{"id":1611,"date":"2019-10-01T19:51:10","date_gmt":"2019-10-01T22:51:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=1611"},"modified":"2019-10-01T19:51:10","modified_gmt":"2019-10-01T22:51:10","slug":"na-assembleia-legislativa-do-rs-o-recado-foi-dado-mais-uma-vez-nao-queremos-a-mina-guaiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=1611","title":{"rendered":"Na Assembleia Legislativa do RS, o recado foi dado, mais uma vez: n\u00e3o queremos a Mina Gua\u00edba!"},"content":{"rendered":"<p><em>Em audi\u00eancia p\u00fablica na Assembleia Legislativa do RS sobre o projeto Mina Gua\u00edba\/Copelmi, popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha demonstrou seu descontentamento com a proposta de instala\u00e7\u00e3o da maior mina de carv\u00e3o a c\u00e9u aberto do Brasil ao lado do Delta do Jacu\u00ed, a apenas 16km do centro de Porto Alegre<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ontem \u00e0 noite (30\/09), o audit\u00f3rio Dante Barone, na Assembleia Legislativa do RS, lotou para que a popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha debatesse um tema de grande impacto: a instala\u00e7\u00e3o da maior mina de carv\u00e3o a c\u00e9u aberto do pa\u00eds ao lado de Porto Alegre, entre os munic\u00edpios de Charqueadas e de Eldorado do Sul. Essa \u00e9, ao menos, a inten\u00e7\u00e3o da mineradora Copelmi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O megaprojeto traria danos socioambientais nefastos, comprometendo a seguran\u00e7a h\u00eddrica dos cerca de 4,5 milh\u00f5es de habitantes da Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre, com a poss\u00edvel contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do Delta do Jacu\u00ed e o rebaixamento de dois len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos &#8211; ao longo dos anos de extra\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o, metade do volume de \u00e1gua do Rio Gua\u00edba seria desperdi\u00e7ado. Al\u00e9m disso, a pilha de carv\u00e3o e de rejeitos elevaria ao ar subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, levadas pelo vento para as cidades do entorno, alcan\u00e7ando Porto Alegre: ao todo, 30 mil toneladas de poeira seriam lan\u00e7adas na atmosfera. O carv\u00e3o \u00e9 considerado um &#8220;lix\u00e3o qu\u00edmico&#8221;, por conter muitos elementos da tabela peri\u00f3dica, inclusive metais pesados como chumbo, merc\u00fario e c\u00e1dmio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Copelmi pretende extrair 166 milh\u00f5es de toneladas de carv\u00e3o (mineral, que n\u00e3o \u00e9 o mesmo utilizado em churrascos!). Junto, extrairia 2,4 milh\u00f5es de toneladas de enxofre: e as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas decorrentes disso podem gerar chuva \u00e1cida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/chuva-\u00e1cida.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1612\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/chuva-\u00e1cida.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"800\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fim da produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica e desemprego<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e1rea onde a Copelmi quer instalar a mina est\u00e1 o assentamento da reforma agr\u00e1ria Apol\u00f4nio de Carvalho, um dos maiores produtores de arroz org\u00e2nico da Am\u00e9rica Latina e de hortali\u00e7as agroecol\u00f3gicas que abastecem as feiras da capital. Somados com o condom\u00ednio Gua\u00edba City, mais de uma centena de fam\u00edlias perderiam suas terras produtivas para dar lugar ao carv\u00e3o e \u00e0 polui\u00e7\u00e3o. Como que por maldade, os despejos das fam\u00edlias ainda ocorreriam apenas 7 anos ap\u00f3s o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es da mina, obrigando as pessoas a conviver com a polui\u00e7\u00e3o e os tremores das explos\u00f5es cotidianas &#8211; seriam cerca de mil explos\u00f5es anuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 20 minutos de fala na audi\u00eancia, a Copelmi at\u00e9 tentou, mas os argumentos levantados pela empresa n\u00e3o se sustentam. A promessa de cria\u00e7\u00e3o de empregos, por exemplo, \u00e9 \u00ednfima: seriam pouco mais de mil postos criados ao longo dos 23 anos de explora\u00e7\u00e3o do solo; nos primeiros tr\u00eas anos, seriam apenas 331 vagas. Considerando-se as centenas de fam\u00edlias de agricultoras e agricultores que perderiam suas formas de sustento, n\u00e3o \u00e9 exagero dizer que, com a Mina Gua\u00edba, o que se criaria seria desemprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um contexto de desmonte das