{"id":5899,"date":"2023-08-02T15:51:46","date_gmt":"2023-08-02T18:51:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=5899"},"modified":"2025-06-12T13:56:43","modified_gmt":"2025-06-12T16:56:43","slug":"de-amigos-da-terra-brasil-para-amigas-da-terra-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=5899","title":{"rendered":"Somos Amigas da Terra Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em>A gente<br \/>\nFala<br \/>\nGrita<br \/>\nCanta<br \/>\nChora<br \/>\nRi<br \/>\nEncanta<\/em><\/p>\n<p><em>A gente anda<br \/>\nCorre<br \/>\nCambaleia<br \/>\nTrope\u00e7a<br \/>\nCai<br \/>\nLevanta<\/em><\/p>\n<p><em>E retoma<br \/>\nN\u00e3o para<br \/>\nConstr\u00f3i<br \/>\nSonha<br \/>\nFaz<br \/>\nDa vida esperan\u00e7a<\/em><\/p>\n<p><em>De se ter<br \/>\nPaz<br \/>\nTerra<br \/>\nTeto<br \/>\nJusti\u00e7a<br \/>\nE amor<\/em><\/p>\n<p><em>Porto Alegre, 22 de julho de 2023<\/em><\/p>\n<p><em>Roberto Liebgott<\/em><\/p>\n<p>A coluna desta quinzena conta a nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria de revisitar as nossas reflex\u00f5es e a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e, assim, a nossa identidade coletiva. Em nossa \u00faltima Assembleia Geral, realizada no dia 21 de julho, deliberamos pela modifica\u00e7\u00e3o de nossa identidade de &#8220;Amigos da Terra Brasil&#8221;\u00a0para &#8220;Amigas da Terra Brasil&#8221;. Assumir essa nova identidade representa o acolhimento de um processo de transforma\u00e7\u00e3o da nossa hist\u00f3ria, das pessoas que comp\u00f5em a organiza\u00e7\u00e3o, do nosso fazer coletivo.<\/p>\n<p>Neste ano, em que completamos 40 anos de organiza\u00e7\u00e3o como membros da maior federa\u00e7\u00e3o ambientalista de base do mundo, a Amigos da Terra Internacional (Friends of the Earth), organizada em 75 pa\u00edses, acreditamos que \u00e9 tempo de que nossa identidade reflita os novos contornos das a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. Nos \u00faltimos anos, empunham a luta pelo feminismo popular e pela justi\u00e7a ambiental, assumindo com centralidade em nosso trabalho o desmantelamento do patriarcado e do neoliberalismo.<\/p>\n<p>Reconhecemos que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel construir justi\u00e7a ambiental sem enfrentar as desigualdades de g\u00eanero. Em nosso cotidiano, visitamos nosso passado e assumimos esta identidade para construir outras perspectivas para o presente e futuro. Essa identidade reflete um processo de constru\u00e7\u00e3o interna (falando para dentro) e se expandindo para fora. \u00a0A Federa\u00e7\u00e3o, por meio das quest\u00f5es colocadas por diversas organiza\u00e7\u00f5es membras e das alian\u00e7as, assume para si um debate que, para al\u00e9m da complexidade da nossa realidade, cria toda uma narrativa que, por meio do feminismo e da resist\u00eancia ao patriarcado, prop\u00f5e-se a desmantel\u00e1-lo desde nossas organiza\u00e7\u00f5es, entre elas na pr\u00f3pria Federa\u00e7\u00e3o e para o mundo. Para isso, a cria\u00e7\u00e3o do debate nas regi\u00f5es e de protocolos que garantam o acolhimento e as consequ\u00eancias de atos de machismo, viol\u00eancia e preconceitos de g\u00eaneros e a garantia de acesso \u00e0s inst\u00e2ncias das organiza\u00e7\u00f5es membras, da pr\u00f3pria regi\u00e3o e da Federa\u00e7\u00e3o toda. Desde a Alian\u00e7a Feminismo Popular, na solidariedade \u00e0 luta das mulheres camponesas, das atingidas por barragens, afetadas pelas pol\u00edticas de economia verde, das mulheres em luta por moradia, identificamos a carga desigual que as mazelas do capitalismo imp\u00f5em para os corpos das mulheres.