{"id":4081,"date":"2022-03-09T20:54:41","date_gmt":"2022-03-09T23:54:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=4081"},"modified":"2025-06-16T15:27:12","modified_gmt":"2025-06-16T18:27:12","slug":"nao-nos-de-flores-mas-sim-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=4081","title":{"rendered":"N\u00c3O NOS D\u00ca FLORES, MAS SIM DIREITOS!"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O ato do dia 8 de mar\u00e7o em Porto Alegre&nbsp; foi um dia de luta pela vida, pelo fim da fome, pelo trabalho digno, pelo fim da viol\u00eancia e do racismo, pelo fim da LGBTfobia e por Bolsonaro nunca mais!<\/em><br \/><\/p>\n\n\n\n<p>O Dia Internacional da Mulher, 8 de Mar\u00e7o, foi marcado pela luta das mulheres em todos os cantos do mundo. No Brasil, mais de 40 cidades marcharam sob o lema nacional: \u201cPela Vida das Mulheres, Bolsonaro nunca mais! Por um Brasil sem machismo, sem racismo e sem fome!\u201d. A luta nacional ocupou os centros urbanos e foi al\u00e9m, articulando a pauta feminista no campo, assim dando voz a batalha pelo fortalecimento da luta pela terra, e principalmente pelo fim da viol\u00eancia de g\u00eanero e da divis\u00e3o sexual do trabalho. Em Porto Alegre n\u00e3o poderia ter sido diferente. A concentra\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio da marcha se deram \u00e0s 18h, na Esquina Democr\u00e1tica, no Centro Hist\u00f3rico. O evento deste ano, intitulado \u201cPela Vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil com Trabalho Digno! Sem Fome, Sem Viol\u00eancia, Sem Racismo, Sem LGBTfobia!\u201d, foi marcado por uma multid\u00e3o de mulheres guerreiras e que anseiam pelo respeito e igualdade sociais. A marcha lotou seis quarteir\u00f5es do Centro da cidade e seguiu at\u00e9 o Largo dos A\u00e7orianos. Participaram: Comit\u00ea Popular\/FSR, PCdoB, CUT, CTB, MNLM,Coletivo Olga Ben\u00e1rio, CSResist\u00eancia Feminista, Alicerce, SobreN\u00f3s, UJS Feminista, M\u00e3es pela Democracia, Movimento Mulheres em Luta, Olga Ben\u00e1rio, Marcha Mundial das Mulheres, Juntas, Movimento Ocupa\u00e7\u00e3o Mulheres Ind\u00edgenas, F\u00f3rum Sindical e Popular, MIRABAL, Constru\u00e7\u00e3o Socialista, Associa\u00e7\u00f5es Terceirizadas, Movimento em defesa da \u00e1gua no Morro da Cruz , coletivo Peraltas, Unegro, Intersindical, Uni\u00e3o Brasileira de Mulheres, Emancipa, P\u00e3o e Rosas, Livres, UNEGRO&nbsp; e Movimento Nacional de Luta por Moradia, Afronte, CFCAK, CFCAM, AMNB, Rede Lesbi, Coaliz\u00e3o Negra, UNE, ASSUFRGS, SIMPA, DCE UFRGS, DCE PUC, UEE,&nbsp; JPL, 39\u00b0 n\u00facleo CPERS, UMESPA, Sapat\u00e1, DCE ULBRA, UBES, SINTRAJUFE, APG &#8211; UFRGS, MLB, Movimento correnteza \u2013 UFRGS e o Conselho Regional de Servi\u00e7o Social.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/uONky9gpgUoSgIw_iwId1Ct0KaPJqxqFHGssHvAdRtcQmK5i-9ybo3ABk8orl1e1sVUYJ0fsSb5xUUUGQHfgjJ7aKGink0rplKTgIGazr39GKQHD2Tzjzp20HEZFvRV-1nvmgg6A\" alt=\"\"\/><figcaption>Ato em Porto Alegre. Foto: Heitor Jardim \/ Amigos da Terra Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cO maior n\u00famero de pessoas que perde seus empregos, as primeiras a terem que ficar cuidando do lar, dos filhos, do av\u00f4, do pai, do neto, s\u00e3o as mulheres que tem esse apelo carinhoso, esse apelo de que elas t\u00eam que se doar pra fam\u00edlia para al\u00e9m delas mesmas, para al\u00e9m dos projetos pessoais delas\u201d, relata Juliana Motta, coordenadora da Cozinha Solid\u00e1ria de Porto Alegre. Ela explica que a pauta da fome, muito&nbsp; presente no contexto da marcha do 8 de mar\u00e7o de 2022, se torna cada vez mais evidente e importante de ser discutida. \u201cA cozinha solid\u00e1ria atinge um n\u00famero muito grande de mulheres, porque h\u00e1 um n\u00famero muito grande de mulheres na rua. Nas hortas que a gente criou tanto no Morro da Cruz como na Ocupa\u00e7\u00e3o Povo Sem Medo, houve um n\u00famero