-lesa-humanidade\/\"> <span style=\"font-weight: 400;\">A empresa foi acusada, ainda, de crime de lesa-humanidade, no massacre de 19 de Laja, no Chile,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> com graves acusa\u00e7\u00f5es que a apontam como protagonista do \u201cMassacre de Laja&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/albums\/72177720324388420\/page2\">Confira a cobertura fotogr\u00e1fica aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na quinta-feira (13\/03), Mulheres Sem Terra realizaram ato em frente a f\u00e1brica de produ\u00e7\u00e3o de celulose da CMPC, em Gua\u00edba (RS). A Amigas da Terra Brasil e o Levante Popular da Juventude somaram ao momento, protagonizado por mulheres e pessoas LGBTQIAP+. Entoando que &#8220;Eucalipto n\u00e3o \u00e9 floresta&#8221; e que &#8220;os mesmos que destroem a natureza s\u00e3o aqueles que destroem a vida das mulheres&#8221;, presentes denunciavam\u00a0 o avan\u00e7o dos monocultivos no bioma Pampa, a responsabilidade das grandes empresas por crimes ambientais e a necessidade da luta por dignidade, terra, territ\u00f3rio e em defesa de direitos e da natureza. Com falas, cartazes e cantos, expuseram que o agroneg\u00f3cio e os megaprojetos causam o envenenamento da natureza e das pessoas, e que os cr\u00e9ditos de carbono dos monocultivos (como o de eucalipto, caso da CMPC) s\u00e3o sujos &#8211; uma falsa solu\u00e7\u00e3o para a crise clim\u00e1tica. Outra den\u00fancia foi quanto ao an\u00fancio da CMPC sobre nova f\u00e1brica em Barra do Ribeiro, ainda maior que a de Gua\u00edba, ressaltando os impactos socioambientais de atividades do ramo. O momento tamb\u00e9m foi de solidariedade \u00e0s pessoas trabalhadoras e moradoras do entorno, que no dia 23 de fevereiro deste ano foram afetadas por vazamento de di\u00f3xido de cloro da f\u00e1brica. Neste encontro entre MST, juventudes e mulheres organizadas, a expans\u00e3o dos monocultivos de \u00e1rvores (desertos verdes) da CMPC foi abordado como crime ambiental e projeto de morte do capital.\u00a0 Durante a a\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 f\u00e1brica de celulose da CMPC, mulheres e aliades entoavam: &#8220;Eucalipto n\u00e3o \u00e9 floresta, CMPC devolve o pampa j\u00e1. As mulheres da reforma agr\u00e1ria querem terra para trabalhar&#8221;. Quem n\u00e3o pode com as mulheres, n\u00e3o atice o formigueiro &#8220;Estamos aqui para denunciar essa empresa criminosa que acaba com a vida das mulheres. N\u00f3s, mulheres sem terra, mulheres da cidade, mulheres acampadas, seguiremos denunciando o capital e a destrui\u00e7\u00e3o que o agroneg\u00f3cio provoca nos nossos corpos e nos nossos territ\u00f3rios. N\u00f3s lutamos pela vida, pela biodiversidade e pela defesa da produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis. N\u00f3s ainda estamos aqui, e faremos a luta contra todas as formas de viol\u00eancia&#8221;.\u00a0 Fala coletiva durante ato em frente \u00e0 CMPC.\u00a0 Na data, foram realizadas a\u00e7\u00f5es em diversos pontos do Rio Grande do Sul para denunciar o avan\u00e7o da silvicultura, em especial do eucalipto, e o risco que traz para a vegeta\u00e7\u00e3o nativa e vida da popula\u00e7\u00e3o, sobretudo para o Bioma Pampa, amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o.\u00a0 A a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ocorreu em\u00a0 Porto Alegre, Pelotas, Santana do Livramento e Tupanciret\u00e3, com marchas, interven\u00e7\u00f5es culturais, debates, entrega e plantio de mudas. Sob o lema \u201cAgroneg\u00f3cio \u00e9 viol\u00eancia e crime ambiental, a luta das mulheres \u00e9 contra o capital!\u201d, a a\u00e7\u00e3o faz parte da mobiliza\u00e7\u00e3o do Movimento Sem Terra (MST) para marcar o 8 de mar\u00e7o, por meio da Jornada Nacional de Lutas de 2025. Entre 11 e 14 de mar\u00e7o, o MST realizou encontros, forma\u00e7\u00f5es, plantios, marchas e protestos por todo o Brasil para denunciar as viol\u00eancias do agroneg\u00f3cio, das corpora\u00e7\u00f5es e dos monocultivos &#8211; que expropriam corpos e territ\u00f3rios, envenenam povos e terras, mercantilizam alimentos e a natureza, secam rios, aprofundam desigualdades e agravam a crise ambiental. Confira o v\u00eddeo de cobertura do ato e relatos das mulheres organizadas: INSERIR AQUI \u201cN\u00f3s, mulheres