<\/p>\n<p>Ao afirmarmos o g\u00eanero feminino em nosso nome, expressamos o car\u00e1ter de um movimento diverso, plural, multissetorial, que ganha mais unidade e coer\u00eancia \u00e0 medida que nos desenvolvemos como individualidades, organizadas e em movimento.<\/p>\n<p>Sob a m\u00edstica do eterno oroboro, s\u00edmbolo da continuidade, da transforma\u00e7\u00e3o, do abra\u00e7o e da unidade, da solidariedade internacionalista que une as pessoas amigas da terra na organiza\u00e7\u00e3o, na Federa\u00e7\u00e3o, na alian\u00e7a pol\u00edtica com outros movimentos, como a Via Campesina e a Marcha Mundial de Mulheres, na constru\u00e7\u00e3o de outro modelo de produ\u00e7\u00e3o no qual sejamos todas amigas da terra. Caminhamos para usar a terra para continuar a produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da vida, para que nossas rela\u00e7\u00f5es sociais sejam pautadas por outro paradigma. Que n\u00e3o haja opress\u00e3o.<\/p>\n<p>Em nossa nova identidade, ressaltamos o punho cerrado, que d\u00e1 forma \u00e0 \u00e1rvore que antes ocupava seu lugar. S\u00edmbolo da clareza pol\u00edtica de nos posicionarmos contra todas as formas de opress\u00e3o, na luta antirracista, na defesa da natureza, dos direitos difusos da sociedade, na defesa da democracia e contra o neoliberalismo, na promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a ambiental, na constru\u00e7\u00e3o do feminismo popular. Reconhecendo as for\u00e7as do povo brasileiro que resiste \u00e0 escravid\u00e3o, aos despejos, \u00e0 viol\u00eancia contra seus corpos e territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>A nova identidade se alinha com um pensar descolonial de nossa hist\u00f3ria. Promove o encontro da identidade de nossa luta com a afirma\u00e7\u00e3o do papel das mulheres, dos povos ind\u00edgenas, do povo negro e quilombola em nosso pa\u00eds. A \u00e1rvore, que simboliza o movimento ambiental nos anos 70, encontra o oroboro, e se enra\u00edza nesta terra na solidariedade e no internacionalismo. Na cr\u00edtica contundente a todas as formas estruturais de opress\u00e3o, de ra\u00e7a, classe e g\u00eanero.<\/p>\n<p>Hoje, somos uma gera\u00e7\u00e3o de Amigas da Terra que j\u00e1 n\u00e3o precisa assumir imposi\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas do patriarcado. Somos compostas por uma diversidade de gera\u00e7\u00f5es, g\u00eaneros, orienta\u00e7\u00e3o sexual, ra\u00e7a, dons, idades e capacidades. Hoje, somos uma gera\u00e7\u00e3o de mentes e corpos que est\u00e3o diferentes. Certos de que o caminhar at\u00e9 aqui nos tornou o que somos, visitamos o passado e nossa identidade com a certeza de que mudan\u00e7as s\u00e3o necess\u00e1rias. Nossa firmeza na luta que nos guia para avan\u00e7armos por um mundo mais justo e solid\u00e1rio \u00e9 o que nos move a constantemente nos transformarmos e nos reinventarmos.<\/p>\n<p>Na Terra Brasil, que tantas dores carrega, em toda a sua abund\u00e2ncia e esplendor, que flores\u00e7am incont\u00e1veis gera\u00e7\u00f5es de pessoas amigas da terra! Que elas se cultivem, adubem-se e se nutram das marchas, m\u00edsticas, alian\u00e7as, do calor da organiza\u00e7\u00e3o, da esperan\u00e7a, da luta. Que possamos seguir com a ousadia de mudar o mundo e mudarmos a n\u00f3s mesmos!