{"id":3645,"date":"2021-09-20T22:22:43","date_gmt":"2021-09-21T01:22:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=3645"},"modified":"2025-06-17T10:04:20","modified_gmt":"2025-06-17T13:04:20","slug":"manifesto-rede-alerta-contra-os-desertos-verdes-21-de-setembro-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=3645","title":{"rendered":"Manifesto Rede Alerta contra os Desertos Verdes (21 de setembro 2021)"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Aten\u00e7\u00e3o! Alerta! Planta\u00e7\u00f5es de \u00e1rvores N\u00c3O s\u00e3o florestas.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para aumentar seus lucros e abastecer o sobreconsumo de papel e a\u00e7o nas sociedades do Norte e nas elites do Sul, as empresas de celulose e siderurgia expandem seus plantios industriais de eucalipto por todo o Sul global.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, ainda nos anos 60\/70, as monoculturas de eucalipto tiveram apoio direto da Ditadura Militar. Invadiram terras devolutas, expropriaram territ\u00f3rios tradicionais e substitu\u00edram matas nativas. Devastaram o Cerrado, no Mato Grosso do Sul, para produ\u00e7\u00e3o de celulose e, ainda no norte de Minas Gerais, para produzir carv\u00e3o e ferro-gusa. Para produzir celulose, devastaram a Mata Atl\u00e2ntica, no norte do Esp\u00edrito Santo e no extremo sul da Bahia, e tomaram os campos sulinos do Bioma Pampa, no Rio Grande do Sul. Agora, avan\u00e7a sobre a Amaz\u00f4nia no Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ao longo da Nova Rep\u00fablica, em seus diferentes governos, as empresas de celulose e siderurgia sempre estiveram no n\u00facleo do poder. Sempre ocuparam minist\u00e9rios, formaram bancadas, definiram e foram beneficiadas por sucessivos programas de desenvolvimento, planos de acelera\u00e7\u00e3o de crescimento e por isen\u00e7\u00f5es fiscais. As empresas monocultoras sempre definiram as pol\u00edticas clim\u00e1ticas e os planos florestais.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob o governo ultraliberal e fascista de Jair Bolsonaro, as mesmas empresas seguem apoiando as manifesta\u00e7\u00f5es golpistas do agroneg\u00f3cio. Est\u00e3o interessadas na desregulamenta\u00e7\u00e3o das leis do trabalho e na flexibiliza\u00e7\u00e3o das leis ambientais. A monocultura do eucalipto avan\u00e7a suas fronteiras por sobre novos territ\u00f3rios e biomas, como no Maranh\u00e3o e no Mato Grosso do Sul, e ainda amea\u00e7a o norte do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por onde se instala, e j\u00e1 existe a respeito farta literatura, com exemplos concretos, o agroneg\u00f3cio do eucalipto provoca uma trag\u00e9dia econ\u00f4mica, social e ambiental. Um Deserto Verde!<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong># Assola e expropria povos tradicionais;<br \/># Impede a Reforma Agr\u00e1ria e submete a economia campesina;<br \/># Promove a grilagem, concentra e se apropria das terras devolutas;<br \/># Desgasta rodovias e incrementa os riscos de acidentes de tr\u00e2nsito;<br \/># Precariza as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e a liberdade sindical;<br \/># Seca nascentes e lagoas e contamina os c\u00f3rregos e rios, com o uso indiscriminado de seus agrot\u00f3xicos;<br \/># Extingue a sociobiodiversidade dos territ\u00f3rios;<br \/># Destr\u00f3i  a economia local, sem gerar emprego;<br \/># Sua estrutura portu\u00e1ria voltada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o destr\u00f3i ber\u00e7\u00e1rios e manguezais, impede e inviabiliza a pesca artesanal.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na outra ponta desta cadeia est\u00e3o as plantas industriais da siderurgia e de produ\u00e7\u00e3o de celulose, que utilizam grandes quantidades de energia e de \u00e1gua e geram grandes quantidades de efluentes l\u00edquidos, emitem ru\u00eddo, materiais particulados como finos de serragem e fuligem, gases de efeito estufa, gases precursores da chuva \u00e1cida e gases odor\u00edferos que causam n\u00e1useas, dores de cabe\u00e7a, ard\u00eancia nos olhos, nariz e garganta. A longo prazo, que danos podem causar \u00e0 sa\u00fade humana? Al\u00e9m dos impactos di\u00e1rios, s\u00e3o fonte permanente de riscos associados a vazamentos de cloro, emiss\u00e3o de dioxinas e furanos e outros acidentes que podem atingir trabalhadores e comunidades vizinhas. Tudo isso, para exportar praticamente toda a sua  produ\u00e7\u00e3o bruta para fora do pa\u00eds, sem sequer pagar impostos em fun\u00e7\u00e3o da absurda Lei Kandir.