{"id":5651,"date":"2023-06-14T12:41:22","date_gmt":"2023-06-14T15:41:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=5651"},"modified":"2025-06-12T14:00:27","modified_gmt":"2025-06-12T17:00:27","slug":"encontro-no-acre-debate-impactos-dos-projetos-redd-de-mercados-de-carbono-e-de-solucoes-baseadas-na-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=5651","title":{"rendered":"Encontro no Acre debate impactos dos projetos REDD , de mercados de carbono e de solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza"},"content":{"rendered":"<p>A Amigos da Terra Brasil participou do encontro &#8220;Quando vale uma floresta? Quem paga pode poluir?&#8221;, que aconteceu no final de semana e encerrou na 2\u00aa feira (12\/06), na cidade de Assis Brasil, estado do Acre, na fronteira do Brasil com o Peru e a Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>A atividade foi organizada pelo CIMI Amaz\u00f4nia Ocidental (Conselho Indigenista Mission\u00e1rio) e contou com a participa\u00e7\u00e3o de povos ind\u00edgenas, comunidades e trabalhadores rurais da Amaz\u00f4nia e organiza\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>O principal assunto debatido foram os impactos dos projetos e programas REDD (Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es por Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o florestal), de mercados de carbono e de solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza, que t\u00eam crescido no Acre, no Par\u00e1 e na Amaz\u00f4nia em geral.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-5654 size-full\" src=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral.jpg 1000w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral-300x172.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral-768x439.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral-500x286.jpg 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral-800x458.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p>Os participantes e as participantes trocaram informa\u00e7\u00f5es e socializaram experi\u00eancias, abordando tamb\u00e9m mecanismos como o PSA (pagamentos por servi\u00e7os ambientais) e o manejo florestal, falando das amea\u00e7as que esses projetos trazem para os povos. O encontro resultou num posicionamento comum entre os presentes, formalizado em um documento aprovado pela plen\u00e1ria do encontro. Esta declara\u00e7\u00e3o j\u00e1 manda um forte recado para a c\u00fapula de presidentes dos pa\u00edses amaz\u00f4nicos, que deve ocorrer em Agosto, em Bel\u00e9m (no Par\u00e1). <em><strong>Acesse o documento na \u00edntegra <a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Carta-Assis-Brasil-junho-de-2023.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-wplink-edit=\"true\">AQUI<\/a>.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5657 size-medium\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_valdenice-nukini_encontro-acre-152x300.jpg\" alt=\"\" width=\"152\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_valdenice-nukini_encontro-acre-152x300.jpg 152w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_valdenice-nukini_encontro-acre-253x500.jpg 253w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_valdenice-nukini_encontro-acre.jpg 809w\" sizes=\"(max-width: 152px) 100vw, 152px\" \/> <img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5656 \" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_pedro-teles_encontro-acre-300x284.jpg\" alt=\"\" width=\"317\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_pedro-teles_encontro-acre-300x284.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_pedro-teles_encontro-acre-500x473.jpg 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_pedro-teles_encontro-acre.jpg 1414w\" sizes=\"(max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/><br \/>\n\u00c0 esquerda, Valdenice Nukini puxando o grito: #MarcoTemporalN\u00c3O!