{"id":1958,"date":"2020-01-30T09:37:59","date_gmt":"2020-01-30T12:37:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=1958"},"modified":"2025-06-17T15:43:40","modified_gmt":"2025-06-17T18:43:40","slug":"guaranis-sofrem-ataque-de-intimidacao-enquanto-eia-rima-da-mina-guaiba-e-questionado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=1958","title":{"rendered":"Guarani sofrem ataque de intimida\u00e7\u00e3o enquanto EIA-RIMA da Mina Gua\u00edba \u00e9 questionado"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/05122019_0013__49179755146_o-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1961\" width=\"256\" height=\"170\"\/><figcaption>Foto: Heitor Jardim\/Amigos da Terra Brasil<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p align=\"justify\">  Em um mesmo final de semana de setembro, tr\u00eas aldeias guarani foram atacadas no Rio Grande do Sul. Uma delas foi a Aldeia Guajayvi, localizada no mun\u00edcipio de Charquedas, a 50 km de Porto Alegre e a tr\u00eas km de onde a empresa Copelmi pretende instalar a Mina Gua\u00edba, empreendimento de minera\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o a c\u00e9u aberto e que est\u00e1 sofrendo forte resist\u00eancia da comunidade do estado. No come\u00e7o de dezembro, fomos escutar o Cacique Cl\u00e1udio Acosta, 51 anos, sobre as amea\u00e7as, que aconteceram simultaneamente a uma investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal sobre irregularidades no licenciamento ambiental do empreendimento. Segundo o relato do Cacique Cl\u00e1udio Acosta, foram tr\u00eas dias de tens\u00e3o, sexta (13), s\u00e1bado (14) e domingo (15). Em uma sexta-feira, chegou na porteira um carro branco, que ficou estacionado por 20 minutos, tirando fotos, filmando. No dia seguinte, um carro vermelho, com dois homens diferentes. Dessa vez, com armas, exibidas na cintura. \u201cFalaram que tinham ordem de que se fiz\u00e9ssemos qualquer movimento estranho era para atirar e matar\u201d, relata Cl\u00e1udio. No domingo, um terceiro carro, com homens que filmaram os \u00ednd\u00edgenas da cerca. \u201cTentamos fotografar, mas temos medo\u201d, admite. O Cacique Cl\u00e1udio Acosta registrou boletim de ocorr\u00eancia na 17\u00aa Delegacia de pol\u00edcia Regional do Interior e protocoulou, em Charqueadas, junto ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, um pedido para que as autoridades da regi\u00e3o proteja sua vida e a de outros integrantes da aldeia Guajayvi. <\/p>\n\n\n\n<figure><figure><figure><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ddNZFoGoCx4\" allowfullscreen=\"\" width=\"560\" height=\"315\"><\/iframe><\/figure><\/figure><\/figure>\n\n\n\n<p align=\"justify\">    Em 2013, com tr\u00eas fam\u00edlias, os guarani retomaram estas terras atrav\u00e9s de uma concess\u00e3o do estado do Rio Grande do Sul. O terreno era usado pela Companhia Estadual de Energia El\u00e9trica (CEEE) para planta\u00e7\u00e3o de eucaliptos e confecc\u00e7\u00e3o de postes de luz. Hoje \u00e9 usufruto guarani, que j\u00e1 plantaram mais de 2 mil mudas nativas na regi\u00e3o e acompanham o ressurgimento da mata. No meio dos eucaliptos, resistiu uma \u00e1rvore Guajuvira, que d\u00e1 nome \u00e0 aldeia e \u00e9 usada pelos ind\u00edgenas no artesanato e na medicina. Neste per\u00edodo de sete anos, nunca tinham vivido um incidente semelhante ao final de semana de ataques. \u201cNesse tempo que estamos aqui ningu\u00e9m foi parar no hospital. Ent\u00e3o a gente v\u00ea que espiritualmente \u00e9 uma \u00e1rea boa\u201d. No entanto, atualmente, o cacique Cl\u00e1udio Acosta est\u00e1 receoso: \u201ceu j\u00e1 n\u00e3o saio mais para a cidade de Charqueadas com medo\u201d.