{"id":6925,"date":"2024-08-15T09:12:21","date_gmt":"2024-08-15T12:12:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=6925"},"modified":"2025-06-12T13:26:45","modified_gmt":"2025-06-12T16:26:45","slug":"cupula-dos-povos-rumo-a-cop30-carta-politica-e-adesao-de-novas-organizacoes-e-movimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=6925","title":{"rendered":"C\u00fapula dos Povos Rumo a COP30 &#8211; Carta Pol\u00edtica e Ades\u00e3o de novas organiza\u00e7\u00f5es e movimentos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A C\u00fapula dos Povos vem se organizando desde as bases da luta para marcar presen\u00e7a, construir espa\u00e7os e incidir na Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de 2025, tamb\u00e9m chamada de COP30.\u00a0 O evento est\u00e1 previsto para ocorrer em novembro de 2025, na cidade de Bel\u00e9m, no Par\u00e1 (Brasil). A Amigas da Terra Brasil participa das reuni\u00f5es de organiza\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o da C\u00fapula dos Povos. Como organiza\u00e7\u00e3o, pauta ir \u00e0 raiz dos problemas que v\u00eam sendo enfrentados pelos povos desde a coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil, e que se aprofundam e assumem outras facetas com a emerg\u00eancia clim\u00e1tica. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ATBr assina a<\/span><a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSdCsjN_BUsAd0xl_MKp-boyuwIXgpzckTlVrpPsSGy-3ztpPA\/viewform\"><span style=\"font-weight: 400;\"> carta<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e convida demais organiza\u00e7\u00f5es, coletivos, constru\u00e7\u00f5es de base, territ\u00f3rios, movimentos sociais e iniciativas a assinarem e somarem nessa constru\u00e7\u00e3o.<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSdCsjN_BUsAd0xl_MKp-boyuwIXgpzckTlVrpPsSGy-3ztpPA\/viewform\"> Leia a carta abaixo e assine aqui!<\/a><\/span><\/p>\n<p><strong>C\u00fapula dos Povos Rumo a COP30 &#8211; Carta Pol\u00edtica e Ades\u00e3o de novas organiza\u00e7\u00f5es e movimentos<\/strong><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-6926 size-large\" src=\"https:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/COP30-CUPULA-POVOS-819x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"656\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/COP30-CUPULA-POVOS-819x1024.jpg 819w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/COP30-CUPULA-POVOS-240x300.jpg 240w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/COP30-CUPULA-POVOS-768x960.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/COP30-CUPULA-POVOS-400x500.jpg 400w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/COP30-CUPULA-POVOS.jpg 864w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/p>\n<p>Movimentos sociais e populares, coaliz\u00f5es, coletivos, redes e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil do Brasil vem, desde agosto de 2023, construindo um processo de converg\u00eancia entre organiza\u00e7\u00f5es e movimentos de mulheres, sindicais, ind\u00edgenas, agricultores\/as familiares e camponeses, quilombolas, de povos e comunidades tradicionais, de povos tradicionais de matriz africana, negras e negros, juventudes, inter-religiosos, ambientalistas, trabalhadores\/as, midialivristas, culturais, estudantes, de favelas e periferias, LGBTQIAPN+, de pessoas com defici\u00eancia, de direitos humanos, de defesa da inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e intergeracional, das cidades, do campo, das florestas e das \u00e1guas, rumo a realiza\u00e7\u00e3o da C\u00fapula dos Povos como espa\u00e7o aut\u00f4nomo \u00e0 COP 30 da Conven\u00e7\u00e3o Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (UNFCCC), na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Nosso objetivo \u00e9 fortalecer a constru\u00e7\u00e3o popular e convergir pautas de unidade das agendas: socioambiental, antipatriarcal, anticapitalista, anticolonialista, antirracista e de direitos, respeitando suas diversidades e especificidades, unidos por um futuro de bem-viver. No contexto atual, mais do que nunca, precisamos avan\u00e7ar em espa\u00e7os coletivos que defendam a democracia e a solidariedade internacional, enfrentem a extrema direita, o fascismo, os fundamentalismos, as guerras, a financeiriza\u00e7\u00e3o da natureza e a crise do clima.