{"id":4460,"date":"2022-06-28T16:07:04","date_gmt":"2022-06-28T19:07:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=4460"},"modified":"2025-06-16T15:20:07","modified_gmt":"2025-06-16T18:20:07","slug":"nota-de-solidariedade-ao-povo-guarani-e-kaiowa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=4460","title":{"rendered":"NOTA DE SOLIDARIEDADE AO POVO GUARANI E KAIOW\u00c1"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Em den\u00facia do Massacre de Guapoy no Mato Grosso do Sul<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na madrugada do dia 24 de junho o territ\u00f3rio <em>tekoha<\/em> <em>Guapoy Mirin Tujury<\/em>,&nbsp; \u00e1rea reivindicada como terra ind\u00edgena origin\u00e1ria e tradicionalmente ocupada por cerca de 150 pessoas, na regi\u00e3o pr\u00f3xima&nbsp; aos limites da Reserva Ind\u00edgena de Amambai [<em>Guapoy<\/em>], \u00e9 novamente retomada pelos Guarani e Kaiow\u00e1, ap\u00f3s a primeira tentativa ocorrida um m\u00eas antes. A \u00e1rea reivindicada fica no sul do estado do Mato Grosso do Sul, quase na fronteira com o Paraguai, regi\u00e3o centro-oeste do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, a Pol\u00edcia Militar do estado, com ordens da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica, promoveu um despejo ilegal, isso porque n\u00e3o contou com autoriza\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio para promover a desocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. No Brasil as quest\u00f5es que envolvem direitos ind\u00edgenas s\u00e3o de compet\u00eancia exclusiva da justi\u00e7a federal, e portanto, a opera\u00e7\u00e3o deveria ser realizada pela Pol\u00edcia Federal, como envolve conflito territorial deveriam ser efetuada apenas mediante autoriza\u00e7\u00e3o judicial, o que n\u00e3o ocorreu. Embora a Pol\u00edcia alegue ser uma opera\u00e7\u00e3o de combate ao narcotr\u00e1fico, por situar-se em zona de fronteira, ainda assim seria necess\u00e1rio interven\u00e7\u00e3o federal. Assim, tanto a Pol\u00edcia Militar n\u00e3o estava apta a realizar a opera\u00e7\u00e3o, como era necess\u00e1rio o aval do Poder Judici\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o foi realizada com autoriza\u00e7\u00e3o do governo do Estado, quem chefia a Pol\u00edcia Militar, tendo a dura\u00e7\u00e3o de 12h, com apoio de diversas viaturas, centenas de policiais, e inclusive o uso de helic\u00f3ptero. O resultado foi uma chacina com uma morte e pelo menos 10 feridos, dos quais duas pessoas em estado grave. Destaca-se entre os feridos uma crian\u00e7a atingida no abd\u00f4men por disparos de fuzil 5.56, que no Brasil apenas o Ex\u00e9rcito tem a autoriza\u00e7\u00e3o de uso.&nbsp; Durante a opera\u00e7\u00e3o estiveram envolvidos diversas viaturas, helic\u00f3pteros, centenas de policiais, que abriram fogo com armas pesadas contra a comunidade. A <em>Aty Guasu, <\/em>grande assembleia do povo Guarani e Kaiow\u00e1, em carta p\u00fablica, do dia 25 de junho se refere ao ocorrido como \u201c Massacre de Guapoy\u201d, trazendo a memoria de outro Massacre contra o povo Guarani e Kaiow\u00e1, o de Caarap\u00f3 ocorrido em 14 de junho de 2016.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os Guarani e Kaiow\u00e1 s\u00e3o uma das maiores etnias do Brasil fora da Amaz\u00f4nia, enfrentam h\u00e1 d\u00e9cadas o desafio da demarca\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios. Durante a ditadura militar foram confinados em Reservas Ind\u00edgenas que se encontram super lotadas, nos \u00faltimos anos as comunidades t\u00eam se organizado e realizado um processo de \u201cretomada\u201d de seus territ\u00f3rios ancestrais. Contudo, todo territ\u00f3rio tradicional reivindicado \u00e9 cercado pelo agroneg\u00f3cio, tendo a explos\u00e3o de in\u00fameros conflitos violentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cerca de 1 m\u00eas as fam\u00edlias ocuparam a \u00e1rea da Fazenda Borda da Mata, que fica nas margens da Reserva Ind\u00edgena de Amambai, fronteira com o Paraguai. O dono da fazenda \u00e9 acusado de desmatamento e extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira. A comunidade vem sofrendo diversos ataques desde a ocupa\u00e7\u00e3o, tendo den\u00fancias de um ataque de pistoleiros h\u00e1 algumas semanas, nos quais duas jovens foram desaparecidas, ainda sem&nbsp; investiga\u00e7\u00e3o e esclarecimento dos fatos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Pol\u00edcia