{"id":4070,"date":"2022-03-08T17:01:11","date_gmt":"2022-03-08T20:01:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=4070"},"modified":"2025-06-16T15:27:36","modified_gmt":"2025-06-16T18:27:36","slug":"por-uma-moradia-estudantil-digna-universitarios-indigenas-ocupam-casa-do-estudante-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=4070","title":{"rendered":"Por uma moradia estudantil digna,  universit\u00e1rios  ind\u00edgenas ocupam Casa do Estudante Ind\u00edgena!"},"content":{"rendered":"\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o da Casa do Estudante Ind\u00edgena em Porto Alegre (RS) foi iniciada neste domingo (6\/03), por universit\u00e1rios ind\u00edgenas dos povos Kaingang, Xokleng e Guarani. A retomada ocorre por demanda antiga de estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que impossibilita que crian\u00e7as habitem, junto \u00e0s m\u00e3es estudantes, a Casa do Estudante Universit\u00e1rio (CEU). O regimento interno da CEU n\u00e3o permite\u00a0 a perman\u00eancia de crian\u00e7as nas depend\u00eancias, o que coloca as estudantes em uma dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 relatos de crian\u00e7as escondidas na moradia universit\u00e1ria, o que acarreta na intimida\u00e7\u00e3o das m\u00e3es por parte da coordena\u00e7\u00e3o da moradia e de alguns moradores, e um ambiente insalubre para o desenvolvimento infantil.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Comp\u00f5em o coletivo que ocupa a Casa do Estudante Ind\u00edgena 50 estudantes, dos 75 universit\u00e1rios ind\u00edgenas que est\u00e3o na UFRGS. Destes, a maioria s\u00e3o mulheres com crian\u00e7as. Hoje, no Dia Internacional da Mulher, \u00e9 necess\u00e1rio que se apoie a luta em defesa dos direitos das m\u00e3es estudantes e de suas crian\u00e7as. N\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel que uma universidade, com toda a gama de diversidade de alunos, n\u00e3o ofere\u00e7a a possibilidade de perman\u00eancia para os estudantes ind\u00edgenas. Que n\u00e3o d\u00ea a eles espa\u00e7os de acolhimento, nem respeite sua cultura e formas de viver.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em conversas com os estudantes, Tailine Franco, graduanda em Odontologia pela UFRGS, reitera que a reivindica\u00e7\u00e3o\u00a0 de uma casa do estudante ind\u00edgena \u00e9 antiga entre\u00a0 os universit\u00e1rios. Afirma que os estudantes n\u00e3o t\u00eam resposta concreta das inst\u00e2ncias da faculdade frente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o vis\u00edvel da falta de possibilidade de perman\u00eancia das m\u00e3es com crian\u00e7as e da comunidade ind\u00edgena em geral na universidade. \u201cS\u00f3 iremos sair daqui com uma resposta\u201d, diz Tailine, \u201cpois n\u00e3o adianta a universidade garantir a vaga e n\u00e3o o acesso\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Angelica Kaigang, m\u00e3e e mestranda em Pol\u00edtica Social e Servi\u00e7o Social, tamb\u00e9m pela UFRGS, coloca que, na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es de perman\u00eancia s\u00e3o ainda menores. N\u00e3o h\u00e1 quase nenhuma pol\u00edtica p\u00fablica para p\u00f3s-graduandos. \u201cAo vir de nossas aldeias, n\u00e3o temos acesso a nenhuma pol\u00edtica p\u00fablica espec\u00edfica para educa\u00e7\u00e3o. Viemos dos nossos territ\u00f3rios e ficamos desassistidos de tudo\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/HOM1_TpL8IAFw2g03gg3oCtYd_SiQXwgesB2Yi5i_y-9FYp3LJd0uXyNGhBJHgRt-7sYP2sUVuZPOEX3px2AYVCQ9sXGcWOzM5DcbnhdsZu_8jkj3RkmvK00yIt5wHp_FMmMQeGy\" alt=\"\"\/><figcaption> Tailine Franco (acima) \u00e9 estudante de Odontologia na Universidade  Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foto: Isabelle Rieger\/Amigos da  Terra Brasil\u00a0 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Solidariedade popular est\u00e1 presente na ocupa\u00e7\u00e3o. Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) entregou diversas marmitas para estudantes e apoiadores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda-feira (7\/03), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) distribuiu marmitas produzidas\u00a0 pela\u00a0 Cozinha Solid\u00e1ria da Azenha. As cozinhas solid\u00e1rias s\u00e3o iniciativas do movimento para alimentar as popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis. Em 2020, cerca de 50% dos brasileiros sofriam algum tipo de inseguran\u00e7a alimentar, segundo levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). Sendo assim, a rede de alimenta\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria possibilita que, mesmo diante da falta de a\u00e7\u00f5es por parte dos governos em geral e, especialmente do\u00a0 Federal de Bolsonaro, para tirar o pa\u00eds do Mapa da Fome, as pessoas em maior situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade consigam se alimentar de forma digna, constru\u00edndo, desta forma, solidariedade popular.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/-lNY_BTUVsUzc-96HuiCCzBBw80ENQaepNUcLrRXTZR_UrcuqqjlQR9FgYnXFPTLV9BrdPShEcdeq1p_m6CpH04BLvi4Nh_Dv_ug8Uci2-MyiyrdUT7ZjRhez7W_-cg-B3Pa72P3\" alt=\"\"\/><figcaption> Marmitas da Cozinha Solid\u00e1ria da Azenha, do Movimento dos Trabalhadores  Sem Teto (MTST), s\u00e3o entregues na Casa do Estudante Ind\u00edgena. Foto:  Isabelle Rieger\/Amigos da Terra Brasil\u00a0 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Para apoiar a Ocupa\u00e7\u00e3o, ajude\u00a0 com doa\u00e7\u00f5es!