muito grande de mulheres inseridas nessa tarefa e iniciativa\u201d, acrescenta. Al\u00e9m disso, a discuss\u00e3o sobre a qualidade da \u00e1gua distribu\u00edda nessas mesmas \u00e1reas perif\u00e9ricas povoadas por iniciativas em prol das cidad\u00e3s e cidad\u00e3os porto-alegrenses, foi um marco&nbsp; do Ato na Capital. \u201cO pessoal do Movimento por \u00c1gua no Morro da Cruz e nas periferias da cidade levaram uma \u00e1gua podre com esgoto, que \u00e9 o que est\u00e1 chegando nas torneiras das periferias da cidade. Principalmente no Morro da Cruz, quando chega \u00e1gua, ela t\u00e1 chegando nesse estado n\u00e3o pot\u00e1vel.&nbsp; O pessoal jogou e lavou a frente da prefeitura com essa \u00e1gua\u201d, destaca Maria do Carmo, integrante ativa da Marcha Mundial de Mulheres (MMM). Any Moraes, m\u00e3e, mulher perif\u00e9rica, l\u00edder comunit\u00e1ria do Morro da Cruz, da MMM e da Alian\u00e7a Feminismo Popular, destaca imensa preocupa\u00e7\u00e3o quanto ao t\u00f3pico. Ela sublinha que as mulheres perif\u00e9ricas est\u00e3o entre aquelas que mais sofrem com esta m\u00e1 qualidade ou aus\u00eancia de \u00e1gua, que no dia 8 de mar\u00e7o completou quase 30 dias de estado de emerg\u00eancia. Esta&nbsp; parcela do p\u00fablico feminino \u00e9 ent\u00e3o impedida de manter uma higiene adequada, acrescida ao quadro de pobreza menstrual por elas j\u00e1 vivido. Al\u00e9m disso, o consumo de \u00e1gua insalubre gera a contamina\u00e7\u00e3o de alimentos e, consequentemente, o adoecimento de mais e mais pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFalamos na Alian\u00e7a Feminismo Popular que a luta feminista tem que ser anticapitalista, antirracista, antipatriarcal, anti LGBTf\u00f3bica, descolonizante, mas tamb\u00e9m tem que ser uma luta ambiental, uma luta pela agroecologia, pelo nosso bem viver. N\u00e3o d\u00e1 mais pra n\u00e3o pensar que o feminismo tem que estar s\u00f3 conectado numa pauta identit\u00e1ria, s\u00f3 das mulheres, porque a luta das mulheres \u00e9 a luta contra esse sistema que nos esmaga e nos suga at\u00e9 a \u00faltima gota de sangue de vida nossa e do planeta\u201d, destaca Maria do Carmo. Por estes motivos, a marcha do dia 8 de mar\u00e7o tamb\u00e9m foi sobre compreender que hoje se grita: \u201cFora Bolsonaro\u201d porque n\u00e3o queremos um genocida no poder, mas entende-se que o poder pol\u00edtico \u00e9 uma das coisas necess\u00e1rias para que a luta popular cres\u00e7a, como explicou Do Carmo. Se precisa de um governo que minimamente d\u00ea condi\u00e7\u00f5es para a popula\u00e7\u00e3o&nbsp; subsistir, para que a luta popular possa crescer, \u201cpra que a gente possa voltar a respirar, voltar a comer e voltar a poder se organizar e caminhar com a organiza\u00e7\u00e3o popular.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/AiT6KH9-NTW3E1kjiOvRVHd7CKqIM9dVLs0T4UhlG8qxxP-sZGfPZ7pNkWN89bd300XGxwUrW-bgJuxCzLHfimeRUfIupl7ND3RUHP-sMR9DaXX-8TozFI5GHkEDTI0dCkoxWqtn\" alt=\"\" width=\"298\" height=\"396\"\/><figcaption> Ato foi marcado com diversas placas e manifesta\u00e7\u00f5es. Foto: Heitor Jardim \/ Amigos da Terra Brasil <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/TPVLHGMn7BBJgiaALlycAtXkmbchNumoVvDJ87U-nF1s5w3iJtf6TgRgdZ99xykhyfpCsh2L-OFiqHeuENb7YJkWUYz3mN72x8-Ku8c2fGh84ALOE9amGeZbYjOAulZGCpya85ed\" alt=\"\" width=\"319\" height=\"424\"\/><figcaption> Ato foi marcado com diversas placas e manifesta\u00e7\u00f5es. Foto: Heitor Jardim \/ Amigos da Terra Brasil  <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O ato foi tamb\u00e9m marcado pelo reconhecimento da forte onda de feminic\u00eddio que marcou a pandemia devido ao aumento crescente da viol\u00eancia contra a mulher operada pelos per\u00edodos de quarentena. \u201cFizemos um escracho na frente da prefeitura, que foi marcado com a coloca\u00e7\u00e3o de uma cruz para cada v\u00edtima de feminic\u00eddio na cidade em 