Militar do Mato Grosso do Sul vem tendo um hist\u00f3rico de atua\u00e7\u00e3o truculenta na regi\u00e3o, agindo sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, e sem o cumprimento das determina\u00e7\u00f5es legais cab\u00edveis, realizando um papel de mil\u00edcia privada dos fazendeiros na regi\u00e3o. Em sua declara\u00e7\u00e3o, o Secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Ant\u00f4nio Carlos Videira, alega que tratou-se de uma opera\u00e7\u00e3o contra o narcotr\u00e1fico na regi\u00e3o. No entanto, em declara\u00e7\u00e3o em coletiva de imprensa, assume manifesta\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias, chegando a assumir que tratava-se de uma opera\u00e7\u00e3o policial para apoiar a desocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea em favor do fazendeiro. Ao longo do dia 25 de junho, as habita\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas da&nbsp; retomada <em>tekoha<\/em> <em>Guapoy Mirin Tujury <\/em>foram todas destru\u00eddas pela pol\u00edcia, alguns ind\u00edgenas que permaneciam no local foram removidos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da brutalidade policial, se encontra na raiz do massacre o mesmo problema do caso dos defensores Dom Philip e Bruno Pereira assassinados no Vale do Javari: a precariza\u00e7\u00e3o e o desvio de fun\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (FUNAI) no governo Bolsonaro. No contexto da completa paralisa\u00e7\u00e3o da demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ind\u00edgenas no Brasil e do avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio sobre os territ\u00f3rios na regi\u00e3o, a FUNAI deixou de atender \u00e0s demandas dos ind\u00edgenas que vivem em retomadas, <a href=\"https:\/\/www.inesc.org.br\/en\/fundacao-anti-indigena-um-retrato-da-funai-sob-o-governo-bolsonaro\/\">havendo den\u00fancias da atua\u00e7\u00e3o de servidores em cargos de chefia em favor do agroneg\u00f3cio<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido se conclama a comunidade internacional para a solidariedade com os povos ind\u00edgenas do Brasil, em especial os Guarani e Kaiow\u00e1 atrav\u00e9s:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Da difus\u00e3o de den\u00fancias atrav\u00e9s das redes sociais sobre&nbsp; a gravidade das a\u00e7\u00f5es realizadas pela Pol\u00edcia Militar do Estado do Mato Grosso do Sul, exigindo que sejam tomadas medidas para a prote\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas no Mato Grosso por parte do Estado brasileiro, em especial a realiza\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o e responsabiliza\u00e7\u00e3o dos agentes que agiram ilegalmente;<\/li><li>Do envio de pedidos \u00e0 Relatoria Especial para os Povos Ind\u00edgenas, o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos e o Mecanismo de Peritos da ONU sobre os Direitos dos povos ind\u00edgenas, para que exijam do Estado brasileiro a observ\u00e2ncia do respeito aos direitos humanos dos povos ind\u00edgenas, em especial o direito \u00e0 vida, \u00e0 integridade f\u00edsica e prote\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, bem como a tomada de medidas para investiga\u00e7\u00e3o por \u00f3rg\u00e3os independentes sobre a atua\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia militar no estado;<\/li><li>Enviar cartas ao Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) direcionados ao Ministro Luiz Fux (Presidente) atrav\u00e9s do email: <a href=\"mailto:presidencia@cnj.jus.br\">presidencia@cnj.jus.br<\/a> , solicitando intermedia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio junto ao Governo do Estado para assegurar a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de despejos durante a pandemia (conforme modelo anexo);<\/li><li>Enviar cartas ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal solicitando interven\u00e7\u00e3o junto ao Governo do Estado para assegurar os direitos dos povos ind\u00edgenas, bem como a realiza\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00f5es para a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos agentes envolvidos, atrav\u00e9s do email: <a href=\"mailto:6ccr@mpf.mp.br\">6ccr@mpf.mp.br<\/a> ;<\/li><li>Promovam atos nas embaixadas do Brasil em manifesta\u00e7\u00e3o do luto dos mortos pela causa ind\u00edgena, e exigindo a prote\u00e7\u00e3o do Estado Brasileiro dos mesmos;&nbsp;<\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em