{"id":6357,"date":"2023-11-24T19:54:43","date_gmt":"2023-11-24T22:54:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=6357"},"modified":"2025-06-12T13:37:54","modified_gmt":"2025-06-12T16:37:54","slug":"nota-de-solidariedade-pela-autogestao-e-autonomia-das-feiras-ecologicas-de-porto-alegre-dizemos-nao-ao-pl-037-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=6357","title":{"rendered":"Nota de solidariedade: Pela autogest\u00e3o e autonomia das feiras ecol\u00f3gicas de Porto Alegre, dizemos N\u00c3O ao PL 037\/2023"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Projeto de Lei 037\/2023 reflete exponencialmente o que tem sido a gest\u00e3o\u00a0 na prefeitura de Porto Alegre (RS) neste \u00faltimo per\u00edodo, durante o governo de Sebasti\u00e3o Melo (MDB). Uma prefeitura que demonstra uma alian\u00e7a mais que evidente com o empresariado, governando para manter os privil\u00e9gios e consequentemente o ac\u00famulo de capital destes, \u00e0s custas dos territ\u00f3rios e iniciativa dos povos, da classe trabalhadora, dos direitos humanos e da natureza.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a prefeitura e para os ricos da cidade, assim como para o modelo neoliberal a qual ela governa, n\u00e3o \u00e9 interessante que exista um processo auto-organizado, autogestionado da sociedade civil, que garanta os alimentos sadios pelas agricultoras e consumidoras por meio de la\u00e7os de confian\u00e7a que existem e se mant\u00e9m ao menos h\u00e1 30 anos &#8211; este exemplo n\u00e3o \u00e9 bom para o projeto neoliberal de Melo e do empresariado. Por isso, existe a tentativa de eliminar a autonomia das feiras ecol\u00f3gicas. Feiras que h\u00e1 d\u00e9cadas realizam um trabalho que o Estado deveria dar apoio. Mas n\u00e3o, ele faz de tudo para atrapalhar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Este processo de interfer\u00eancia, de mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida e fragmenta\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os coletivos, infelizmente, se reflete em rela\u00e7\u00e3o a cidade toda. Est\u00e1 presente quanto \u00e0 moradia, a quest\u00e3o do saneamento, na l\u00f3gica de privatizar o transporte p\u00fablico, \u00e1gua, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e a economia. E esta mesma din\u00e2mica violenta incide na quest\u00e3o das feiras ecol\u00f3gicas, que tem um hist\u00f3rico e uma caracter\u00edstica importante de auto organiza\u00e7\u00e3o que perdura h\u00e1 d\u00e9cadas.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso das feiras ecol\u00f3gicas de Porto Alegre, a sociedade civil se organiza a partir dos consumidores, dos produtores e de parceiros urbanos, em uma diversidade coletiva que torna a experi\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 uma das pioneiras na Am\u00e9rica Latina, como um espa\u00e7o que pauta outras possibilidades de refletir sobre a alimenta\u00e7\u00e3o, a cultura, o comum e a pr\u00f3pria cidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Iniciativas assim, que trazem a imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de que outros mundos s\u00e3o poss\u00edveis para al\u00e9m do reducionismo de \u201ccompra e venda\u201d (numa l\u00f3gica do cliente tem sempre raz\u00e3o ou de que &#8220;n\u00e3o tem almo\u00e7o gr\u00e1tis, narrativas neoliberais), incomodam quem det\u00e9m o poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico. O inc\u00f4modo se deve, principalmente, ao fato de que s\u00e3o essas for\u00e7as coletivas que\u00a0 evidenciam o exemplo de que h\u00e1 como se organizar. De que \u00e9 poss\u00edvel trilhar outros caminhos. E o Estado, que deveria apoiar essas constru\u00e7\u00f5es, na verdade se empenha em criar barreiras para que essa coletividade aconte\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como apontou Fernando Campos, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">coordenador do Programa Soberania Alimentar e Biodiversidade da Amigas da Terra Brasil: <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO PL 037\/2023\u00a0 diz muito sobre esse governo que privilegia o empresariado e desorganiza a sociedade civil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incid\u00eancia na auto organiza\u00e7\u00e3o, no processo organizativo. \u00c9 importante para eles que n\u00e3o exista um bom exemplo para mostrar que a sociedade civil pode tomar iniciativas e ter as suas pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es, e que o Estado tem que apoi\u00e1-la\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Amigas da Terra Brasil apoia as pessoas produtoras de alimentos da zona rural e do urbano. Estamos