{"id":3151,"date":"2021-04-28T09:06:23","date_gmt":"2021-04-28T12:06:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=3151"},"modified":"2025-06-17T12:22:34","modified_gmt":"2025-06-17T15:22:34","slug":"governos-do-brasil-e-da-argentina-unidos-em-reativar-megahidreletrica-no-rio-uruguai-naoa-garabi-panambi-somostodosatingidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=3151","title":{"rendered":"Governos do Brasil e da Argentina unidos em reativar megahidrel\u00e9trica no rio Uruguai. #N\u00c3O\u00e0 Garabi-Panambi! #Somostodosatingidos!"},"content":{"rendered":"\n<p> <em>Nesta 4\u00aa feira (28\/04), o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o) julga pedido de apela\u00e7\u00e3o feito pelo Ibama, Eletrobr\u00e1s e a Uni\u00e3o contra uma decis\u00e3o de 2015 que impede os estudos do Complexo Hidrel\u00e9trico Garabi-Panambi. O megaprojeto prev\u00ea alagamento de 99 mil hectares, atingindo 12,6 mil pessoas, segundo dados oficiais, de 19 cidades brasileiras e de outros 16 munic\u00edpios argentinos. <\/em><a href=\"https:\/\/mab.org.br\/2021\/04\/23\/nota-nao-as-barragens-de-garabi-panambi-bolsonaro-quer-retomar-projeto-no-rio-uruguai\/?fbclid=IwAR0nxh7HtCe4FeXPmTqnU84LJ6Vm2H6wjsBsHG3gdC9lroKBPPEGwZKFLio\"><em>No entanto, o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) estima que o impacto pode chegar a 20 mil pessoas, al\u00e9m de afetar o Parque Estadual do Turvo, umas das principais \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o ambiental do Rio Grande do Sul.<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:left\"><p style=\"text-align:justify\">&#8220;\u00c9 um sonho antigo do capital&#8221;, assim a agricultora familiar Tereza Pessoa denomina o Complexo Hidrel\u00e9trico Garabi-Panambi na fronteira entre o Brasil e a Argentina. Tereza est\u00e1 entre os milhares que ser\u00e3o atingidos caso este projeto, que foi gestado nos anos 80, durante a Ditadura Militar brasileira, seja efetivado. O complexo consiste em duas usinas: a de Garabi, a ser constru\u00edda nos munic\u00edpios de Garruchos (no Brasil e na Argentina), e a de Panambi, entre os munic\u00edpios de Alecrim (Brasil) e Panambi (Argentina), ambas no Noroeste ga\u00facho. A previs\u00e3o \u00e9 que este complexo alague uma \u00e1rea maior do que a ocupada por outras sete hidrel\u00e9tricas juntas, que j\u00e1 est\u00e3o em atividade no rio Uruguai.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align:justify\">Comunidades inteiras precisar\u00e3o ser realocadas para outros lugares, o ecossistema do rio Uruguai ser\u00e1, mais uma vez, alterado, e florestas e animais morrer\u00e3o debaixo d\u00e1gua. Um impacto profundo a centenas de fam\u00edlias que ser\u00e3o obrigadas a deixar para tr\u00e1s suas ra\u00edzes, suas terras (de onde a grande maioria tira seu sustento), casas e as rela\u00e7\u00f5es com amigos e vizinhos para construir uma &#8220;nova vida&#8221; em algum lugar. Uma perda incalcul\u00e1vel para a biodiversidade natural, incluindo o risco de comprometer uma das mais belas paisagens ga\u00fachas, o Salto do Yucum\u00e3, em decorr\u00eancia do alagamento de 60 hectares do Parque Estadual do Turvo, na cidade de Derrubadas (RS). Tudo para que empresas transnacionais tenham muito lucro com a explora\u00e7\u00e3o dos nossos recursos naturais e com a gera\u00e7\u00e3o de energia que, para os brasileiros, custar\u00e1 um pre\u00e7o bem caro &#8211; pagamos a 5\u00aa tarifa de energia mais cara do mundo.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>D\u00e9cadas de resist\u00eancia contra Garabi-Panambi. Nossa luta continua!