{"id":3911,"date":"2022-01-11T14:38:33","date_gmt":"2022-01-11T17:38:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=3911"},"modified":"2025-06-17T09:56:19","modified_gmt":"2025-06-17T12:56:19","slug":"torres-do-inter-especulacao-imobiliaria-avanca-na-orla-da-cidade-de-porto-alegre-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=3911","title":{"rendered":"Torres do Inter: especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria avan\u00e7a na Orla da cidade de Porto Alegre\/RS"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/torres-do-inter_rieger_1-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3912\"\/><figcaption><em> Movimentos<\/em> <em>sociais, quilombolas, grupos de torcedores e torcidas organizadas do Inter,<\/em> <em>contr\u00e1rios ao projeto que institui duas torres gigantes no terreno do Est\u00e1dio Beira Rio, realizaram reuni\u00e3o em 28 de dezembro de 2020 para pensar estrat\u00e9gias de resist\u00eancias.&nbsp;Foto: Isabelle Rieger \/ Amigos da Terra Brasil  <\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>\u201cAs pessoas s\u00e3o expulsas do Quilombo Lemos, localizado pr\u00f3ximo ao terreno do Beira Rio, na mesma movimenta\u00e7\u00e3o da expuls\u00e3o das pessoas da Ilhota para a Restinga nos anos 60, para fins do \u2018progresso\u2019. Chega com atropelo uma contrapartida que n\u00e3o contempla nada na situa\u00e7\u00e3o de quem mora no entorno.\u201d &#8211; Lideran\u00e7a do Quilombo Lemos<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Previsto para entrar em vota\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Vereadores de Porto Alegre, o projeto de lei complementar 004\/19, que inclui um artigo na Lei 1.651, sancionada em 1956, institui as duas maiores torres do Rio Grande do Sul no terreno do Est\u00e1dio Beira-Rio, cedido pelo Governo Brizola para a constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o de esporte e lazer. Como contrapartida para usar o espa\u00e7o que hoje \u00e9 ocupado por quilombos, escolas de samba e popula\u00e7\u00e3o em geral, o megaempreendimento movido pela especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria coloca a duplica\u00e7\u00e3o da rua Jos\u00e9 de Alencar, a restaura\u00e7\u00e3o do Asilo Padre Cacique, a remodela\u00e7\u00e3o do posto de sa\u00fade Santa Marta, no centro da Capital, e a instala\u00e7\u00e3o de um projeto ciclovi\u00e1rio. Nada \u00e9 falado sobre o terreno de escolas de samba tradicionais que integram o Carnaval de Porto Alegre e os quilombos que comp\u00f5em a regi\u00e3o &#8211; que provavelmente ser\u00e3o despejados e for\u00e7ados a viver em regi\u00f5es mais perif\u00e9ricas; sobre como ficar\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o do p\u00f4r do sol e da luminosidade no bairro, do aumento do n\u00famero de ve\u00edculos circulando, causando congestionamento; ou sobre os impactos ambientais causados pelos edif\u00edcios gigantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto pretende autorizar a venda do terreno que hoje \u00e9 o estacionamento do est\u00e1dio, em frente \u00e0 <em>est\u00e1tua do Fernand\u00e3o<\/em> e do Port\u00e3o 7, ou seja, um terreno que pertence ao complexo do Beira Rio. Movimentos sociais, quilombolas, grupos de torcedores e torcidas organizadas do Inter contr\u00e1rios ao projeto querem evitar que aquele terreno seja vendido para a empreiteira construir pr\u00e9dios de luxo para moradia e escrit\u00f3rios de trabalho. Ou seja, pr\u00e9dios altamente elitizados, quem morar\u00e1? Quem vai lucrar? Por que n\u00e3o houve debate sincero com a torcida colorada sobre o que fazer com um peda\u00e7o do seu patrim\u00f4nio? Para o pov\u00e3o colorado que vai ver o jogo ao redor do est\u00e1dio, que tenta entrar, vai diminuir consideravelmente o espa\u00e7o e a capacidade de pessoas, e sabemos como \u00e9 preconceituosa, racista, machista a \u201cseguran\u00e7a\u201d da elite. Se o territ\u00f3rio for vendido, o Inter e a torcida perder\u00e3o para sempre um local que podem usar &#8211; e que est\u00e1 sendo vendido para a iniciativa privada a pre\u00e7o de banana.