{"id":3603,"date":"2021-09-09T12:27:46","date_gmt":"2021-09-09T15:27:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=3603"},"modified":"2025-06-17T10:05:18","modified_gmt":"2025-06-17T13:05:18","slug":"ampliacao-de-fabrica-de-celulose-em-guaiba-rs-avanca-sem-licenciamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=3603","title":{"rendered":"Amplia\u00e7\u00e3o de f\u00e1brica de celulose em Gua\u00edba (RS) avan\u00e7a sem licenciamento"},"content":{"rendered":"\n<p> A dire\u00e7\u00e3o da CMPC Celulose anunciou, no in\u00edcio de Agosto, um investimento de R$ 2,75 bilh\u00f5es em sua f\u00e1brica na cidade de Gua\u00edba (RS) nos pr\u00f3ximos dois anos. A empresa chilena pretende &#8220;modernizar&#8221; a planta, que fica a 32 km da capital Porto Alegre, ampliando a capacidade produtiva em 350 mil toneladas por ano \u2013 um aumento de 18% em potencial de produtividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso ocorre sem licenciamento aprovado e com muita propaganda pelo governo do Rio Grande do Sul. Sem qualquer estudo de impacto ambiental ou social (pelo menos, que tenha sido divulgado amplamente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o), <strong><em><a href=\"https:\/\/www.sema.rs.gov.br\/cmpc-anuncia-investimento-de-r-2-75-bilhoes-para-modernizar-fabrica-no-rs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"o governo anunciou em seu site que  (abre numa nova aba)\">o governo anunciou em seu site que<\/a><\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/www.sema.rs.gov.br\/cmpc-anuncia-investimento-de-r-2-75-bilhoes-para-modernizar-fabrica-no-rs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"o governo anunciou em seu site que  (abre numa nova aba)\"> <\/a>&#8220;as obras de implanta\u00e7\u00e3o ser\u00e3o sustent\u00e1veis&#8221; e que &#8220;todos os res\u00edduos gerados na constru\u00e7\u00e3o ser\u00e3o reaproveitados&#8221;. N\u00e3o aborda, em nenhum momento, prov\u00e1veis impactos no meio ambiente e na comunidade local. A propaganda do governo estadual \u00e9 mais chamativa que a da pr\u00f3pria empresa CMPC Celulose, enchendo os olhos de quem l\u00ea com dados sobre empregos a serem gerados e com o acr\u00e9scimo de impostos. &#8220;Esse \u00e9 o segundo maior investimento privado da hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul \u2013 ficando atr\u00e1s somente da cria\u00e7\u00e3o de Gua\u00edba 2, linha de produ\u00e7\u00e3o de celulose da CMPC que teve a implanta\u00e7\u00e3o conclu\u00edda em 2015&#8221;, festeja a mat\u00e9ria do governo do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A APEDEMA (Assembleia Permanente de Entidades do Meio Ambiente) enviou of\u00edcio ao secret\u00e1rio estadual de Meio Ambiente, Luiz Henrique Viana, criticando a propaganda favor\u00e1vel \u00e0 empresa e questionando sobre o avan\u00e7o da obra sem ter licenciamento aprovado pelos \u00f3rg\u00e3os do Estado respons\u00e1veis por defender o meio ambiente. Afinal, diz a nota, &#8220;\u00c9 dever do \u00f3rg\u00e3o ambiental a defesa constitucional do meio ambiente ecologicamente equilibrado. Defender interesses de obra e\/ou atividade, ou mesmo fazer publicidade a elas favor\u00e1veis (propaganda) est\u00e1 fora de suas obriga\u00e7\u00f5es legais, e fere princ\u00edpios constitucionais, como da impessoalidade e da legalidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Veja a nota da APEDEMA na \u00edntegra <a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Carta-protesto-contra-CMPC-\u00e0-SEMA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"AQUI (abre numa nova aba)\">AQUI<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A entidade alertou para a ocorr\u00eancia de impactos ambientais e sociais gerados pela f\u00e1brica de celulose desde que foi assumida pela empresa chilena CMPC: &#8220;Cabe registrar que a quadruplica\u00e7\u00e3o da planta de produ\u00e7\u00e3o de celulose da CMPC em meio \u00e0 zona urbana residencial do munic\u00edpio de Gua\u00edba