{"id":1732,"date":"2019-11-19T13:00:30","date_gmt":"2019-11-19T16:00:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=1732"},"modified":"2025-06-17T15:44:39","modified_gmt":"2025-06-17T18:44:39","slug":"la-onde-o-sol-se-poe-mais-longe-o-pampa-resiste-ao-projeto-fosfato-da-empresa-aguia-fertilizantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=1732","title":{"rendered":"L\u00e1 onde o sol se p\u00f5e mais longe: o Pampa resiste ao Projeto Fosfato, da empresa \u00c1guia Fertilizantes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Planejado entre Lavras do Sul e Dom Pedrito, projeto prev\u00ea constru\u00e7\u00e3o de barragem duas vezes maior que a de Brumadinho (MG). Em caso de ruptura, rejeitos atingiriam Ros\u00e1rio do Sul, inclusive a Praia de Areias Brancas, e poderiam chegar at\u00e9 mesmo ao Uruguai.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desinforma\u00e7\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o: assim age a \u00c1guia Fertilizantes a respeito do seu Projeto Fosfato, que pretende instalar na regi\u00e3o das Tr\u00eas Estradas, entre os munic\u00edpios de Lavras do Sul e Dom Pedrito, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Em conversas com moradores e pecuaristas da regi\u00e3o, muito pouco se sabe sobre os reais impactos da minera\u00e7\u00e3o e a dimens\u00e3o do projeto que, a t\u00edtulo de exemplo, <strong>prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de uma barragem de rejeitos duas vezes maior que a de Brumadinho, em Minas Gerais<\/strong> &#8211; perto de completar um ano, o crime da Vale matou mais de 300 pessoas. Em 2015, outra barragem j\u00e1 havia rompido, em Mariana (MG), tamb\u00e9m deixando para tr\u00e1s um <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/mercadovsdemocracia\/rio-doce-a-tragedia-oculta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rastro de morte e destrui\u00e7\u00e3o<\/a>. Em ambos os casos, <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/gerais\/2019\/01\/26\/interna_gerais,1024701\/tres-anos-depois-ninguem-foi-preso-pela-tragedia-de-mariana.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">as mineradoras seguem impunes<\/a>, enquanto cabe \u00e0 popula\u00e7\u00e3o atingida pagar o pre\u00e7o pelos crimes ambientais das empresas.<\/p>\n<p><iframe title=\"BRUMADINHO MOMENTO EXATO DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM (Jornal Nacional) 01\/02\/2019\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ioyMjZikiW8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe title=\"Barragem - Projeto Fosfato\/\u00c1guia\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bsZ04er0XU8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No primeiro v\u00eddeo<\/em><em>, imagens do rompimento da barragem em Brumadinho; no segundo, pecuarista da regi\u00e3o de Tr\u00eas Estradas\/Lavras do Sul mostra onde seria instalada a barragem de rejeitos do Projeto Fosfato\/\u00c1guia.<br \/><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pecu\u00e1ria familiar e cultura do Pampa: modos de vida em risco<\/strong><br \/>A regi\u00e3o das Tr\u00eas Estradas \u00e9 ocupada especialmente pela pecu\u00e1ria familiar &#8211; dezenas de fam\u00edlias seriam diretamente atingidas pela instala\u00e7\u00e3o da mina. No rastro dos impactos est\u00e3o ainda toda a popula\u00e7\u00e3o de Dom Pedrito e Ros\u00e1rio do Sul, munic\u00edpios abaixo da barragem e que, com a implementa\u00e7\u00e3o do projeto, passariam a viver em permanente estado de alerta. O fluxo do rio Santa Maria que arrastaria os rejeitos at\u00e9 Ros\u00e1rio: no caso de Brumadinho, a lama se espalhou por 270 quil\u00f4metros; Ros\u00e1rio est\u00e1 a 220 quil\u00f4metros de onde se pretende construir a barragem com o dobro da capacidade da que estourou em janeiro desse ano em Minas Gerais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao atingir a pecu\u00e1ria familiar, a minera\u00e7\u00e3o ataca tamb\u00e9m o modo de vida pampeano, tradicional marca ga\u00facha: o vasto horizonte dos campos e coxilhas, hoje habitado por cavalos, ovelhas e gentes, seria esburacado por cavas e explos\u00f5es constantes e, onde hoje se perde o olhar na dist\u00e2ncia, subiriam pilhas de rejeitos de min\u00e9rios e polui\u00e7\u00e3o. Ar, \u00e1gua, terra: a contamina\u00e7\u00e3o impediria qualquer forma de vida na regi\u00e3o, gerando uma nova onda de \u00eaxodo rural, mis\u00e9ria e desemprego.