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">A resist\u00eancia e a luta das fam\u00edlias ribeirinhas organizadas pelo MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), de ambientalistas e de organiza\u00e7\u00f5es sociais t\u00eam impedido a constru\u00e7\u00e3o do Complexo Hidrel\u00e9trico Garabi-Panambi durante esses 30 anos. Ap\u00f3s a tentativa fracassada durante a Ditadura Militar, o projeto binacional foi retomado h\u00e1 cerca de 10 anos. E a organiza\u00e7\u00e3o e a resist\u00eancia popular, tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Em 2013, mais de 1 mil pessoas marcharam pelo interior de Misiones, na Argentina, percorrendo cerca de 150 quil\u00f4metros entre as principais cidades que poder\u00e3o ser atingidas pelas barragens. A atividade reivindicava a realiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito popular para consultar sobre a constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica, conforme prev\u00ea a lei argentina.<\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align:justify\">Em 2015 no Brasil, devido \u00e0 press\u00e3o popular, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) realizou audi\u00eancias p\u00fablicas na regi\u00e3o atingida. Como desdobramento, ingressou com uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica contra o IBAMA e a ELETROBRAS e obteve liminar que anulou o termo de refer\u00eancia dos estudos ambientais. A decis\u00e3o judicial paralisou a obra, pois a usina de Panambi afeta o Parque Estadual do Turvo, unidade de conserva\u00e7\u00e3o integral que n\u00e3o pode sofrer qualquer altera\u00e7\u00e3o humana. Al\u00e9m disso, a \u00e1rea \u00e9 tutelada pelo regime jur\u00eddico de tombamento, o que a caracteriza como bem cultural e socioambiental.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Em 2019, Jair Bolsonaro se reuniu com o presidente argentino Mauricio Macri buscando retomar o acordo&nbsp; para constru\u00e7\u00e3o do complexo binacional Guarabi-Panambi. A Amigos da Terra Brasil (ATBr), a Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP), a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Atingidos por Barragens (ANAB) e a Comiss\u00e3o de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF) ingressaram com pedido de Amicus Curiae para assegurar a manuten\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a obtida na Justi\u00e7a. Neste mesmo ano, as comunidades atingidas tamb\u00e9m tiveram seus direitos atacados pelo governador Eduardo Leite, que derrubou o decreto n\u00ba 51.959\/ 2014, o qual previa pol\u00edticas de garantia dos direitos das popula\u00e7\u00f5es atingidas e amea\u00e7adas por barragens.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Frente ao desamparo do Estado e \u00e0 ofensiva do capital e do Governo Bolsonaro, que se utilizam da pandemia para &#8220;passar a boiada&#8221;, precisamos nos organizar e ir \u00e0 luta. Nesta 4\u00aa feira (28\/04), o TRF4 estar\u00e1 julgando &#8220;a vida das comunidades atingidas e do pr\u00f3prio rio Uruguai&#8221;, como diz Tereza Pessoa.<strong><em> #N\u00c3O\u00e0Garabi-Panambi! #Somostodosatingidos!<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Complexo Hidrel\u00e9trico Garabi-Panambi: para que e para quem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align:justify\">Infelizmente, uma boa parte do rio Uruguai j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais motivo de alegria para os balseiros eternizados na m\u00fasica missioneira de Barbosa Lessa e Cenair Maic\u00e1. A regi\u00e3o centro-norte do rio se tornou uma &#8220;escadaria&#8221; de lagos artificiais formados por barragens, com quatro grandes usinas hidrel\u00e9tricas instaladas nas cidades de Vacaria (UHE Barra Grande), Machadinho (usina de mesmo nome), Aratiba (UHE It\u00e1) e Alpestre (UHE Foz Chapec\u00f3). Ainda, h\u00e1 possibilidade da usina de Itapiranga, pr\u00f3xima ao munic\u00edpio de Pinheirinho do Vale,&nbsp; como mostra a \u201c<a href=\"https:\/\/acervo.racismoambiental.net.br\/2011\/03\/14\/amigos-da-terra-e-mab-lancam-cartilha-sobre-as-grandes-e-pequenas-hidreletricas-na-bacia-do-rio-uruguai-um-guia-para-organizacoes-e-movimento-sociais\/\">Cartilha sobre as Grandes e Pequenas Hidrel\u00e9tricas na Bacia do rio Uruguai, um Guia para Organiza\u00e7\u00f5es e Movimento Sociais<\/a>\u201d.