<\/p>\n\n\n\n<p>No Dia da \u00c1rvore, 21 de Setembro, as empresas monocultoras buscam enganar a sociedade e seus consumidores. Ao longo de seu vasto latif\u00fandio de 10 milh\u00f5es de hectares, empresas como a Suzano, a Veracel, a Klabin, a Plantar, a V&amp;M e a CMPC, entre outras, manipulam a opini\u00e3o p\u00fablica e disseminam suas monoculturas como se fossem \u201cflorestas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No relat\u00f3rio de sustentabilidade de 2020, a Suzano Celulose, por exemplo, invoca sua monocultura como transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, sob o lema de \u201crenovar a vida, a partir da \u00e1rvore\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para transformar seus plantios industriais em florestas, as empresas monocultoras distorcem imagens, deslocam os sentidos das palavras, torcem os n\u00fameros. Engenhosas propagandas, falsa Solidariedade S.A.<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00eam o apoio do Estado, de bancos e fundos de investimentos (BNDES, BM\/IFC, Fundo do Clima, BEI, BNI), de organismos internacionais (ONU\/FAO), conselhos e programas de engenharia florestal, institutos patronais, certificadoras. Tamb\u00e9m contam com o apoio de organiza\u00e7\u00f5es e redes do ambientalismo de mercado, como <em>WWF, CI &#8211; Conservation International, TNC &#8211; The Nature Conservancy<\/em>. No Dia da \u00c1rvore, formam um potente conluio para semear desertos verdes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas aten\u00e7\u00e3o! Alerta! Planta\u00e7\u00f5es de \u00e1rvores <strong>N\u00c3O<\/strong> s\u00e3o florestas! E dia 21 de Setembro, no Dia da \u00c1rvore, em defesa dos direitos humanos e da natureza, enquanto as empresas celebram seus neg\u00f3cios, n\u00f3s celebramos o Dia Internacional de Luta contra Monocultivos de \u00c1rvores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Rede Alerta contra os Desertos Verdes<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p># Planta\u00e7\u00f5esn\u00e3os\u00e3oFlorestas<br \/>#Monocultura=Monofuturo<br \/>#Digan\u00e3oaodesertoVerde<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LINK PARA ADES\u00c3O AO MANIFESTO DA REDE ALERTA CONTRA OS DESERTOS VERDES, DEIXE SEU APOIO:<\/strong><br \/><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"https:\/\/greencloud.gn.apc.org\/index.php\/apps\/forms\/YMZm82SKG5fHLg3q (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/greencloud.gn.apc.org\/index.php\/apps\/forms\/YMZm82SKG5fHLg3q\" target=\"_blank\"><strong><em>https:\/\/greencloud.gn.apc.org\/index.php\/apps\/forms\/YMZm82SKG5fHLg3q<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aten\u00e7\u00e3o! Alerta! 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Tamb\u00e9m ao longo da Nova Rep\u00fablica, em seus diferentes governos, as empresas de celulose e siderurgia sempre estiveram no n\u00facleo do poder. Sempre ocuparam minist\u00e9rios, formaram bancadas, definiram e foram beneficiadas por sucessivos programas de desenvolvimento, planos de acelera\u00e7\u00e3o de crescimento e por isen\u00e7\u00f5es fiscais. As empresas monocultoras sempre definiram as pol\u00edticas clim\u00e1ticas e os planos florestais. Sob o governo ultraliberal e fascista de Jair Bolsonaro, as mesmas empresas seguem apoiando as manifesta\u00e7\u00f5es golpistas do agroneg\u00f3cio. Est\u00e3o interessadas na desregulamenta\u00e7\u00e3o das leis do trabalho e na flexibiliza\u00e7\u00e3o das leis ambientais. A monocultura do eucalipto avan\u00e7a suas fronteiras por sobre novos territ\u00f3rios e biomas, como no Maranh\u00e3o e no Mato Grosso do Sul, e ainda amea\u00e7a o norte do Rio de Janeiro. Por onde se instala, e j\u00e1 existe a respeito farta literatura, com exemplos concretos, o agroneg\u00f3cio do eucalipto provoca uma trag\u00e9dia econ\u00f4mica, social e