causa, desde suas obras de implanta\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio de sua opera\u00e7\u00e3o em 2015, impactos socioambientais no entorno da&nbsp; f\u00e1brica e em diferentes regi\u00f5es de Gua\u00edba. A empresa n\u00e3o consegue atingir os n\u00edveis de ru\u00eddo que permitem uma conviv\u00eancia m\u00ednima com a comunidade do entorno, dia e noite. Os odores de compostos reduzidos de enxofre, dependendo das condi\u00e7\u00f5es operacionais e atmosf\u00e9ricas s\u00e3o percebidos fora dos limites da empresa, muitas vezes de maneira intensa e que causam dores de cabe\u00e7a, n\u00e1useas, ard\u00eancia em olhos e nariz, inclusive em escolas. Materiais particulados (serragem, fuligem, e inclusive espuma da Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de Efluentes) caem sobre resid\u00eancias. J\u00e1 houveram acidentes como vazamentos de Di\u00f3xido de Cloro (levando funcion\u00e1rios \u00e0 atendimento m\u00e9dico), o inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es na linha de fibras da F\u00e1brica 1 e a perda quase total da caldeira nova. A empresa desde a inaugura\u00e7\u00e3o da nova planta (2015) j\u00e1 teve mais de uma dezena de autos de infra\u00e7\u00e3o, Termo de Ajustamento de Conduta com Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual e 2 processos na justi\u00e7a por crimes ambientais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas ocorr\u00eancias ressaltam ainda mais a import\u00e2ncia de fazer estudos s\u00e9rios e comprometidos e de o Estado atuar na defesa do meio ambiente e do bem estar da popula\u00e7\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o extrapola a quest\u00e3o simplesmente econ\u00f4mica, assim como o Estado n\u00e3o deveria estar a servi\u00e7o das empresas privadas, que pensam apenas em aumentar seus lucros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais ind\u00fastrias de celulose \u00e0 vista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o do setor da celulose vai al\u00e9m da amplia\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica em Gua\u00edba (RS). Est\u00e1 anunciada a instala\u00e7\u00e3o de uma nova planta no Sul do Rio Grande do Sul, provavelmente nas cidades de Pelotas ou Rio Grande. Tanto para a amplia\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica da CMPC em Gua\u00edba quanto para a instala\u00e7\u00e3o de nova planta ser\u00e1 necess\u00e1rio o aumento do monocultivo de p\u00ednus e de eucalipto.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso n\u00e3o \u00e9 um problema para as empresas, pois contam com o apoio do governo estadual para efetivar seus projetos rapidamente. A revis\u00e3o do ZAS (Zoneamento Ambiental da Silvicultura) j\u00e1 tramita no CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) para garantir as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias de implanta\u00e7\u00e3o das f\u00e1bricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a silvicultura \u00e9 uma das atividades que est\u00e1 para ser inclu\u00edda no LAC (Licenciamento por Ades\u00e3o e Compromisso), um novo formato de licenciamento aprovado pelo governo do RS na Assembleia Legislativa que &#8220;desburocratiza&#8221; os processos. As empresas, na pr\u00e1tica, quase n\u00e3o precisar\u00e3o de licenciamento para efetivarem seus projetos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com os golpes militares na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim como no Brasil, o setor da celulose realiza a sua instala\u00e7\u00e3o a partir das ditaduras militares e corporativas. Na Am\u00e9rica Latina, a CMPC \u00e9 fundada no governo militar de Pinochet &#8211; <strong><em><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2017\/mar\/03\/chile-wildfires-forestry-industry-plantations\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"ali\u00e1s, a ind\u00fastria florestal do Chile foi estabelecida nos primeiros anos da ditadura (abre numa nova aba)\">ali\u00e1s, a ind\u00fastria florestal do Chile foi estabelecida nos primeiros anos da ditadura<\/a><\/em><\/strong>. Um decreto do governo de 1974 subsidiou 70% dos custos da planta\u00e7\u00e3o e, nos 40 anos seguintes, inclusive com o retorno \u00e0 democracia, o setor recebeu cerca de US$ 800 milh\u00f5es em dinheiro dos contribuintes. Tr\u00eas quartos desse valor foram para as duas empresas que dominam o setor: a Arauco e a CMPC.