{"id":3484,"date":"2021-08-01T22:44:56","date_gmt":"2021-08-02T01:44:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=3484"},"modified":"2025-06-17T10:10:08","modified_gmt":"2025-06-17T13:10:08","slug":"mulheres-guarani-de-sc-acreditam-no-dialogo-para-acabar-com-a-cultura-patriarcal-nas-aldeias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=3484","title":{"rendered":"Mulheres Guarani de SC acreditam no di\u00e1logo para acabar com a cultura patriarcal nas aldeias"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Textos e fotos por Luiza Dorneles  em cobertura do primeiro encontro de mulheres Guarani articulado pela Comiss\u00e3o Guarani Yvyrupa<\/em>. <br \/><\/p>\n\n\n\n<p><em>Di\u00e1logo. Entre tantas palavras em Guarani proferidas em falas na Opy no segundo dia do I Encontro das Kunhangue de Santa Catarina, essa em portugu\u00eas resume a necessidade apontada pelas mulheres Guarani do Estado. Muitas ainda sofrem viol\u00eancias verbais, simb\u00f3licas, f\u00edsicas, sexuais, morais dentro das Tekoas (aldeias) de seus pr\u00f3prios parentes homens. O que elas querem? \u00c9 simples. Di\u00e1logo. Trocar com os homens em p\u00e9 de igualdade.<\/em><br \/><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/4GidLK3s1JnsKoG4_tMbanTekn6N6Z9pwJXZI8J3l53KkqbwQnabekQs56b83WRiEZZWznMLaTKJ7p3hShLSA-PyJ8SKHaE_27hgumyR0FSAz3hVKKl9fvEKPVMp\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>V\u00edtima de um relacionamento abusivo, amea\u00e7ada de morte pelo pr\u00f3prio companheiro, Jera \u2013 Elisiane Antunes \u2013 hoje se ergueu. De microfone na m\u00e3o e sorriso no rosto, ela inspira Kunhangue de Santa Catarina a seguir em frente. Nenhuma de n\u00f3s est\u00e1 s\u00f3.\u00a0<br \/><\/p>\n\n\n\n<p>Kerexu \u2013 Eunice Antunes \u2013, irm\u00e3 de Jera, comenta que o olhar das mulheres \u00e9 ativo e atencioso dentro das Tekoas: est\u00e3o sempre de olho no comportamento de cada um e de cada uma das Kunhangue (mulheres Guarani, dos Awakue (homens Guarani) e das crian\u00e7as. Esse olhar tamb\u00e9m se traduz em palavras \u2013 as Kunhangue compartilham as informa\u00e7\u00f5es que percebem para que assim o cuidado seja dividido entre todos e todas. Muitas vezes s\u00e3o consideradas fofoqueiras em fun\u00e7\u00e3o desse compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es entre suas familiares quando, na realidade, s\u00f3 gostariam de dividir as responsabilidades de cuidado que, na maioria das fam\u00edlias, ainda est\u00e3o nos ombros e no colo das mulheres. \u201cN\u00f3s n\u00e3o queremos ir contra os homens, mas estar lado a lado. Estamos juntos. Se algu\u00e9m tombar, se algu\u00e9m morrer na luta, todos n\u00f3s iremos sentir porque somos uma fam\u00edlia \u2013 \u00e9 um parente nosso\u201d, desabafa Kerexu.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Como a gest\u00e3o da pol\u00edtica externa de muitas aldeias ainda est\u00e1 nas m\u00e3os do Cacique \u2013 por exemplo, demandas a serem levadas para \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis por implementar pol\u00edticas p\u00fablicas nos territ\u00f3rios \u2013, muitas pautas percebidas por esse olhar atento das Kunhangue no dia a dia das Tekoas acabam n\u00e3o sendo consideradas relevantes e acabam circulando somente na articula\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o