<\/p>\n<p>O clima extremo, as secas, as cheias, os deslizamentos de terras e as falsas solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas servem como instrumento de aprofundamento da desigualdade e das injusti\u00e7as ambientais e clim\u00e1ticas, principalmente nos territ\u00f3rios, e atingem de forma cruel aqueles e aquelas que menos contribu\u00edram para a crise clim\u00e1tica, ecol\u00f3gica e civilizat\u00f3ria.<\/p>\n<p>A insufici\u00eancia de medidas para conter tais crises \u00e9 alarmante. Pa\u00edses e tomadores de decis\u00e3o t\u00eam se omitido ou apresentado solu\u00e7\u00f5es absolutamente ineficientes colocando em risco a meta de 1,5\u00ba do Acordo de Paris. Investimentos que alimentam as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam crescido nos \u00faltimos anos e pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o aos povos ind\u00edgenas, popula\u00e7\u00f5es tradicionais t\u00eam sido desmanteladas e suas lideran\u00e7as, amea\u00e7adas e assassinadas.<\/p>\n<p>Solu\u00e7\u00f5es reais s\u00e3o urgentes e a sociedade civil de todo mundo deve ser protagonista em todos os espa\u00e7os de debate desta agenda. A COP 30 precisa representar um ponto de virada neste cen\u00e1rio, e endere\u00e7ar as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o enfrentamento da crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso rever o modelo econ\u00f4mico vigente e eliminar a produ\u00e7\u00e3o e queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, respons\u00e1vel por mais de \u2154 das emiss\u00f5es que provocam o aquecimento global, bem como implementar pol\u00edticas para o desmatamento zero. Urge acordos internacionais por uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa, a come\u00e7ar pelos mais ricos, al\u00e9m da responsabiliza\u00e7\u00e3o dos impactos causados pelas corpora\u00e7\u00f5es transnacionais do agroneg\u00f3cio, da minera\u00e7\u00e3o, do setor energ\u00e9tico, imobili\u00e1rio e de infraestrutura, que hoje significam amea\u00e7a \u00e0s popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente que se intensifique a luta contra o crime organizado, grupos paramilitares e mercadores de carbono, que vem se instalando de forma crescente em diversos territ\u00f3rios. Que combata as amea\u00e7as e ofere\u00e7a prote\u00e7\u00e3o e garantia de direitos aos defensores ambientais e de direitos humanos, com aten\u00e7\u00e3o a ratifica\u00e7\u00e3o do Acordo de Escaz\u00fa e outros de suma import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental que ocorra uma transi\u00e7\u00e3o justa, popular e inclusiva; o direito \u00e0 terra e territ\u00f3rio por meio da reforma urbana, agr\u00e1ria e fundi\u00e1ria; a demarca\u00e7\u00e3o, titula\u00e7\u00e3o e regulariza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, quilombolas, pesqueiros e tradicionais; o estabelecimento de sistemas alimentares onde a soberania alimentar seja o foco, com fomento \u00e0 agroecologia, \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o familiar, camponesa e da pesca artesanal, da economia ind\u00edgena, solid\u00e1ria e feminista; o reconhecimento da natureza como sujeito de direitos; a prote\u00e7\u00e3o das \u00e1reas oce\u00e2nicas, de terras raras e maret\u00f3rios; a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade; a gera\u00e7\u00e3o de trabalho decente, emprego e renda e de pol\u00edticas de cuidado; a consolida\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 cidade com pol\u00edticas urbanas como pol\u00edticas ambientais; a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas espec\u00edficas para atingidos clim\u00e1ticos; de acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel e saneamento b\u00e1sico; de preven\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, em especial nas periferias urbanas e nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas e tradicionais; a erradica\u00e7\u00e3o do racismo ambiental e estrutural, e da viol\u00eancia contra as mulheres e meninas, diferentes culturas e vis\u00f5es de mundo; promo\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o livre e da diversidade cultural; pol\u00edticas para a juventude negra viva; e medidas de repara\u00e7\u00e3o e democratiza\u00e7\u00e3o do financiamento clim\u00e1tico justo, fora do mercado de carbono e de endividamento, com estrutura\u00e7\u00e3o de fundos e governan\u00e7a pelas comunidades.