{"id":1408,"date":"2019-06-26T11:10:47","date_gmt":"2019-06-26T14:10:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=1408"},"modified":"2025-06-17T15:54:15","modified_gmt":"2025-06-17T18:54:15","slug":"quase-extintos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=1408","title":{"rendered":"QUASE EXTINTOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ainda \u00e9 poss\u00edvel encontr\u00e1-los; a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria de empresas e governos, por\u00e9m, ataca diretamente seu modo de vida e subsist\u00eancia. Resultado transformar\u00e1 &#8211; em um futuro n\u00e3o t\u00e3o distante e n\u00e3o t\u00e3o dist\u00f3pico &#8211; a pesca artesanal em pr\u00e1tica esquecida de um outro tempo. \u00c9 mesmo verdade: o que o capitalismo n\u00e3o engole ele destr\u00f3i.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um outro tempo de fato, e sobre isso algumas explica\u00e7\u00f5es s\u00e3o poss\u00edveis: o barco n\u00e3o vai r\u00e1pido, desapressado riscando a superf\u00edcie l\u00edquida; e h\u00e1 o horizonte, veja que o homem n\u00e3o soube ainda destrui-lo sobre as \u00e1guas: e o horizonte permite que se veja de longe o destino a chegar; efetua-se ent\u00e3o uma lenta e respeitosa aproxima\u00e7\u00e3o, onde tamb\u00e9m aquilo que \u00e9 destino v\u00ea o visitante se acercar, em um balan\u00e7o que deseducadamente ignora o enjoo causado ao tripulante inexperiente <em>&#8211; tum tum tum &#8211; tum tum tum<\/em> martela o motor em seu esfor\u00e7o de empurrar a embarca\u00e7\u00e3o \u00e1gua afora. Ora! Afronta absoluta \u00e0s regras m\u00e1ximas do Tempo Vigente a comandar as engrenagens dos rel\u00f3gios do Agora que grita &#8211;<em> Sempre mais r\u00e1pido! &#8211; Sempre mais intenso! &#8211; Sempre mais!<\/em> E ergue-se firme a voz da pescadora <em>&#8211; N\u00e3o no mar e n\u00e3o nos rios,<\/em> responde <em>&#8211; E acalme-se, respire fundo se ainda souber como, n\u00e3o espante voc\u00ea meus peixes com a sua pressa e a sua sujeira.<\/em><\/p>\n<p><iframe title=\"Homens e Mulheres do Mar\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nMAoKYS37UI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Flutuando, o tempo se expande, dilata-se o espa\u00e7o: a rela\u00e7\u00e3o com o que h\u00e1 na volta e com o que h\u00e1 dentro n\u00e3o \u00e9 de mero uso, mas de pertencimento: e j\u00e1 n\u00e3o falamos de coisas, de objetos, de um algo qualquer palp\u00e1vel e poss\u00edvel de delimitar por cercas e arames farpados. Que n\u00e3o \u00e9 terra sabemos, \u00e9 \u00e1gua; contudo \u00e9 mais: \u00e9 territ\u00f3rio. Pescadora-pescador-peixe-marisco-lula-camar\u00e3o-profundeza-\u00e1gua-alga-e algo mais que havia j\u00e1 ali antes dos tubos e dutos enferrujados, antes do \u00f3leo sugado e derramado, antes das plataformas cuspidoras de chamas, antes dos desajeitados navios estacionados: um ancestral equil\u00edbrio estabelecido desde Tempos Desmemoriados e exatamente por isso n\u00e3o manipul\u00e1vel por quem se alimenta da urg\u00eancia: n\u00e3o haver\u00e1 medida de compensa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel quando o desequil\u00edbrio imposto pela avidez do lucro arruinar o futuro da paz. E diz-se isso n\u00e3o s\u00f3 por teimosia, n\u00e3o, e nem \u00e9 m\u00e1gica ou profecia clarividente: \u00e9 apenas que n\u00e3o h\u00e1 maneira de o homem, pequena parte de um universo complexo, rebalancear a multiplicidade das vidas que s\u00e3o bem mais amplas que a sua sozinha. Simplesmente foge \u00e0s suas capacidades, embora saibamos n\u00e3o ser a humildade um ponto forte seu, e assim repetem-se e repetem-se as promessas vazias de pretensas indeniza\u00e7\u00f5es pelos estragos causados, como se de alguma forma fosse poss\u00edvel compensar a morte. O homem se v\u00ea fora de seu