\u00a0<\/em><\/h4>\n\n\n\n<p><em><strong>PRECISA-SE DE:<\/strong> alimentos e utens\u00edlios de cozinha, botij\u00e3o, \u00e1gua, fios, canos, compensados, martelos, pregos, produtos de limpeza, sacos de lixo, luvas, vassouras.\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>CONTRIBUA COM QUALQUER VALOR:<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>PIX: CPF: 03478244048<\/em><br \/> J<em>aqueline de Paula<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p><em>Pix celular: 54 996265542<\/em><br \/><em>Viviane Belini Lopes<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>CONTATOS:<\/em><br \/><em>(48) 98857-2882<\/em><br \/><em>(47) 99743-0515<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ocupa\u00e7\u00e3o da Casa do Estudante Ind\u00edgena em Porto Alegre (RS) foi iniciada neste domingo (6\/03), por universit\u00e1rios ind\u00edgenas dos povos Kaingang, Xokleng e Guarani. A retomada ocorre por demanda antiga de estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que impossibilita que crian\u00e7as habitem, junto \u00e0s m\u00e3es estudantes, a Casa do Estudante Universit\u00e1rio (CEU). O regimento interno da CEU n\u00e3o permite\u00a0 a perman\u00eancia de crian\u00e7as nas depend\u00eancias, o que coloca as estudantes em uma dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 relatos de crian\u00e7as escondidas na moradia universit\u00e1ria, o que acarreta na intimida\u00e7\u00e3o das m\u00e3es por parte da coordena\u00e7\u00e3o da moradia e de alguns moradores, e um ambiente insalubre para o desenvolvimento infantil.\u00a0 Comp\u00f5em o coletivo que ocupa a Casa do Estudante Ind\u00edgena 50 estudantes, dos 75 universit\u00e1rios ind\u00edgenas que est\u00e3o na UFRGS. Destes, a maioria s\u00e3o mulheres com crian\u00e7as. Hoje, no Dia Internacional da Mulher, \u00e9 necess\u00e1rio que se apoie a luta em defesa dos direitos das m\u00e3es estudantes e de suas crian\u00e7as. N\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel que uma universidade, com toda a gama de diversidade de alunos, n\u00e3o ofere\u00e7a a possibilidade de perman\u00eancia para os estudantes ind\u00edgenas. Que n\u00e3o d\u00ea a eles espa\u00e7os de acolhimento, nem respeite sua cultura e formas de viver.\u00a0 Em conversas com os estudantes, Tailine Franco, graduanda em Odontologia pela UFRGS, reitera que a reivindica\u00e7\u00e3o\u00a0 de uma casa do estudante ind\u00edgena \u00e9 antiga entre\u00a0 os universit\u00e1rios. Afirma que os estudantes n\u00e3o t\u00eam resposta concreta das inst\u00e2ncias da faculdade frente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o vis\u00edvel da falta de possibilidade de perman\u00eancia das m\u00e3es com crian\u00e7as e da comunidade ind\u00edgena em geral na universidade. \u201cS\u00f3 iremos sair daqui com uma resposta\u201d, diz Tailine, \u201cpois n\u00e3o adianta a universidade garantir a vaga e n\u00e3o o acesso\u201d.\u00a0 Angelica Kaigang, m\u00e3e e mestranda em Pol\u00edtica Social e Servi\u00e7o Social, tamb\u00e9m pela UFRGS, coloca que, na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es de perman\u00eancia s\u00e3o ainda menores. N\u00e3o h\u00e1 quase nenhuma pol\u00edtica p\u00fablica para p\u00f3s-graduandos. \u201cAo vir de nossas aldeias, n\u00e3o temos acesso a nenhuma pol\u00edtica p\u00fablica espec\u00edfica para educa\u00e7\u00e3o. Viemos dos nossos territ\u00f3rios e ficamos desassistidos de tudo\u201d, complementa. Solidariedade popular est\u00e1 presente na ocupa\u00e7\u00e3o. Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) entregou diversas marmitas para estudantes e apoiadores Na segunda-feira (7\/03), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) distribuiu marmitas produzidas\u00a0 pela\u00a0 Cozinha Solid\u00e1ria da Azenha. As cozinhas solid\u00e1rias s\u00e3o iniciativas do movimento para alimentar as popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis. Em 2020, cerca de 50% dos brasileiros sofriam algum tipo de inseguran\u00e7a alimentar, segundo levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). Sendo assim, a rede de alimenta\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria possibilita que, mesmo diante da falta de a\u00e7\u00f5es por parte dos governos em geral e, especialmente do\u00a0 Federal de Bolsonaro, para tirar o pa\u00eds do Mapa da Fome, as pessoas em maior situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade consigam se alimentar de forma digna, constru\u00edndo, desta forma, solidariedade popular.\u00a0 Para apoiar a Ocupa\u00e7\u00e3o, ajude\u00a0 com doa\u00e7\u00f5es!\u00a0 PRECISA-SE DE: alimentos e utens\u00edlios de cozinha, botij\u00e3o, \u00e1gua, fios, canos, compensados, martelos, pregos, produtos de limpeza, sacos de lixo, luvas, vassouras.\u00a0 CONTRIBUA COM QUALQUER VALOR: PIX: CPF: 03478244048 Jaqueline de Paula Pix celular: 54 996265542Viviane Belini Lopes CONTATOS:(48) 98857-2882(47) 99743-0515<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4079,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[602,1837],"tags":[],"class_list":["post-4070","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-ambiental-nas-cidades","category-retomadas-e-direito-a-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4070","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4070"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4070\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9669,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4070\/revisions\/9669"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4070"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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