leis trabalhistas, de previd\u00eancia social e da sa\u00fade p\u00fablica, cabe ainda pensarmos sobre a qualidade dos postos de trabalho que seriam criados na maior mina de carv\u00e3o do Brasil: historicamente, o trabalho em minas causa diversos malef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade do trabalhador. <a href=\"http:\/\/docs.wixstatic.com\/ugd\/303ec7_659eff853940415ea0e5d710c9434fb1.pdf?fbclid=IwAR3t9cYDOUiRzdT5uk_T0r2d2EE2qtSemarZAhnV-MJ6GaPMgcXeq2KueCY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pesquisa da UFBA e do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a> revelam que mineiros est\u00e3o sujeitos a, em n\u00edvel muito maior que outros trabalhadores: poeiras que causam doen\u00e7as respirat\u00f3rias; subst\u00e2ncias qu\u00edmicas associadas ao c\u00e2ncer; e atuam em condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias para acidentes de trabalho, comumente graves e fatais. <a href=\"http:\/\/www.nonada.com.br\/2016\/05\/museu-estadual-do-carvao-completa-trinta-anos-em-compasso-de-abandono\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Em entrevita ao Nonada<\/a>, um ex-mineiro fala: &#8220;Eu me aposentei por invalidez. Eu tive uma les\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o; arriou tr\u00eas mil\u00edmetros e meio. Eu tenho carv\u00e3o no pulm\u00e3o; l\u00e1 no hospital, querem me operar, mas se retirar o carv\u00e3o, eles me matam&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo o argumento econ\u00f4mico n\u00e3o se sustenta: fosse a minera\u00e7\u00e3o a salva\u00e7\u00e3o das contas do Estado, <a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/economia\/minas-gerais-ultrapassa-limite-da-divida-e-entra-em-alerta-1.2057627\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Minas Gerais n\u00e3o estaria na situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1<\/a>. Tais megaprojetos contam com investimentos estrangeiros (no caso da Copelmi, Estados Unidos e China) que, incentivados pelas pr\u00e1ticas neoliberais do governo Bolsonaro e de seu ministro Paulo Guedes, julgam de seu direito a apropria\u00e7\u00e3o dos bens comuns do povo brasileiro. O lucro \u00e9 para poucos; para a popula\u00e7\u00e3o, fica um territ\u00f3rio devastado, os hospitais lotados, a polui\u00e7\u00e3o e o desemprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o de tributos, h\u00e1 uma forte conex\u00e3o entre <a href=\"http:\/\/mamnacional.org.br\/2017\/08\/15\/as-varias-faces-do-super-faturamento-das-mineradoras-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">minera\u00e7\u00e3o e sonega\u00e7\u00e3o de impostos<\/a> &#8211; al\u00e9m de um acordo entre governo estadual e Copelmi para desoner\u00e1-la do ICMS.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"532\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/de-costas-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1618\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/de-costas-1.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/de-costas-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/de-costas-1-768x511.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/de-costas-1-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n<p><strong>Quem tem medo da participa\u00e7\u00e3o popular?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda no contexto local, outros agravantes: nessa semana, Eduardo Leite, governador do RS, colocou para tramita\u00e7\u00e3o em regime de urg\u00eancia <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/economia\/noticia\/2019\/09\/com-pedido-de-urgencia-governo-leite-propoe-480-mudancas-na-lei-ambiental-do-rs-ck12dd0ih00ug01r2c3wu8w60.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">480 altera\u00e7\u00f5es na lei ambiental do estado<\/a>. Tal tentativa est\u00e1 sendo convenientemente chamada de &#8220;Lei Copelmi&#8221;, devido \u00e0s flexibiliza\u00e7\u00f5es nas licen\u00e7as ambientais e ao favorecimento de interesses da minera\u00e7\u00e3o e do agroneg\u00f3cio. O regime de urg\u00eancia, medida que prejudica o debate p\u00fablico do tema, j\u00e1 foi utilizado anteriormente para aprovar a cria\u00e7\u00e3o de um polo carboqu\u00edmico no estado, exatamente na regi\u00e3o onde hoje se discute a instala\u00e7\u00e3o da Mina Gua\u00edba. Ali\u00e1s, Cristiano Weber, diretor da Copelmi, j\u00e1 admitiu que, sem o polo carboqu\u00edmico, a Mina Gua\u00edba n\u00e3o se mant\u00e9m, devido \u00e0 baixa qualidade do carv\u00e3o dali extra\u00eddo: &#8220;Se o Polo n\u00e3o sair, essa mina n\u00e3o se paga. Para o mercado atual, n\u00f3s n\u00e3o abrimos essa mina&#8221;, disse em <a