interna territorial. As mulheres s\u00e3o chefes das fam\u00edlias, priorizam os filhos e os companheiros em rela\u00e7\u00e3o a si pr\u00f3prias, e mesmo com toda sua dedica\u00e7\u00e3o e amor colocadas em gestos, palavras e a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o t\u00eam suas necessidades consideradas \u2013 \u00e0s vezes por falta de iniciativa de uma escuta atenta dos homens, outras por dificuldade delas mesmas em expor suas vis\u00f5es e sentimentos. Elas s\u00e3o atravessadas pelo medo de serem ridicularizadas e muitas est\u00e3o traumatizadas por terem sido v\u00edtimas de agress\u00f5es enraizadas na cultura patriarcal. Deise, professora na Aldeia de Tavai, munic\u00edpio de Canelinha, se dirige \u00e0s Kunhangue \u2013 \u201cN\u00f3s somos fortes, corajosas! Desde a barriga de nossa m\u00e3e a gente vem sofrendo. Em casa temos nossos filhos, a gente se preocupa mais com o filho do que o pai. Precisamos perder o medo de falar.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/lw-ewyTZUgkkflVmwM3aFvtAzLMNuthZun8-6F_sMTCudcaLKqi0abmx5sTypra-KDfgq5huCyGYMujHhPOKoSIYfwfKuEaZZs7iyL0qaruWZmiLfNROSMCH-DOA\" alt=\"\"\/><figcaption> <em>Entre cachimbadas do Pent\u00fd (tabaco) e tomadas de chimarr\u00e3o, as Kunhangue de SC escutam atentamente as falas de companheiras de Tekoas (aldeias) de norte a sul do Estado.<\/em> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s essa fala da Deise, uma companheira agredida se encorajou e contou, pela primeira vez em p\u00fablico, a hist\u00f3ria de uma agress\u00e3o que sofreu. Maya (nome fict\u00edcio) chegou em frente ao fogo para falar de cabe\u00e7a baixa e ombros curvados para dentro. Olhando o tempo inteiro para baixo, proferiu sua fala. Era casada, tinha seis filhos, todos do mesmo pai. At\u00e9 que um dia apareceu um homem, tamb\u00e9m casado, e come\u00e7ou a persegui-la. Ela sentiu, mas n\u00e3o fez nada \u2013 preferiu seguir sua vida na normalidade, como muitas mulheres v\u00edtimas de persegui\u00e7\u00e3o ainda fazem, silenciam. Esse homem, no entanto, n\u00e3o voltou para sua \u201cvida normal\u201d. Maya estava caminhando tranquilamente pela estrada, voltando para casa cansada ap\u00f3s um dia de trabalho, um pouco distra\u00edda, quando de repente o homem salta do meio do mato e a agarra. \u201cE homem \u00e9 forte, n\u00e9?\u201d, ela comenta. O resto da hist\u00f3ria voc\u00ea deve imaginar&#8230; J\u00e1 aconteceu com uma, duas, tr\u00eas, quantas mais?<\/p>\n\n\n\n<p>Quantas de n\u00f3s precisar\u00e3o ser levadas para o mato, estupradas, para que consigamos dar um basta nessa cultura de viol\u00eancia contra as mulheres? Maya hoje n\u00e3o consegue se relacionar com homens. Foi considerada culpada por sua pr\u00f3pria fam\u00edlia e teve a sorte, a ben\u00e7\u00e3o, de encontrar uma irm\u00e3 de esp\u00edrito que a acolheu e, atrav\u00e9s de seu amor, deu for\u00e7as para que ela conseguisse seguir em frente. Mesmo com a cabe\u00e7a baixa diante de todas, quando sentou ao meu lado para conversar, Maya erguia o rosto e sorria nos momentos em que contava sobre Maria (nome fict\u00edcio), essa amiga, companheira, que ela considera mesmo a irm\u00e3 que n\u00e3o teve. Quando uma mulher tomba, outra mulher a acolhe, outra mulher a levanta. Assim somos. Cooperativas, cuidadosas, amorosas e corajosas. Se precisamos lembrar de alguma hist\u00f3ria para nos fortalecermos, que possamos lembrar das in\u00fameras, incont\u00e1veis vezes em que fomos apoio umas para as outras. Em que acolhemos l\u00e1grimas, tristezas, decep\u00e7\u00f5es. Em que fomos ombro, colo, abra\u00e7o. Com amor nos fazemos, com amor nos fortalecemos, com amor nos transformamos, com amor seguimos. Com amor e tempo, todas n\u00f3s seguiremos de cabe\u00e7a erguida. Se uma cair, a outra segura.