do movimento, nos sentimos nesse compromisso com a sociedade brasileira e principalmente com o nosso bioma Pampa. Queremos alertar que um avan\u00e7o desses do agroneg\u00f3cio e ainda hoje liberado por lei sem um zoneamento ambiental, ele pode ser uma cat\u00e1strofe, ainda mais no Rio Grande do Sul que sofre drasticamente com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, diz Lara Rodrigues, dirigente nacional do MST no RS. Lara tamb\u00e9m destacou que o avan\u00e7o da soja, e a substitui\u00e7\u00e3o por eucalipto, al\u00e9m de trazer impactos ambientais, tem impactos no modo de vida da popula\u00e7\u00e3o, das mulheres e na paisagem do bioma Pampa. O principal alvo da mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a empresa CMPC, que est\u00e1 dominando a silvicultura no estado. \u201cEla tem um milh\u00e3o de hectares plantados de eucalipto e a previs\u00e3o de avan\u00e7o de quatro milh\u00f5es, principalmente no bioma Pampa. Estamos denunciando que essa empresa e esse avan\u00e7o da silvicultura no Rio Grande do Sul n\u00e3o v\u00e3o passar limpo\u201d, afirmou Lara. O Bioma Pampa equivale a cerca de 64% do territ\u00f3rio do RS, mas mais de 30% de \u00e1reas nativas foram perdidas entre 1995 e 2023. A den\u00fancia do MST \u00e9 de que o principal motivo para a devasta\u00e7\u00e3o \u00e9 a silvicultura, por meio da produ\u00e7\u00e3o industrial de \u00e1rvores ex\u00f3ticas como eucalipto, pinus e ac\u00e1cia. Durante o ato frente \u00e0 CMPC, Let\u00edcia Paranhos, presidenta da Amigas da Terra Brasil, falou sobre a impunidade corporativa, a rela\u00e7\u00e3o da CMPC com a ditadura chilena e a import\u00e2ncia da mobiliza\u00e7\u00e3o popular e das mulheres em defesa da terra: &#8220;Essa empresa vazou cloro, afetou mais uma vez a vida das pessoas e das mulheres. Todas essas casas foram cobertas, n\u00e3o houve alerta, n\u00e3o houve cuidado, n\u00e3o vai haver fiscaliza\u00e7\u00e3o e muito provavelmente vai seguir impune. A CMPC \u00e9 criminosa desde sempre, no Chile estava junto com a ditadura e aqui segue violando os nossos direitos&#8221;. Ao contextualizar sobre a nova f\u00e1brica da empresa, questionou se a mulherada deixaria barato. A resposta, em un\u00edssono, foi que n\u00e3o, que quem mexe com as mulheres se coloca para correr. &#8220;A amplia\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica s\u00f3 serve para o lucro deles. Para a gente fica o custo das nossas vidas, da nossa sa\u00fade, da nossa terra&#8221;, exp\u00f4s Let\u00edcia. &nbsp; Ap\u00f3s o ato, uma moradora da comunidade que presenciou a a\u00e7\u00e3o abordou manifestantes. Em relato, solicitando n\u00e3o ser identificada, contou que quando houve vazamento de di\u00f3xido de cloro na empresa ela, que mora perto, foi acometida com mal estar, enjoo e v\u00f4mito. A moradora comentou que tentou contatar a CMPC algumas vezes e acabou indo ao hospital, onde atestaram contamina\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m comunicou que ao sair de casa viu fuma\u00e7a por todo entorno, e ap\u00f3s o contato come\u00e7ou a passar mal, o que refor\u00e7a relato de outros moradores e at\u00e9 mesmo materiais em v\u00eddeo que comprovam que a fuma\u00e7a saiu dos muros da CMPC, situa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":7300,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[498,8,5],"tags":[977,304,1818,1813,1821,473,1822,1823,807,265,1824,1825,1828],"class_list":["post-7288","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-defensoras-e-defensores-dos-territorios","category-florestas-e-biodiversidade","category-soberania-alimentar","tag-8m","tag-bioma-pampa","tag-carbono-sujo","tag-cmpc","tag-desertos-verdes","tag-eucalipto","tag-eucalipto-nao-e-floresta","tag-jornada-nacional-de-lutas","tag-monocultivos","tag-mst","tag-mulheres-sem-terra","tag-protecao-do-pampa","tag-vazamento-dioxido-de-cloro-cmpc"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7288"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7288\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8841,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7288\/revisions\/8841"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7300"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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