href=\"https:\/\/www.extraclasse.org.br\/ambiente\/2019\/06\/mina-guaiba-quanto-custara-o-pre-sal-gaucho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">entrevista ao ExtraClasse<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela \u00f3bvia interconex\u00e3o entre Mina Gua\u00edba e o polo carboqu\u00edmico, soa absurdo discutir a licen\u00e7a para um sem falar do outro. Contudo, tal absurdo tem passado despercebido pela Fepam, \u00f3rg\u00e3o licenciador do estado. Ainda mais: por ter sido aprovado em urg\u00eancia (ao apagar das luzes de 2017) e sem o devido debate com a sociedade, o Minist\u00e9rio P\u00fablico entrou com uma a\u00e7\u00e3o para suspender a licen\u00e7a do polo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ontem, deputadas e deputados trouxeram a possibilidade da realiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito sobre o projeto, com\u00a0 intuito de maximizar a participa\u00e7\u00e3o popular. Tamb\u00e9m exige-se a realiza\u00e7\u00e3o de uma audi\u00eancia p\u00fablica em Porto Alegre convocada pela Fepam, \u00fanica forma de que entre oficialmente no processo de licenciamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RS: nova fronteira miner\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre outros argumentos de cunho ambiental, a Copelmi garante que utilizaria uma tecnologia capaz de extrair o carv\u00e3o sem causar qualquer dano ao solo, \u00e0 \u00e1gua, \u00e0 qualidade do ar&#8230; Tal tecnologia jamais foi vista no mundo, simplesmente porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. <a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/alemanha-integrar%C3%A1-alian%C3%A7a-para-abandonar-energia-a-carv%C3%A3o\/a-50540631\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">N\u00e3o \u00e0 toa pa\u00edses do Norte Global est\u00e3o deixando para tr\u00e1s o carv\u00e3o<\/a>, cujos impactos socioambientais s\u00e3o catastr\u00f3ficos em curto e longo prazo. Em meio a explos\u00f5es e pilhas de carv\u00e3o a c\u00e9u aberto, a poucos quil\u00f4metros de \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o ambiental e da Regi\u00e3o Metropolitana, os danos s\u00e3o garantidos. Exemplo disso s\u00e3o os IDHs (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano) nas cidades carbon\u00edferas, que situam-se abaixo da m\u00e9dia estadual.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"800\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/heranca-novo-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1619\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/heranca-novo-2.png 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/heranca-novo-2-300x300.png 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/heranca-novo-2-150x150.png 150w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/heranca-novo-2-768x768.png 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/heranca-novo-2-500x500.png 500w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/heranca-novo-2-100x100.png 100w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem corrobora essa vis\u00e3o s\u00e3o os mais de 50 especialistas agrupados no <a href=\"https:\/\/rsemrisco.org.br\/2019\/10\/01\/fala-do-comite-na-audiencia-publica-do-dia-30-de-setembro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Comit\u00ea de Combate \u00e0 Megaminera\u00e7\u00e3o no RS<\/a>, grupo formado por 120 organiza\u00e7\u00f5es e que aglutina a resist\u00eancia ao ataque das mineradoras ao Rio Grande do Sul. Hoje, segundo dados do MAM (Movimento pela Soberania Popular na Minera\u00e7\u00e3o), s\u00e3o 5.192 requerimentos para pesquisa mineral no estado, com 166 projetos j\u00e1 avan\u00e7ados. Destes, quatro megaprojetos preocupam por sua urg\u00eancia, um deles a Mina Gua\u00edba\/Copelmi. Os outros s\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; em Lavras do Sul, o projeto Tr\u00eas Estradas, da empresa \u00c1guia, quer mineirar fosfato para suprir o agroneg\u00f3cio com fertilizantes &#8211; para tanto, vai construir uma imensa barragem de rejeitos logo acima de Dom Pedrito, pondo em risco vidas e a biodiversidade do Pampa;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; tamb\u00e9m no Pampa, em Ca\u00e7apava do Sul, a Nexa pretende minerar chumbo e zinco ao lado da Bacia do Camaqu\u00e3;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; em S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte, entre o Oceano Atl\u00e2ntico e a Lagoa dos Patos, a empresa Rio Grande pretende minerar tit\u00e2nio e zirc\u00f4nio.