{"id":4361,"date":"2022-06-03T17:53:00","date_gmt":"2022-06-03T20:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=4361"},"modified":"2025-06-16T15:22:33","modified_gmt":"2025-06-16T18:22:33","slug":"o-cabo-de-guerra-pela-mata-atlantica-em-porto-alegre-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=4361","title":{"rendered":"O cabo de guerra pela Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre (RS)"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:18px\"><em>No Dia Nacional da Mata Atl\u00e2ntica, 27\/05, \u00e0s indefini\u00e7\u00f5es sobre as \u00e1reas de remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica na capital ga\u00facha seguem e atestam o descaso da prefeitura<\/em><br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"> A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 um bioma que abriga florestas tropicais e outros tipos de vegeta\u00e7\u00e3o que abarcam, principalmente, a costa leste, nordeste, sudeste e sul do Brasil. O bioma \u00e9 considerado Patrim\u00f4nio Nacional pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e abrange total ou parcialmente 17 estados brasileiros. \u00c9, tamb\u00e9m, o bioma com menor percentual&nbsp; de remanescente, cerca de 12%, al\u00e9m de apenas 7% da sua cobertura original em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o. Para piorar o quadro, o desmatamento cresceu 66% entre 2020 e 2021, de acordo com o Atlas da Mata Atl\u00e2ntica, em levantamento junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"> Dentro do mapa&nbsp; do IBGE, Porto Alegre (RS) est\u00e1 inserida no bioma pampa, mas este incorpora forma\u00e7\u00f5es de Mata Atl\u00e2ntica, e isso \u00e9 legalmente reconhecido. Por assim dizer, a \u00e1rea \u00e9 um ec\u00f3tono, regi\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o entre biomas. Dito isso, \u00e9 preciso que a governan\u00e7a do munic\u00edpio compreenda essa defini\u00e7\u00e3o, pois at\u00e9 hoje existem entraves por conta do setor imobili\u00e1rio, que exerce press\u00e3o dentro da prefeitura para burlar as legisla\u00e7\u00f5es que protegem as \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o, garantidas por lei. Al\u00e9m da garantia pela Constitui\u00e7\u00e3o, h\u00e1 ainda <a href=\"https:\/\/sema.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/201612\/02142051-resolucao-conama-n-33.pdf\">uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)<\/a>, al\u00e9m da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2006\/lei\/l11428.htm\">Lei da Mata Atl\u00e2ntica de 2006<\/a> e de um <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/decreto\/d6660.htm\">decreto de 2008<\/a> que contempla forma\u00e7\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"> A prefeitura de Porto Alegre prop\u00f4s uma licita\u00e7\u00e3o para o mapeamento da Mata Atl\u00e2ntica, em setembro de 2021, em que a empresa Profill Engenharia e Ambiente S.A. foi aprovada para realizar. A problem\u00e1tica surge no conflito de interesses, uma vez que a mesma empresa presta servi\u00e7os para o setor imobili\u00e1rio com a realiza\u00e7\u00e3o de Estudos de Impacto Ambiental e Relat\u00f3rios de Impacto Ambiental (EIA\/RIMA). A situa\u00e7\u00e3o se torna mais complexa por haver den\u00fancias relativas a estudos de resultados duvidosos. \u00c9 o caso do projeto realizado na \u00e1rea da Ponta do Arado, em Bel\u00e9m Novo, uma das \u00faltimas \u00e1reas naturais da cidade. O EIA\/RIMA realizado pela empresa foi <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/meio-ambiente\/2021\/10\/projeto-na-zona-sul-de-porto-alegre-tem-estudo-de-impacto-ambiental-considerado-falso-e-omisso\/\">declarado como \u201cfalso\/enganoso\/omisso\u201d<\/a>, em laudo do Instituto Geral de Per\u00edcias (IGP), em inqu\u00e9rito da Pol\u00edcia Civil conclu\u00eddo em maio de 2021. Mesmo com todo o imbr\u00f3glio, o Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul aprovou uma liminar que autorizou a tramita\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/geral\/2021\/12\/camara-aprova-projeto-para-empreendimento-imobiliario-no-arado-zona-sul-de-porto-alegre\/\">Projeto de Lei Complementar 024\/202, aprovado na C\u00e2mara,<\/a> que viabiliza a instala\u00e7\u00e3o do empreendimento Fazenda Arado Velho.