{"id":3064,"date":"2021-03-03T17:27:18","date_gmt":"2021-03-03T20:27:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=3064"},"modified":"2025-06-17T12:26:20","modified_gmt":"2025-06-17T15:26:20","slug":"5-anos-do-assassinato-de-berta-caceres-somamos-forca-ao-pedido-de-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=3064","title":{"rendered":"5 anos do assassinato de Berta C\u00e1ceres: somamos for\u00e7a ao pedido de justi\u00e7a!"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Berta C\u00e1ceres estava na linha de frente de oposi\u00e7\u00e3o ao projeto hidrel\u00e9trico Agua Zarca e foi assassinada em 2 de mar\u00e7o de 2016 <\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">H\u00e1 cinco anos Berta C\u00e1ceres foi assassinada a tiros em sua casa, em Honduras. Berta era cofundadora e coordenadora do Conselho C\u00edvico de Organiza\u00e7\u00f5es Populares e Ind\u00edgenas de Honduras (<a href=\"https:\/\/copinh.org\/\">COPINH<\/a>). A ativista de 44 anos, era m\u00e3e de quatro filhos e reconhecida internacionalmente com o Pr\u00eamio Goldman de Meio Ambiente, de 2015, por liderar uma campanha de resist\u00eancia contra a constru\u00e7\u00e3o de uma barragem hidrel\u00e9trica em territ\u00f3rio ind\u00edgena por uma empresa privada de energia, a Desarrollos Energ\u00e9ticos Sociedad An\u00f3nima (DESA), a empresa pertencia e era administrada por uma das fam\u00edlias mais poderosas de Honduras, os Atala Zablahs. Ap\u00f3s o golpe de Estado sofrido no pa\u00eds em 2009, Berta alcan\u00e7ou proje\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m por sua lideran\u00e7a na articula\u00e7\u00e3o do movimento de refunda\u00e7\u00e3o hondurenho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"577\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200302-3382-1jh6603-1024x577.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3066\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200302-3382-1jh6603-1024x577.jpg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200302-3382-1jh6603-300x169.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200302-3382-1jh6603-768x433.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200302-3382-1jh6603-500x282.jpg 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200302-3382-1jh6603-800x451.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200302-3382-1jh6603.jpg 1100w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption> Berta C\u00e1ceres nas margens do Rio Gualcarque, regi\u00e3o oeste de Honduras. Foto: Goldman Environmental Prize <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Em julho de 2013, O Conselho Civil Popular de Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas de Honduras (COPINH), liderado por Berta C\u00e1ceres Flores, protestou contra a constru\u00e7\u00e3o de uma barragem hidroel\u00e9trica no Rio Gualcarque, considerado sagrado pela comunidade ind\u00edgena Lenca. A pedido da DESA, o ex\u00e9rcito hondurenho protegia o local. Os soldados abriram fogo contra os manifestantes, e mataram Tom\u00e1s Garcia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Tr\u00eas anos depois, no dia 2 de mar\u00e7o, atiradores invadiram a casa de Berta C\u00e1ceres e a assassinaram.&nbsp; Provas, incluindo conversas de whatsapp identificam di\u00e1logos entre os executivos de alto escal\u00e3o da empresa, membros da fam\u00edlia Atala Zablah, com o ex-diretor de seguran\u00e7a da DESA, que coordenava o chefe dos assassinos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">David Roberto Castillo Mej\u00eda, presidente de Desa, foi preso no segundo ano ap\u00f3s o assassinato, indiciado como o \u201cautor intelectual\u201d. Ele segue alegando sua inoc\u00eancia. Em uma das passagens do julgamento, o tribunal identificou que os executivos da DESA planejaram a morte de Berta por conta de sua luta, contudo, os apontamentos do tribunal ocorreram sem nomear quem era esses executivos, sem intim\u00e1-los a depor. At\u00e9 agora nenhum dos gestores foi responsabilizado pelo envolvimento no assassinato de Berta. J\u00e1 um grupo de sete assassinos, que inclu\u00eda dois ex-empregados da DESA, foi condenado em novembro de 2018, e, em 2 de dezembro de 2019, os sete assassinos receberam penas que variavam entre 30 e 50 anos de pris\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">As condena\u00e7\u00f5es e senten\u00e7as posteriores foram recebidas como uma vit\u00f3ria parcial. A busca por justi\u00e7a passa por levar a julgamento os autores intelectuais do assassinato de Berta. E quanto a isso, a Justi\u00e7a hondurenha est\u00e1 em d\u00edvida, apenas David Castillo foi anunciado como autor do crime e seu julgamento deve iniciar em 6 de abril.