{"id":3477,"date":"2021-07-28T16:18:07","date_gmt":"2021-07-28T19:18:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=3477"},"modified":"2025-06-17T10:10:54","modified_gmt":"2025-06-17T13:10:54","slug":"primeiro-encontro-de-mulheres-guarani-de-santa-catarina-discute-formas-de-preservar-a-saude-do-povo-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=3477","title":{"rendered":"Primeiro encontro de mulheres Guarani de Santa Catarina discute formas de preservar a sa\u00fade do povo no estado"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Texto e fotos por Luiza Dorneles em cobertura do primeiro encontro de mulheres Guarani articulado pela Comiss\u00e3o Guarani Yvyrupa<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O I Encontro Estadual das Kunhangue de Santa Catarina acontece entre os dias 27 e 31 de julho na Tekoa Pira Rupa, no Maciambu, em Palho\u00e7a. Mulheres Guarani de diferentes cidades do Estado se re\u00fanem para compartilhar suas viv\u00eancias nas aldeias e pensar, juntas, formas de preservar seu modo de vida &#8211; o \u201cnhande reko\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/caH7d635ApMCN2C-IuF3A7voOV2JJM6ym72jaog-MPkxiWqerqeILp3LHgFfL0HHjgWs21DgutoeIZZY6k7DQ9V5nRnACdNEbB-0TKypBwJFReDG901gIm8fltgJXIeS3_4YWW8\" alt=\"\"\/><figcaption> A Anci\u00e3 do encontro, Kerexu &#8211; Tereza Ortega, saudou todas, que considerou \u201csuas netas\u201d. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/HmMSnH0qgVplTb9f2jcOwX6Ur_BpcgB5ET2YfPwpFuifhIctLtKjvl5NfvA8N-l8kwoUURu5ZiPJJx0F1M-EkszXMGjWy4pvOXwm9DLGhcc6-othIBLwGVuO0N_tw91KXfQuuEs\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Acontece nesse momento, entre os dias 27 e 31 de julho, o primeiro Encontro Estadual das Kunhangue de Santa Catarina &#8211; Kunhangue quer dizer mulher em Guarani &#8211; na Tekoa Pira Rupa. Mulheres Guarani de diferentes partes do Estado relataram, no primeiro dia de encontro, viol\u00eancias sofridas nas aldeias como chefes de fam\u00edlia e lideran\u00e7as comunit\u00e1rias. A maior preocupa\u00e7\u00e3o das m\u00e3es Guarani muito se assemelha \u00e0s m\u00e3es de culturas n\u00e3o-ind\u00edgenas: como iremos deixar a Terra para nossos filhos? Como estamos preparando nossos filhos para cuidar melhor de nossos territ\u00f3rios e aldeias? <\/p>\n\n\n\n<p>Kerexu Yxapyry &#8211; Eunice Antunes &#8211; comenta que hoje a luta das mulheres Guarani \u00e9 por reconhecimento da import\u00e2ncia de suas presen\u00e7as dentro dos territ\u00f3rios como corpos e esp\u00edritos que cuidam das crian\u00e7as, das planta\u00e7\u00f5es, da gest\u00e3o dos espa\u00e7os. Kunhangues de diferentes Estados re\u00fanem-se para pensar e construir solu\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o e continuidade ao &#8220;nhande reko&#8221; &#8211; o modo de vida Guarani &#8211; em um momento hist\u00f3rico no qual muitos povos j\u00e1 se alimentam mais de industrializados, muitas vezes ultraprocessados, do que daqueles de sua cultura original como a mandioca, o milho, a jaboticaba. Minha Yvoty &#8211; Cristiana Samaniego &#8211; relata o aumento de casos de diabetes e de problemas renais dentro das aldeias. Ela considera as mudan\u00e7as nos h\u00e1bitos alimentares como o principal fator causador das doen\u00e7as e ressalta a import\u00e2ncia de uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e livre de agrot\u00f3xicos &#8211; \u201cTentei plantar milho aqui na aldeia, mas tem um arrozal aqui do lado onde jogam agrot\u00f3xico e o veneno mata tudo que tentamos