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/08\/01\/somos-amigas-da-terra-brasil\">Coluna originalmente publicada no Jornal Brasil de Fato, em: https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/08\/01\/somos-amigas-da-terra-brasil\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gente Fala Grita Canta Chora Ri Encanta A gente anda Corre Cambaleia Trope\u00e7a Cai Levanta E retoma N\u00e3o para Constr\u00f3i Sonha Faz Da vida esperan\u00e7a De se ter Paz Terra Teto Justi\u00e7a E amor Porto Alegre, 22 de julho de 2023 Roberto Liebgott A coluna desta quinzena conta a nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria de revisitar as nossas reflex\u00f5es e a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e, assim, a nossa identidade coletiva. Em nossa \u00faltima Assembleia Geral, realizada no dia 21 de julho, deliberamos pela modifica\u00e7\u00e3o de nossa identidade de &#8220;Amigos da Terra Brasil&#8221;\u00a0para &#8220;Amigas da Terra Brasil&#8221;. Assumir essa nova identidade representa o acolhimento de um processo de transforma\u00e7\u00e3o da nossa hist\u00f3ria, das pessoas que comp\u00f5em a organiza\u00e7\u00e3o, do nosso fazer coletivo. Neste ano, em que completamos 40 anos de organiza\u00e7\u00e3o como membros da maior federa\u00e7\u00e3o ambientalista de base do mundo, a Amigos da Terra Internacional (Friends of the Earth), organizada em 75 pa\u00edses, acreditamos que \u00e9 tempo de que nossa identidade reflita os novos contornos das a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. Nos \u00faltimos anos, empunham a luta pelo feminismo popular e pela justi\u00e7a ambiental, assumindo com centralidade em nosso trabalho o desmantelamento do patriarcado e do neoliberalismo. 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Sob a m\u00edstica do eterno oroboro, s\u00edmbolo da continuidade, da transforma\u00e7\u00e3o, do abra\u00e7o e da unidade, da solidariedade internacionalista que une as pessoas amigas da terra na organiza\u00e7\u00e3o, na Federa\u00e7\u00e3o, na alian\u00e7a pol\u00edtica com outros movimentos, como a Via Campesina e a Marcha Mundial de Mulheres, na constru\u00e7\u00e3o de outro modelo de produ\u00e7\u00e3o no qual sejamos todas amigas da terra. Caminhamos para usar a terra para continuar a produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da vida, para que nossas rela\u00e7\u00f5es sociais sejam pautadas por outro paradigma. Que n\u00e3o haja opress\u00e3o. Em nossa nova identidade, ressaltamos o punho cerrado, que d\u00e1 forma \u00e0 \u00e1rvore que antes ocupava seu lugar. S\u00edmbolo da clareza pol\u00edtica de nos posicionarmos contra todas as formas de opress\u00e3o, na luta antirracista, na defesa da natureza, dos direitos difusos da sociedade, na defesa da democracia e contra o neoliberalismo, na promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a ambiental, na constru\u00e7\u00e3o do feminismo popular. Reconhecendo as for\u00e7as do povo brasileiro que resiste \u00e0 escravid\u00e3o, aos despejos, \u00e0 viol\u00eancia contra seus corpos e territ\u00f3rios. A nova identidade se alinha com um pensar descolonial de nossa hist\u00f3ria. Promove o encontro da identidade de nossa luta com a afirma\u00e7\u00e3o do papel das mulheres, dos povos ind\u00edgenas, do povo negro e quilombola em nosso pa\u00eds. A \u00e1rvore, que simboliza o movimento ambiental nos anos 70, encontra o oroboro, e se enra\u00edza nesta terra na solidariedade e no internacionalismo. Na cr\u00edtica contundente a todas as formas estruturais de opress\u00e3o, de ra\u00e7a, classe e g\u00eanero. 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Que elas se cultivem, adubem-se e se nutram das marchas, m\u00edsticas, alian\u00e7as, do calor da organiza\u00e7\u00e3o, da esperan\u00e7a, da luta. Que possamos seguir com a ousadia de mudar o mundo e mudarmos a n\u00f3s mesmos! 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