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veja mais fotos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/v2RZDwv6qzfcIYTfritilTnk-rXKKrJ1mIIIjEBF81rUDl1WgZdgKMwVLZXK4N7wETN5mP1xfJSVXDD-QblvJeZCQj-VW0rtN-5V3I_udvtXJKCNLF5E_XafYy8Y\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/SB3ijVjjUvVQWn9jn_dlpBfvdFae-JuO1-N3I2bFIMDpXRG_oME20t6oYxJP5T247W-rroshrBKtrTdSXU-pBbjtHl-Opuvog14aesiKxKsmdaHTY2F7BLXDXiCH\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/wiR_aC0EgI40aeuaoq6w2mcN-1EDTO23qo_RaExAhhj_qTJqx7vAGM-41665aO7bII75U52mUBHEXDw2Nfe6UU_wS3FHx_G2DUEaiF0zQBpQp3DVubIItj6DxLpm\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/IzO6hKrU06bXjwemAmKTJ5RzX5WS0LAI65To_4PLQGqBSEqKp_nrClZoTMrmBaFim3DsH692_I3loePF68NJwXeJAv4RTTDdIOf61AeFmQm6aHzZ3dXMyem5xZwe\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Foto_Luiza_Dorneles-9382-1024x683.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3487\" data-link=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?attachment_id=3487\" class=\"wp-image-3487\"\/><\/figure><\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Foto_Luiza_Dorneles-9379-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3486\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Textos e fotos por Luiza Dorneles em cobertura do primeiro encontro de mulheres Guarani articulado pela Comiss\u00e3o Guarani Yvyrupa. Di\u00e1logo. Entre tantas palavras em Guarani proferidas em falas na Opy no segundo dia do I Encontro das Kunhangue de Santa Catarina, essa em portugu\u00eas resume a necessidade apontada pelas mulheres Guarani do Estado. Muitas ainda sofrem viol\u00eancias verbais, simb\u00f3licas, f\u00edsicas, sexuais, morais dentro das Tekoas (aldeias) de seus pr\u00f3prios parentes homens. O que elas querem? \u00c9 simples. Di\u00e1logo. Trocar com os homens em p\u00e9 de igualdade. V\u00edtima de um relacionamento abusivo, amea\u00e7ada de morte pelo pr\u00f3prio companheiro, Jera \u2013 Elisiane Antunes \u2013 hoje se ergueu. De microfone na m\u00e3o e sorriso no rosto, ela inspira Kunhangue de Santa Catarina a seguir em frente. 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Se algu\u00e9m tombar, se algu\u00e9m morrer na luta, todos n\u00f3s iremos sentir porque somos uma fam\u00edlia \u2013 \u00e9 um parente nosso\u201d, desabafa Kerexu.\u00a0 Como a gest\u00e3o da pol\u00edtica externa de muitas aldeias ainda est\u00e1 nas m\u00e3os do Cacique \u2013 por exemplo, demandas a serem levadas para \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis por implementar pol\u00edticas p\u00fablicas nos territ\u00f3rios \u2013, muitas pautas percebidas por esse olhar atento das Kunhangue no dia a dia das Tekoas acabam n\u00e3o sendo consideradas relevantes e acabam circulando somente na articula\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o interna territorial. As mulheres s\u00e3o