ambiental. Um Deserto Verde! # Assola e expropria povos tradicionais;# Impede a Reforma Agr\u00e1ria e submete a economia campesina;# Promove a grilagem, concentra e se apropria das terras devolutas;# Desgasta rodovias e incrementa os riscos de acidentes de tr\u00e2nsito;# Precariza as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e a liberdade sindical;# Seca nascentes e lagoas e contamina os c\u00f3rregos e rios, com o uso indiscriminado de seus agrot\u00f3xicos;# Extingue a sociobiodiversidade dos territ\u00f3rios;# Destr\u00f3i a economia local, sem gerar emprego;# Sua estrutura portu\u00e1ria voltada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o destr\u00f3i ber\u00e7\u00e1rios e manguezais, impede e inviabiliza a pesca artesanal. Na outra ponta desta cadeia est\u00e3o as plantas industriais da siderurgia e de produ\u00e7\u00e3o de celulose, que utilizam grandes quantidades de energia e de \u00e1gua e geram grandes quantidades de efluentes l\u00edquidos, emitem ru\u00eddo, materiais particulados como finos de serragem e fuligem, gases de efeito estufa, gases precursores da chuva \u00e1cida e gases odor\u00edferos que causam n\u00e1useas, dores de cabe\u00e7a, ard\u00eancia nos olhos, nariz e garganta. A longo prazo, que danos podem causar \u00e0 sa\u00fade humana? Al\u00e9m dos impactos di\u00e1rios, s\u00e3o fonte permanente de riscos associados a vazamentos de cloro, emiss\u00e3o de dioxinas e furanos e outros acidentes que podem atingir trabalhadores e comunidades vizinhas. Tudo isso, para exportar praticamente toda a sua produ\u00e7\u00e3o bruta para fora do pa\u00eds, sem sequer pagar impostos em fun\u00e7\u00e3o da absurda Lei Kandir. No Dia da \u00c1rvore, 21 de Setembro, as empresas monocultoras buscam enganar a sociedade e seus consumidores. Ao longo de seu vasto latif\u00fandio de 10 milh\u00f5es de hectares, empresas como a Suzano, a Veracel, a Klabin, a Plantar, a V&amp;M e a CMPC, entre outras, manipulam a opini\u00e3o p\u00fablica e disseminam suas monoculturas como se fossem \u201cflorestas\u201d. No relat\u00f3rio de sustentabilidade de 2020, a Suzano Celulose, por exemplo, invoca sua monocultura como transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, sob o lema de \u201crenovar a vida, a partir da \u00e1rvore\u201d. Para transformar seus plantios industriais em florestas, as empresas monocultoras distorcem imagens, deslocam os sentidos das palavras, torcem os n\u00fameros. Engenhosas propagandas, falsa Solidariedade S.A. T\u00eam o apoio do Estado, de bancos e fundos de investimentos (BNDES, BM\/IFC, Fundo do Clima, BEI, BNI), de organismos internacionais (ONU\/FAO), conselhos e programas de engenharia florestal, institutos patronais, certificadoras. Tamb\u00e9m contam com o apoio de organiza\u00e7\u00f5es e redes do ambientalismo de mercado, como WWF, CI &#8211; Conservation International, TNC &#8211; The Nature Conservancy. No Dia da \u00c1rvore, formam um potente conluio para semear desertos verdes. Mas aten\u00e7\u00e3o! Alerta! Planta\u00e7\u00f5es de \u00e1rvores N\u00c3O s\u00e3o florestas! E dia 21 de Setembro, no Dia da \u00c1rvore, em defesa dos direitos humanos e da natureza, enquanto as empresas celebram seus neg\u00f3cios, n\u00f3s celebramos o Dia Internacional de Luta contra Monocultivos de \u00c1rvores. Rede Alerta contra os Desertos Verdes # Planta\u00e7\u00f5esn\u00e3os\u00e3oFlorestas#Monocultura=Monofuturo#Digan\u00e3oaodesertoVerde LINK PARA ADES\u00c3O AO MANIFESTO DA REDE ALERTA CONTRA OS DESERTOS VERDES, DEIXE SEU APOIO:https:\/\/greencloud.gn.apc.org\/index.php\/apps\/forms\/YMZm82SKG5fHLg3q<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3646,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,1835],"tags":[],"class_list":["post-3645","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-florestas-e-biodiversidade","category-saeb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3645"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3645\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9719,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3645\/revisions\/9719"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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