{"id":3078,"date":"2021-03-10T14:07:13","date_gmt":"2021-03-10T17:07:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=3078"},"modified":"2025-06-17T12:25:57","modified_gmt":"2025-06-17T15:25:57","slug":"elas-eram-realmente-destemidas-documentario-substantivo-feminino-resgata-o-pioneirismo-e-a-luta-das-ambientalistas-magda-renner-e-giselda-castro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=3078","title":{"rendered":"\u201cElas eram realmente destemidas\u201d: document\u00e1rio \u201cSubstantivo Feminino\u201d resgata o pioneirismo e a luta das ambientalistas Magda Renner e Giselda Castro"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:left\"><p style=\"text-align:justify\">Neste mar\u00e7o, m\u00eas de luta das mulheres internacionalmente, lembramos das hist\u00f3ricas militantes da Amigos da Terra Brasil. A organiza\u00e7\u00e3o tem sua trajet\u00f3ria calcada na milit\u00e2ncia das pioneiras da ecologia Magda Renner e Giselda Castro. As integrantes da Associa\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica Feminina Ga\u00facha (AFDG), que surgiu semanas antes do golpe militar de 1964 para \u201dpromover a cidadania atrav\u00e9s de programas educativos e projetos sociais, dirigidos \u00e0 mulher\u201d, transformaram radicalmente os objetivos iniciais da organiza\u00e7\u00e3o, conquistando primeiramente a sua autonomia enquanto mulheres no cen\u00e1rio pol\u00edtico da \u00e9poca, e atuando em diversos espa\u00e7os na busca por ampliar a participa\u00e7\u00e3o social das mulheres, em especial as perif\u00e9ricas.\u00a0<br \/><\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align:justify\">Magda Renner, que ingressou na ADFG em 1971, conta que quando assistiu a uma palestra de Jos\u00e9 Lutzenberger, que havia rec\u00e9m fundado a Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Agapan), compreendeu que os desafios para preserva\u00e7\u00e3o da vida neste planeta conectava as lutas at\u00e9 ali travadas e a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Com o compromisso de liderar a organiza\u00e7\u00e3o na linha de frente das causas ecol\u00f3gicas, da a\u00e7\u00e3o local ao global, Magda presidiu a organiza\u00e7\u00e3o de 1974 a 1998. Em 1983, ADFG foi convidada a filiar-se \u00e0 federa\u00e7\u00e3o Friends of the Earth, e alterou ent\u00e3o seu estatuto, admitindo homens no seu quadro social, e passou a construir o que hoje \u00e9 o N\u00facleo Amigos da Terra Brasil.<br \/><br \/>O document\u00e1rio \u201cSubstantivo Feminino\u201d mostra a trajet\u00f3ria das pioneiras da organiza\u00e7\u00e3o e foi dirigido pela jornalista Daniela Sallet em parceria com o cineasta Juan Zapata. No dia Internacional da Mulher, 8 de mar\u00e7o, foi disponibilizado no YouTube por 24 horas. A diretora do document\u00e1rio entende que a caminhada de Magda e Giselda s\u00e3o inspiradoras. \u201cAs duas mostraram que as mulheres podem tomar a frente, que \u00e9 poss\u00edvel estar em p\u00e9 de igualdade num ambiente masculino (como era o meio pol\u00edtico da \u00e9poca). Foram mulheres que trocaram o conforto dom\u00e9stico por uma luta que deve ser coletiva, que \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o. Foram mulheres solid\u00e1rias, que se apropriaram de sua condi\u00e7\u00e3o social\u00a0 e da pr\u00f3pria idade para abrir portas\u00a0 a outros militantes. Para a luta ambiental, ensinaram que ela deve estar acima dos interesses pol\u00edticos e partid\u00e1rios. Que preservar nossa grande casa Terra deve ser uma causa de todos, j\u00e1 que problemas ambientais n\u00e3o tem fronteiras\u201d.<br \/><\/p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Substantivo Feminino | Trailer Oficial  (2017)\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/V_WKFIh5y3M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align:justify\">L\u00facia Ortiz, atual presidenta da Amigos da Terra Brasil, v\u00ea Magda como um exemplo: \u201cTrazia sempre a consci\u00eancia do momento, da necessidade de levantar a voz contra hegem\u00f4nica das mulheres na luta pela ecologia.\u201d Ela continua: \u201cElas eram realmente destemidas, seja ao organizar manifesta\u00e7\u00f5es antinucleares em plena ditadura, seja em colocar o dedo na cara dos dirigentes do banco mundial pelas suas teorias econ\u00f4micas absolutamente desiguais e causantes das injusti\u00e7as sociais e ambientais que vemos hoje. Elas apontavam o que, hoje, chamamos de falsas solu\u00e7\u00f5es, que naquela \u00e9poca eram as promessas de crescimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel, a maquiagem verde, a responsabilidade social corporativa, &#8230;\u201d.&nbsp;<br \/><\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align:justify\">Para L\u00facia, o legado e o alcance que tiveram Magda e Giselda s\u00e3o preciosos. Elas conquistaram vit\u00f3rias que at\u00e9 hoje precisamos lutar para preservar, como a LEI Estadual N\u00ba 7.747, DE 22 DE DEZEMBRO DE 1982, uma das primeiras legisla\u00e7\u00f5es a tratar da proibi\u00e7\u00e3o do uso de agrot\u00f3xicos banidos em seus pa\u00edses de origem, a qual o atual governo ga\u00facho quer destruir atrav\u00e9s do <a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/2020\/12\/10\/carta-aberta-contra-o-pl260-2020-de-liberacao-de-agrotoxicos-no-rio-grande-do-sul\/\">PL 260\/2020<\/a>. \u201cN\u00f3s estamos falando de lutas intergeracionais, de que o ac\u00famulo dessas conquistas e aprendizados ficam para as gera\u00e7\u00f5es futuras. \u00c9 com esse olhar que essas mulheres guerreiras e pioneiras nos ensinaram que a gente tem de estar em luta ecol\u00f3gica permanentemente: no contexto dos ciclos da Terra e dos ciclos hist\u00f3ricos da pol\u00edtica\u201d, acrescenta.