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Sem um sistema de justi\u00e7a que puna aos poderosos com a mesma sanha que imp\u00f5e aos de baixo, a lei do mais forte perseverar\u00e1 entre as corpora\u00e7\u00f5es rasgando constitui\u00e7\u00f5es e esmagando direitos. Enquanto a impunidade corporativa \u00e9 perpetuada, ativistas de direitos humanos e ambientais seguem sendo mortos por proteger a natureza e os direitos dos povos e seus territ\u00f3rios. A aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o que defina os deveres das empresas e de institui\u00e7\u00f5es financeiras e que garanta o acesso \u00e0 justi\u00e7a para as comunidades afetadas por viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos causadas por crimes&nbsp; corporativos&nbsp; tem produzido graves lacunas de responsabilidade, permitindo que as empresas operem e lucrem em pa\u00edses onde as leis que garantem os direitos humanos ou as normas ambientais n\u00e3o existem ou n\u00e3o s\u00e3o devidamente cumpridas. Enquanto n\u00e3o houver regras vinculantes a n\u00edvel internacional, as empresas podem continuar a perpetuar as viola\u00e7\u00f5es de&nbsp; direitos humanos em um ciclo de impunidade.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200201-29235-14vje0t.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3065\" width=\"336\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200201-29235-14vje0t.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200201-29235-14vje0t-300x200.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200201-29235-14vje0t-768x511.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image_processing20200201-29235-14vje0t-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><figcaption>Membros da COPINH e de organiza\u00e7\u00f5es ao redor do mundo se solidarizam com a luta por justi\u00e7a para Berta. (Photo by Orlando SIERRA \/ AFP)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Nesse sentido, defendemos mais uma vez a necessidade de um tratado juridicamente&nbsp; vinculante na ONU sobre empresas transnacionais em mat\u00e9ria de direitos humanos para, enfim, p\u00f4r fim ao sistema de impunidade perante as viola\u00e7\u00f5es&nbsp; internacionais de direitos humanos. (Leia mais na publica\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas \u201c<a href=\"https:\/\/www.foei.org\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/09-FoEE-Berta-Caceres-ENG-mr-2.pdf\">Death by impunity: Berta C\u00e1ceres and Agua Zarca<\/a>\u201d).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">No contexto atual, em que as os ataques aos direitos dos povos se aprofundam e que as popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias das Am\u00e9ricas est\u00e3o entre os mais afetados pela neglig\u00eancia dos governos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pandemia de COVID-19, \u00e9 um acalanto ver a for\u00e7a popular articulada em solidariedade internacionalista pedindo por JUSTI\u00c7A PARA BERTA! Relembrar a trajet\u00f3ria de luta de uma mulher ind\u00edgena, do povo Lenca, em Honduras, revigora nossa resist\u00eancia e nossa luta por um modelo de sociedade solid\u00e1rio e anticapitalista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Mesmo n\u00e3o estando mais conosco, Berta C\u00e1ceres nos ensina a n\u00e3o calar diante dos desmandos e seguirmos firmes lutando pelos direitos dos povos em Honduras e ao redor do mundo. Berta ousou desafiar o machismo das corpora\u00e7\u00f5es, das pol\u00edcias e do Estado. Deixou um legado da multiplica\u00e7\u00e3o de sua voz e a pot\u00eancia daqueles que n\u00e3o aceitam injusti\u00e7as. Em Honduras, ou no Brasil, seguiremos lutando por Justi\u00e7a para Berta, para Nicinha, para Marielle Franco!<br \/><\/p>\n\n\n\n<p>Sem Justi\u00e7a n\u00e3o h\u00e1 caso encerrado!<\/p>\n\n\n\n<p>Berta, presente!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Berta C\u00e1ceres estava na linha de frente de oposi\u00e7\u00e3o ao projeto hidrel\u00e9trico Agua Zarca e foi assassinada em 2 de mar\u00e7o de 2016 H\u00e1 cinco anos Berta C\u00e1ceres foi assassinada a tiros em sua casa, em Honduras. Berta era cofundadora e coordenadora do Conselho C\u00edvico de Organiza\u00e7\u00f5es Populares e Ind\u00edgenas de Honduras (COPINH). A ativista de 44 anos, era m\u00e3e de quatro filhos e reconhecida internacionalmente com o Pr\u00eamio Goldman de Meio Ambiente, de 2015, por liderar uma campanha de resist\u00eancia contra a constru\u00e7\u00e3o de uma barragem hidrel\u00e9trica em territ\u00f3rio ind\u00edgena por uma empresa privada de energia, a Desarrollos Energ\u00e9ticos Sociedad An\u00f3nima (DESA), a empresa pertencia e era administrada por uma das fam\u00edlias mais poderosas de Honduras, os Atala Zablahs. Ap\u00f3s o golpe de Estado sofrido no pa\u00eds em 2009, Berta alcan\u00e7ou proje\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m por sua lideran\u00e7a na articula\u00e7\u00e3o do movimento de refunda\u00e7\u00e3o hondurenho. Em julho de 2013, O Conselho Civil Popular de Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas de Honduras (COPINH), liderado por Berta C\u00e1ceres Flores, protestou contra a constru\u00e7\u00e3o de uma barragem hidroel\u00e9trica no Rio Gualcarque, considerado sagrado pela comunidade ind\u00edgena Lenca. A pedido da DESA, o ex\u00e9rcito hondurenho protegia o local. Os soldados abriram fogo contra os manifestantes, e mataram Tom\u00e1s Garcia.