ao lado do Conselho de Feiras, das feiras ecol\u00f3gicas de Porto Alegre e das iniciativas coletivas que rompem com o imperativo capitalista de reduzir todas as rela\u00e7\u00f5es a pr\u00e1ticas mercadol\u00f3gicas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Que a autonomia dos espa\u00e7os coletivos seja preservada, para que alimentos saud\u00e1veis para as pessoas, territ\u00f3rios e planeta sejam uma realidade que se amplie a cada dia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seguimos na luta constru\u00edda nas bases, pela agroecologia, pelo fim da fome e pela soberania alimentar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3QQvwjz\">&#8220;<b>Audi\u00eancia p\u00fablica debateu projeto de lei da prefeitura que regulamenta e amea\u00e7a autonomia das feiras ecol\u00f3gicas de Porto Alegre<\/b>&#8220;<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto de Lei 037\/2023 reflete exponencialmente o que tem sido a gest\u00e3o\u00a0 na prefeitura de Porto Alegre (RS) neste \u00faltimo per\u00edodo, durante o governo de Sebasti\u00e3o Melo (MDB). Uma prefeitura que demonstra uma alian\u00e7a mais que evidente com o empresariado, governando para manter os privil\u00e9gios e consequentemente o ac\u00famulo de capital destes, \u00e0s custas dos territ\u00f3rios e iniciativa dos povos, da classe trabalhadora, dos direitos humanos e da natureza.\u00a0 Para a prefeitura e para os ricos da cidade, assim como para o modelo neoliberal a qual ela governa, n\u00e3o \u00e9 interessante que exista um processo auto-organizado, autogestionado da sociedade civil, que garanta os alimentos sadios pelas agricultoras e consumidoras por meio de la\u00e7os de confian\u00e7a que existem e se mant\u00e9m ao menos h\u00e1 30 anos &#8211; este exemplo n\u00e3o \u00e9 bom para o projeto neoliberal de Melo e do empresariado. Por isso, existe a tentativa de eliminar a autonomia das feiras ecol\u00f3gicas. Feiras que h\u00e1 d\u00e9cadas realizam um trabalho que o Estado deveria dar apoio. Mas n\u00e3o, ele faz de tudo para atrapalhar.\u00a0 Este processo de interfer\u00eancia, de mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida e fragmenta\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os coletivos, infelizmente, se reflete em rela\u00e7\u00e3o a cidade toda. Est\u00e1 presente quanto \u00e0 moradia, a quest\u00e3o do saneamento, na l\u00f3gica de privatizar o transporte p\u00fablico, \u00e1gua, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e a economia. E esta mesma din\u00e2mica violenta incide na quest\u00e3o das feiras ecol\u00f3gicas, que tem um hist\u00f3rico e uma caracter\u00edstica importante de auto organiza\u00e7\u00e3o que perdura h\u00e1 d\u00e9cadas.\u00a0\u00a0 No caso das feiras ecol\u00f3gicas de Porto Alegre, a sociedade civil se organiza a partir dos consumidores, dos produtores e de parceiros urbanos, em uma diversidade coletiva que torna a experi\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 uma das pioneiras na Am\u00e9rica Latina, como um espa\u00e7o que pauta outras possibilidades de refletir sobre a alimenta\u00e7\u00e3o, a cultura, o comum e a pr\u00f3pria cidade. Iniciativas assim, que trazem a imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de que outros mundos s\u00e3o poss\u00edveis para al\u00e9m do reducionismo de \u201ccompra e venda\u201d (numa l\u00f3gica do cliente tem sempre raz\u00e3o ou de que &#8220;n\u00e3o tem almo\u00e7o gr\u00e1tis, narrativas neoliberais), incomodam quem det\u00e9m o poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico. O inc\u00f4modo se deve, principalmente, ao fato de que s\u00e3o essas for\u00e7as coletivas que\u00a0 evidenciam o exemplo de que h\u00e1 como se organizar. De que \u00e9 poss\u00edvel trilhar outros caminhos. E o Estado, que deveria apoiar essas constru\u00e7\u00f5es, na verdade se empenha em criar barreiras para que essa coletividade aconte\u00e7a. Como apontou Fernando Campos, coordenador do Programa Soberania Alimentar e Biodiversidade da Amigas da Terra Brasil: \u201cO PL 037\/2023\u00a0 diz muito sobre esse governo que privilegia o empresariado e desorganiza a sociedade civil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incid\u00eancia na auto organiza\u00e7\u00e3o, no processo organizativo. \u00c9 importante para eles que n\u00e3o exista um bom exemplo para mostrar que a sociedade civil pode tomar iniciativas e ter as suas pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es, e que o Estado tem que apoi\u00e1-la\u201d.\u00a0 A Amigas da Terra Brasil apoia as pessoas produtoras de alimentos da zona rural e do urbano. 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