{"id":3137,"date":"2021-04-16T18:12:49","date_gmt":"2021-04-16T21:12:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=3137"},"modified":"2025-06-17T12:23:16","modified_gmt":"2025-06-17T15:23:16","slug":"em-live-de-lancamento-da-alianca-feminismo-popular-grupo-destaca-acoes-de-solidariedade-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=3137","title":{"rendered":"Em live de lan\u00e7amento da Alian\u00e7a Feminismo Popular, grupo destaca a\u00e7\u00f5es de solidariedade na pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Alian\u00e7a tamb\u00e9m chamou para as 24 horas de solidariedade feminista internacional por mais vacina, pelo direito \u00e0 sa\u00fade e contra as Transnacionais no dia 24 de abril<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><br \/>Representantes Amigos da Terra Brasil (ATBr), da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) participaram de um debate virtual veiculado pelo jornal Brasil de Fato na noite desta quarta-feira (14\/04) para falar sobre as a\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias organizadas pela Alian\u00e7a Feminismo Popular no Rio Grande do Sul. A articula\u00e7\u00e3o, formada desde o final de 2020 por MMM, MTST e ATBr, se organiza a partir do contexto de empobrecimento social e descaso estatal com as crises sist\u00eamicas que se aprofundam com a pandemia do coronav\u00edrus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">A alian\u00e7a se forma a partir do entendimento de que a organiza\u00e7\u00e3o popular \u00e9 a resposta para enfrentar as m\u00faltiplas crises que o sistema capitalista imp\u00f5e. Al\u00e9m da reflex\u00e3o de que \u00e9 preciso construir iniciativas emancipat\u00f3rias populares para buscar uma recupera\u00e7\u00e3o baseada na justi\u00e7a frente \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus, priorizando a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 fome.&nbsp;<\/p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">No \u00faltimo s\u00e1bado (10\/04), foram entregues cestas de alimentos a fam\u00edlias do Morro da Cruz e da Vila Nazar\u00e9 em Porto Alegre (RS). Mais de 130 fam\u00edlias foram beneficiadas com os alimentos adquiridos junto a pequenos agricultores do MPA e do MST (Movimento Sem Terra). Al\u00e9m de verduras e frutas agroecol\u00f3gicos doados pelos feirantes da Feira dos Agricultores Ecologistas de Porto Alegre.<br \/><br \/>A entrega das cestas integra uma das frentes priorit\u00e1rias da Alian\u00e7a Feminismo Popular, que \u00e9 o combate \u00e0 fome agravada, neste momento, pela crise econ\u00f4mica e a pandemia do Coronav\u00edrus. No entanto, as a\u00e7\u00f5es das mulheres v\u00e3o al\u00e9m. A articula\u00e7\u00e3o e a comunidade no Morro da Cruz est\u00e3o viabilizando um terreno no local para a constru\u00e7\u00e3o de hortas comunit\u00e1rias. Em parceria com a Alian\u00e7a, o MTST est\u00e1 reativando a cozinha coletiva na Ocupa\u00e7\u00e3o Povo Sem Medo e busca a amplia\u00e7\u00e3o deste trabalho relacionado \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o digna e saud\u00e1vel das comunidades perif\u00e9ricas com o lan\u00e7amento, em breve, de uma cozinha solid\u00e1ria em Porto Alegre. &#8220;Entendemos que o espa\u00e7o de uma cozinha e de uma horta coletivas, de reflex\u00e3o sobre a alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, traz uma pauta pol\u00edtica muito importante. As cozinhas, pra n\u00f3s, n\u00e3o s\u00e3o lugar simplesmente de entrega de marmita, mas de constru\u00e7\u00e3o do poder popular&#8221;, afirmou Karol Bitello, do MTST. <br \/><br \/>Outras formas de viabilizar o sustento das comunidades mais pobres visando uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, entre elas pol\u00edticas de governo como o retorno do PAA (Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos do governo federal) e uma renda emergencial justa neste per\u00edodo de pandemia do Coronav\u00edrus, tamb\u00e9m s\u00e3o lutas das mulheres da articula\u00e7\u00e3o. Juliana Motta, do MTST, relatou a situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria das 60 fam\u00edlias da Vila Nazar\u00e9, que resistem \u00e0 remo\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, por parte da prefeitura e da transnacional FRAPORT, para conjuntos habitacionais longe de suas moradias atuais junto ao aeroporto Salgado Filho. &#8220;A fome bate na porta das milhares de fam\u00edlias que passam fome. Se antes se sentiam abandonadas pelo Estado, agora j\u00e1 nem existem, o problema j\u00e1 foi solucionado, segundo eles&#8221;. Para pressionar as fam\u00edlias a deixarem a Vila Nazar\u00e9, a prefeitura j\u00e1 cortou a \u00e1gua e a luz, retirou unidades de sa\u00fade e escola e desativou os galp\u00f5es de reciclagem, fonte de renda para muitos, boa parte mulheres chefes de fam\u00edlia, que ali ainda moram.