<br \/>     O ataque aos mbya guarani da aldeia Guajyvi aconteceu em um momento de forte contesta\u00e7\u00e3o do Estudo de Impacto Ambiental produzido pela empresa Copelmi. Ap\u00f3s o ataque, no dia 23 de setembro, o <a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/opiniaopublica\/2019\/09\/nota-sobre-os-ataques-as-aldeias-guarani-por-comite-de-combate-a-megamineracao-no-rs\/\">Comit\u00ea de Combate \u00e0 Megaminera\u00e7\u00e3o no RS lan\u00e7ou uma nota de rep\u00fadio ao incidente e em solidariedade aos guaranis<\/a>. \u201cAldeia pode estar sendo vista como uma amea\u00e7a \u00e0 instala\u00e7\u00e3o do projeto Mina Gua\u00edba, uma vez que sua presen\u00e7a torna flagrante o fato de a empresa Copelmi n\u00e3o ter realizado em seus Estudos de Impacto Ambiental (EIA) o chamado Componente Ind\u00edgena, desrespeitando a Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), ao n\u00e3o realizar consulta pr\u00e9via \u00e0 esta Aldeia e \u00e0 outros territ\u00f3rios ind\u00edgenas do entorno, bem como ao n\u00e3o avaliar os impactos socioambientais e de sa\u00fade \u00e0 estas comunidades, quest\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o sendo acompanhadas por inqu\u00e9rito do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal\u201d. <br \/>     O artigo \u201cAs aldeias Guajayvi e Pekuruty e suas invisibilidades no EIA-RIMA\u201d, produzido por Guilherme Dal Sasso e Lorena Fleury e exposto no Painel dos Especialistas, mostra que h\u00e1 pelo menos duas aldeias na \u00c1rea de Influ\u00eancia Direta do empreendimento, sem que essas tenham sido consultadas nos estudos produzidos pela Copelmi. O texto traz elementos, como a exist\u00eancia de 37 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos na regi\u00e3o, que evidenciam a presen\u00e7a ind\u00edgena h\u00e1 pelo menos 600 anos na regi\u00e3o. <br \/>     Nos dias 2 a 4 de outubro, a comunidade guarani da aldeia Guajayvi se reuniu com o Conselho Mission\u00e1rio Indigenista para criar estrat\u00e9gias de aumento da seguran\u00e7a e tamb\u00e9m para cobrar do poder p\u00fablico a execu\u00e7\u00e3o de Audi\u00eancias P\u00fablicas sobre a Mina Gua\u00edba dentro das comunidades ind\u00edgenas. <br \/>     Quando visitamos a aldeia, no dia 5 de dezembro, havia dois dias que o Ministerio P\u00fablico tinha ligado para o Cacique Cl\u00e1udio Acosta questionando sobre a Mina Gua\u00edba. No dia 17 de dezembro, o <a href=\"https:\/\/www.extraclasse.org.br\/ambiente\/2019\/12\/mpf-recomenda-a-justica-a-suspensao-do-licenciamento-da-mina-guaiba\/\">Minist\u00e9rio P\u00fablico manifestou-se favor\u00e1vel a uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica que pede \u00e0 Justi\u00e7a Federal a suspens\u00e3o do processo de licenciamento da mina<\/a> alegando justamente que a Copelmi n\u00e3o respeitou a Conven\u00e7\u00e3o 169. A Justi\u00e7a Federal ainda n\u00e3o julgou a a\u00e7\u00e3o.    <br \/>     A Copelmi n\u00e3o consultou a comunidade guarani porque a resist\u00eancia \u00e9 \u00f3bvia. \u201cA mina vai trazer muita doen\u00e7a, espirtualmente e no corpo\u201d, defende o cacique. \u201cFicamos preocupados em geral porque est\u00e1 acontecendo muita coisa no mundo, terremoto, cidades alagadas. O ser humano n\u00e3o se d\u00e1 conta porque est\u00e1 acontecendo isso a\u00ed. Mas a\u00ed chega esse projeto da mina que vai furar n\u00e3o sei quantos metros para baixo. Daqui a alguns anos vai faltar um peda\u00e7o de terra, e isso nos preocupa\u201d. <br \/>     O ataque \u00e0 aldeia Guajayvi aconteceu no mesmo final de semana em que outras duas comunidades mbya guarani foram atacadas, a aldeia Yjer\u00ea, na Ponta do Arado, em Porto Alegre, e a Aldeia Yy Pur\u00e1, no munic\u00edpio de Terra de Areia. O Amigos da Terra Brasil registrou o depoimento das lideran\u00e7as das tr\u00eas comunidades, pois acreditamos que os incidentes s\u00e3o movimentos articulados de ofensiva crescente contra os povos origin\u00e1rios do nosso pa\u00eds, muitas  vezes com megacorpora\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/05122019_0020__49179743866_o-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1962\"\/><figcaption>Foto: Heitor Jardim\/Amigos da Terra Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Veja mais:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/2019\/11\/13\/homens-se-dizendo-policiais-ameacam-guraranis-da-retomada-em-terra-de-areia\/\">Homens se dizendo policiais amea\u00e7am Guraranis da retomada em Terra de Areia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/2019\/10\/09\/os-ataques-seguem-aos-mbya-guaranis-da-ponta-do-arado\/\">Os ataques seguem aos Mbya Guaranis da Ponta do Arado<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um mesmo final de semana de setembro, tr\u00eas aldeias guarani foram atacadas no Rio Grande do Sul. Uma delas foi a Aldeia Guajayvi, localizada no mun\u00edcipio de Charquedas, a 50 km de Porto Alegre e a tr\u00eas km de onde a empresa Copelmi pretende instalar a Mina Gua\u00edba, empreendimento de minera\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o a c\u00e9u aberto e que est\u00e1 sofrendo forte resist\u00eancia da comunidade do estado. No come\u00e7o de dezembro, fomos escutar o Cacique Cl\u00e1udio Acosta, 51 anos, sobre as amea\u00e7as, que aconteceram simultaneamente a uma investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal sobre irregularidades no licenciamento ambiental do empreendimento. Segundo o relato do Cacique Cl\u00e1udio Acosta, foram tr\u00eas dias de tens\u00e3o, sexta (13), s\u00e1bado (14) e domingo (15). Em uma sexta-feira, chegou na porteira um carro branco, que ficou estacionado por 20 minutos, tirando fotos, filmando. No dia seguinte, um carro vermelho, com dois homens diferentes. Dessa vez, com armas, exibidas na cintura. \u201cFalaram que tinham ordem de que se fiz\u00e9ssemos qualquer movimento estranho era para atirar e matar\u201d, relata Cl\u00e1udio. No domingo, um terceiro carro, com homens que filmaram os \u00ednd\u00edgenas da cerca. \u201cTentamos fotografar, mas temos medo\u201d, admite. O Cacique Cl\u00e1udio Acosta registrou boletim de ocorr\u00eancia na 17\u00aa Delegacia de pol\u00edcia Regional do Interior e protocoulou, em Charqueadas, junto ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, um pedido para que as autoridades da regi\u00e3o proteja sua vida e a de outros integrantes da aldeia Guajayvi. Em 2013, com tr\u00eas fam\u00edlias, os guarani retomaram estas terras atrav\u00e9s de uma concess\u00e3o do estado do Rio Grande do Sul. O terreno era usado pela Companhia Estadual de Energia El\u00e9trica (CEEE) para planta\u00e7\u00e3o de eucaliptos e confecc\u00e7\u00e3o de postes de luz. Hoje \u00e9 usufruto guarani, que j\u00e1 plantaram mais de 2 mil mudas nativas na regi\u00e3o e acompanham o ressurgimento da mata. No meio dos eucaliptos, resistiu uma \u00e1rvore Guajuvira, que d\u00e1 nome \u00e0 aldeia e \u00e9 usada pelos ind\u00edgenas no artesanato e na medicina. Neste per\u00edodo de sete anos, nunca tinham vivido um incidente semelhante ao final de semana de ataques. \u201cNesse tempo que estamos aqui ningu\u00e9m foi parar no hospital. Ent\u00e3o a gente v\u00ea que espiritualmente \u00e9 uma \u00e1rea boa\u201d. No entanto, atualmente, o cacique Cl\u00e1udio Acosta est\u00e1 receoso: \u201ceu j\u00e1 n\u00e3o saio mais para a cidade de Charqueadas com medo\u201d. O ataque aos mbya guarani da aldeia Guajyvi aconteceu em um momento de forte contesta\u00e7\u00e3o do Estudo de Impacto Ambiental produzido pela empresa Copelmi. Ap\u00f3s o ataque, no dia 23 de setembro, o Comit\u00ea de Combate \u00e0 Megaminera\u00e7\u00e3o no RS lan\u00e7ou uma nota de rep\u00fadio ao incidente e em solidariedade aos guaranis. \u201cAldeia pode estar sendo vista como uma amea\u00e7a \u00e0 instala\u00e7\u00e3o do projeto Mina Gua\u00edba, uma vez que sua presen\u00e7a torna flagrante o fato de a empresa Copelmi n\u00e3o ter realizado em seus Estudos de Impacto Ambiental (EIA) o chamado Componente Ind\u00edgena, desrespeitando a Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), ao n\u00e3o realizar consulta pr\u00e9via \u00e0 esta Aldeia e \u00e0 outros territ\u00f3rios ind\u00edgenas do entorno, bem como ao n\u00e3o avaliar os impactos socioambientais e de sa\u00fade \u00e0 estas comunidades, quest\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o sendo acompanhadas por inqu\u00e9rito do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal\u201d. O artigo \u201cAs aldeias Guajayvi e Pekuruty e suas invisibilidades no EIA-RIMA\u201d, produzido por Guilherme Dal Sasso e Lorena Fleury e exposto no Painel dos Especialistas, mostra que h\u00e1 pelo menos duas aldeias na \u00c1rea de Influ\u00eancia Direta do empreendimento, sem que essas tenham sido consultadas nos estudos produzidos pela Copelmi. O texto traz elementos, como a exist\u00eancia de 37 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos na regi\u00e3o, que evidenciam a presen\u00e7a ind\u00edgena h\u00e1 pelo menos 600 anos na regi\u00e3o. Nos dias 2 a 4 de outubro, a comunidade guarani da aldeia Guajayvi se reuniu com o Conselho Mission\u00e1rio Indigenista para criar estrat\u00e9gias de aumento da seguran\u00e7a e tamb\u00e9m para cobrar do poder p\u00fablico a execu\u00e7\u00e3o de Audi\u00eancias P\u00fablicas sobre a Mina Gua\u00edba dentro das comunidades ind\u00edgenas. Quando visitamos a aldeia, no dia 5 de dezembro, havia dois dias que o Ministerio P\u00fablico tinha ligado para o Cacique Cl\u00e1udio Acosta questionando sobre a Mina Gua\u00edba. No dia 17 de dezembro, o Minist\u00e9rio P\u00fablico manifestou-se favor\u00e1vel a uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica que pede \u00e0 Justi\u00e7a Federal a suspens\u00e3o do processo de licenciamento da mina alegando justamente que a Copelmi n\u00e3o respeitou a Conven\u00e7\u00e3o 169. A Justi\u00e7a Federal ainda n\u00e3o julgou a a\u00e7\u00e3o. A Copelmi n\u00e3o consultou a comunidade guarani porque a resist\u00eancia \u00e9 \u00f3bvia. \u201cA mina vai trazer muita doen\u00e7a, espirtualmente e no corpo\u201d, defende o cacique. \u201cFicamos preocupados em geral porque est\u00e1 acontecendo muita coisa no mundo, terremoto, cidades alagadas. O ser humano n\u00e3o se d\u00e1 conta porque est\u00e1 acontecendo isso a\u00ed. Mas a\u00ed chega esse projeto da mina que vai furar n\u00e3o sei quantos metros para baixo. Daqui a alguns anos vai faltar um peda\u00e7o de terra, e isso nos preocupa\u201d. O ataque \u00e0 aldeia Guajayvi aconteceu no mesmo final de semana em que outras duas comunidades mbya guarani foram atacadas, a aldeia Yjer\u00ea, na Ponta do Arado, em Porto Alegre, e a Aldeia Yy Pur\u00e1, no munic\u00edpio de Terra de Areia. O Amigos da Terra Brasil registrou o depoimento das lideran\u00e7as das tr\u00eas comunidades, pois acreditamos que os incidentes s\u00e3o movimentos articulados de ofensiva crescente contra os povos origin\u00e1rios do nosso pa\u00eds, muitas vezes com megacorpora\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s. Veja mais: Homens se dizendo policiais amea\u00e7am Guraranis da retomada em Terra de Areia Os ataques seguem aos Mbya Guaranis da Ponta do Arado<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1963,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1836,600,602,1835],"tags":[],"class_list":["post-1958","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agua-e-mineracao","category-antirracismo","category-justica-ambiental-nas-cidades","category-saeb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1958"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1958\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9870,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1958\/revisions\/9870"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1963"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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