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em reuni\u00e3o realizada em 28 de dezembro pelos movimentos contr\u00e1rios \u00e0 instala\u00e7\u00e3o das torres no terreno do Internacional, foi reiterada a necessidade de n\u00e3o aceitar nenhuma contrapartida que n\u00e3o beneficiasse toda a popula\u00e7\u00e3o do entorno. Para isso, est\u00e3o sendo reivindicadas a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria dos quilombos localizados nos arredores, a realiza\u00e7\u00e3o de um estudo de impactos ambientais e a entrega legal dos terrenos das escolas de samba para estas. Sendo assim, \u00e9 vis\u00edvel o alinhamento do poder p\u00fablico com a burguesia, j\u00e1 que privilegiam nas compensa\u00e7\u00f5es do projeto apenas servi\u00e7os para a classe m\u00e9dia, como o alargamento de uma faixa para autom\u00f3veis. Nada se \u00e9 falado sobre a constru\u00e7\u00e3o de moradias populares para de quem ser\u00e1 tirada a casa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que se v\u00ea na cidade de Porto Alegre \u00e9 uma constante entrega dos espa\u00e7os p\u00fablicos para a iniciativa privada. Como observado neste projeto, \u00e9 a altera\u00e7\u00e3o do regime urban\u00edstico em detrimento do ambiente e da sociedade, garantindo ganhos milion\u00e1rios ao propriet\u00e1rio privilegiado, da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil e da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00e3o semelhante ocorreu com a <a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/2021\/12\/20\/fazenda-arado-velho-aprovada-alteracao-do-regime-urbanistico-para-construir-megacondominio-privado-em-porto-alegre-rs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Fazenda do Arado Velho, uma \u00e1rea 4 vezes o tamanho do Parque Farroupilha (Reden\u00e7\u00e3o), no bairro Bel\u00e9m Novo, no Extremo Sul de Porto Alegre, em que foram realizadas incessantes mudan\u00e7as do Plano Diretor da cidade para privilegiar este  (abre numa nova aba)\">Fazenda do Arado Velho, uma \u00e1rea 4 vezes o tamanho do Parque Farroupilha (Reden\u00e7\u00e3o), no bairro Bel\u00e9m Novo, no Extremo Sul de Porto Alegre, em que foram realizadas incessantes mudan\u00e7as do Plano Diretor da cidade para privilegiar este <\/a>e outros tantos empreendimentos imobili\u00e1rios, empreiteiras e construtoras. Essa especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria fez o Barra Shopping Sul e o Pontal do Estaleiro, faz o novo projeto do Cais Mau\u00e1. Como j\u00e1 \u00e9 de praxe, o Estado cede o espa\u00e7o para a iniciativa privada sem ver a cor do dinheiro, tudo passa para as empresas. Estima-se que, por exemplo, no caso do Beira-Rio, o terreno valha R$1 bilh\u00e3o. Assim, essa privatiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ben\u00e9fica nem para a popula\u00e7\u00e3o, nem para o poder p\u00fablico, s\u00f3 para os bolsos de quem det\u00e9m os direitos de posse dos empreendimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u00c9 necess\u00e1rio, portanto, mobilizar-se contra mais uma entrega do patrim\u00f4nio porto-alegrense para a iniciativa privada. N\u00e3o \u00e0s torres do Inter! N\u00e3o ao PLC 004\/19!<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/torres-do-inter_rieger_2-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3913\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/torres-do-inter_rieger_3-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3914\"\/><figcaption> <em>Movimentos contr\u00e1rios \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o das duas maiores torres do Rio Grande do Sul.&nbsp;Fotos: Isabelle Rieger \/ Amigos da Terra Brasil<\/em>  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAs pessoas s\u00e3o expulsas do Quilombo Lemos, localizado pr\u00f3ximo ao terreno do Beira Rio, na mesma movimenta\u00e7\u00e3o da expuls\u00e3o das pessoas da Ilhota para a Restinga nos anos 60, para fins do \u2018progresso\u2019. 