den\u00facia do Massacre de Guapoy no Mato Grosso do Sul Na madrugada do dia 24 de junho o territ\u00f3rio tekoha Guapoy Mirin Tujury,&nbsp; \u00e1rea reivindicada como terra ind\u00edgena origin\u00e1ria e tradicionalmente ocupada por cerca de 150 pessoas, na regi\u00e3o pr\u00f3xima&nbsp; aos limites da Reserva Ind\u00edgena de Amambai [Guapoy], \u00e9 novamente retomada pelos Guarani e Kaiow\u00e1, ap\u00f3s a primeira tentativa ocorrida um m\u00eas antes. A \u00e1rea reivindicada fica no sul do estado do Mato Grosso do Sul, quase na fronteira com o Paraguai, regi\u00e3o centro-oeste do Brasil. Na ocasi\u00e3o, a Pol\u00edcia Militar do estado, com ordens da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica, promoveu um despejo ilegal, isso porque n\u00e3o contou com autoriza\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio para promover a desocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. No Brasil as quest\u00f5es que envolvem direitos ind\u00edgenas s\u00e3o de compet\u00eancia exclusiva da justi\u00e7a federal, e portanto, a opera\u00e7\u00e3o deveria ser realizada pela Pol\u00edcia Federal, como envolve conflito territorial deveriam ser efetuada apenas mediante autoriza\u00e7\u00e3o judicial, o que n\u00e3o ocorreu. Embora a Pol\u00edcia alegue ser uma opera\u00e7\u00e3o de combate ao narcotr\u00e1fico, por situar-se em zona de fronteira, ainda assim seria necess\u00e1rio interven\u00e7\u00e3o federal. 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A Aty Guasu, grande assembleia do povo Guarani e Kaiow\u00e1, em carta p\u00fablica, do dia 25 de junho se refere ao ocorrido como \u201c Massacre de Guapoy\u201d, trazendo a memoria de outro Massacre contra o povo Guarani e Kaiow\u00e1, o de Caarap\u00f3 ocorrido em 14 de junho de 2016.&nbsp; Os Guarani e Kaiow\u00e1 s\u00e3o uma das maiores etnias do Brasil fora da Amaz\u00f4nia, enfrentam h\u00e1 d\u00e9cadas o desafio da demarca\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios. Durante a ditadura militar foram confinados em Reservas Ind\u00edgenas que se encontram super lotadas, nos \u00faltimos anos as comunidades t\u00eam se organizado e realizado um processo de \u201cretomada\u201d de seus territ\u00f3rios ancestrais. Contudo, todo territ\u00f3rio tradicional reivindicado \u00e9 cercado pelo agroneg\u00f3cio, tendo a explos\u00e3o de in\u00fameros conflitos violentos.&nbsp; H\u00e1 cerca de 1 m\u00eas as fam\u00edlias ocuparam a \u00e1rea da Fazenda Borda da Mata, que fica nas margens da Reserva Ind\u00edgena de Amambai, fronteira com o Paraguai. O dono da fazenda \u00e9 acusado de desmatamento e extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira. A comunidade vem sofrendo diversos ataques desde a ocupa\u00e7\u00e3o, tendo den\u00fancias de um ataque de pistoleiros h\u00e1 algumas semanas, nos quais duas jovens foram desaparecidas, ainda sem&nbsp; investiga\u00e7\u00e3o e esclarecimento dos fatos.&nbsp; A Pol\u00edcia Militar do Mato Grosso do Sul vem tendo um hist\u00f3rico de atua\u00e7\u00e3o truculenta na regi\u00e3o, agindo sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, e sem o cumprimento das determina\u00e7\u00f5es legais cab\u00edveis, realizando um papel de mil\u00edcia privada dos fazendeiros na regi\u00e3o. Em sua declara\u00e7\u00e3o, o Secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Ant\u00f4nio Carlos Videira, alega que tratou-se de uma opera\u00e7\u00e3o contra o narcotr\u00e1fico na regi\u00e3o. No entanto, em declara\u00e7\u00e3o em coletiva de imprensa, assume manifesta\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias, chegando a assumir que tratava-se de uma opera\u00e7\u00e3o policial para apoiar a desocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea em favor do fazendeiro. Ao longo do dia 25 de junho, as habita\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas da&nbsp; retomada tekoha Guapoy Mirin Tujury foram todas destru\u00eddas pela pol\u00edcia, alguns ind\u00edgenas que permaneciam no local foram removidos.&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m da brutalidade policial, se encontra na raiz do massacre o mesmo problema do caso dos defensores Dom Philip e Bruno Pereira assassinados no Vale do Javari: a precariza\u00e7\u00e3o e o desvio de fun\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (FUNAI) no governo Bolsonaro. 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