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/p2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-vp_lg wp-image-1614\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/p2-904x1280.png\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"743\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o avan\u00e7o da minera\u00e7\u00e3o, toda a biodiversidade do estado estar\u00e1 em risco: povos, bacias hidrogr\u00e1ficas inteiras, flora, fauna. Ap\u00f3s os crimes de Mariana e Brumadinho, ser\u00e1 que algum dia aprenderemos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Comunidades ind\u00edgenas n\u00e3o foram consultadas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto importante ignorado pela Copelmi em seus estudos de impacto &#8211; recheado de erros metodol\u00f3gicos e anal\u00edticos &#8211; \u00e9 sobre a quest\u00e3o ind\u00edgena. As comunidades que seriam impactadas pelo projeto n\u00e3o foram consultadas pela empresa, em solene desrespeito aos povos origin\u00e1rios e \u00e0 <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2016\/08\/a-convencao-169-da-oit-e-o-direito-a-consulta-previa-livre-e-informada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT<\/a> (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), que reconhece a soberania dos povos sobre seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, a terra Guadjayvi, que fica em Charqueadas, a pouco mais de um quil\u00f4metro da \u00e1rea disputada pela Mina Gua\u00edba, <a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/2019\/09\/19\/em-um-final-de-semana-tres-ataques-a-comunidades-indigenas-no-rs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">foi atacada por homens armados que diziam ser seguran\u00e7as da Copelmi<\/a> &#8211; coincidentemente ou n\u00e3o, outras duas comunidades ind\u00edgenas foram atacadas no mesmo per\u00edodo. Na audi\u00eancia de ontem, Cristiano Weber ainda cometeu um grande disparate ao, em tom de deboche, tirar uma selfie com uma representante ind\u00edgena que protestava contra a instala\u00e7\u00e3o da mina. O deboche foi logo desmascarado no palco:<\/p>\n<p>https:\/\/www.instagram.com\/p\/B3Dpa62Hcke\/?utm_source=ig_web_copy_link<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Os poucos vereadores da regi\u00e3o carbon\u00edfera que estiveram presentes \u00e0 audi\u00eancia eram vozes solit\u00e1rias em apoio \u00e0 mineradora. Em peso, a popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha disse em alto e bom tom que n\u00e3o aceita a instala\u00e7\u00e3o de uma mina de carv\u00e3o ao lado do Delta do Jacu\u00ed e a apenas 16km de Porto Alegre. Mostrou ainda a for\u00e7a que possui para combater o ataque do setor miner\u00e1rio que, ap\u00f3s destruir Minas Gerais, pretende se enraizar no Rio Grande do Sul. No audit\u00f3rio Dante Barone lotado, frente \u00e0 uma mesa repleta de autoridades, com deputadas e deputados estaduais e federais, representantes do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Defensoria P\u00fablica e da Fepam, o recado da sociedade ga\u00facha foi dado: n\u00e3o queremos a megaminera\u00e7\u00e3o no estado! N\u00e3o queremos a extra\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o \u00e0 beira do Delta do Jacu\u00ed!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o \u00e9 se o recado foi ouvido.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"532\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/frente.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1620\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/frente.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/frente-300x200.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/frente-768x511.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/frente-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"532\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mulheres.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1621\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mulheres.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mulheres-300x200.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mulheres-768x511.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mulheres-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"532\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/paiakan.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1622\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/paiakan.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/paiakan-300x200.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/paiakan-768x511.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/paiakan-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"532\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/micheel.