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Nada \u00e9 falado sobre o terreno de escolas de samba tradicionais que integram o Carnaval de Porto Alegre e os quilombos que comp\u00f5em a regi\u00e3o &#8211; que provavelmente ser\u00e3o despejados e for\u00e7ados a viver em regi\u00f5es mais perif\u00e9ricas; sobre como ficar\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o do p\u00f4r do sol e da luminosidade no bairro, do aumento do n\u00famero de ve\u00edculos circulando, causando congestionamento; ou sobre os impactos ambientais causados pelos edif\u00edcios gigantes. O projeto pretende autorizar a venda do terreno que hoje \u00e9 o estacionamento do est\u00e1dio, em frente \u00e0 est\u00e1tua do Fernand\u00e3o e do Port\u00e3o 7, ou seja, um terreno que pertence ao complexo do Beira Rio. Movimentos sociais, quilombolas, grupos de torcedores e torcidas organizadas do Inter contr\u00e1rios ao projeto querem evitar que aquele terreno seja vendido para a empreiteira construir pr\u00e9dios de luxo para moradia e escrit\u00f3rios de trabalho. Ou seja, pr\u00e9dios altamente elitizados, quem morar\u00e1? Quem vai lucrar? Por que n\u00e3o houve debate sincero com a torcida colorada sobre o que fazer com um peda\u00e7o do seu patrim\u00f4nio? Para o pov\u00e3o colorado que vai ver o jogo ao redor do est\u00e1dio, que tenta entrar, vai diminuir consideravelmente o espa\u00e7o e a capacidade de pessoas, e sabemos como \u00e9 preconceituosa, racista, machista a \u201cseguran\u00e7a\u201d da elite. Se o territ\u00f3rio for vendido, o Inter e a torcida perder\u00e3o para sempre um local que podem usar &#8211; e que est\u00e1 sendo vendido para a iniciativa privada a pre\u00e7o de banana.\u00a0 Em reuni\u00e3o realizada em 28 de dezembro pelos movimentos contr\u00e1rios \u00e0 instala\u00e7\u00e3o das torres no terreno do Internacional, foi reiterada a necessidade de n\u00e3o aceitar nenhuma contrapartida que n\u00e3o beneficiasse toda a popula\u00e7\u00e3o do entorno. Para isso, est\u00e3o sendo reivindicadas a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria dos quilombos localizados nos arredores, a realiza\u00e7\u00e3o de um estudo de impactos ambientais e a entrega legal dos terrenos das escolas de samba para estas. Sendo assim, \u00e9 vis\u00edvel o alinhamento do poder p\u00fablico com a burguesia, j\u00e1 que privilegiam nas compensa\u00e7\u00f5es do projeto apenas servi\u00e7os para a classe m\u00e9dia, como o alargamento de uma faixa para autom\u00f3veis. Nada se \u00e9 falado sobre a constru\u00e7\u00e3o de moradias populares para de quem ser\u00e1 tirada a casa.&nbsp; O que se v\u00ea na cidade de Porto Alegre \u00e9 uma constante entrega dos espa\u00e7os p\u00fablicos para a iniciativa privada. Como observado neste projeto, \u00e9 a altera\u00e7\u00e3o do regime urban\u00edstico em detrimento do ambiente e da sociedade, garantindo ganhos milion\u00e1rios ao propriet\u00e1rio privilegiado, da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil e da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Situa\u00e7\u00e3o semelhante ocorreu com a Fazenda do Arado Velho, uma \u00e1rea 4 vezes o tamanho do Parque Farroupilha (Reden\u00e7\u00e3o), no bairro Bel\u00e9m Novo, no Extremo Sul de Porto Alegre, em que foram realizadas incessantes mudan\u00e7as do Plano Diretor da cidade para privilegiar este e outros tantos empreendimentos imobili\u00e1rios, empreiteiras e construtoras. Essa especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria fez o Barra Shopping Sul e o Pontal do Estaleiro, faz o novo projeto do Cais Mau\u00e1. Como j\u00e1 \u00e9 de praxe, o Estado cede o espa\u00e7o para a iniciativa privada sem ver a cor do dinheiro, tudo passa para as empresas. Estima-se que, por exemplo, no caso do Beira-Rio, o terreno valha R$1 bilh\u00e3o. Assim, essa privatiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ben\u00e9fica nem para a popula\u00e7\u00e3o, nem para o poder p\u00fablico, s\u00f3 para os bolsos de quem det\u00e9m os direitos de posse dos empreendimentos.&nbsp; \u00c9 necess\u00e1rio, portanto, mobilizar-se contra mais uma entrega do patrim\u00f4nio porto-alegrense para a iniciativa privada. N\u00e3o \u00e0s torres do Inter! 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