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Com a retomada do projeto de Garabi-Panambi, os interesses econ\u00f4micos se voltam \u00e0 parte do rio que resta &#8220;livre&#8221; de usinas hidrel\u00e9tricas. Por ter grande capacidade de gera\u00e7\u00e3o h\u00eddrica, a bacia do rio Uruguai se tornou um dos territ\u00f3rios em disputa que o capital internacional quer controlar para gerar lucro e energia para as grandes empresas. &#8220;Essas barragens servem para controlar o tr\u00e2nsito do rio e o seu uso&#8221;, avalia Luana Hanauer, do Amigos da Terra Brasil (ATBr).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">O que est\u00e1 em quest\u00e3o, diz Luana, \u00e9 o modelo capitalista e o atual modelo energ\u00e9tico baseado nas grandes usinas, que impactam diretamente nas popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, pequenos agricultores e nas mulheres. &#8220;Este modelo energ\u00e9tico favorece as grandes corpora\u00e7\u00f5es da constru\u00e7\u00e3o civil, que refor\u00e7a o modelo exportador de baixo valor agregado, uma reprimariza\u00e7\u00e3o da economia, e que refor\u00e7a o intensivo uso de \u00e1gua e de energia principalmente para o agroneg\u00f3cio e a minera\u00e7\u00e3o&#8221;, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align:justify\">O Amigos da Terra Brasil (ATBr) reafirma seu compromisso contra a instala\u00e7\u00e3o de Garabi-Panambi e defende a soberania popular. Por uma solidariedade internacionalista na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa!<strong><br \/><\/strong><strong><br \/><\/strong><strong>\u00c1GUAS PARA A VIDA, N\u00c3O PARA A MORTE!<\/strong><br \/><\/p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>&nbsp;#N\u00c3O \u00e0 Garabi-Panambi! #Somos todos atingidos!<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>&nbsp;#N\u00c3O\u00e0Garabi-Panambi! #Somos todos atingidos!<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>*Tereza Pessoa e Luana Hanauer participaram da live realizada pelo MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) em 27 de Abril de 2021, confira:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"\ud83d\udd34 PLANT\u00c3O MAB AO VIVO | Aurizona, Repactua\u00e7\u00e3o no rio Doce e Garabi-Panambi\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MpqdcbKV7hU?start=13942&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>Leia mais: <\/em><a href=\"http:\/\/Brasil quer reativar a constru\u00e7\u00e3o do maior complexo hidrel\u00e9trico da Am\u00e9rica Latina\">Brasil quer reativar a constru\u00e7\u00e3o do maior complexo hidrel\u00e9trico da Am\u00e9rica Latina<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta 4\u00aa feira (28\/04), o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o) julga pedido de apela\u00e7\u00e3o feito pelo Ibama, Eletrobr\u00e1s e a Uni\u00e3o contra uma decis\u00e3o de 2015 que impede os estudos do Complexo Hidrel\u00e9trico Garabi-Panambi. O megaprojeto prev\u00ea alagamento de 99 mil hectares, atingindo 12,6 mil pessoas, segundo dados oficiais, de 19 cidades brasileiras e de outros 16 munic\u00edpios argentinos. No entanto, o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) estima que o impacto pode chegar a 20 mil pessoas, al\u00e9m de afetar o Parque Estadual do Turvo, umas das principais \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o ambiental do Rio Grande do Sul. &#8220;\u00c9 um sonho antigo do capital&#8221;, assim a agricultora familiar Tereza Pessoa denomina o Complexo Hidrel\u00e9trico Garabi-Panambi na fronteira entre o Brasil e a Argentina. Tereza est\u00e1 entre os milhares que ser\u00e3o atingidos caso este projeto, que