plantar\u201d, desabafa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/9PSfoqxF87ultFehCgXBjWFwWCmYUvkG4gov8Xb8bgJD6EDqnmA0zFH0ynFOAdsP-8TZdfY_0FRFhdVi47sjAK24arH_0PM7Ojt0VQDe6mXCaIXOLxrBjOHIIrvGGu_zL9F7Q-I\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p> \u201cMinha v\u00f3 ia comer fruta no mato, plantava milho, plantava batata doce,  ia pescar&#8230; Meus filhos n\u00e3o conhecem esse tipo de comida e, se eu  trouxer hoje, talvez nem comam. Comecei a pensar sobre isso&#8230; O que eu  t\u00f4 fazendo aqui? Como vou trazer esse sustento pra minha fam\u00edlia pra que  amanh\u00e3 eles sejam saud\u00e1veis, pra que amanh\u00e3 eles sejam felizes? Voc\u00eas  v\u00e3o aprender a plantar sua comida. Foi a\u00ed que come\u00e7amos a mudar nossa  realidade. Buscar conhecimento e tentar praticar, trazer pra dentro de  casa, n\u00e3o s\u00f3 falar\u201d. <\/p><cite>(Kerexu Yxapyry &#8211; Eunice Antunes &#8211; no I Encontro Estadual das Kunhangue de Santa Catarina) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/keMfVyy4LiHjOxxs5kBveWAUEAXH8UCTf1WWHlZTu3xaXTql0ODmlVresv9P2YCcchEDGNZvIhm-JlVCptZpfzoueLPcN3_fJ_eCjAWdsdEgtvb8x3BA7hsYaAPpFLUTkTwEQRA\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Minha Yvoty &#8211; Cristiana Samaniego &#8211; tem uma filha com paralisia cerebral. Hoje com 17 anos, sua filha j\u00e1 est\u00e1 no primeiro ano do Ensino M\u00e9dio. Quando compartilhou a luta que foi criar uma filha com defici\u00eancia de uma forma saud\u00e1vel, com todos os cuidados e aten\u00e7\u00e3o especiais dos quais ela precisa, algumas l\u00e1grimas sa\u00edram junto. Cristiana \u00e9 reconhecida dentro da aldeia Tekoa Pira Rupa, onde acontece o encontro, como uma excelente lideran\u00e7a. Sua for\u00e7a, seu amor, sua autonomia e independ\u00eancia inspiram Kunhangue de toda Santa Catarina. Hoje, ela conta com o apoio de seu marido como um parceiro com o qual divide uma vida de responsabilidades e cuidados.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/96g7gkAi1M4vuqBFYR2G2_76ICFAfKOBU_Zse1Yhkk5DfJh_AwZ1cjzDoQ03s1xeKVALQ-Fd2xYabFJhAx6OOuqUt3eyUUFcaI58C01wltGCJlH3bD0ZOvdorPy3ELgCR7f4e3o\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Delega\u00e7\u00f5es de norte e sul do Estado chegaram para participar do encontro.&nbsp;<br \/><br \/><em>Aldeias do norte <\/em>&#8211; Pira\u00ed, Yvapur\u00fa, Jaboticabeira, Morro Alto, Tarum\u00e3 Mirim, Tarum\u00e3, Pindoty.<br \/><br \/><em>Aldeias do sul<\/em> &#8211; Imaru\u00ed, Bigua\u00e7\u00fa Tekoa Por\u00e3, Amaral, Canelinha, Tekoa Vy\u00b4A (Major Gercino), Morro da Palha, Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Morro dos Cavalos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/8-3r8uNsQVUfDHM89rUuzU46AXdakH_31F7WPc30LksdrMjwBAwYGgb0YvC0CwAb3DTEYhFWr6btNGcXgn2qCJlH5aAWGgleUqn06GrBZ_GsucOnjvSav992sE-0SCxLLTh7Il8\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>As falas acontecem dentro da Opy (l\u00ea-se Op\u00e3), a casa de rezo, bioconstru\u00edda com barro, madeira e palha. Do lado de fora, crian\u00e7as brincam, cachorros circulam, homens cozinham as refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/nUTvmpSMq3-xHpsZLf4PkS9D-PA8NmSUpOYsmKO4oJ1uLrkxJ5lJVYQtnD82SBCWA4T8hIt-JLjoVVsJzp6sfwuc9LVE6GQL4Y36Zt9QNnXb7R5aGj3FY1lxlSv-A3dOJgXQDxU\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/iiWbnpjO2KP7F0ekKGC4GsGbYf7hRHX247NMgI8J6xxk5qeJUub0FXLng_bMVubf1hN9MpIaYt0jjw-vOVcCWI7FmGf2Az0j2kyZzaiG1QEfWer2Mt0roowCanaq39CjXL1PyDw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/Y9jr0A5s_NO9XHi6VXuahTD_b7KFRRwb8x4KR4PzPoKmgC7deR0l6dCFcecUAfoLOtrAliTQiz8tmY7cOdZ3igIqyYlj0rJKH54pK8gUuIXjg_RM-m9J-PG8KQxPdCr9kfvF-E8\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/gdKUOUSB6q_HLW_vKtrICyyyVBfILZPjUFNj1viIXx5hkOOXjfFZMPB_X2cEzJI9bn2IK0FEceIsBPYkV2g4VaVxX0Hh5ReJgGhvx7-YVVA1Qc7GKEPQSnZO6uoMdF_F9y734_Q\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/lbvDcG1sIBr59lTyUIL-42yqKpIdTD7qiOna_MnSdvxU7mYiz5uwEtS95d0juUKrH-vtdmKucTtegiBRIJizgBEUJ_dA16koZAOJSlPMG5hCiMWxgYGXT8lapdqCIh5eORVSLR4\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/sW6fKhzivAd0Kjjr6ZVICb1cCdKYl2PWfrrB5EfbB3yDV3l5UmZxbDZ8bxH5PHHWLwQWqVCA_pcK1D-CmvYQebYV9ffQX-Hc6Q5c36dE02kPq2sGfLqeEMDELkVnKyetSTBHX98\" alt=\"\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto e fotos por Luiza Dorneles em cobertura do primeiro encontro de mulheres Guarani articulado pela Comiss\u00e3o Guarani Yvyrupa. 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Kerexu Yxapyry &#8211; Eunice Antunes &#8211; comenta que hoje a luta das mulheres Guarani \u00e9 por reconhecimento da import\u00e2ncia de suas presen\u00e7as dentro dos territ\u00f3rios como corpos e esp\u00edritos que cuidam das crian\u00e7as, das planta\u00e7\u00f5es, da gest\u00e3o dos espa\u00e7os. Kunhangues de diferentes Estados re\u00fanem-se para pensar e construir solu\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o e continuidade ao &#8220;nhande reko&#8221; &#8211; o modo de vida Guarani &#8211; em um momento hist\u00f3rico no qual muitos povos j\u00e1 se alimentam mais de industrializados, muitas vezes ultraprocessados, do que daqueles de sua cultura original como a mandioca, o milho, a jaboticaba. Minha Yvoty &#8211; Cristiana Samaniego &#8211; relata o aumento de casos de diabetes e de problemas renais dentro das aldeias. Ela considera as mudan\u00e7as nos h\u00e1bitos alimentares como o principal fator causador das doen\u00e7as e ressalta a import\u00e2ncia de uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e livre de agrot\u00f3xicos &#8211; \u201cTentei plantar milho aqui na aldeia, mas tem um arrozal aqui do lado onde jogam agrot\u00f3xico e o veneno mata tudo que tentamos plantar\u201d, desabafa.&nbsp; \u201cMinha v\u00f3 ia comer fruta no mato, plantava milho, plantava batata doce, ia pescar&#8230; Meus filhos n\u00e3o conhecem esse tipo de comida e, se eu trouxer hoje, talvez nem comam. Comecei a pensar sobre isso&#8230; O que eu t\u00f4 fazendo aqui? Como vou trazer esse sustento pra minha fam\u00edlia pra que amanh\u00e3 eles sejam saud\u00e1veis, pra que amanh\u00e3 eles sejam felizes? Voc\u00eas v\u00e3o aprender a plantar sua comida. Foi a\u00ed que come\u00e7amos a mudar nossa realidade. Buscar conhecimento e tentar praticar, trazer pra dentro de casa, n\u00e3o s\u00f3 falar\u201d. 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Hoje, ela conta com o apoio de seu marido como um parceiro com o qual divide uma vida de responsabilidades e cuidados.&nbsp;&nbsp; Delega\u00e7\u00f5es de norte e sul do Estado chegaram para participar do encontro.&nbsp; Aldeias do norte &#8211; Pira\u00ed, Yvapur\u00fa, Jaboticabeira, Morro Alto, Tarum\u00e3 Mirim, Tarum\u00e3, Pindoty. Aldeias do sul &#8211; Imaru\u00ed, Bigua\u00e7\u00fa Tekoa Por\u00e3, Amaral, Canelinha, Tekoa Vy\u00b4A (Major Gercino), Morro da Palha, Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Morro dos Cavalos. As falas acontecem dentro da Opy (l\u00ea-se Op\u00e3), a casa de rezo, bioconstru\u00edda com barro, madeira e palha. 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