&nbsp;<\/p>\nVale destacar que, em 2021, expirou o prazo do Conv\u00eanio Mata Atl\u00e2ntica, entre Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA) e o munic\u00edpio, para que  Porto Alegre continuasse fazendo licenciamento em \u00e1reas onde tem remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica. O conv\u00eanio \u00e9 uma exig\u00eancia legal e delega a compet\u00eancia da Secretaria do Meio Ambiente a gest\u00e3o florestal, atrav\u00e9s do licenciamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o das atividades e empreendimentos localizados no munic\u00edpio.\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"> Por estes e outros motivos, o Instituto Ga\u00facho de Estudos Ambientais (InG\u00e1) e o Instituto Curicaca, outra entidade ambientalista do RS muito ativa na quest\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, ficaram apreensivos ao saber que a primeira consulta com a sociedade tinha sido marcada para a montagem deste plano. \u00c9 sabido que isto tem que ser feito, mas n\u00e3o ocorreu de forma correta, pois no momento planejado para a exposi\u00e7\u00e3o, em 9 de mar\u00e7o deste ano, n\u00e3o foram apresentadas as diferentes etapas a serem realizadas e os objetivos por parte desse mapeamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"> Tal projeto seria a primeira ponta para a posterior realiza\u00e7\u00e3o do Plano Municipal de Conserva\u00e7\u00e3o e Recupera\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica (PMMA) de Porto Alegre\/RS. Em documento enviado \u00e0 prefeitura pelo InG\u00e1 sob forma de pedido de esclarecimento acerca de d\u00favidas que ficaram em aberto quanto ao desenrolar do projeto, o Instituto constatou que \u201ca consulta p\u00fablica e a oficina virtual realizadas sobre o PMMA de Porto Alegre, pelos instrumentos disponibilizados, limitaram-se a averiguar a percep\u00e7\u00e3o de parte da popula\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 import\u00e2ncia do tema. Houve pronunciamentos de membros de entidades ambientalistas e de representantes da FEPAM que observaram a aus\u00eancia de metodologia, cronograma de atividades, disponibiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de mapas, dados e outras informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, incluindo os marcos legais e diretrizes j\u00e1 existentes, para o p\u00fablico contribuir ao diagn\u00f3stico e ao futuro PMMA\u201d. Os questionamentos foram posteriormente respondidos pela prefeitura, contudo, as respostas foram vagas e desprovidas de resolu\u00e7\u00f5es concretas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"> Em entrevista \u00e0 Amigos da Terra Brasil, Paulo Brack, que \u00e9 bi\u00f3logo, professor da UFRGS, ex-t\u00e9cnico da Coordena\u00e7\u00e3o do Ambiente Natural da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre (RS), mestre em Bot\u00e2nica e Doutor em Ecologia e Recursos Naturais e membro do InG\u00e1, abre um panorama geral acerca da atual situa\u00e7\u00e3o do plano de mapeamento da Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre:<br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Como o InG\u00e1 e o Instituto Curicaca se sentem hoje em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolha da Profill como executora do Plano de Mapeamento da Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre?<\/strong><br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">N\u00f3s temos uma apreens\u00e3o, uma d\u00favida grande em rela\u00e7\u00e3o ao resultado deste mapeamento, porque j\u00e1 houve outros mapeamentos feitos que nos deixaram preocupados no sentido de reduzir o que consideramos que, com base na lei, corresponde \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica. Como \u00e9 que a mesma empresa que faz trabalhos falhos vai fazer um&nbsp; levantamento da Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre? Para n\u00f3s, n\u00e3o precisaria ter mapeamento que n\u00e3o fosse para comparar o que se perdeu e as \u00e1reas mais sens\u00edveis que precisam de a\u00e7\u00f5es urgentes. Isso n\u00e3o ficou claro na proposta. Todas forma\u00e7\u00f5es florestais estariam protegidas independente de um mapeamento. Ou seja, paira no ar quais forma\u00e7\u00f5es florestais n\u00e3o seriam identificadas ou perderiam o status de florestas importantes, o que&nbsp; muito provavelmente poder\u00e1 ser uma forma de redu\u00e7\u00e3o. A Profill n\u00e3o pode dizer que alguns espa\u00e7os j\u00e1 est\u00e3o degradados, inclusive a proposta que foi apresentada \u00e9 a de dizer aqueles que&nbsp; t\u00eam alta relev\u00e2ncia. E os que n\u00e3o tiverem relev\u00e2ncia, quem \u00e9 que vai fazer esse ju\u00edzo de valor? As \u00e1reas que a empresa avalia para o setor imobili\u00e1rio teriam valor?<br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>O que esse levantamento significa na pr\u00e1tica, por que foi colocado como importante e para que a Profill foi contratada?<\/strong><br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">A n\u00edvel acad\u00eamico, n\u00f3s j\u00e1 temos o diagn\u00f3stico ambiental de Porto Alegre com muitas dessas forma\u00e7\u00f5es vegetais marcadas, feito pelo prof. Hasenack, do Centro de Ecologia da UFRGS, que tem todo o equipamento, geoprocessamento e fez todo o mapeamento em 2008, quando foi publicado, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cobertura da vegeta\u00e7\u00e3o de Porto Alegre al\u00e9m da geologia. Estamos pedindo que se fa\u00e7a uma avalia\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 sendo perdido. Outra quest\u00e3o \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas priorit\u00e1rias para biodiversidade, que est\u00e3o na lei e n\u00e3o est\u00e3o sendo consideradas. Ent\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o consideradas outros tipos de vegeta\u00e7\u00e3o protegidos pela Lei da Mata Atl\u00e2ntica, como restingas, banhados junto ao Gua\u00edba ou Delta do Jacu\u00ed, enquadrados como forma\u00e7\u00f5es pioneiras, al\u00e9m das \u00c1reas Priorit\u00e1rias para a Biodiversidade. Estas \u00e1reas s\u00e3o um instrumento do Minist\u00e9rio de Meio Ambiente, existente desde 2004, que afeta tamb\u00e9m o territ\u00f3rio&nbsp; de Porto Alegre, n\u00e3o sendo feita nenhuma refer\u00eancia a trabalhos anteriores, como o Atlas Ambiental de Porto Alegre, do colega Rualdo Menegat, que j\u00e1 possui&nbsp; importantes elementos a serem tratados. Parece que se vai partir do zero e isso significa jogar para escanteio qualquer informa\u00e7\u00e3o que possa&nbsp; eventualmente&nbsp; trazer inconvenientes para empreendimentos, situa\u00e7\u00e3o constrangedora para a mesma empresa que trabalha pras grandes incorporadoras\u2026 A Profil n\u00e3o poderia ter recebido este tipo de trabalho porque tem conflito de interesse evidente, tem acusa\u00e7\u00f5es graves, inclusive a pr\u00f3pria per\u00edcia da pol\u00edcia mais ligada \u00e0 \u00e1rea ambiental, constatou irregularidades no estudo do Arado Velho. \u00c9 uma empresa que deveria prestar contas do que fez e deixou de fazer. Ela vem fazendo um trabalho que, mesmo com as tentativas de explica\u00e7\u00e3o da SMAMUS, n\u00e3o se sabe qual o objetivo final, e se os dados de desmatamento, que n\u00e3o s\u00e3o baixos, ser\u00e3o disponibilizados e analisadas suas causas.&nbsp;<br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>O que seria esse mapeamento na pr\u00e1tica?