<\/p>\n<p>Demandamos que o governo brasileiro exer\u00e7a papel de lideran\u00e7a na agenda socioambiental adotando essas pol\u00edticas, indispens\u00e1veis para o avan\u00e7o da justi\u00e7a clim\u00e1tica, a partir do Sul Global.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, nada disso ir\u00e1 ocorrer sem uma ampla press\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o efetiva da sociedade civil. Convocamos as organiza\u00e7\u00f5es, redes, coletivos e movimentos sociais dos mais diversos segmentos para construir a C\u00fapula dos Povos rumo \u00e0 COP 30, que seja capaz de mobilizar a opini\u00e3o p\u00fablica, fortalecer a democracia participativa e popular, denunciar e barrar retrocessos, bem como pressionar tomadores de decis\u00f5es no Brasil e no mundo.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia, 02 de agosto de 2024.<\/p>\n<p>Assinam:<\/p>\n<p>Amigas da Terra Brasil<\/p>\n<p>Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Agroecologia (ANA)<\/p>\n<p>ANA Amaz\u00f4nia<\/p>\n<p>Alian\u00e7a Amaz\u00f4nia Clima<\/p>\n<p>Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras (AMB)<\/p>\n<p>Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres do Amap\u00e1<\/p>\n<p>Assembleia Mundial da Amaz\u00f4nia (AMA)<\/p>\n<p>Articula\u00e7\u00e3o Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente do Brasil<\/p>\n<p>Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (APIB)<\/p>\n<p>Articula\u00e7\u00e3o Semi\u00e1rido Brasileiro (ASA)<\/p>\n<p>AS-PTA &#8211; Agricultura Familiar e Agroecologia<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Alternativa Terrazul<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o de Defesa Etnoambiental Kanind\u00e9<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas da Terra Ind\u00edgena S\u00e3o Marcos<\/p>\n<p>A Vida no Cerrado (AVINC)<\/p>\n<p>Campanha Cerrado<\/p>\n<p>Campanha Nacional em Defesa do Cerrado<\/p>\n<p>C\u00e1ritas Brasileiras<\/p>\n<p>Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT)<\/p>\n<p>Centro de Estudos e Defesa do Negro do Par\u00e1 (CEDENPA)<\/p>\n<p>Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas<\/p>\n<p>Centro de Cultura Negra do Maranh\u00e3o<\/p>\n<p>Central de Movimentos Populares (CMP)<\/p>\n<p>Coaliz\u00e3o Nacional de Juventudes pelo Clima e Meio Ambiente (CONJUCLIMA)<\/p>\n<p>Coaliz\u00e3o Negra por Direitos (CND)<\/p>\n<p>Coletivo de Juventudes Guardi\u00f5es do Bem Viver<\/p>\n<p>Coletivo Pororoka<\/p>\n<p>Comiss\u00e3o Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (CONFREM)<\/p>\n<p>Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT)<\/p>\n<p>Comit\u00ea Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH)<\/p>\n<p>Comit\u00ea COP 30<\/p>\n<p>Comit\u00ea Nacional em Defesa dos Territ\u00f3rios Frente a Minera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG)<\/p>\n<p>Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)<\/p>\n<p>Conselho Nacional das Popula\u00e7\u00f5es Extrativistas (CNS)<\/p>\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Par\u00e1 &#8211; MALUNGU<\/p>\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es e Articula\u00e7\u00f5es dos Povos Ind\u00edgenas do Maranh\u00e3o (COAPIMA)<\/p>\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o Nacional das Comunidades Quilombolas do Estado do Tocantins (COEQTO)<\/p>\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Articula\u00e7\u00e3o de Quilombos (CONAQ)<\/p>\n<p>Coordenadora Ind\u00edgena da Amaz\u00f4nia Brasileira (COIAB)<\/p>\n<p>Coordenadoria Ecum\u00eanica de Servi\u00e7o (CESE)<\/p>\n<p>COP das Baixadas<\/p>\n<p>Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (DIEESE)<\/p>\n<p>Engajamundo<\/p>\n<p>FASE &#8211; Solidariedade e Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Par\u00e1 (FETAGRI &#8211; PA)<\/p>\n<p>Federa\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Estado do Par\u00e1 (FEPIPA)<\/p>\n<p>F\u00f3rum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMS)<\/p>\n<p>F\u00f3rum Caraj\u00e1s<\/p>\n<p>F\u00f3rum de Mulheres da Amaz\u00f4nia Paraense (FMAP)<\/p>\n<p>F\u00f3rum Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Justi\u00e7a Socioambiental (FMCJS)<\/p>\n<p>F\u00f3rum Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (FONSANPOTMA)<\/p>\n<p>F\u00f3rum Paraense de Economia Popular e Solid\u00e1ria<\/p>\n<p>F\u00f3rum Paraense de Seguran\u00e7a Alimentar Sustent\u00e1vel<\/p>\n<p>F\u00f3rum Social Panamaz\u00f4nico (FOSPA) &#8211; Brasil<\/p>\n<p>Frente Brasileira contra o acordo Uni\u00e3o Europeia Mercosul<\/p>\n<p>Geled\u00e9s &#8211; Instituto da Mulher Negra<\/p>\n<p>Greenpeace Brasil<\/p>\n<p>Grupo Ambientalista da Bahia (GAMBA)<\/p>\n<p>Grupo Carta de Bel\u00e9m (GCB)<\/p>\n<p>Grupo de Mulheres Brasileiras (GMB)<\/p>\n<p>Grupo de Trabalho Amaz\u00f4nico (GTA)<\/p>\n<p>Grupo Resist\u00eancia Amaz\u00f4nica<\/p>\n<p>Instituto de Estudos Socioambientais (IESA)<\/p>\n<p>Instituto de Estudos da Religi\u00e3o (ISER)<\/p>\n<p>Instituto de Mulheres Negras do Amap\u00e1 (IMENA)<\/p>\n<p>Instituto EQ\u00dcIT<\/p>\n<p>Instituto Om\u00f3 Nan\u00e3<\/p>\n<p>Instituto Regenera<\/p>\n<p>Instituto Universidade Popular (UNIPOP)<\/p>\n<p>Jubileu Sul Brasil<\/p>\n<p>LACLIMA<\/p>\n<p>Marcha Mundial das Mulheres (MMM)<\/p>\n<p>M\u00eddia NINJA<\/p>\n<p>Movimenta Feminista Negra<\/p>\n<p>Movimento Campon\u00eas Popular (MCP)<\/p>\n<p>Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)<\/p>\n<p>Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB)<\/p>\n<p>Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP)<\/p>\n<p>Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)<\/p>\n<p>Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)<\/p>\n<p>Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)<\/p>\n<p>Movimento Escaz\u00fa Brasil<\/p>\n<p>Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Baba\u00e7u (MIQCB)<\/p>\n<p>Movimento Nacional das Catadoras e Catadores de Materiais Recicl\u00e1veis (MNCR)<\/p>\n<p>Movimento Negro Unificado (MNU)<\/p>\n<p>Movimento pela Soberania Popular na Minera\u00e7\u00e3o (MAM)<\/p>\n<p>Movimento Tapaj\u00f3s Vivo (MTV)<\/p>\n<p>Movimento Xingu Vivo para Sempre<\/p>\n<p>N\u00facleo de Mulheres de Roraima (NUMUR)<\/p>\n<p>Observat\u00f3rio da Governan\u00e7a das \u00c1guas<\/p>\n<p>Observat\u00f3rio do Clima (OP)<\/p>\n<p>Observat\u00f3rio Nacional de Justi\u00e7a Socioambiental (OLMA)<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o dos Seringueiros de Rond\u00f4nia<\/p>\n<p>Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo (PAD)<\/p>\n<p>PerifaConnection<\/p>\n<p>Plataforma Dhesca Brasil<\/p>\n<p>Processo de Comunidades Negras (PCN)<\/p>\n<p>Rede Amaz\u00f4nica<\/p>\n<p>Rede Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (REBEA)<\/p>\n<p>Rede Brasileira de Justi\u00e7a Ambiental (RBJA)<\/p>\n<p>Rede Brasileira pela Integra\u00e7\u00e3o dos Povos (REBRIP)<\/p>\n<p>Rede Cerrado<\/p>\n<p>Rede de Fundos Comunit\u00e1rios da Amaz\u00f4nia<\/p>\n<p>Rede de Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (REJUMA)<\/p>\n<p>Rede de ONGs da Mata Atl\u00e2ntica<\/p>\n<p>Rede dos Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil (RPCT)<\/p>\n<p>Rede Eclesial Pan Amaz\u00f4nica (REPAM Brasil)<\/p>\n<p>Rede Maniva de Agroecologia<\/p>\n<p>Rede por Adapta\u00e7\u00e3o Antirracista<\/p>\n<p>Rede Vozes Negras pelo Clima<\/p>\n<p>Servi\u00e7o Inter-Franciscano de Justi\u00e7a, Paz e Ecologia (SINFRAJUPE)<\/p>\n<p>Teia Carta da Terra Brasil<\/p>\n<p>Terra de Direitos<\/p>\n<p>350.org<\/p>\n<p>Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE)<\/p>\n<p>Uni\u00e3o Nacional por Moradia Popular (UNMP)<\/p>\n<p>Via Campesina Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C\u00fapula dos Povos vem se organizando desde as bases da luta para marcar presen\u00e7a, construir espa\u00e7os e incidir na Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de 2025, tamb\u00e9m chamada de COP30.