<\/p>\n<div style=\"width: 640px;\" class=\"wp-video\">\n<video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-1732-1\" width=\"640\" height=\"352\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/falando-sobre-desemprego.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/falando-sobre-desemprego.mp4\">https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/falando-sobre-desemprego.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<p><em>No v\u00eddeo acima, pecuarista da regi\u00e3o fala sobre as ilus\u00f5es de emprego e riqueza criadas pelas empresas, e como isso n\u00e3o passa de engana\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iludidas pelas falsas promessas da \u00c1guia, algumas fam\u00edlias de Lavras do Sul declaram-se favor\u00e1veis ao projeto; as engana\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, esbarram na realidade &#8211; as primeiras desapropria\u00e7\u00f5es, por exemplo, ocorreram a pre\u00e7os bem abaixo do esperado: foi o caso de desapropria\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da barragem de irriga\u00e7\u00e3o, quando o valor oferecido pela empresa foi tr\u00eas vezes mais baixo do que o valor avaliado pela terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quem se op\u00f5e ao empreendimento sofre com persegui\u00e7\u00f5es: lideran\u00e7as locais, alertas em rela\u00e7\u00e3o aos preju\u00edzos \u00e0 vida e \u00e0 agrobiodiversidade provenientes da minera\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s manifestarem-se contr\u00e1rias, passaram a ser perseguidas judicialmente pela empresa. Hoje, tr\u00eas fam\u00edlias enfrentam processos infundados por defenderem seus territ\u00f3rios. A viol\u00eancia repetiu-se em audi\u00eancia p\u00fablica, quando quem falava em defesa do Pampa e da vida (ou seja, contra o megaprojeto de minera\u00e7\u00e3o) era amea\u00e7ado de agress\u00f5es e proibido de se manifestar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c1guia? Quem est\u00e1 por tr\u00e1s dos ataques aos territ\u00f3rios<br \/><\/strong>A \u00c1guia Fertilizantes est\u00e1 ligada ao grupo Forbes &amp; Manhattan, do qual faz parte, entre outros, a Golder Associates, contratada pela Samarco (BHP Billiton e Vale) ap\u00f3s o rompimento da barragem em Mariana (MG), e depois substitu\u00edda pela Funda\u00e7\u00e3o Renova; e tamb\u00e9m Belo Sun e Pot\u00e1ssio, que tiveram o licenciamento ambiental suspenso devido \u00e0 aus\u00eancia de consulta pr\u00e9via, livre e informada junto \u00e0s comunidades tradicionais, al\u00e9m de den\u00fancias de compra ilegal de terras p\u00fablicas e de falta de transpar\u00eancia. A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica movida pelo MPF (Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal) menciona que a empresa Pot\u00e1ssio revela &#8220;um modus operandi inconceb\u00edvel dentro dos par\u00e2metros da boa-f\u00e9&#8221; (trecho com informa\u00e7\u00f5es da <a href=\"https:\/\/fld.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">FLD<\/a>).<\/p>\n<figure id=\"attachment_1775\" aria-describedby=\"caption-attachment-1775\" style=\"width: 1040px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/sede-aguia.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1775 size-full\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/sede-aguia.jpeg\" alt=\"\" width=\"1040\" height=\"780\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/sede-aguia.jpeg 1040w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/sede-aguia-300x225.jpeg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/sede-aguia-768x576.jpeg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/sede-aguia-500x375.jpeg 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/sede-aguia-800x600.jpeg 800w\" sizes=\"(max-width: 1040px) 100vw, 1040px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1775\" class=\"wp-caption-text\"><em>Sede da \u00c1guia Fertilizantes no centro de Lavras do Sul<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fosfato serve especialmente na produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes para o agroneg\u00f3cio, ou seja: o foco est\u00e1 na exporta\u00e7\u00e3o de commodities e n\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de alimentos ou gera\u00e7\u00e3o de riqueza para as fam\u00edlias da regi\u00e3o. Isso fica claro no percurso do fosfato extra\u00eddo: ele ser\u00e1 tratado e transformado em fertilizante