<\/strong><br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Para n\u00f3s, se n\u00e3o houver este esclarecimento, poder\u00e1 se tornar uma vitrine para a prefeitura tentar demonstrar&nbsp; que est\u00e1 fazendo um mapeamento de forma\u00e7\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre, com um zelo que na pr\u00e1tica n\u00e3o ocorre, e seguiremos perdendo estas forma\u00e7\u00f5es \u2026. Por outro lado, no pior cen\u00e1rio, que esperamos n\u00e3o ocorrer, poderia-se desconsiderar a import\u00e2ncia de algumas forma\u00e7\u00f5es florestais e tamb\u00e9m n\u00e3o necessariamente florestais (restingas, juncais e vegeta\u00e7\u00e3o ciliar n\u00e3o florestal) com base em indicadores de degrada\u00e7\u00e3o question\u00e1veis, e enquadr\u00e1-las como de n\u00e3o relev\u00e2ncia. A\u00ed entra a quest\u00e3o do ju\u00edzo de valor que nos preocupa, o que \u00e9 relevante, para ser protegido, e o que consideram que n\u00e3o \u00e9&#8230;&nbsp;<br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Esse mapeamento \u00e9 para mapear o que exatamente?<\/strong><br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">A ideia da SMAMUS seria mapear as florestas e outras forma\u00e7\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre, mas com base em um jogo de palavras que, em vez de focar nos n\u00edveis de prote\u00e7\u00e3o para todas as forma\u00e7\u00f5es, poderia cair nas palavras com ou sem \u201crelev\u00e2ncia\u201d. A\u00ed fica a quest\u00e3o: relev\u00e2ncia para proteger ou para desproteger? As \u00c1reas Priorit\u00e1rias para a Biodiversidade (<a href=\"http:\/\/www.in.gov.br\/materia\/-\/asset_publisher\/Kujrw0TZC2Mb\/content\/id\/55881195\/do1-2018-12-19-portaria-n-463-de-18-de-dezembro-de-2018-55880954\">Portaria MMA n\u00ba 463 de 18 de dezembro de 2018<\/a>) s\u00e3o uma forma de zoneamento daquilo que \u00e9 mais priorit\u00e1rio, correspondendo a \u201cum&nbsp; instrumento de pol\u00edtica p\u00fablica para apoiar a tomada de decis\u00e3o, de forma objetiva e participativa, no planejamento e implementa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es como cria\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, licenciamento, fiscaliza\u00e7\u00e3o e fomento ao uso sustent\u00e1vel\u201d . Este instrumento do MMA foi ignorado, pois n\u00e3o desconsidera nada e coloca em n\u00edveis de \u201cextrema\u201d, \u201cmuito alta\u201d e \u201calta\u201d import\u00e2ncia, e isso consideramos o correto. O mapa j\u00e1 foi feito pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, e parte de Porto Alegre est\u00e1 nessas \u00e1reas, as quais n\u00e3o foram consideradas e nem lembradas. Para n\u00f3s, a quest\u00e3o central \u00e9: o governo est\u00e1 dizendo que est\u00e1 fazendo uma coisa, quem l\u00ea o jornal vai pensar: \u2018oh, eles est\u00e3o preocupados com a Mata Atl\u00e2ntica\u2019, mas a\u00ed tem uma quest\u00e3o. Ficou nas entrelinhas deste trabalho, que algumas forma\u00e7\u00f5es florestais podem n\u00e3o ser consideradas relevantes. Se n\u00e3o tem relev\u00e2ncia, significa que se uma empresa do ramo imobili\u00e1rio pode lotear, fazer constru\u00e7\u00f5es, condom\u00ednios fechados, etc. N\u00e3o foi demonstrado por parte da Secretaria, at\u00e9 agora, um plano ou inten\u00e7\u00e3o verdadeira de proteger os remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica, mas sim de se fazer propaganda de uma prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o existente. Se uma \u00e1rea est\u00e1 supostamente mais degradada, se poderia supor que n\u00e3o valeria a pena sua prote\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a principal inc\u00f3gnita desse projeto at\u00e9 agora. Na pr\u00e1tica, vemos atualmente a devasta\u00e7\u00e3o de muitos hectares de floresta no local previsto para o Shopping Belvedere, do grupo Zaffari- Bourbon, entre as avenidas Salvador Fran\u00e7a e Cristiano Fisher.