{"id":3859,"date":"2021-12-06T13:29:30","date_gmt":"2021-12-06T16:29:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=3859"},"modified":"2025-06-17T09:58:31","modified_gmt":"2025-06-17T12:58:31","slug":"assentamento-em-nova-santa-rita-volta-a-ser-atingido-por-pulverizacoes-aereas-com-agrotoxico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=3859","title":{"rendered":"Assentamento em Nova Santa Rita volta a ser atingido por pulveriza\u00e7\u00f5es a\u00e9reas com agrot\u00f3xico"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal proibindo pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos na \u00e1rea n\u00e3o est\u00e1 sendo cumprida, denunciam agricultores<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"555\" height=\"312\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/agrotoxicos.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3860\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/agrotoxicos.jpeg 555w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/agrotoxicos-300x169.jpeg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/agrotoxicos-500x281.jpeg 500w\" sizes=\"(max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><figcaption> <em>Produ\u00e7\u00e3o de assentamentos foi afetada por deriva de agrot\u00f3xicos causada por pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. (Foto: MST\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os agricultores do Assentamento Santa Rita de C\u00e1ssia 2, no munic\u00edpio de Nova Santa Rita (RS), a 27 quil\u00f4metros de Porto Alegre, voltaram a ser atingidos por pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea com agrot\u00f3xicos praticada por lavouras de arroz vizinhas. Desde que que ocorreu a primeira pulveriza\u00e7\u00e3o, em novembro de 2020, as fam\u00edlias do assentamento relatam outros tr\u00eas momentos em que foram atingidas pelo uso de agrot\u00f3xico por terceiros. A mais recente, assinalam, ocorreu dia 30 de novembro, quando um avi\u00e3o agr\u00edcola sobrevoou a regi\u00e3o por tr\u00eas horas ininterruptas pulverizando as lavouras de arroz convencional da granja ao lado do assentamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os agricultores, em Novembro passado, a deriva resultou em estragos em hortali\u00e7as e pomares de \u00e1rvores frut\u00edferas e at\u00e9 na vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Os preju\u00edzos nos plantios org\u00e2nicos foram verificados logo ap\u00f3s a passagem do avi\u00e3o, como folhas queimadas e variedades que morreram por completo. O que sobrou n\u00e3o p\u00f4de ser comercializado como org\u00e2nico, j\u00e1 que foi contaminado com veneno, perdendo valor no mercado. A deriva tamb\u00e9m provocou problemas de sa\u00fade, com algumas pessoas se queixando de enj\u00f4o e dor de cabe\u00e7a, sintomas relacionados \u00e0 intoxica\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca, o territ\u00f3rio do assentamento foi atingido e 20 fam\u00edlias denunciaram e relataram perdas financeiras ou tiveram a sa\u00fade afetada.<\/p>\n\n\n\n<p> Em mar\u00e7o deste ano, mesmo ap\u00f3s decis\u00e3o da 9\u00aa Vara da Justi\u00e7a Federal impedindo a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos naquela regi\u00e3o, uma nova aplica\u00e7\u00e3o atingiu o assentamento, causando perdas \u00e0s fam\u00edlias. Os assentados relatam mais dois epis\u00f3dios agora no in\u00edcio e no final de novembro, que ainda aguardam as investiga\u00e7\u00f5es pelos \u00f3rg\u00e3os competentes.<\/p>\n\n\n\n<p> As fam\u00edlias do assentamento manifestaram indigna\u00e7\u00e3o com a impunidade que vigora na regi\u00e3o, afinal a decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal, que proibiu que as fazendas vizinhas ao assentamento realizem pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xico em suas lavouras, n\u00e3o est\u00e1 sendo respeitada pelos propriet\u00e1rios. Ap\u00f3s muita press\u00e3o dos assentados e de entidades ambientalistas e de produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, a prefeitura sancionou a lei municipal 1.680\/21 que regulamenta a pr\u00e1tica de pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea na cidade mas, segundo os novos relatos, n\u00e3o tem protegido as \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do Assentamento Santa Rita de C\u00e1ssia 2.  <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/plantio_organico_1-500x667.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3861\"\/><figcaption> <em>Planta\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do assentamento afetada por agrot\u00f3xicos (Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os assentados tamb\u00e9m reclamam do descaso das autoridades, entre elas a prefeitura municipal, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MAPA) e a Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (FEPAM) na fiscaliza\u00e7\u00e3o da pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. S\u00e3o os pr\u00f3prios produtores que, mesmo com recursos escassos, fotografam e gravam v\u00eddeos para depois conseguirem provar os crimes cometidos pelos fazendeiros. Com apoio de organiza\u00e7\u00f5es sociais e assessoria de universidade, o assentamento construiu 3 microesta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas para ajudar na fiscaliza\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio, pois a prefeitura n\u00e3o possui nenhuma esta\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os preju\u00edzos, as fam\u00edlias registraram a morte de abelhas, abortos de animais e outros desequil\u00edbrios no ambiente local. Esta situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m gera inseguran\u00e7a aos agricultores, pois seus produtos t\u00eam certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, sendo comercializados em feiras nas cidades de Porto Alegre e de Canoas, abastecendo ainda programas sociais como o PAA (Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos) e crian\u00e7as e jovens das redes p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o beneficiados pelo PNAE (Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar). Os produtores correm o risco de perder um processo que levou anos para ser conquistado, que \u00e9 o da certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. Segundo eles, a puni\u00e7\u00e3o \u00e9 dupla: o agroneg\u00f3cio contamina a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, e \u00e9 o pequeno agricultor agroecol\u00f3gico que paga com a perda de seu sustento, fonte de renda, da sua pr\u00f3pria soberania alimentar e da sa\u00fade. O sistema, ao inv\u00e9s de proteger quem produz de forma org\u00e2nica, responsabiliza-o por \u201ccontamina\u00e7\u00e3o culposa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As fam\u00edlias exigem que a lei e a decis\u00e3o judicial sejam cumpridas e que os fazendeiros sejam penalizados. Os assentados querem ter respeitado o direito de produzir alimentos org\u00e2nicos para a popula\u00e7\u00e3o, manter suas fontes de renda e n\u00e3o terem a sa\u00fade prejudicada.