em Rio Grande, pr\u00f3ximo ao porto e a caminho do exterior. N\u00e3o haver\u00e1 benef\u00edcio para os produtores locais, e sobre isso vale lembrar de outras promessas j\u00e1 feitas e n\u00e3o cumpridas: os monocultivos de eucalipto que surgiram na regi\u00e3o na \u00faltima d\u00e9cada n\u00e3o geraram emprego algum, embora as empresas garantissem a cria\u00e7\u00e3o de vagas. Os eucaliptos dali alimentam a <a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/2017\/12\/11\/nao-e-so-guaiba-historico-de-conflitos-da-cmpc-celulose-riograndense-vem-do-chile-sua-terra-natal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">f\u00e1brica da CMPC em Gua\u00edba<\/a>, criando, assim como o fosfato que vai a Rio Grande, um elo entre diferentes viola\u00e7\u00f5es de direitos e ataques a territ\u00f3rios. Com a chegada da minera\u00e7\u00e3o, os problemas ficam, os lucros v\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Megaminera\u00e7\u00e3o: ap\u00f3s destruir Minas Gerais, Rio Grande do Sul \u00e9 o novo alvo<\/strong><br \/>Hoje, o Rio Grande do Sul surge como a nova fronteira miner\u00e1ria do Brasil: s\u00e3o mais de 5 mil requerimentos para pesquisa mineral em solo ga\u00facho. Caso avancem &#8211; e contam com todo o apoio dos governos liberais para tanto, vide a <a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/2019\/10\/22\/nota-de-repudio-ao-desmonte-ambiental-no-estado-do-rio-grande-do-sul\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">tentativa de desmonte do C\u00f3digo Ambiental por parte do governador do RS, Eduardo Leite (PSDB)<\/a> -, o Estado se tornaria o terceiro maior minerador do pa\u00eds, mudando drasticamente sua voca\u00e7\u00e3o. O benef\u00edcio, como prova o hist\u00f3rico da minera\u00e7\u00e3o no Brasil e no mundo, seria para poucos: o capital internacional, verdadeiro investidor por tr\u00e1s das mineradoras, ganha com as pol\u00edticas extrativistas e neocoloniais dos governos liberais e privatizadores; perdem os povos, que veem atacados seus territ\u00f3rios, seus modos de vida e suas culturas &#8211; e ainda pagam a conta quando ocorrem os crimes que alguns insistem em chamar de &#8220;acidentes&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resist\u00eancias e vit\u00f3rias contra as mineradoras<br \/><\/strong>Como uma das formas de resist\u00eancia, formou-se o <a href=\"https:\/\/rsemrisco.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Comit\u00ea de Combate \u00e0 Megaminera\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul<\/strong><\/a>, iniciativa em defesa da vida que une mais de 120 entidades &#8211; desde grupos ambientalistas e centrais sindicais at\u00e9 universidades e associa\u00e7\u00f5es de trabalhadores dos mais variados campos &#8211; e op\u00f5e-se ao modelo extrativista neocolonial da megaminera\u00e7\u00e3o. E a organiza\u00e7\u00e3o social j\u00e1 traz resultados: por meio de an\u00e1lises t\u00e9cnicas e difus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis, contrap\u00f5e os estudos de impactos ambientais elaborados pelas pr\u00f3prias empresas, pressionando as institui\u00e7\u00f5es estatais de fiscaliza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, como Fepam e minist\u00e9rios p\u00fablicos Estadual e Federal, a confrontar os ataques aos territ\u00f3rios e garantir os direitos das popula\u00e7\u00f5es atingidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a seguran\u00e7a h\u00eddrica e a soberania alimentar de milh\u00f5es de pessoas, as diversas culturas que comp\u00f5em o Rio Grande do Sul e o Pampa, a agrobiodiversidade de um bioma que \u00e9 \u00fanico no mundo que est\u00e1 em jogo: a luta \u00e9 pelo futuro. Por isso, o debate deve ser ampliado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de todo o estado, envolvendo, no caso do Projeto Fosfato, os habitantes de Dom Pedrito e Ros\u00e1rio do Sul, tamb\u00e9m diretamente atingidos pelo empreendimento. Queremos aprofundar as discuss\u00f5es; a \u00c1guia parece fugir ao debate &#8211; por isso, joga com desinforma\u00e7\u00f5es e tenta silenciar seus opositores.<\/p>\n<p>E n\u00e3o ser\u00e1 essa a primeira vez que a resist\u00eancia e a luta contra a minera\u00e7\u00e3o de fosfato se fortalece e alcan\u00e7a a vit\u00f3ria. Um exemplo bem pr\u00f3ximo est\u00e1 no pequeno munic\u00edpio catarinense de Anit\u00e1polis. <strong><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sc\/santa-catarina\/jornal-do-almoco\/videos\/t\/edicoes\/v\/uso-de-jazida-de-fosfato-entra-em-embate-judicial-em-anitapolis\/7628532\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Confere essa hist\u00f3ria aqui<\/a>.