&nbsp;&nbsp;<br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Considerando que a Profil atua com a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os dos estudos de impacto ambiental, EIA\/RIMA e etc, o Ing\u00e1 e o senhor enxergam que esse levantamento feito por eles poderia ajudar de alguma forma na preserva\u00e7\u00e3o das \u00e1reas da Mata Atl\u00e2ntica?<\/strong><br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Na primeira audi\u00eancia, n\u00e3o apresentaram nenhum documento pr\u00e9vio para que pud\u00e9ssemos analisar. Fomos para a audi\u00eancia p\u00fablica virtual da proposta sem ter acesso a nenhum documento, s\u00f3 a inten\u00e7\u00e3o de fazerem algo. Este fato foi criticado tamb\u00e9m por t\u00e9cnicos da FEPAM que participaram da audi\u00eancia.&nbsp; Em determinado momento, um representante da secretaria, em conjunto \u00e0 empresa, disse assim: \u2018Agora vamos pegar o mapa de Porto Alegre e vamos ver com voc\u00eas o que tem maior import\u00e2ncia, por bairro&#8230;\u2019 A\u00ed eu disse: \u2018N\u00e3o, eu n\u00e3o vou falar isso ou aquilo, sem uma an\u00e1lise t\u00e9cnica pr\u00e9via. Primeiro eu queria ter previamente um mapa, que voc\u00eas est\u00e3o apresentando somente agora.\u2019 Nos pegaram de queima roupa l\u00e1 com um mapa. Tomara que tenhamos resultados bons, mas at\u00e9 agora o que a gente v\u00ea s\u00e3o inten\u00e7\u00f5es pouco claras e resultados muito menos. N\u00f3s fizemos uma s\u00e9rie de perguntas para a prefeitura para ver se esse plano vai ter resultados positivos. Eles argumentaram que est\u00e3o no caminho certo, mas n\u00e3o demonstram de forma transparente como \u00e9 que a sociedade pode se envolver com essa quest\u00e3o. Esse projeto de mapeamento da Mata Atl\u00e2ntica tinha previstos 2 milh\u00f5es de reais como recurso para sua realiza\u00e7\u00e3o. O valor, pelo que nos explicaram, ser\u00e1 menor do que isso. E, al\u00e9m de caro, o que j\u00e1 que pouco objetivo, ficamos apreensivos de que uma empresa como a Profill, que j\u00e1 presta servi\u00e7os ao setor imobili\u00e1rio, venha a se constranger em enquadrar como de grande relev\u00e2ncia um remanescente ou uma \u00e1rea priorit\u00e1ria que corresponda a uma \u00e1rea de uma empresa \u2018x\u2019 que ela mesma atua no desembara\u00e7o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de licenciamento ambiental. Ou seja, existe evidente conflito de interesse aqui. Este mapeamento deveria ser um estudo independente, feito por institui\u00e7\u00f5es de pesquisa desvinculadas do setor imobili\u00e1rio.<br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>J\u00e1 se tem audi\u00eancias p\u00fablicas previstas, alguma divulga\u00e7\u00e3o sobre os pr\u00f3ximos passos?<\/strong><br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">N\u00e3o existem datas pras etapas previstas, o governo n\u00e3o falou nada. A gente n\u00e3o sabe como v\u00e3o ser as pr\u00f3ximas, e como a sociedade vai participar disso\u2026 N\u00e3o tem nenhum elemento claro, transparente de como a sociedade vai participar. Eles est\u00e3o dizendo que est\u00e1 tudo ok, que est\u00e3o fazendo tudo certo e que est\u00e3o cumprindo os cronogramas do projeto\u2026 Ent\u00e3o, at\u00e9 segunda ordem, consideramos um discurso descontextualizado da realidade. Queremos que os t\u00e9cnicos concursados da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade participem do processo, e n\u00e3o que venha algu\u00e9m de fora, com cargo de confian\u00e7a e decida o que \u00e9 ou n\u00e3o \u201crelevante\u201d. As respostas aos nossos questionamentos n\u00e3o prov\u00eam de t\u00e9cnicos da casa, e sim de agentes pol\u00edticos, cargos de confian\u00e7a, que est\u00e3o ali provisoriamente, juntamente com respostas da empresa consultora.&nbsp;<br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Desconhe\u00e7o os documentos de universidades e de outras institui\u00e7\u00f5es de pesquisa que tenham sido incorporados como elementos pr\u00e9vios no diagn\u00f3stico necess\u00e1rio deste mapeamento. O ideal seria nos reunirmos com a Secretaria, com a Profil, com o governo, com institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e conversarmos, conjuntamente, do ponto de vista t\u00e9cnico, para superarmos a superficialidade cartorial (para cumprir a etapa) da precariedade da primeira audi\u00eancia p\u00fablica.  