\u00a0 O evento est\u00e1 previsto para ocorrer em novembro de 2025, na cidade de Bel\u00e9m, no Par\u00e1 (Brasil). A Amigas da Terra Brasil participa das reuni\u00f5es de organiza\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o da C\u00fapula dos Povos. Como organiza\u00e7\u00e3o, pauta ir \u00e0 raiz dos problemas que v\u00eam sendo enfrentados pelos povos desde a coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil, e que se aprofundam e assumem outras facetas com a emerg\u00eancia clim\u00e1tica. A ATBr assina a carta e convida demais organiza\u00e7\u00f5es, coletivos, constru\u00e7\u00f5es de base, territ\u00f3rios, movimentos sociais e iniciativas a assinarem e somarem nessa constru\u00e7\u00e3o. Leia a carta abaixo e assine aqui! C\u00fapula dos Povos Rumo a COP30 &#8211; Carta Pol\u00edtica e Ades\u00e3o de novas organiza\u00e7\u00f5es e movimentos Movimentos sociais e populares, coaliz\u00f5es, coletivos, redes e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil do Brasil vem, desde agosto de 2023, construindo um processo de converg\u00eancia entre organiza\u00e7\u00f5es e movimentos de mulheres, sindicais, ind\u00edgenas, agricultores\/as familiares e camponeses, quilombolas, de povos e comunidades tradicionais, de povos tradicionais de matriz africana, negras e negros, juventudes, inter-religiosos, ambientalistas, trabalhadores\/as, midialivristas, culturais, estudantes, de favelas e periferias, LGBTQIAPN+, de pessoas com defici\u00eancia, de direitos humanos, de defesa da inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e intergeracional, das cidades, do campo, das florestas e das \u00e1guas, rumo a realiza\u00e7\u00e3o da C\u00fapula dos Povos como espa\u00e7o aut\u00f4nomo \u00e0 COP 30 da Conven\u00e7\u00e3o Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (UNFCCC), na Amaz\u00f4nia. Nosso objetivo \u00e9 fortalecer a constru\u00e7\u00e3o popular e convergir pautas de unidade das agendas: socioambiental, antipatriarcal, anticapitalista, anticolonialista, antirracista e de direitos, respeitando suas diversidades e especificidades, unidos por um futuro de bem-viver. No contexto atual, mais do que nunca, precisamos avan\u00e7ar em espa\u00e7os coletivos que defendam a democracia e a solidariedade internacional, enfrentem a extrema direita, o fascismo, os fundamentalismos, as guerras, a financeiriza\u00e7\u00e3o da natureza e a crise do clima. O clima extremo, as secas, as cheias, os deslizamentos de terras e as falsas solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas servem como instrumento de aprofundamento da desigualdade e das injusti\u00e7as ambientais e clim\u00e1ticas, principalmente nos territ\u00f3rios, e atingem de forma cruel aqueles e aquelas que menos contribu\u00edram para a crise clim\u00e1tica, ecol\u00f3gica e civilizat\u00f3ria. A insufici\u00eancia de medidas para conter tais crises \u00e9 alarmante. Pa\u00edses e tomadores de decis\u00e3o t\u00eam se omitido ou apresentado solu\u00e7\u00f5es absolutamente ineficientes colocando em risco a meta de 1,5\u00ba do Acordo de Paris. Investimentos que alimentam as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam crescido nos \u00faltimos anos e pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o aos povos ind\u00edgenas, popula\u00e7\u00f5es tradicionais t\u00eam sido desmanteladas e suas lideran\u00e7as, amea\u00e7adas e assassinadas. Solu\u00e7\u00f5es reais s\u00e3o urgentes e a sociedade civil de todo mundo deve ser protagonista em todos os espa\u00e7os de debate desta agenda. A COP 30 precisa representar um ponto de virada neste cen\u00e1rio, e endere\u00e7ar as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o enfrentamento da crise clim\u00e1tica. \u00c9 preciso rever o modelo econ\u00f4mico vigente e eliminar a produ\u00e7\u00e3o e queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, respons\u00e1vel por mais de \u2154 das emiss\u00f5es que provocam o aquecimento global, bem como implementar pol\u00edticas para o desmatamento zero. Urge acordos internacionais por uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa, a come\u00e7ar pelos mais ricos, al\u00e9m da responsabiliza\u00e7\u00e3o dos impactos causados pelas corpora\u00e7\u00f5es transnacionais do agroneg\u00f3cio, da minera\u00e7\u00e3o, do setor energ\u00e9tico, imobili\u00e1rio e de infraestrutura, que hoje significam amea\u00e7a \u00e0s popula\u00e7\u00f5es locais. \u00c9 urgente que se intensifique a luta contra o crime organizado, grupos paramilitares e mercadores de carbono, que vem se instalando de forma crescente em diversos territ\u00f3rios. Que combata as amea\u00e7as e ofere\u00e7a prote\u00e7\u00e3o e garantia de direitos aos defensores ambientais e de direitos humanos, com aten\u00e7\u00e3o a ratifica\u00e7\u00e3o do Acordo de Escaz\u00fa e outros de suma import\u00e2ncia. \u00c9 fundamental que ocorra