2021. Lembramos as que perderam a vida\u201d, conta Maria do Carmo. &nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/02\/13\/violencia-contra-a-mulher-dados-refletem-desmonte-das-politicas-de-enfrentamento\">Em 2021, os casos de feminic\u00eddio subiram em 21%<\/a>, e uma pesquisa feita pelo TJ-RS (Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul) aponta que a maioria dos assassinatos s\u00e3o cometidos por homens que possuem ou possu\u00edam rela\u00e7\u00f5es conjugais com essas mulheres, portanto, a pauta n\u00e3o poderia ter deixado de fazer parte do evento. Ao redor do Brasil, capitais como Recife e Rio de Janeiro se destacaram durante o Dia Internacional da Mulher. Na capital pernambucana, ocorreu a ocupa\u00e7\u00e3o, pelo Movimento de Mulheres Olga Ben\u00e1rio (MMOB) de um im\u00f3vel abandonado para a cria\u00e7\u00e3o de uma <a href=\"https:\/\/www.brasildefatope.com.br\/2022\/03\/08\/mulheres-ocupam-imovel-e-criam-centro-de-referencia-para-vitimas-de-violencia-no-recife\"><strong>Casa de Refer\u00eancia para mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia<\/strong><\/a>. Esta foi nomeada como \u201cCentro de Refer\u00eancia Soledad Barrett\u201d. Enquanto isso, na capital carioca, o mesmo movimento inaugurou a <a href=\"https:\/\/www.brasildefatope.com.br\/2022\/03\/08\/mulheres-ocupam-imovel-e-criam-centro-de-referencia-para-vitimas-de-violencia-no-recife\"><strong>Casa de Refer\u00eancia para mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia<\/strong><\/a>, nomeada \u201cCentro de Refer\u00eancia Soledad Barrett\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFomos n\u00f3s, mulheres, que dissemos ELE N\u00c3O, que nos levantamos contra os Golpes, inclusive para al\u00e9m do Brasil, que fizemos resist\u00eancia ferrenha ao desgoverno, ao conservadorismo de ultra-direita neoliberal, ao fascismo representado pelo atual presidente. Nessa marcha uma vez mais gritamos: Bolsonaro NUNCA MAIS! E se algo ficou muito n\u00edtido \u00e9 que n\u00f3s mulheres seguiremos mobilizadas para derrotar esse projeto pol\u00edtico de morte.\u201d, fala Let\u00edcia Paranhos da Amigos da Terra Brasil e AFP. Os atos, os encontros, as vozes nas ruas e nas redes demonstram uma vez mais que o povo estar\u00e1 mobilizado para mudar o cen\u00e1rio pol\u00edtico e econ\u00f4mico do pa\u00eds e que sem justi\u00e7a de g\u00eanero n\u00e3o h\u00e1 justi\u00e7a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br \/><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/VvqL4fQqghnlbU_t5CfeolJNgwkf4-dZoVKT4fT0nTFg5ysfBKQarbBsM7Og-suJhUQsiQNe8tqsmZWEjHsSM4TwBaft9REDOcM4-oR1yyUoyb1h2XWDFH8BJ2w5DLinQBzSfDIs\" alt=\"\"\/><figcaption>Faixa da Alian\u00e7a Feminismo Popular. Foto: Heitor Jardim \/ Amigos da Terra Brasil  <\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ato do dia 8 de mar\u00e7o em Porto Alegre&nbsp; foi um dia de luta pela vida, pelo fim da fome, pelo trabalho digno, pelo fim da viol\u00eancia e do racismo, pelo fim da LGBTfobia e por Bolsonaro nunca mais! O Dia Internacional da Mulher, 8 de Mar\u00e7o, foi marcado pela luta das mulheres em todos os cantos do mundo. No Brasil, mais de 40 cidades marcharam sob o lema nacional: \u201cPela Vida das Mulheres, Bolsonaro nunca mais! Por um Brasil sem machismo, sem racismo e sem fome!\u201d. A luta nacional ocupou os centros urbanos e foi al\u00e9m, articulando a pauta feminista no campo, assim dando voz a batalha pelo fortalecimento da luta pela terra, e principalmente pelo fim da viol\u00eancia de g\u00eanero e da divis\u00e3o sexual do trabalho. Em Porto Alegre n\u00e3o poderia ter sido diferente. A concentra\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio da marcha se deram \u00e0s 18h, na Esquina Democr\u00e1tica, no Centro Hist\u00f3rico. O evento deste ano, intitulado \u201cPela Vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil com Trabalho Digno! Sem Fome, Sem Viol\u00eancia, Sem Racismo, Sem LGBTfobia!