Outro elemento a considerar, que de certa forma obrigou a SMAMUS a providenciar este mapeamento, \u00e9 que j\u00e1 tinha expirado, no ano passado, o prazo do conv\u00eanio Mata Atl\u00e2ntica, entre SEMA e Prefeitura, para que&nbsp; Porto Alegre continuasse fazendo licenciamento em \u00e1reas onde tem remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica, j\u00e1 que este conv\u00eanio \u00e9 uma exig\u00eancia legal. N\u00f3s temos uma profunda apreens\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a esse processo porque ele n\u00e3o est\u00e1 permitindo que a sociedade o conhe\u00e7a e participe de suas etapas, que saiba de maneira transparente o objetivo final e como ela poder\u00e1 participar em cada etapa. Eu diria mais! N\u00f3s temos os povos e comunidades tradicionais, os ind\u00edgenas tamb\u00e9m, e eles t\u00eam que&nbsp; participar desse processo porque os povos origin\u00e1rios s\u00e3o aqueles que mantiveram e protegem esses remanescentes aqui, que os manejaram, ent\u00e3o eles devem tamb\u00e9m ser consultados para demonstrar aquilo que tem maior significado e que ficar eventualmente definido como de maior relev\u00e2ncia. N\u00f3s vamos continuar trazendo \u00e0 Secretaria que n\u00f3s n\u00e3o nos sentimos contemplados com as respostas gen\u00e9ricas que nos deram ao nosso of\u00edcio. Desejamos que eles nos apresentem dados num\u00e9ricos, e abram a discuss\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o. N\u00f3s queremos um debate franco e uma constru\u00e7\u00e3o para melhoria do que seria o mapeamento das prioridades da prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade da Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre.<br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Paulo, tem mais alguma coisa que queiras destacar?<\/strong><br \/><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Sim, acredito que a sociedade tem que cobrar a participa\u00e7\u00e3o maior neste mapeamento, maior transpar\u00eancia e inclus\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, como no caso das universidades, a FEPAM, a SEMA, etc, e de t\u00e9cnicos da SMAMUS, atualmente alijados do processo, de forma a todos contribu\u00edrem para a melhoria do mesmo. E que, sob o controle da \u00e1rea t\u00e9cnica interna (Secretaria) e dos atores t\u00e9cnicos de fora, n\u00e3o exista espa\u00e7o para o pior cen\u00e1rio, que seria o eventual rebaixamento de remanescentes enquadrados como \u201csem import\u00e2ncia\u201d , que desapareceriam do mapeamento. E que, a partir do mapeamento da Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre, sem conflitos de interesse, se exer\u00e7am planos de prote\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o e fortalecimento das unidades de conserva\u00e7\u00e3o por parte da Secretaria, em integra\u00e7\u00e3o com as demais institui\u00e7\u00f5es, as comunidades tradicionais e a popula\u00e7\u00e3o de nosso munic\u00edpio.&nbsp;<br \/><\/p>\n\n\n\n<p><br \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Nacional da Mata Atl\u00e2ntica, 27\/05, \u00e0s indefini\u00e7\u00f5es sobre as \u00e1reas de remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica na capital ga\u00facha seguem e atestam o descaso da prefeitura A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 um bioma que abriga florestas tropicais e outros tipos de vegeta\u00e7\u00e3o que abarcam, principalmente, a costa leste, nordeste, sudeste e sul do Brasil. O bioma \u00e9 considerado Patrim\u00f4nio Nacional pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e abrange total ou parcialmente 17 estados brasileiros. \u00c9, tamb\u00e9m, o bioma com menor percentual&nbsp; de remanescente, cerca de 12%, al\u00e9m de apenas 7% da sua cobertura original em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o. Para piorar o quadro, o desmatamento cresceu 66% entre 2020 e 2021, de acordo com o Atlas da Mata Atl\u00e2ntica, em levantamento junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).