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, n\u00e3o foi diferente e, hoje frente \u00e0 derrubada da democracia, visualiza-se o retorno do setor, expandindo f\u00e1bricas e \u00e1reas de plantio como um ambiente seguro para sua captura corporativa de governos antidemocr\u00e1ticos e licenciamentos autodeclarados, volunt\u00e1rios, visto muitas vezes como gentilezas do setor aos territ\u00f3rios. Sabemos o que ocorre quando colocamos a raposa para cuidar das galinhas.&nbsp;<br \/><br \/><strong><em>Cr\u00e9dito da foto:  Fabiano Panizzi \/ Divulga\u00e7\u00e3o \/ CMPC <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dire\u00e7\u00e3o da CMPC Celulose anunciou, no in\u00edcio de Agosto, um investimento de R$ 2,75 bilh\u00f5es em sua f\u00e1brica na cidade de Gua\u00edba (RS) nos pr\u00f3ximos dois anos. A empresa chilena pretende &#8220;modernizar&#8221; a planta, que fica a 32 km da capital Porto Alegre, ampliando a capacidade produtiva em 350 mil toneladas por ano \u2013 um aumento de 18% em potencial de produtividade. Tudo isso ocorre sem licenciamento aprovado e com muita propaganda pelo governo do Rio Grande do Sul. Sem qualquer estudo de impacto ambiental ou social (pelo menos, que tenha sido divulgado amplamente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o), o governo anunciou em seu site que &#8220;as obras de implanta\u00e7\u00e3o ser\u00e3o sustent\u00e1veis&#8221; e que &#8220;todos os res\u00edduos gerados na constru\u00e7\u00e3o ser\u00e3o reaproveitados&#8221;. N\u00e3o aborda, em nenhum momento, prov\u00e1veis impactos no meio ambiente e na comunidade local. A propaganda do governo estadual \u00e9 mais chamativa que a da pr\u00f3pria empresa CMPC Celulose, enchendo os olhos de quem l\u00ea com dados sobre empregos a serem gerados e com o acr\u00e9scimo de impostos. &#8220;Esse \u00e9 o segundo maior investimento privado da hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul \u2013 ficando atr\u00e1s somente da cria\u00e7\u00e3o de Gua\u00edba 2, linha de produ\u00e7\u00e3o de celulose da CMPC que teve a implanta\u00e7\u00e3o conclu\u00edda em 2015&#8221;, festeja a mat\u00e9ria do governo do estado. A APEDEMA (Assembleia Permanente de Entidades do Meio Ambiente) enviou of\u00edcio ao secret\u00e1rio estadual de Meio Ambiente, Luiz Henrique Viana, criticando a propaganda favor\u00e1vel \u00e0 empresa e questionando sobre o avan\u00e7o da obra sem ter licenciamento aprovado pelos \u00f3rg\u00e3os do Estado respons\u00e1veis por defender o meio ambiente. Afinal, diz a nota, &#8220;\u00c9 dever do \u00f3rg\u00e3o ambiental a defesa constitucional do meio ambiente ecologicamente equilibrado. Defender interesses de obra e\/ou atividade, ou mesmo fazer publicidade a elas favor\u00e1veis (propaganda) est\u00e1 fora de suas obriga\u00e7\u00f5es legais, e fere princ\u00edpios constitucionais, como da impessoalidade e da legalidade&#8221;. Veja a nota da APEDEMA na \u00edntegra AQUI A entidade alertou para a ocorr\u00eancia de impactos ambientais e sociais gerados pela f\u00e1brica de celulose desde que foi assumida pela empresa chilena CMPC: &#8220;Cabe registrar que a quadruplica\u00e7\u00e3o da planta de produ\u00e7\u00e3o de celulose da CMPC em meio \u00e0 zona urbana residencial do munic\u00edpio de Gua\u00edba causa, desde suas obras de implanta\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio de sua opera\u00e7\u00e3o em 2015, impactos socioambientais no entorno da&nbsp; f\u00e1brica e em diferentes regi\u00f5es de Gua\u00edba. A empresa n\u00e3o consegue atingir os n\u00edveis