<br \/><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Sul21<br \/><br \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal proibindo pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos na \u00e1rea n\u00e3o est\u00e1 sendo cumprida, denunciam agricultores Os agricultores do Assentamento Santa Rita de C\u00e1ssia 2, no munic\u00edpio de Nova Santa Rita (RS), a 27 quil\u00f4metros de Porto Alegre, voltaram a ser atingidos por pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea com agrot\u00f3xicos praticada por lavouras de arroz vizinhas. Desde que que ocorreu a primeira pulveriza\u00e7\u00e3o, em novembro de 2020, as fam\u00edlias do assentamento relatam outros tr\u00eas momentos em que foram atingidas pelo uso de agrot\u00f3xico por terceiros. A mais recente, assinalam, ocorreu dia 30 de novembro, quando um avi\u00e3o agr\u00edcola sobrevoou a regi\u00e3o por tr\u00eas horas ininterruptas pulverizando as lavouras de arroz convencional da granja ao lado do assentamento. Segundo os agricultores, em Novembro passado, a deriva resultou em estragos em hortali\u00e7as e pomares de \u00e1rvores frut\u00edferas e at\u00e9 na vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Os preju\u00edzos nos plantios org\u00e2nicos foram verificados logo ap\u00f3s a passagem do avi\u00e3o, como folhas queimadas e variedades que morreram por completo. O que sobrou n\u00e3o p\u00f4de ser comercializado como org\u00e2nico, j\u00e1 que foi contaminado com veneno, perdendo valor no mercado. A deriva tamb\u00e9m provocou problemas de sa\u00fade, com algumas pessoas se queixando de enj\u00f4o e dor de cabe\u00e7a, sintomas relacionados \u00e0 intoxica\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca, o territ\u00f3rio do assentamento foi atingido e 20 fam\u00edlias denunciaram e relataram perdas financeiras ou tiveram a sa\u00fade afetada. Em mar\u00e7o deste ano, mesmo ap\u00f3s decis\u00e3o da 9\u00aa Vara da Justi\u00e7a Federal impedindo a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos naquela regi\u00e3o, uma nova aplica\u00e7\u00e3o atingiu o assentamento, causando perdas \u00e0s fam\u00edlias. Os assentados relatam mais dois epis\u00f3dios agora no in\u00edcio e no final de novembro, que ainda aguardam as investiga\u00e7\u00f5es pelos \u00f3rg\u00e3os competentes. As fam\u00edlias do assentamento manifestaram indigna\u00e7\u00e3o com a impunidade que vigora na regi\u00e3o, afinal a decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal, que proibiu que as fazendas vizinhas ao assentamento realizem pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xico em suas lavouras, n\u00e3o est\u00e1 sendo respeitada pelos propriet\u00e1rios. Ap\u00f3s muita press\u00e3o dos assentados e de entidades ambientalistas e de produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, a prefeitura sancionou a lei municipal 1.680\/21 que regulamenta a pr\u00e1tica de pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea na cidade mas, segundo os novos relatos, n\u00e3o tem protegido as \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do Assentamento Santa Rita de C\u00e1ssia 2. Os assentados tamb\u00e9m reclamam do descaso das autoridades, entre elas a prefeitura municipal, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MAPA) e a Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (FEPAM) na fiscaliza\u00e7\u00e3o da pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. S\u00e3o os pr\u00f3prios produtores que, mesmo com recursos escassos, fotografam e gravam v\u00eddeos para depois conseguirem provar os crimes cometidos pelos fazendeiros. Com apoio de organiza\u00e7\u00f5es sociais e assessoria de universidade, o assentamento construiu 3 microesta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas para ajudar na fiscaliza\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio, pois a prefeitura n\u00e3o possui nenhuma esta\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio da cidade. Entre os preju\u00edzos, as fam\u00edlias registraram a morte de abelhas, abortos de animais e outros desequil\u00edbrios no ambiente local. Esta situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m gera inseguran\u00e7a aos agricultores, pois seus produtos t\u00eam certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, sendo comercializados em feiras nas cidades de Porto Alegre e de Canoas, abastecendo ainda programas sociais como o PAA (Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos) e crian\u00e7as e jovens das redes p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o beneficiados pelo PNAE (Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar). Os produtores correm o risco de perder um processo que levou anos para ser conquistado, que \u00e9 o da certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. Segundo eles, a puni\u00e7\u00e3o \u00e9 dupla: o agroneg\u00f3cio contamina a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, e \u00e9 o pequeno agricultor agroecol\u00f3gico que paga com a perda de seu sustento, fonte de renda, da sua pr\u00f3pria soberania alimentar e da sa\u00fade. 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Fonte: Sul21<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3860,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,1835],"tags":[],"class_list":["post-3859","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-soberania-alimentar","category-saeb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3859","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3859"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3859\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9696,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3859\/revisions\/9696"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3860"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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