ambiente, supremo, quando na verdade est\u00e1 dentro e \u00e9 parte &#8211; constata\u00e7\u00e3o que parece \u00f3bvia se aqui estamos em meio a tudo mais o que h\u00e1: e faz-se parte importante quando \u00e9 ele &#8211; e falamos deste tipo espec\u00edfico de homem &#8211; quem espanta o peixe, impossibilita e pro\u00edbe a pesca e assim extingue, ou quase extingue porque se resiste, a pescadora e o pescador artesanal. Talvez seja mesmo da ess\u00eancia do maior se alimentar do menor: pois mostre-se a estes homens toda a sua pequeneza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora: o capital n\u00e3o deixa nunca de correr e de usar e de gastar e de desperdi\u00e7ar para que possa fazer sempre mais e gastar e usar sempre mais e desperdi\u00e7ar tudo outra vez para ent\u00e3o recome\u00e7ar seu ciclo doente, e o que produz em sua sede insaci\u00e1vel de ter sede \u00e9 nada al\u00e9m da morte: talvez a presta\u00e7\u00f5es, talvez fantasiada de vida quando apela \u00e0s paix\u00f5es r\u00e1pidas &#8211; e ainda assim a morte. Um sistema que n\u00e3o deixa de reproduzir a si jamais, canibal viciado em seu pr\u00f3prio consumo, engole tudo a sua volta para depois vomitar a mesma pasta acinzentada que constr\u00f3i os horizontes das cidades modernas <em>&#8211; n\u00e3o no mar, j\u00e1 disse! &#8211; e nem nos rios!<\/em>, retumba forte a voz das \u00e1guas: outro tempo e outro espa\u00e7o se estabelecem ali, sublime resist\u00eancia. Desafia-se o apocalipse neoliberal lembrando a vida de outra alternativa, d\u00e1-se outra chance: h\u00e1 nelas e neles, nas mulheres e nos homens do mar, outra forma de existir. Portanto escute! &#8211; antes dos mares terminantemente contaminados e dos rios secos, antes que restem s\u00f3 as pedras e os min\u00e9rios e os \u00f3leos e os gases e a ferrugem e a poeira e as doen\u00e7as, antes que j\u00e1 n\u00e3o tenha volta: olhe ao redor. Que o sol vai se pondo j\u00e1, mas logo amanhece. Veja os peixes que ainda saltam e as redes que costuradas \u00e0 m\u00e3o ainda os agarram &#8211; e nunca em excesso, apenas o suficiente para que ambos sigam o ancestral jogo da fuga e da captura. Veja a vida que insiste em permanecer viva e as pescadoras e os pescadores que n\u00e3o aceitam uma extin\u00e7\u00e3o imposta e que lutam ainda &#8211; e de forma simples at\u00e9: pescando em seus barcos desapressados que navegam at\u00e9 um novo horizonte; sentando-se sobre plataformas desconvidadas at\u00e9 que estas percebam a inconveni\u00eancia de suas presen\u00e7as sobre e sob as \u00e1guas; insistindo em contar as hist\u00f3rias que fazem de seus feitos exemplos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 como resistir a quem da \u00e1gua \u00e9 c\u00famplice: no fluxo indom\u00e1vel dos ribeir\u00f5es e dos riachos e das cachoeiras e dos lagos que desembocam nas ba\u00edas e nos mares, desfazem-se as impurezas corporativas atiradas e despejadas em seus corpos; purifica-se, ainda que leve gera\u00e7\u00f5es, e volta sempre \u00e0 vida: verdadeiro milagre da ressurrei\u00e7\u00e3o em cada canto que flor e \u00e1gua insistem em brotar. Apesar de todos os ataques dos homens que querem lucros, diretores e governadores e investidores que falam outras l\u00ednguas e que nunca entender\u00e3o a l\u00edngua da pesca e a l\u00edngua dos territ\u00f3rios, confusos e perdidos no tempo-espa\u00e7o de um desenvolvimentismo que anda pra tr\u00e1s; apesar da raiva capitalista que tem sede pelo sangue de quem ousa defender os direitos dos povos: segue em p\u00e9 a gente acostumada a se equilibrar sobre as t\u00e1buas gastas das velhas embarca\u00e7\u00f5es, que muito j\u00e1 navegaram, independente do mau tempo, partindo e chegando, atentos sempre aos sinais da mar\u00e9, velha parceira, seguem firmes <em>&#8211; tum tum tum &#8211; tum tum tum<\/em> repete o motor em ritmo constante como a dizer, teimoso <em>&#8211; N\u00e3o vou parar ainda, n\u00f3s n\u00e3o vamos sumir&#8230;<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/IMG_20190612_110856.