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1623\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/micheel.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/micheel-300x200.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/micheel-768x511.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/micheel-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"532\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/edu.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1624\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/edu.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/edu-300x200.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/edu-768x511.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/edu-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Fotos: heitor jardim \/\/ Amigos da Terra Brasil. Mais aqui: https:\/\/www.flickr.com\/photos\/hjardim\/sets\/72157711153142413\/<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em audi\u00eancia p\u00fablica na Assembleia Legislativa do RS sobre o projeto Mina Gua\u00edba\/Copelmi, popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha demonstrou seu descontentamento com a proposta de instala\u00e7\u00e3o da maior mina de carv\u00e3o a c\u00e9u aberto do Brasil ao lado do Delta do Jacu\u00ed, a apenas 16km do centro de Porto Alegre Ontem \u00e0 noite (30\/09), o audit\u00f3rio Dante Barone, na Assembleia Legislativa do RS, lotou para que a popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha debatesse um tema de grande impacto: a instala\u00e7\u00e3o da maior mina de carv\u00e3o a c\u00e9u aberto do pa\u00eds ao lado de Porto Alegre, entre os munic\u00edpios de Charqueadas e de Eldorado do Sul. Essa \u00e9, ao menos, a inten\u00e7\u00e3o da mineradora Copelmi. O megaprojeto traria danos socioambientais nefastos, comprometendo a seguran\u00e7a h\u00eddrica dos cerca de 4,5 milh\u00f5es de habitantes da Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre, com a poss\u00edvel contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do Delta do Jacu\u00ed e o rebaixamento de dois len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos &#8211; ao longo dos anos de extra\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o, metade do volume de \u00e1gua do Rio Gua\u00edba seria desperdi\u00e7ado. Al\u00e9m disso, a pilha de carv\u00e3o e de rejeitos elevaria ao ar subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, levadas pelo vento para as cidades do entorno, alcan\u00e7ando Porto Alegre: ao todo, 30 mil toneladas de poeira seriam lan\u00e7adas na atmosfera. O carv\u00e3o \u00e9 considerado um &#8220;lix\u00e3o qu\u00edmico&#8221;, por conter muitos elementos da tabela peri\u00f3dica, inclusive metais pesados como chumbo, merc\u00fario e c\u00e1dmio. A Copelmi pretende extrair 166 milh\u00f5es de toneladas de carv\u00e3o (mineral, que n\u00e3o \u00e9 o mesmo utilizado em churrascos!). Junto, extrairia 2,4 milh\u00f5es de toneladas de enxofre: e as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas decorrentes disso podem gerar chuva \u00e1cida. Fim da produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica e desemprego Na \u00e1rea onde a Copelmi quer instalar a mina est\u00e1 o assentamento da reforma agr\u00e1ria Apol\u00f4nio de Carvalho, um dos maiores produtores de arroz org\u00e2nico da Am\u00e9rica Latina e de hortali\u00e7as agroecol\u00f3gicas que abastecem as feiras da capital. Somados com o condom\u00ednio Gua\u00edba City, mais de uma centena de fam\u00edlias perderiam suas terras produtivas para dar lugar ao carv\u00e3o e \u00e0 polui\u00e7\u00e3o. Como que por maldade, os despejos das fam\u00edlias ainda ocorreriam apenas 7 anos ap\u00f3s o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es da mina, obrigando as pessoas a conviver com a polui\u00e7\u00e3o e os tremores das explos\u00f5es cotidianas &#8211; seriam cerca de mil explos\u00f5es anuais. Em 20 minutos de fala na audi\u00eancia, a Copelmi at\u00e9 tentou, mas os argumentos levantados pela empresa n\u00e3o se sustentam. A promessa de cria\u00e7\u00e3o de empregos, por exemplo, \u00e9 \u00ednfima: seriam pouco mais de mil postos criados ao longo dos 23 anos de explora\u00e7\u00e3o do solo; nos primeiros tr\u00eas anos, seriam apenas 331 vagas. Considerando-se as centenas de fam\u00edlias de agricultoras e agricultores que perderiam suas formas de sustento, n\u00e3o \u00e9 exagero dizer que, com a Mina Gua\u00edba, o que se criaria seria desemprego. Em um contexto de desmonte das leis trabalhistas, de previd\u00eancia social e da sa\u00fade p\u00fablica, cabe ainda pensarmos sobre a qualidade dos postos de trabalho que seriam criados