uma transi\u00e7\u00e3o justa, popular e inclusiva; o direito \u00e0 terra e territ\u00f3rio por meio da reforma urbana, agr\u00e1ria e fundi\u00e1ria; a demarca\u00e7\u00e3o, titula\u00e7\u00e3o e regulariza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, quilombolas, pesqueiros e tradicionais; o estabelecimento de sistemas alimentares onde a soberania alimentar seja o foco, com fomento \u00e0 agroecologia, \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o familiar, camponesa e da pesca artesanal, da economia ind\u00edgena, solid\u00e1ria e feminista; o reconhecimento da natureza como sujeito de direitos; a prote\u00e7\u00e3o das \u00e1reas oce\u00e2nicas, de terras raras e maret\u00f3rios; a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade; a gera\u00e7\u00e3o de trabalho decente, emprego e renda e de pol\u00edticas de cuidado; a consolida\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 cidade com pol\u00edticas urbanas como pol\u00edticas ambientais; a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas espec\u00edficas para atingidos clim\u00e1ticos; de acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel e saneamento b\u00e1sico; de preven\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, em especial nas periferias urbanas e nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas e tradicionais; a erradica\u00e7\u00e3o do racismo ambiental e estrutural, e da viol\u00eancia contra as mulheres e meninas, diferentes culturas e vis\u00f5es de mundo; promo\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o livre e da diversidade cultural; pol\u00edticas para a juventude negra viva; e medidas de repara\u00e7\u00e3o e democratiza\u00e7\u00e3o do financiamento clim\u00e1tico justo, fora do mercado de carbono e de endividamento, com estrutura\u00e7\u00e3o de fundos e governan\u00e7a pelas comunidades. Demandamos que o governo brasileiro exer\u00e7a papel de lideran\u00e7a na agenda socioambiental adotando essas pol\u00edticas, indispens\u00e1veis para o avan\u00e7o da justi\u00e7a clim\u00e1tica, a partir do Sul Global. Por\u00e9m, nada disso ir\u00e1 ocorrer sem uma ampla press\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o efetiva da sociedade civil. Convocamos as organiza\u00e7\u00f5es, redes, coletivos e movimentos sociais dos mais diversos segmentos para construir a C\u00fapula dos Povos rumo \u00e0 COP 30, que seja capaz de mobilizar a opini\u00e3o p\u00fablica, fortalecer a democracia participativa e popular, denunciar e barrar retrocessos, bem como pressionar tomadores de decis\u00f5es no Brasil e no mundo. Bras\u00edlia, 02 de agosto de 2024. Assinam: Amigas da Terra Brasil Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Agroecologia (ANA) ANA Amaz\u00f4nia Alian\u00e7a Amaz\u00f4nia Clima Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras (AMB) Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres do Amap\u00e1 Assembleia Mundial da Amaz\u00f4nia (AMA) Articula\u00e7\u00e3o Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente do Brasil Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (APIB) Articula\u00e7\u00e3o Semi\u00e1rido Brasileiro (ASA) AS-PTA &#8211; Agricultura Familiar e Agroecologia Associa\u00e7\u00e3o Alternativa Terrazul Associa\u00e7\u00e3o de Defesa Etnoambiental Kanind\u00e9 Associa\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas da Terra Ind\u00edgena S\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":6926,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[498,1841,6,1833,7,1842,1835,1840],"tags":[],"class_list":["post-6925","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-defensoras-e-defensores-dos-territorios","category-direitos-humanos-e-dos-povos","category-justica-climatica-e-energetica","category-integracao-regional-dos-povos","category-justica-economica","category-povos-indigenas-e-quilombolas","category-saeb","category-si"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6925","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6925"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6925\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9433,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6925\/revisions\/9433"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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