&nbsp;<br \/><\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align:justify\">Em entrevista de r\u00e1dio, no final dos anos 90, Magda j\u00e1 trazia o posicionamento questionador sobre o modelo econ\u00f4mico neoliberal liderado pelas empresas transnacionais baseado na produ\u00e7\u00e3o que, at\u00e9 hoje, n\u00e3o responde aos questionamentos fundamentais: \u201cprodu\u00e7\u00e3o do que, para quem e \u00e0s custas de quem?\u201d. Magda defendia ainda a import\u00e2ncia da articula\u00e7\u00e3o do conjunto dos movimentos sociais como forma de transforma\u00e7\u00e3o estrutural do modelo hegem\u00f4nico.<br \/><\/p><\/p>\n\n\n\n<p>Ou\u00e7a o trecho da entrevista de Magda Renner:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Magda-Renner.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align:justify\">Em 2017, o document\u00e1rio Substantivo Feminino recebeu Men\u00e7\u00e3o Honrosa na 6\u00ba Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, em S\u00e3o Paulo. E o Pr\u00eamio de Contribui\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3 no 32\u00baFestival de Cine Latinoamericano de Trieste, na It\u00e1lia. Realizado sem patroc\u00ednio, com recursos pr\u00f3prios dos realizadores, est\u00e1 disponibilizado na plataforma Mowies (<a href=\"http:\/\/www.mowies.com\">www.mowies.com<\/a>). Acompanhe nas nossas redes, o filme estar\u00e1 dispon\u00edvel para sess\u00e3o online, organizada pela Amigos da Terra Brasil, em breve a data ser\u00e1 divulgada..&nbsp; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste mar\u00e7o, m\u00eas de luta das mulheres internacionalmente, lembramos das hist\u00f3ricas militantes da Amigos da Terra Brasil. A organiza\u00e7\u00e3o tem sua trajet\u00f3ria calcada na milit\u00e2ncia das pioneiras da ecologia Magda Renner e Giselda Castro. As integrantes da Associa\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica Feminina Ga\u00facha (AFDG), que surgiu semanas antes do golpe militar de 1964 para \u201dpromover a cidadania atrav\u00e9s de programas educativos e projetos sociais, dirigidos \u00e0 mulher\u201d, transformaram radicalmente os objetivos iniciais da organiza\u00e7\u00e3o, conquistando primeiramente a sua autonomia enquanto mulheres no cen\u00e1rio pol\u00edtico da \u00e9poca, e atuando em diversos espa\u00e7os na busca por ampliar a participa\u00e7\u00e3o social das mulheres, em especial as perif\u00e9ricas.\u00a0 Magda Renner, que ingressou na ADFG em 1971, conta que quando assistiu a uma palestra de Jos\u00e9 Lutzenberger, que havia rec\u00e9m fundado a Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Agapan), compreendeu que os desafios para preserva\u00e7\u00e3o da vida neste planeta conectava as lutas at\u00e9 ali travadas e a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente. 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A diretora do document\u00e1rio entende que a caminhada de Magda e Giselda s\u00e3o inspiradoras. \u201cAs duas mostraram que as mulheres podem tomar a frente, que \u00e9 poss\u00edvel estar em p\u00e9 de igualdade num ambiente masculino (como era o meio pol\u00edtico da \u00e9poca). Foram mulheres que trocaram o conforto dom\u00e9stico por uma luta que deve ser coletiva, que \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o. Foram mulheres solid\u00e1rias, que se apropriaram de sua condi\u00e7\u00e3o social\u00a0 e da pr\u00f3pria idade para abrir portas\u00a0 a outros militantes. Para a luta ambiental, ensinaram que ela deve estar acima dos interesses pol\u00edticos e partid\u00e1rios. Que preservar nossa grande casa Terra deve ser uma causa de todos, j\u00e1 que problemas ambientais n\u00e3o tem fronteiras\u201d. L\u00facia Ortiz, atual presidenta da Amigos da Terra Brasil, v\u00ea Magda como um exemplo: \u201cTrazia sempre a consci\u00eancia do momento, da necessidade de levantar a voz contra hegem\u00f4nica das mulheres na luta pela ecologia.\u201d Ela continua: \u201cElas eram realmente destemidas, seja ao organizar manifesta\u00e7\u00f5es antinucleares em plena ditadura, seja em colocar o dedo na cara dos dirigentes do banco mundial pelas suas teorias econ\u00f4micas absolutamente desiguais e causantes das injusti\u00e7as sociais e ambientais que vemos hoje. Elas apontavam o que, hoje, chamamos de falsas solu\u00e7\u00f5es, que naquela \u00e9poca eram as promessas de crescimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel, a maquiagem verde, a responsabilidade social corporativa, &#8230;\u201d.&nbsp; Para L\u00facia, o legado e o alcance que tiveram Magda e Giselda s\u00e3o preciosos. 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