<\/strong><\/p>\n<p>E abaixo mais fotos da visita que fizemos \u00e0 regi\u00e3o das Tr\u00eas Estradas e Lavras do Sul, junto com o MAM (Movimento pela Soberania Popular na Minera\u00e7\u00e3o), a AMA Gua\u00edba e o Coletivo Catarse:<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"498\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-com-cavalos-1024x498.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1766\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-com-cavalos-1024x498.jpeg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-com-cavalos-300x146.jpeg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-com-cavalos-768x373.jpeg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-com-cavalos-500x243.jpeg 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-com-cavalos-800x389.jpeg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-com-cavalos.jpeg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>P\u00f4r do sol no Pampa: espet\u00e1culo posto em risco pela amea\u00e7a da minera\u00e7\u00e3o. Regi\u00e3o de Lavras do Sul \u00e9 uma das mais preservadas do Pampa ga\u00facho. Foto: AMA Gua\u00edba<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"498\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-sem-cavalos-1024x498.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1767\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-sem-cavalos-1024x498.jpeg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-sem-cavalos-300x146.jpeg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-sem-cavalos-768x373.jpeg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-sem-cavalos-500x243.jpeg 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-sem-cavalos-800x389.jpeg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ama-por-sem-cavalos.jpeg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption> P\u00f4r do sol no Pampa: espet\u00e1culo posto em risco pela amea\u00e7a da minera\u00e7\u00e3o.  Regi\u00e3o de Lavras do Sul \u00e9 uma das mais preservadas do Pampa ga\u00facho [2] Foto: AMA Gua\u00edba<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-cavalos-1024x576.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1768\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-cavalos-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-cavalos-300x169.jpeg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-cavalos-768x432.jpeg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-cavalos-500x281.jpeg 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-cavalos-800x450.jpeg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-cavalos.jpeg 1032w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Cen\u00e1rios do Pampa. Foto: Luna Carvalho<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-ovelhas-1024x576.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1769\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-ovelhas-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-ovelhas-300x169.jpeg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-ovelhas-768x432.jpeg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-ovelhas-500x281.jpeg 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-ovelhas-800x450.jpeg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/luna-ovelhas.jpeg 1032w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Pecu\u00e1rio familiar, pr\u00e1tica tradicional e principal fomento da economia local, tamb\u00e9m est\u00e1 em risco. Foto: Luna Carvalho<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"577\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/conversa-com-edegar-1024x577.