na maior mina de carv\u00e3o do Brasil: historicamente, o trabalho em minas causa diversos malef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade do trabalhador. Pesquisa da UFBA e do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade revelam que mineiros est\u00e3o sujeitos a, em n\u00edvel muito maior que outros trabalhadores: poeiras que causam doen\u00e7as respirat\u00f3rias; subst\u00e2ncias qu\u00edmicas associadas ao c\u00e2ncer; e atuam em condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias para acidentes de trabalho, comumente graves e fatais. Em entrevita ao Nonada, um ex-mineiro fala: &#8220;Eu me aposentei por invalidez. Eu tive uma les\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o; arriou tr\u00eas mil\u00edmetros e meio. Eu tenho carv\u00e3o no pulm\u00e3o; l\u00e1 no hospital, querem me operar, mas se retirar o carv\u00e3o, eles me matam&#8221;. Mesmo o argumento econ\u00f4mico n\u00e3o se sustenta: fosse a minera\u00e7\u00e3o a salva\u00e7\u00e3o das contas do Estado, Minas Gerais n\u00e3o estaria na situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1. Tais megaprojetos contam com investimentos estrangeiros (no caso da Copelmi, Estados Unidos e China) que, incentivados pelas pr\u00e1ticas neoliberais do governo Bolsonaro e de seu ministro Paulo Guedes, julgam de seu direito a apropria\u00e7\u00e3o dos bens comuns do povo brasileiro. O lucro \u00e9 para poucos; para a popula\u00e7\u00e3o, fica um territ\u00f3rio devastado, os hospitais lotados, a polui\u00e7\u00e3o e o desemprego. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o de tributos, h\u00e1 uma forte conex\u00e3o entre minera\u00e7\u00e3o e sonega\u00e7\u00e3o de impostos &#8211; al\u00e9m de um acordo entre governo estadual e Copelmi para desoner\u00e1-la do ICMS. Quem tem medo da participa\u00e7\u00e3o popular? Ainda no contexto local, outros agravantes: nessa semana, Eduardo Leite, governador do RS, colocou para tramita\u00e7\u00e3o em regime de urg\u00eancia 480 altera\u00e7\u00f5es na lei ambiental do estado. Tal tentativa est\u00e1 sendo convenientemente chamada de &#8220;Lei Copelmi&#8221;, devido \u00e0s flexibiliza\u00e7\u00f5es nas licen\u00e7as ambientais e ao favorecimento de interesses da minera\u00e7\u00e3o e do agroneg\u00f3cio. O regime de urg\u00eancia, medida que prejudica o debate p\u00fablico do tema, j\u00e1 foi utilizado anteriormente para aprovar a cria\u00e7\u00e3o de um polo carboqu\u00edmico no estado, exatamente na regi\u00e3o onde hoje se discute a instala\u00e7\u00e3o da Mina Gua\u00edba. Ali\u00e1s, Cristiano Weber, diretor da Copelmi, j\u00e1 admitiu que, sem o polo carboqu\u00edmico, a Mina Gua\u00edba n\u00e3o se mant\u00e9m, devido \u00e0 baixa qualidade do carv\u00e3o dali extra\u00eddo: &#8220;Se o Polo n\u00e3o sair, essa mina n\u00e3o se paga. Para o mercado atual, n\u00f3s n\u00e3o abrimos essa mina&#8221;, disse em entrevista ao ExtraClasse. Pela \u00f3bvia interconex\u00e3o entre Mina Gua\u00edba e o polo carboqu\u00edmico, soa absurdo discutir a licen\u00e7a para um sem falar do outro. Contudo, tal absurdo tem passado despercebido pela Fepam, \u00f3rg\u00e3o licenciador do estado. Ainda mais: por ter sido aprovado em urg\u00eancia (ao apagar das luzes de 2017) e sem o devido debate com a sociedade, o Minist\u00e9rio P\u00fablico entrou com uma a\u00e7\u00e3o para suspender a licen\u00e7a do polo. Ontem, deputadas e deputados trouxeram a possibilidade da realiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito sobre o projeto, com\u00a0 intuito de maximizar a participa\u00e7\u00e3o popular. Tamb\u00e9m exige-se a realiza\u00e7\u00e3o de uma audi\u00eancia p\u00fablica em Porto Alegre convocada pela Fepam, \u00fanica forma de que entre oficialmente no processo de licenciamento. \u00a0 RS: nova fronteira miner\u00e1ria Sobre outros argumentos de cunho ambiental, a Copelmi garante que utilizaria uma tecnologia capaz de extrair o carv\u00e3o sem causar qualquer dano ao solo, \u00e0 \u00e1gua, \u00e0 qualidade do ar&#8230; Tal<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1615,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,8,7,5],"tags":[388],"class_list":["post-1611","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-climatica-e-energetica","category-florestas-e-biodiversidade","category-justica-economica","category-soberania-alimentar","tag-copelmi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1611"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1611\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1615"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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