&nbsp; Dentro do mapa&nbsp; do IBGE, Porto Alegre (RS) est\u00e1 inserida no bioma pampa, mas este incorpora forma\u00e7\u00f5es de Mata Atl\u00e2ntica, e isso \u00e9 legalmente reconhecido. Por assim dizer, a \u00e1rea \u00e9 um ec\u00f3tono, regi\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o entre biomas. Dito isso, \u00e9 preciso que a governan\u00e7a do munic\u00edpio compreenda essa defini\u00e7\u00e3o, pois at\u00e9 hoje existem entraves por conta do setor imobili\u00e1rio, que exerce press\u00e3o dentro da prefeitura para burlar as legisla\u00e7\u00f5es que protegem as \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o, garantidas por lei. Al\u00e9m da garantia pela Constitui\u00e7\u00e3o, h\u00e1 ainda uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), al\u00e9m da Lei da Mata Atl\u00e2ntica de 2006 e de um decreto de 2008 que contempla forma\u00e7\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica.&nbsp; A prefeitura de Porto Alegre prop\u00f4s uma licita\u00e7\u00e3o para o mapeamento da Mata Atl\u00e2ntica, em setembro de 2021, em que a empresa Profill Engenharia e Ambiente S.A. foi aprovada para realizar. A problem\u00e1tica surge no conflito de interesses, uma vez que a mesma empresa presta servi\u00e7os para o setor imobili\u00e1rio com a realiza\u00e7\u00e3o de Estudos de Impacto Ambiental e Relat\u00f3rios de Impacto Ambiental (EIA\/RIMA). A situa\u00e7\u00e3o se torna mais complexa por haver den\u00fancias relativas a estudos de resultados duvidosos. \u00c9 o caso do projeto realizado na \u00e1rea da Ponta do Arado, em Bel\u00e9m Novo, uma das \u00faltimas \u00e1reas naturais da cidade. O EIA\/RIMA realizado pela empresa foi declarado como \u201cfalso\/enganoso\/omisso\u201d, em laudo do Instituto Geral de Per\u00edcias (IGP), em inqu\u00e9rito da Pol\u00edcia Civil conclu\u00eddo em maio de 2021. Mesmo com todo o imbr\u00f3glio, o Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul aprovou uma liminar que autorizou a tramita\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei Complementar 024\/202, aprovado na C\u00e2mara, que viabiliza a instala\u00e7\u00e3o do empreendimento Fazenda Arado Velho.&nbsp; Vale destacar que, em 2021, expirou o prazo do Conv\u00eanio Mata Atl\u00e2ntica, entre Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA) e o munic\u00edpio, para que Porto Alegre continuasse fazendo licenciamento em \u00e1reas onde tem remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica. O conv\u00eanio \u00e9 uma exig\u00eancia legal e delega a compet\u00eancia da Secretaria do Meio Ambiente a gest\u00e3o florestal, atrav\u00e9s do licenciamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o das atividades e empreendimentos localizados no munic\u00edpio. Por estes e outros motivos, o Instituto Ga\u00facho de Estudos Ambientais (InG\u00e1) e o Instituto Curicaca, outra entidade ambientalista do RS muito ativa na quest\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, ficaram apreensivos ao saber que a primeira consulta com a sociedade tinha sido marcada para a montagem deste plano. \u00c9 sabido que isto tem que ser feito, mas n\u00e3o ocorreu de forma correta, pois no momento planejado para a exposi\u00e7\u00e3o, em 9 de mar\u00e7o deste ano, n\u00e3o foram apresentadas as diferentes etapas a serem realizadas e os objetivos por parte desse mapeamento.