&nbsp; Tr\u00eas anos depois, no dia 2 de mar\u00e7o, atiradores invadiram a casa de Berta C\u00e1ceres e a assassinaram.&nbsp; Provas, incluindo conversas de whatsapp identificam di\u00e1logos entre os executivos de alto escal\u00e3o da empresa, membros da fam\u00edlia Atala Zablah, com o ex-diretor de seguran\u00e7a da DESA, que coordenava o chefe dos assassinos.&nbsp; David Roberto Castillo Mej\u00eda, presidente de Desa, foi preso no segundo ano ap\u00f3s o assassinato, indiciado como o \u201cautor intelectual\u201d. Ele segue alegando sua inoc\u00eancia. Em uma das passagens do julgamento, o tribunal identificou que os executivos da DESA planejaram a morte de Berta por conta de sua luta, contudo, os apontamentos do tribunal ocorreram sem nomear quem era esses executivos, sem intim\u00e1-los a depor. At\u00e9 agora nenhum dos gestores foi responsabilizado pelo envolvimento no assassinato de Berta. J\u00e1 um grupo de sete assassinos, que inclu\u00eda dois ex-empregados da DESA, foi condenado em novembro de 2018, e, em 2 de dezembro de 2019, os sete assassinos receberam penas que variavam entre 30 e 50 anos de pris\u00e3o.&nbsp; As condena\u00e7\u00f5es e senten\u00e7as posteriores foram recebidas como uma vit\u00f3ria parcial. A busca por justi\u00e7a passa por levar a julgamento os autores intelectuais do assassinato de Berta. E quanto a isso, a Justi\u00e7a hondurenha est\u00e1 em d\u00edvida, apenas David Castillo foi anunciado como autor do crime e seu julgamento deve iniciar em 6 de abril. Sem um sistema de justi\u00e7a que puna aos poderosos com a mesma sanha que imp\u00f5e aos de baixo, a lei do mais forte perseverar\u00e1 entre as corpora\u00e7\u00f5es rasgando constitui\u00e7\u00f5es e esmagando direitos. Enquanto a impunidade corporativa \u00e9 perpetuada, ativistas de direitos humanos e ambientais seguem sendo mortos por proteger a natureza e os direitos dos povos e seus territ\u00f3rios. A aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o que defina os deveres das empresas e de institui\u00e7\u00f5es financeiras e que garanta o acesso \u00e0 justi\u00e7a para as comunidades afetadas por viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos causadas por crimes&nbsp; corporativos&nbsp; tem produzido graves lacunas de responsabilidade, permitindo que as empresas operem e lucrem em pa\u00edses onde as leis que garantem os direitos humanos ou as normas ambientais n\u00e3o existem ou n\u00e3o s\u00e3o devidamente cumpridas. Enquanto n\u00e3o houver regras vinculantes a n\u00edvel internacional, as empresas podem continuar a perpetuar as viola\u00e7\u00f5es de&nbsp; direitos humanos em um ciclo de impunidade. Nesse sentido, defendemos mais uma vez a necessidade de um tratado juridicamente&nbsp; vinculante na ONU sobre empresas transnacionais em mat\u00e9ria de direitos humanos para, enfim, p\u00f4r fim ao sistema de impunidade perante as viola\u00e7\u00f5es&nbsp; internacionais de direitos humanos. (Leia mais na publica\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas \u201cDeath by impunity: Berta C\u00e1ceres and Agua Zarca\u201d).&nbsp; No contexto atual, em que as os ataques aos direitos dos povos se aprofundam e que as popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias das Am\u00e9ricas est\u00e3o entre os mais afetados pela neglig\u00eancia dos governos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pandemia de COVID-19, \u00e9 um acalanto ver a for\u00e7a popular articulada em solidariedade internacionalista pedindo por JUSTI\u00c7A PARA BERTA! Relembrar a trajet\u00f3ria de luta de uma mulher ind\u00edgena, do povo Lenca, em Honduras, revigora nossa resist\u00eancia e nossa luta por um modelo de sociedade solid\u00e1rio e anticapitalista.&nbsp; Mesmo n\u00e3o estando mais conosco, Berta C\u00e1ceres nos ensina a n\u00e3o calar diante dos desmandos e seguirmos firmes lutando pelos direitos dos povos em Honduras e ao redor do mundo. Berta ousou desafiar o machismo das corpora\u00e7\u00f5es, das pol\u00edcias e do Estado. Deixou um legado da multiplica\u00e7\u00e3o de sua voz e a pot\u00eancia daqueles que n\u00e3o aceitam injusti\u00e7as. Em Honduras, ou no Brasil, seguiremos lutando por Justi\u00e7a para Berta, para Nicinha, para Marielle Franco! Sem Justi\u00e7a n\u00e3o h\u00e1 caso encerrado! 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