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" 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Resultado transformar\u00e1 &#8211; em um futuro n\u00e3o t\u00e3o distante e n\u00e3o t\u00e3o dist\u00f3pico &#8211; a pesca artesanal em pr\u00e1tica esquecida de um outro tempo. \u00c9 mesmo verdade: o que o capitalismo n\u00e3o engole ele destr\u00f3i. Um outro tempo de fato, e sobre isso algumas explica\u00e7\u00f5es s\u00e3o poss\u00edveis: o barco n\u00e3o vai r\u00e1pido, desapressado riscando a superf\u00edcie l\u00edquida; e h\u00e1 o horizonte, veja que o homem n\u00e3o soube ainda destrui-lo sobre as \u00e1guas: e o horizonte permite que se veja de longe o destino a chegar; efetua-se ent\u00e3o uma lenta e respeitosa aproxima\u00e7\u00e3o, onde tamb\u00e9m aquilo que \u00e9 destino v\u00ea o visitante se acercar, em um balan\u00e7o que deseducadamente ignora o enjoo causado ao tripulante inexperiente &#8211; tum tum tum &#8211; tum tum tum martela o motor em seu esfor\u00e7o de empurrar a embarca\u00e7\u00e3o \u00e1gua afora. Ora! Afronta absoluta \u00e0s regras m\u00e1ximas do Tempo Vigente a comandar as engrenagens dos rel\u00f3gios do Agora que grita &#8211; Sempre mais r\u00e1pido! &#8211; Sempre mais intenso! &#8211; Sempre mais! E ergue-se firme a voz da pescadora &#8211; N\u00e3o no mar e n\u00e3o nos rios, responde &#8211; E acalme-se, respire fundo se ainda souber como, n\u00e3o espante voc\u00ea meus peixes com a sua pressa e a sua sujeira. Flutuando, o tempo se expande, dilata-se o espa\u00e7o: a rela\u00e7\u00e3o com o que h\u00e1 na volta e com o que h\u00e1 dentro n\u00e3o \u00e9 de mero uso, mas de pertencimento: e j\u00e1 n\u00e3o falamos de coisas, de objetos, de um algo qualquer palp\u00e1vel e poss\u00edvel de delimitar por cercas e arames farpados. Que n\u00e3o \u00e9 terra sabemos, \u00e9 \u00e1gua; contudo \u00e9 mais: \u00e9 territ\u00f3rio. Pescadora-pescador-peixe-marisco-lula-camar\u00e3o-profundeza-\u00e1gua-alga-e algo mais que havia j\u00e1 ali antes dos tubos e dutos enferrujados, antes do \u00f3leo sugado e derramado, antes das plataformas cuspidoras de chamas, antes dos desajeitados navios estacionados: um ancestral equil\u00edbrio estabelecido desde Tempos Desmemoriados e exatamente por isso n\u00e3o manipul\u00e1vel por quem se alimenta da urg\u00eancia: n\u00e3o haver\u00e1 medida de compensa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel quando o desequil\u00edbrio imposto pela avidez do lucro arruinar o futuro da paz. E diz-se isso n\u00e3o s\u00f3 por teimosia, n\u00e3o, e nem \u00e9 m\u00e1gica ou profecia clarividente: \u00e9 apenas que n\u00e3o h\u00e1 maneira de o homem, pequena parte de um universo complexo, rebalancear a multiplicidade das vidas que s\u00e3o bem mais amplas que a sua sozinha. Simplesmente foge \u00e0s suas capacidades, embora saibamos n\u00e3o ser a humildade um ponto forte seu, e assim repetem-se e repetem-se as promessas vazias de pretensas indeniza\u00e7\u00f5es pelos estragos causados, como se de alguma forma fosse poss\u00edvel compensar a morte. O homem se v\u00ea fora de seu ambiente, supremo, quando na verdade est\u00e1 dentro e \u00e9 parte &#8211; constata\u00e7\u00e3o que parece \u00f3bvia se aqui estamos em meio a tudo mais o que h\u00e1: e faz-se parte importante quando \u00e9 ele &#8211; e falamos deste tipo espec\u00edfico de homem &#8211; quem espanta o peixe, impossibilita e pro\u00edbe a pesca e assim extingue, ou quase extingue porque se resiste, a pescadora e o pescador artesanal. Talvez seja mesmo da ess\u00eancia do maior se alimentar do menor: pois mostre-se