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1770\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/conversa-com-edegar-1024x577.jpeg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/conversa-com-edegar-300x169.jpeg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/conversa-com-edegar-768x432.jpeg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/conversa-com-edegar-500x282.jpeg 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/conversa-com-edegar-800x450.jpeg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/conversa-com-edegar.jpeg 1158w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Conversa com pecuaristas da regi\u00e3o revelou os ataques da minera\u00e7\u00e3o. Foto: Amigos da Terra Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/edegar-ovelha-577x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1771\"\/><figcaption>Foto: Amigos da Terra Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/casa-luciano-577x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1772\"\/><figcaption>Regi\u00e3o onde \u00c1guia pretende instalar barragem de rejeitos duas vezes maior que a de Brumadinho (MG). Foto: Amigos da Terra Brasil<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Planejado entre Lavras do Sul e Dom Pedrito, projeto prev\u00ea constru\u00e7\u00e3o de barragem duas vezes maior que a de Brumadinho (MG). Em caso de ruptura, rejeitos atingiriam Ros\u00e1rio do Sul, inclusive a Praia de Areias Brancas, e poderiam chegar at\u00e9 mesmo ao Uruguai. Desinforma\u00e7\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o: assim age a \u00c1guia Fertilizantes a respeito do seu Projeto Fosfato, que pretende instalar na regi\u00e3o das Tr\u00eas Estradas, entre os munic\u00edpios de Lavras do Sul e Dom Pedrito, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Em conversas com moradores e pecuaristas da regi\u00e3o, muito pouco se sabe sobre os reais impactos da minera\u00e7\u00e3o e a dimens\u00e3o do projeto que, a t\u00edtulo de exemplo, prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de uma barragem de rejeitos duas vezes maior que a de Brumadinho, em Minas Gerais &#8211; perto de completar um ano, o crime da Vale matou mais de 300 pessoas. Em 2015, outra barragem j\u00e1 havia rompido, em Mariana (MG), tamb\u00e9m deixando para tr\u00e1s um rastro de morte e destrui\u00e7\u00e3o. Em ambos os casos, as mineradoras seguem impunes, enquanto cabe \u00e0 popula\u00e7\u00e3o atingida pagar o pre\u00e7o pelos crimes ambientais das empresas. No primeiro v\u00eddeo, imagens do rompimento da barragem em Brumadinho; no segundo, pecuarista da regi\u00e3o de Tr\u00eas Estradas\/Lavras do Sul mostra onde seria instalada a barragem de rejeitos do Projeto Fosfato\/\u00c1guia. Pecu\u00e1ria familiar e cultura do Pampa: modos de vida em riscoA regi\u00e3o das Tr\u00eas Estradas \u00e9 ocupada especialmente pela pecu\u00e1ria familiar &#8211; dezenas de fam\u00edlias seriam diretamente atingidas pela instala\u00e7\u00e3o da mina. No rastro dos impactos est\u00e3o ainda toda a popula\u00e7\u00e3o de Dom Pedrito e Ros\u00e1rio do Sul, munic\u00edpios abaixo da barragem e que, com a implementa\u00e7\u00e3o do projeto, passariam a viver em permanente estado de alerta. O fluxo do rio Santa Maria que arrastaria os rejeitos at\u00e9 Ros\u00e1rio: no caso de Brumadinho, a lama se espalhou por 270 quil\u00f4metros; Ros\u00e1rio est\u00e1 a 220 quil\u00f4metros de onde se pretende construir a barragem com o dobro da capacidade da que estourou em janeiro desse ano em Minas Gerais. Ao atingir a pecu\u00e1ria familiar, a minera\u00e7\u00e3o ataca tamb\u00e9m o modo de vida pampeano, tradicional marca ga\u00facha: o vasto horizonte dos campos e coxilhas, hoje habitado por cavalos, ovelhas e gentes, seria esburacado por cavas e explos\u00f5es constantes e, onde hoje se perde o olhar na dist\u00e2ncia, subiriam pilhas de rejeitos de min\u00e9rios e polui\u00e7\u00e3o. Ar, \u00e1gua, terra: a contamina\u00e7\u00e3o impediria qualquer forma de vida na regi\u00e3o, gerando uma nova onda de \u00eaxodo rural, mis\u00e9ria e desemprego. No v\u00eddeo acima, pecuarista da regi\u00e3o fala sobre as ilus\u00f5es de emprego e riqueza criadas pelas empresas, e como isso n\u00e3o passa de engana\u00e7\u00e3o. Iludidas pelas falsas promessas da \u00c1guia, algumas fam\u00edlias de Lavras do Sul declaram-se favor\u00e1veis ao projeto; as engana\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, esbarram na realidade &#8211; as primeiras desapropria\u00e7\u00f5es, por exemplo, ocorreram a pre\u00e7os bem abaixo do esperado: foi o caso de desapropria\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da barragem de irriga\u00e7\u00e3o, quando o valor oferecido pela empresa foi tr\u00eas vezes mais baixo do que o valor avaliado pela terra. E quem se op\u00f5e ao empreendimento sofre com persegui\u00e7\u00f5es: lideran\u00e7as locais, alertas em rela\u00e7\u00e3o aos preju\u00edzos \u00e0 vida e \u00e0 agrobiodiversidade provenientes da