\u201d, foi marcado por uma multid\u00e3o de mulheres guerreiras e que anseiam pelo respeito e igualdade sociais. A marcha lotou seis quarteir\u00f5es do Centro da cidade e seguiu at\u00e9 o Largo dos A\u00e7orianos. 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Ela explica que a pauta da fome, muito&nbsp; presente no contexto da marcha do 8 de mar\u00e7o de 2022, se torna cada vez mais evidente e importante de ser discutida. \u201cA cozinha solid\u00e1ria atinge um n\u00famero muito grande de mulheres, porque h\u00e1 um n\u00famero muito grande de mulheres na rua. Nas hortas que a gente criou tanto no Morro da Cruz como na Ocupa\u00e7\u00e3o Povo Sem Medo, houve um n\u00famero muito grande de mulheres inseridas nessa tarefa e iniciativa\u201d, acrescenta. Al\u00e9m disso, a discuss\u00e3o sobre a qualidade da \u00e1gua distribu\u00edda nessas mesmas \u00e1reas perif\u00e9ricas povoadas por iniciativas em prol das cidad\u00e3s e cidad\u00e3os porto-alegrenses, foi um marco&nbsp; do Ato na Capital. \u201cO pessoal do Movimento por \u00c1gua no Morro da Cruz e nas periferias da cidade levaram uma \u00e1gua podre com esgoto, que \u00e9 o que est\u00e1 chegando nas torneiras das periferias da cidade. Principalmente no Morro da Cruz, quando chega \u00e1gua, ela t\u00e1 chegando nesse estado n\u00e3o pot\u00e1vel.&nbsp; O pessoal jogou e lavou a frente da prefeitura com essa \u00e1gua\u201d, destaca Maria do Carmo, integrante ativa da Marcha Mundial de Mulheres (MMM). Any Moraes, m\u00e3e, mulher perif\u00e9rica, l\u00edder comunit\u00e1ria do Morro da Cruz, da MMM e da Alian\u00e7a Feminismo Popular, destaca imensa preocupa\u00e7\u00e3o quanto ao t\u00f3pico. Ela sublinha que as mulheres perif\u00e9ricas est\u00e3o entre aquelas que mais sofrem com esta m\u00e1 qualidade ou aus\u00eancia de \u00e1gua, que no dia 8 de mar\u00e7o completou quase 30 dias de estado de emerg\u00eancia. Esta&nbsp; parcela do p\u00fablico feminino \u00e9 ent\u00e3o impedida de manter uma higiene adequada, acrescida ao quadro de pobreza menstrual por elas j\u00e1 vivido. Al\u00e9m disso, o consumo de \u00e1gua insalubre gera a contamina\u00e7\u00e3o de alimentos e, consequentemente, o adoecimento de mais e mais pessoas. \u201cFalamos na Alian\u00e7a Feminismo Popular que a luta feminista tem que ser anticapitalista, antirracista, antipatriarcal, anti LGBTf\u00f3bica, descolonizante, mas tamb\u00e9m tem que ser uma luta ambiental, uma luta pela agroecologia, pelo nosso bem viver. N\u00e3o d\u00e1 mais pra n\u00e3o pensar que o feminismo tem que estar s\u00f3 conectado numa pauta identit\u00e1ria, s\u00f3 das mulheres, porque a luta das mulheres \u00e9 a luta contra esse sistema que nos esmaga e nos suga at\u00e9 a \u00faltima gota de sangue de vida nossa e do planeta\u201d, destaca Maria do Carmo. Por estes motivos, a marcha do dia 8 de mar\u00e7o tamb\u00e9m foi sobre compreender que hoje se grita: \u201cFora Bolsonaro\u201d porque n\u00e3o queremos um genocida no poder, mas entende-se que o poder pol\u00edtico \u00e9 uma das coisas necess\u00e1rias para que a luta popular cres\u00e7a, como explicou Do Carmo. Se precisa de um governo que minimamente d\u00ea condi\u00e7\u00f5es para a popula\u00e7\u00e3o&nbsp; subsistir, para que a luta popular possa crescer, \u201cpra que a gente possa voltar a respirar, voltar a comer e voltar a poder se organizar e caminhar com a organiza\u00e7\u00e3o popular.\u201d O ato foi tamb\u00e9m marcado pelo reconhecimento da forte onda de feminic\u00eddio que marcou a pandemia devido ao aumento crescente da viol\u00eancia contra a mulher operada pelos per\u00edodos de quarentena. \u201cFizemos um escracho na frente da prefeitura, que foi marcado com a coloca\u00e7\u00e3o de uma cruz para cada v\u00edtima de feminic\u00eddio na cidade em 2021. 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