&nbsp;<\/p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Mesmo durante a pandemia a empresa e a prefeitura permaneceram for\u00e7ando as remo\u00e7\u00f5es na Nazar\u00e9. As viola\u00e7\u00f5es de direitos da Fraport e o abandono da prefeitura foram denunciadas pela Amigos da Terra Brasil no Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que solicitou o respeito aos termos da <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mdh\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2018\/outubro\/resolucao-para-garantia-de-direitos-humanos-em-situacoes-de-conflitos-por-terra-e-aprovada-pelo-conselho-nacional-dos-direitos-humanos\/copy_of_Resoluon10Resoluosobreconflitospossessriosruraiseurbanos.pdf\">Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 10, de 17 de outubro de 2018<\/a> e a \u201csuspens\u00e3o provis\u00f3ria da realiza\u00e7\u00e3o das audi\u00eancias conciliat\u00f3rias em centro de apoio at\u00e9 o t\u00e9rmino da crise sanit\u00e1ria de covid-19\u201d.<br \/><br \/>Por meio de a\u00e7\u00f5es conjuntas de solidariedade de classe entre campo e cidade, fortalecendo rela\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio justo e as pr\u00f3prias lutas das trabalhadoras e dos trabalhadores do campo e promovendo alimenta\u00e7\u00e3o digna e saud\u00e1vel na cidade,&nbsp; a Alian\u00e7a Feminismo Popular questiona a organiza\u00e7\u00e3o da nossa sociedade. &#8220;Acreditamos que a organiza\u00e7\u00e3o popular \u00e9 a \u00fanica resposta poss\u00edvel para enfrentar esta crise. Uma crise estrutural que tem sua origem num sistema desenhado para, a partir da acumula\u00e7\u00e3o do capital, ter como pilar e se reproduzir e se fortalecer com a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o&#8221;, afirmou Let\u00edcia Paranhos, da Amigos da Terra Brasil.<br \/><br \/><\/p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>24 horas de a\u00e7\u00e3o global em 24 de Abril: mulheres na luta por vacina, pelo direito \u00e0 sa\u00fade e contra Bolsonaro e o neoliberalismo<\/strong><strong><br \/><\/strong><strong><br \/><\/strong>No debate da noite desta \u00faltima quarta, as representantes das organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m falaram sobre a pr\u00f3xima agenda de luta da Alian\u00e7a Feminismo Popular em 24 de Abril. Mulheres de todo o mundo estar\u00e3o mobilizadas por 24h exigindo a quebra das patentes das vacinas, pelo direito \u00e0 sa\u00fade e contra as Transnacionais, que tanto exploram os trabalhadores e quebram os com\u00e9rcios locais.<br \/><br \/>O 24 de Abril se tornou um dia de luta desde 2013, quando 1.138 trabalhadoras e trabalhadores morreram e outros 2.500 ficaram feridos em decorr\u00eancia do desabamento de uma f\u00e1brica t\u00eaxtil em Bangladesh. Um dia antes o pr\u00e9dio tinha apresentado rachaduras e, mesmo assim, os patr\u00f5es obrigaram os trabalhadores a irem trabalhar. Cerca de 80% das pessoas que morreram eram mulheres. Cl\u00e1udia Prates, da MMM, ressaltou que at\u00e9 hoje n\u00e3o houve Justi\u00e7a para as v\u00edtimas e suas fam\u00edlias, e as corpora\u00e7\u00f5es prosseguem impunes e explorando cada vez mais as pessoas e a natureza. &#8220;A partir de 2013, a Marcha Mundial de Mulheres tomou este dia para fazer uma grande reflex\u00e3o e lutar contra a explora\u00e7\u00e3o das trabalhadoras e dos trabalhadores pelas transnacionais&#8221;, disse.