de ru\u00eddo que permitem uma conviv\u00eancia m\u00ednima com a comunidade do entorno, dia e noite. Os odores de compostos reduzidos de enxofre, dependendo das condi\u00e7\u00f5es operacionais e atmosf\u00e9ricas s\u00e3o percebidos fora dos limites da empresa, muitas vezes de maneira intensa e que causam dores de cabe\u00e7a, n\u00e1useas, ard\u00eancia em olhos e nariz, inclusive em escolas. Materiais particulados (serragem, fuligem, e inclusive espuma da Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de Efluentes) caem sobre resid\u00eancias. J\u00e1 houveram acidentes como vazamentos de Di\u00f3xido de Cloro (levando funcion\u00e1rios \u00e0 atendimento m\u00e9dico), o inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es na linha de fibras da F\u00e1brica 1 e a perda quase total da caldeira nova. A empresa desde a inaugura\u00e7\u00e3o da nova planta (2015) j\u00e1 teve mais de uma dezena de autos de infra\u00e7\u00e3o, Termo de Ajustamento de Conduta com Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual e 2 processos na justi\u00e7a por crimes ambientais&#8221;. Essas ocorr\u00eancias ressaltam ainda mais a import\u00e2ncia de fazer estudos s\u00e9rios e comprometidos e de o Estado atuar na defesa do meio ambiente e do bem estar da popula\u00e7\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o extrapola a quest\u00e3o simplesmente econ\u00f4mica, assim como o Estado n\u00e3o deveria estar a servi\u00e7o das empresas privadas, que pensam apenas em aumentar seus lucros. Mais ind\u00fastrias de celulose \u00e0 vista O avan\u00e7o do setor da celulose vai al\u00e9m da amplia\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica em Gua\u00edba (RS). Est\u00e1 anunciada a instala\u00e7\u00e3o de uma nova planta no Sul do Rio Grande do Sul, provavelmente nas cidades de Pelotas ou Rio Grande. Tanto para a amplia\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica da CMPC em Gua\u00edba quanto para a instala\u00e7\u00e3o de nova planta ser\u00e1 necess\u00e1rio o aumento do monocultivo de p\u00ednus e de eucalipto. Mas isso n\u00e3o \u00e9 um problema para as empresas, pois contam com o apoio do governo estadual para efetivar seus projetos rapidamente. A revis\u00e3o do ZAS (Zoneamento Ambiental da Silvicultura) j\u00e1 tramita no CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) para garantir as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias de implanta\u00e7\u00e3o das f\u00e1bricas. Al\u00e9m disso, a silvicultura \u00e9 uma das atividades que est\u00e1 para ser inclu\u00edda no LAC (Licenciamento por Ades\u00e3o e Compromisso), um novo formato de licenciamento aprovado pelo governo do RS na Assembleia Legislativa que &#8220;desburocratiza&#8221; os processos. As empresas, na pr\u00e1tica, quase n\u00e3o precisar\u00e3o de licenciamento para efetivarem seus projetos. Rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com os golpes militares na Am\u00e9rica Latina Assim como no Brasil, o setor da celulose realiza a sua instala\u00e7\u00e3o a partir das ditaduras militares e corporativas. Na Am\u00e9rica Latina, a CMPC \u00e9 fundada no governo militar de Pinochet &#8211; ali\u00e1s, a ind\u00fastria florestal do Chile foi estabelecida nos primeiros anos da ditadura. Um decreto do governo de 1974 subsidiou 70% dos custos da planta\u00e7\u00e3o e, nos 40 anos seguintes, inclusive com o retorno \u00e0 democracia, o setor recebeu cerca de US$ 800 milh\u00f5es em dinheiro dos contribuintes. Tr\u00eas quartos desse valor foram para as duas empresas que dominam o setor: a Arauco e a CMPC. No Brasil, n\u00e3o foi diferente e, hoje frente \u00e0 derrubada da democracia, visualiza-se o retorno do setor, expandindo f\u00e1bricas e \u00e1reas de plantio como um ambiente seguro para sua captura corporativa de governos antidemocr\u00e1ticos e licenciamentos autodeclarados, volunt\u00e1rios, visto muitas vezes como gentilezas do setor aos territ\u00f3rios. 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