minera\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s manifestarem-se contr\u00e1rias, passaram a ser perseguidas judicialmente pela empresa. Hoje, tr\u00eas fam\u00edlias enfrentam processos infundados por defenderem seus territ\u00f3rios. A viol\u00eancia repetiu-se em audi\u00eancia p\u00fablica, quando quem falava em defesa do Pampa e da vida (ou seja, contra o megaprojeto de minera\u00e7\u00e3o) era amea\u00e7ado de agress\u00f5es e proibido de se manifestar. \u00c1guia? Quem est\u00e1 por tr\u00e1s dos ataques aos territ\u00f3riosA \u00c1guia Fertilizantes est\u00e1 ligada ao grupo Forbes &amp; Manhattan, do qual faz parte, entre outros, a Golder Associates, contratada pela Samarco (BHP Billiton e Vale) ap\u00f3s o rompimento da barragem em Mariana (MG), e depois substitu\u00edda pela Funda\u00e7\u00e3o Renova; e tamb\u00e9m Belo Sun e Pot\u00e1ssio, que tiveram o licenciamento ambiental suspenso devido \u00e0 aus\u00eancia de consulta pr\u00e9via, livre e informada junto \u00e0s comunidades tradicionais, al\u00e9m de den\u00fancias de compra ilegal de terras p\u00fablicas e de falta de transpar\u00eancia. A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica movida pelo MPF (Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal) menciona que a empresa Pot\u00e1ssio revela &#8220;um modus operandi inconceb\u00edvel dentro dos par\u00e2metros da boa-f\u00e9&#8221; (trecho com informa\u00e7\u00f5es da FLD). O fosfato serve especialmente na produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes para o agroneg\u00f3cio, ou seja: o foco est\u00e1 na exporta\u00e7\u00e3o de commodities e n\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de alimentos ou gera\u00e7\u00e3o de riqueza para as fam\u00edlias da regi\u00e3o. Isso fica claro no percurso do fosfato extra\u00eddo: ele ser\u00e1 tratado e transformado em fertilizante em Rio Grande, pr\u00f3ximo ao porto e a caminho do exterior. N\u00e3o haver\u00e1 benef\u00edcio para os produtores locais, e sobre isso vale lembrar de outras promessas j\u00e1 feitas e n\u00e3o cumpridas: os monocultivos de eucalipto que surgiram na regi\u00e3o na \u00faltima d\u00e9cada n\u00e3o geraram emprego algum, embora as empresas garantissem a cria\u00e7\u00e3o de vagas. Os eucaliptos dali alimentam a f\u00e1brica da CMPC em Gua\u00edba, criando, assim como o fosfato que vai a Rio Grande, um elo entre diferentes viola\u00e7\u00f5es de direitos e ataques a territ\u00f3rios. Com a chegada da minera\u00e7\u00e3o, os problemas ficam, os lucros v\u00e3o. Megaminera\u00e7\u00e3o: ap\u00f3s destruir Minas Gerais, Rio Grande do Sul \u00e9 o novo alvoHoje, o Rio Grande do Sul surge como a nova fronteira miner\u00e1ria do Brasil: s\u00e3o mais de 5 mil requerimentos para pesquisa mineral em solo ga\u00facho. Caso avancem &#8211; e contam com todo o apoio dos governos liberais para tanto, vide a tentativa de desmonte do C\u00f3digo Ambiental por parte do governador do RS, Eduardo Leite (PSDB) -, o Estado se tornaria o terceiro maior minerador do pa\u00eds, mudando drasticamente sua voca\u00e7\u00e3o. O benef\u00edcio, como prova o hist\u00f3rico da minera\u00e7\u00e3o no Brasil e no mundo, seria para poucos: o capital internacional, verdadeiro investidor por tr\u00e1s das mineradoras, ganha com as pol\u00edticas extrativistas e neocoloniais dos governos liberais e privatizadores; perdem os povos, que veem atacados seus territ\u00f3rios, seus modos de vida e suas culturas &#8211; e ainda pagam a conta quando ocorrem os crimes que alguns insistem em chamar de &#8220;acidentes&#8221;. Resist\u00eancias e vit\u00f3rias contra as mineradorasComo uma das formas<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1777,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,8,7,1834,1835],"tags":[],"class_list":["post-1732","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-climatica-e-energetica","category-florestas-e-biodiversidade","category-justica-economica","category-pl572-22","category-saeb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1732","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1732"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1732\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9872,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1732\/revisions\/9872"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1777"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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