foi gestado nos anos 80, durante a Ditadura Militar brasileira, seja efetivado. O complexo consiste em duas usinas: a de Garabi, a ser constru\u00edda nos munic\u00edpios de Garruchos (no Brasil e na Argentina), e a de Panambi, entre os munic\u00edpios de Alecrim (Brasil) e Panambi (Argentina), ambas no Noroeste ga\u00facho. A previs\u00e3o \u00e9 que este complexo alague uma \u00e1rea maior do que a ocupada por outras sete hidrel\u00e9tricas juntas, que j\u00e1 est\u00e3o em atividade no rio Uruguai. Comunidades inteiras precisar\u00e3o ser realocadas para outros lugares, o ecossistema do rio Uruguai ser\u00e1, mais uma vez, alterado, e florestas e animais morrer\u00e3o debaixo d\u00e1gua. Um impacto profundo a centenas de fam\u00edlias que ser\u00e3o obrigadas a deixar para tr\u00e1s suas ra\u00edzes, suas terras (de onde a grande maioria tira seu sustento), casas e as rela\u00e7\u00f5es com amigos e vizinhos para construir uma &#8220;nova vida&#8221; em algum lugar. Uma perda incalcul\u00e1vel para a biodiversidade natural, incluindo o risco de comprometer uma das mais belas paisagens ga\u00fachas, o Salto do Yucum\u00e3, em decorr\u00eancia do alagamento de 60 hectares do Parque Estadual do Turvo, na cidade de Derrubadas (RS). Tudo para que empresas transnacionais tenham muito lucro com a explora\u00e7\u00e3o dos nossos recursos naturais e com a gera\u00e7\u00e3o de energia que, para os brasileiros, custar\u00e1 um pre\u00e7o bem caro &#8211; pagamos a 5\u00aa tarifa de energia mais cara do mundo. D\u00e9cadas de resist\u00eancia contra Garabi-Panambi. Nossa luta continua! A resist\u00eancia e a luta das fam\u00edlias ribeirinhas organizadas pelo MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), de ambientalistas e de organiza\u00e7\u00f5es sociais t\u00eam impedido a constru\u00e7\u00e3o do Complexo Hidrel\u00e9trico Garabi-Panambi durante esses 30 anos. 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A decis\u00e3o judicial paralisou a obra, pois a usina de Panambi afeta o Parque Estadual do Turvo, unidade de conserva\u00e7\u00e3o integral que n\u00e3o pode sofrer qualquer altera\u00e7\u00e3o humana. Al\u00e9m disso, a \u00e1rea \u00e9 tutelada pelo regime jur\u00eddico de tombamento, o que a caracteriza como bem cultural e socioambiental. Em 2019, Jair Bolsonaro se reuniu com o presidente argentino Mauricio Macri buscando retomar o acordo&nbsp; para constru\u00e7\u00e3o do complexo binacional Guarabi-Panambi. A Amigos da Terra Brasil (ATBr), a Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP), a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Atingidos por Barragens (ANAB) e a Comiss\u00e3o de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF) ingressaram com pedido de Amicus Curiae para assegurar a manuten\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a obtida na Justi\u00e7a. Neste mesmo ano, as comunidades atingidas tamb\u00e9m tiveram seus direitos atacados pelo governador Eduardo Leite, que derrubou o decreto n\u00ba 51.959\/ 2014, o qual previa pol\u00edticas de garantia dos direitos das popula\u00e7\u00f5es atingidas e amea\u00e7adas por barragens. Frente ao desamparo do Estado e \u00e0 ofensiva do capital e do Governo Bolsonaro, que se utilizam da pandemia para &#8220;passar a boiada&#8221;, precisamos nos organizar e ir \u00e0 luta. Nesta 4\u00aa feira (28\/04), o TRF4 estar\u00e1 julgando &#8220;a vida das comunidades atingidas e do pr\u00f3prio rio Uruguai&#8221;, como diz Tereza Pessoa. #N\u00c3O\u00e0Garabi-Panambi! #Somostodosatingidos! Complexo Hidrel\u00e9trico Garabi-Panambi: para que e para quem? Infelizmente, uma boa parte do rio Uruguai j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais motivo de alegria para os balseiros eternizados na m\u00fasica missioneira de Barbosa Lessa e Cenair Maic\u00e1. 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