chefes das fam\u00edlias, priorizam os filhos e os companheiros em rela\u00e7\u00e3o a si pr\u00f3prias, e mesmo com toda sua dedica\u00e7\u00e3o e amor colocadas em gestos, palavras e a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o t\u00eam suas necessidades consideradas \u2013 \u00e0s vezes por falta de iniciativa de uma escuta atenta dos homens, outras por dificuldade delas mesmas em expor suas vis\u00f5es e sentimentos. Elas s\u00e3o atravessadas pelo medo de serem ridicularizadas e muitas est\u00e3o traumatizadas por terem sido v\u00edtimas de agress\u00f5es enraizadas na cultura patriarcal. Deise, professora na Aldeia de Tavai, munic\u00edpio de Canelinha, se dirige \u00e0s Kunhangue \u2013 \u201cN\u00f3s somos fortes, corajosas! Desde a barriga de nossa m\u00e3e a gente vem sofrendo. Em casa temos nossos filhos, a gente se preocupa mais com o filho do que o pai. Precisamos perder o medo de falar.\u201d. Ap\u00f3s essa fala da Deise, uma companheira agredida se encorajou e contou, pela primeira vez em p\u00fablico, a hist\u00f3ria de uma agress\u00e3o que sofreu. Maya (nome fict\u00edcio) chegou em frente ao fogo para falar de cabe\u00e7a baixa e ombros curvados para dentro. Olhando o tempo inteiro para baixo, proferiu sua fala. Era casada, tinha seis filhos, todos do mesmo pai. At\u00e9 que um dia apareceu um homem, tamb\u00e9m casado, e come\u00e7ou a persegui-la. Ela sentiu, mas n\u00e3o fez nada \u2013 preferiu seguir sua vida na normalidade, como muitas mulheres v\u00edtimas de persegui\u00e7\u00e3o ainda fazem, silenciam. Esse homem, no entanto, n\u00e3o voltou para sua \u201cvida normal\u201d. Maya estava caminhando tranquilamente pela estrada, voltando para casa cansada ap\u00f3s um dia de trabalho, um pouco distra\u00edda, quando de repente o homem salta do meio do mato e a agarra. \u201cE homem \u00e9 forte, n\u00e9?\u201d, ela comenta. O resto da hist\u00f3ria voc\u00ea deve imaginar&#8230; J\u00e1 aconteceu com uma, duas, tr\u00eas, quantas mais? Quantas de n\u00f3s precisar\u00e3o ser levadas para o mato, estupradas, para que consigamos dar um basta nessa cultura de viol\u00eancia contra as mulheres? Maya hoje n\u00e3o consegue se relacionar com homens. Foi considerada culpada por sua pr\u00f3pria fam\u00edlia e teve a sorte, a ben\u00e7\u00e3o, de encontrar uma irm\u00e3 de esp\u00edrito que a acolheu e, atrav\u00e9s de seu amor, deu for\u00e7as para que ela conseguisse seguir em frente. Mesmo com a cabe\u00e7a baixa diante de todas, quando sentou ao meu lado para conversar, Maya erguia o rosto e sorria nos momentos em que contava sobre Maria (nome fict\u00edcio), essa amiga, companheira, que ela considera mesmo a irm\u00e3 que n\u00e3o teve. Quando uma mulher tomba, outra mulher a acolhe, outra mulher a levanta. Assim somos. Cooperativas, cuidadosas, amorosas e corajosas. Se precisamos lembrar de alguma hist\u00f3ria para nos fortalecermos, que possamos lembrar das in\u00fameras, incont\u00e1veis vezes em que fomos apoio umas para as outras. Em que acolhemos l\u00e1grimas, tristezas, decep\u00e7\u00f5es. Em que fomos ombro, colo, abra\u00e7o. Com amor nos fazemos, com amor nos fortalecemos, com amor nos transformamos, com amor seguimos. Com amor e tempo, todas n\u00f3s seguiremos de cabe\u00e7a erguida. 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