a estes homens toda a sua pequeneza. Ora: o capital n\u00e3o deixa nunca de correr e de usar e de gastar e de desperdi\u00e7ar para que possa fazer sempre mais e gastar e usar sempre mais e desperdi\u00e7ar tudo outra vez para ent\u00e3o recome\u00e7ar seu ciclo doente, e o que produz em sua sede insaci\u00e1vel de ter sede \u00e9 nada al\u00e9m da morte: talvez a presta\u00e7\u00f5es, talvez fantasiada de vida quando apela \u00e0s paix\u00f5es r\u00e1pidas &#8211; e ainda assim a morte. Um sistema que n\u00e3o deixa de reproduzir a si jamais, canibal viciado em seu pr\u00f3prio consumo, engole tudo a sua volta para depois vomitar a mesma pasta acinzentada que constr\u00f3i os horizontes das cidades modernas &#8211; n\u00e3o no mar, j\u00e1 disse! &#8211; e nem nos rios!, retumba forte a voz das \u00e1guas: outro tempo e outro espa\u00e7o se estabelecem ali, sublime resist\u00eancia. Desafia-se o apocalipse neoliberal lembrando a vida de outra alternativa, d\u00e1-se outra chance: h\u00e1 nelas e neles, nas mulheres e nos homens do mar, outra forma de existir. Portanto escute! &#8211; antes dos mares terminantemente contaminados e dos rios secos, antes que restem s\u00f3 as pedras e os min\u00e9rios e os \u00f3leos e os gases e a ferrugem e a poeira e as doen\u00e7as, antes que j\u00e1 n\u00e3o tenha volta: olhe ao redor. Que o sol vai se pondo j\u00e1, mas logo amanhece. Veja os peixes que ainda saltam e as redes que costuradas \u00e0 m\u00e3o ainda os agarram &#8211; e nunca em excesso, apenas o suficiente para que ambos sigam o ancestral jogo da fuga e da captura. Veja a vida que insiste em permanecer viva e as pescadoras e os pescadores que n\u00e3o aceitam uma extin\u00e7\u00e3o imposta e que lutam ainda &#8211; e de forma simples at\u00e9: pescando em seus barcos desapressados que navegam at\u00e9 um novo horizonte; sentando-se sobre plataformas desconvidadas at\u00e9 que estas percebam a inconveni\u00eancia de suas presen\u00e7as sobre e sob as \u00e1guas; insistindo em contar as hist\u00f3rias que fazem de seus feitos exemplos. N\u00e3o h\u00e1 como resistir a quem da \u00e1gua \u00e9 c\u00famplice: no fluxo indom\u00e1vel dos ribeir\u00f5es e dos riachos e das cachoeiras e dos lagos que desembocam nas ba\u00edas e nos mares, desfazem-se as impurezas corporativas atiradas e despejadas em seus corpos; purifica-se, ainda que leve gera\u00e7\u00f5es, e volta sempre \u00e0 vida: verdadeiro milagre da ressurrei\u00e7\u00e3o em cada canto que flor e \u00e1gua insistem em brotar. Apesar de todos os ataques dos homens que querem lucros, diretores e governadores e investidores que falam outras l\u00ednguas e que nunca entender\u00e3o a l\u00edngua da pesca e a l\u00edngua dos territ\u00f3rios, confusos e perdidos no tempo-espa\u00e7o de um desenvolvimentismo que anda pra tr\u00e1s; apesar da raiva capitalista que tem sede pelo sangue de quem ousa defender os direitos dos povos: segue em p\u00e9 a gente acostumada a se equilibrar sobre as t\u00e1buas gastas das velhas embarca\u00e7\u00f5es, que muito<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1409,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,8,7,1834,5,1835],"tags":[],"class_list":["post-1408","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-climatica-e-energetica","category-florestas-e-biodiversidade","category-justica-economica","category-pl572-22","category-soberania-alimentar","category-saeb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1408"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1408\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9904,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1408\/revisions\/9904"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1409"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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