&nbsp; Tal projeto seria a primeira ponta para a posterior realiza\u00e7\u00e3o do Plano Municipal de Conserva\u00e7\u00e3o e Recupera\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica (PMMA) de Porto Alegre\/RS. Em documento enviado \u00e0 prefeitura pelo InG\u00e1 sob forma de pedido de esclarecimento acerca de d\u00favidas que ficaram em aberto quanto ao desenrolar do projeto, o Instituto constatou que \u201ca consulta p\u00fablica e a oficina virtual realizadas sobre o PMMA de Porto Alegre, pelos instrumentos disponibilizados, limitaram-se a averiguar a percep\u00e7\u00e3o de parte da popula\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 import\u00e2ncia do tema. Houve pronunciamentos de membros de entidades ambientalistas e de representantes da FEPAM que observaram a aus\u00eancia de metodologia, cronograma de atividades, disponibiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de mapas, dados e outras informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, incluindo os marcos legais e diretrizes j\u00e1 existentes, para o p\u00fablico contribuir ao diagn\u00f3stico e ao futuro PMMA\u201d. Os questionamentos foram posteriormente respondidos pela prefeitura, contudo, as respostas foram vagas e desprovidas de resolu\u00e7\u00f5es concretas.&nbsp; Em entrevista \u00e0 Amigos da Terra Brasil, Paulo Brack, que \u00e9 bi\u00f3logo, professor da UFRGS, ex-t\u00e9cnico da Coordena\u00e7\u00e3o do Ambiente Natural da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre (RS), mestre em Bot\u00e2nica e Doutor em Ecologia e Recursos Naturais e membro do InG\u00e1, abre um panorama geral acerca da atual situa\u00e7\u00e3o do plano de mapeamento da Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre: Como o InG\u00e1 e o Instituto Curicaca se sentem hoje em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolha da Profill como executora do Plano de Mapeamento da Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre? N\u00f3s temos uma apreens\u00e3o, uma d\u00favida grande em rela\u00e7\u00e3o ao resultado deste mapeamento, porque j\u00e1 houve outros mapeamentos feitos que nos deixaram preocupados no sentido de reduzir o que consideramos que, com base na lei, corresponde \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica. Como \u00e9 que a mesma empresa que faz trabalhos falhos vai fazer um&nbsp; levantamento da Mata Atl\u00e2ntica em Porto Alegre? Para n\u00f3s, n\u00e3o precisaria ter mapeamento que n\u00e3o fosse para comparar o que se perdeu e as \u00e1reas mais sens\u00edveis que precisam de a\u00e7\u00f5es urgentes. Isso n\u00e3o ficou claro na proposta. Todas forma\u00e7\u00f5es florestais estariam protegidas independente de um mapeamento. Ou seja, paira no ar quais forma\u00e7\u00f5es florestais n\u00e3o seriam identificadas ou perderiam o status de florestas importantes, o que&nbsp; muito provavelmente poder\u00e1 ser uma forma de redu\u00e7\u00e3o. A Profill n\u00e3o pode dizer que alguns espa\u00e7os j\u00e1 est\u00e3o degradados, inclusive a proposta que foi apresentada \u00e9 a de dizer aqueles que&nbsp; t\u00eam alta relev\u00e2ncia. E os que n\u00e3o tiverem relev\u00e2ncia, quem \u00e9 que vai fazer esse ju\u00edzo de valor? As \u00e1reas que a empresa avalia para o setor imobili\u00e1rio teriam valor? O que esse levantamento significa na pr\u00e1tica, por que foi<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4367,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,602,1837,1835],"tags":[],"class_list":["post-4361","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-florestas-e-biodiversidade","category-justica-ambiental-nas-cidades","category-retomadas-e-direito-a-cidade","category-saeb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4361","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4361"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4361\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9644,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4361\/revisions\/9644"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4367"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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