<br \/>\n\u00c0 direita, Seu Pedro Teles, seringueiro, sindicalista e lideran\u00e7a hist\u00f3rica de Xapuri, no Acre. Fotos L\u00facia Ortiz\/ATBr<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Nas fotos, Valdenice Nukini, do Rio M\u00f4a no munic\u00edpio de Cruzeiro do Sul\/Acre, e Pedro Teles, lideran\u00e7a da Resex Chico Mendes (Reserva Extrativista), situada na cidade de Xapuri (Acre). Em sua fala, Valdenice recha\u00e7ou o marco temporal e criticou os projetos de REDD e de mercado de carbono. Seu Pedro chamou os povos a se organizarem para terem seu pr\u00f3prios projetos de vida e para n\u00e3o aceitarem projetos que v\u00eam &#8220;de fora pra dentro&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5655 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral2.jpg\" alt=\"\" width=\"976\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral2.jpg 976w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral2-300x173.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral2-768x443.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral2-500x288.jpg 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/230610-a-12_encontro-acre_geral2-800x461.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 976px) 100vw, 976px\" \/><\/p>\n<p>A natureza n\u00e3o \u00e9 mercadoria! A Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira, em seu artigo 225, estabelece que o meio ambiente ecologicamente equilibrado \u00e9 bem de uso comum do povo. Entendemos que os processos com os quais a floresta sustenta a vida, como regula\u00e7\u00e3o do clima, estocagem de carbono, purifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e do solo, precisam ser preservados e defendidos por n\u00f3s como sociedade e pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>N\u00c3O \u00c0 FINANCEIRIZA\u00c7\u00c3O DA NATUREZA!<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>*Com informa\u00e7\u00f5es de Lucia Ortiz (ATBr) e CIMI Amaz\u00f4nia Ocidental<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Amigos da Terra Brasil participou do encontro &#8220;Quando vale uma floresta? Quem paga pode poluir?&#8221;, que aconteceu no final de semana e encerrou na 2\u00aa feira (12\/06), na cidade de Assis Brasil, estado do Acre, na fronteira do Brasil com o Peru e a Bol\u00edvia. A atividade foi organizada pelo CIMI Amaz\u00f4nia Ocidental (Conselho Indigenista Mission\u00e1rio) e contou com a participa\u00e7\u00e3o de povos ind\u00edgenas, comunidades e trabalhadores rurais da Amaz\u00f4nia e organiza\u00e7\u00f5es sociais. O principal assunto debatido foram os impactos dos projetos e programas REDD (Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es por Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o florestal), de mercados de carbono e de solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza, que t\u00eam crescido no Acre, no Par\u00e1 e na Amaz\u00f4nia em geral. Os participantes e as participantes trocaram informa\u00e7\u00f5es e socializaram experi\u00eancias, abordando tamb\u00e9m mecanismos como o PSA (pagamentos por servi\u00e7os ambientais) e o manejo florestal, falando das amea\u00e7as que esses projetos trazem para os povos. O encontro resultou num posicionamento comum entre os presentes, formalizado em um documento aprovado pela plen\u00e1ria do encontro. Esta declara\u00e7\u00e3o j\u00e1 manda um forte recado para a c\u00fapula de presidentes dos pa\u00edses amaz\u00f4nicos, que deve ocorrer em Agosto, em Bel\u00e9m (no Par\u00e1). Acesse o documento na \u00edntegra AQUI. \u00c0 esquerda, Valdenice Nukini puxando o grito: #MarcoTemporalN\u00c3O! \u00c0 direita, Seu Pedro Teles, seringueiro, sindicalista e lideran\u00e7a hist\u00f3rica de Xapuri, no Acre. Fotos L\u00facia Ortiz\/ATBr Nas fotos, Valdenice Nukini, do Rio M\u00f4a no munic\u00edpio de Cruzeiro do Sul\/Acre, e Pedro Teles, lideran\u00e7a da Resex Chico Mendes (Reserva Extrativista), situada na cidade de Xapuri (Acre). Em sua fala, Valdenice recha\u00e7ou o marco temporal e criticou os projetos de REDD e de mercado de carbono. Seu Pedro chamou os povos a se organizarem para terem seu pr\u00f3prios projetos de vida e para n\u00e3o aceitarem projetos que v\u00eam &#8220;de fora pra dentro&#8221;. A natureza n\u00e3o \u00e9 mercadoria! A Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira, em seu artigo 225, estabelece que o meio ambiente ecologicamente equilibrado \u00e9 bem de uso comum do povo. Entendemos que os processos com os quais a floresta sustenta a vida, como regula\u00e7\u00e3o do clima, estocagem de carbono, purifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e do solo, precisam ser preservados e defendidos por n\u00f3s como sociedade e pelo poder p\u00fablico. 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