<br \/><br \/>Neste ano, no Brasil, as 24h de Solidariedade e de A\u00e7\u00e3o Feminista Internacional foca ainda a sa\u00fade, a luta pela vacina e se coloca contra Bolsonaro. Tica Moreno, tamb\u00e9m da MMM, aponta que a pandemia escancarou o conflito do capital contra a vida. &#8220;A gente fica indignada com os empres\u00e1rios brasileiros aplaudindo o Bolsonaro e esta pol\u00edtica de morte e com o lucro das empresas transnacionais. A gente sabe que os donos do capital est\u00e3o lucrando com a pandemia e que este lucro s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com a explora\u00e7\u00e3o do trabalho e com este modelo de agroneg\u00f3cio que envenena e expulsa as pessoas de seus territ\u00f3rios, destruindo seus modos de vida&#8221;, criticou.<br \/><br \/>Uma quest\u00e3o central deste 24 de Abril, explicou Tica, \u00e9 a luta do Brasil e dos pa\u00edses pobres da parte Sul do mundo pelo direito \u00e0 sa\u00fade e acesso \u00e0s vacinas. Neste momento da pandemia, em que a distribui\u00e7\u00e3o da vacina est\u00e1 concentrada nos pa\u00edses ricos do Norte, \u00e9 fundamental quebrar as patentes das grandes farmac\u00eauticas a fim de baratear o custo dos medicamentos e da vacina aos pa\u00edses mais pobres e aumentar a produ\u00e7\u00e3o do imunizante contra o COVID-19. &#8220;Sabemos muito bem que quando n\u00e3o se tem sa\u00fade p\u00fablica, \u00e9 o trabalho e a energia das mulheres j\u00e1 sobrecarregadas [que \u00e9 afetado]. \u00c9 este cuidado que sustenta a vida frente a um Estado que n\u00e3o cuida e a um mercado totalmente explorador e violento. Esta \u00e9 uma luta feminista porque n\u00e3o tem como ter igualdade e justi\u00e7a, n\u00e3o tem como acabar com a opress\u00e3o das mulheres e com o racismo sem acabar com o capitalismo e com o poder das transnacionais&#8221;, disse ela.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alian\u00e7a tamb\u00e9m chamou para as 24 horas de solidariedade feminista internacional por mais vacina, pelo direito \u00e0 sa\u00fade e contra as Transnacionais no dia 24 de abril Representantes Amigos da Terra Brasil (ATBr), da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) participaram de um debate virtual veiculado pelo jornal Brasil de Fato na noite desta quarta-feira (14\/04) para falar sobre as a\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias organizadas pela Alian\u00e7a Feminismo Popular no Rio Grande do Sul. A articula\u00e7\u00e3o, formada desde o final de 2020 por MMM, MTST e ATBr, se organiza a partir do contexto de empobrecimento social e descaso estatal com as crises sist\u00eamicas que se aprofundam com a pandemia do coronav\u00edrus.&nbsp; A alian\u00e7a se forma a partir do entendimento de que a organiza\u00e7\u00e3o popular \u00e9 a resposta para enfrentar as m\u00faltiplas crises que o sistema capitalista imp\u00f5e. Al\u00e9m da reflex\u00e3o de que \u00e9 preciso construir iniciativas emancipat\u00f3rias populares para buscar uma recupera\u00e7\u00e3o baseada na justi\u00e7a frente \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus, priorizando a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 fome.&nbsp; No \u00faltimo s\u00e1bado (10\/04), foram entregues cestas de alimentos a fam\u00edlias do Morro da Cruz e da Vila Nazar\u00e9 em Porto Alegre (RS). Mais de 130 fam\u00edlias foram beneficiadas com os alimentos adquiridos junto a pequenos agricultores do MPA e do MST (Movimento Sem Terra). 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Uma crise estrutural que tem sua origem num sistema desenhado para, a partir da acumula\u00e7\u00e3o do capital, ter como pilar e se reproduzir e se fortalecer com a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o&#8221;, afirmou Let\u00edcia Paranhos, da Amigos da Terra Brasil. 24 horas de a\u00e7\u00e3o global em 24 de Abril: mulheres na luta por vacina, pelo direito \u00e0 sa\u00fade e contra Bolsonaro e o neoliberalismoNo debate da noite desta \u00faltima quarta, as representantes das organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m falaram sobre a pr\u00f3xima agenda de luta da Alian\u00e7a Feminismo Popular em 24 de Abril. Mulheres de todo o mundo estar\u00e3o mobilizadas por 24h exigindo a quebra das patentes das vacinas, pelo direito \u00e0 sa\u00fade e contra as Transnacionais, que tanto exploram os trabalhadores e quebram os com\u00e9rcios locais. 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