{"id":124,"date":"2017-12-08T07:53:56","date_gmt":"2017-12-08T09:53:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=124"},"modified":"2025-06-17T16:14:17","modified_gmt":"2025-06-17T19:14:17","slug":"nem-um-poco-a-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=124","title":{"rendered":"Nem um po\u00e7o a mais!"},"content":{"rendered":"<h2 id=\"20ae\" class=\"graf graf--h4 graf-after--h3 graf--subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Entre 30 de novembro e 1\u00ba de dezembro, aconteceu no Esp\u00edrito Santo o 3\u00ba Semin\u00e1rio da campanha anti-petroleira \u201cNem Um Po\u00e7o A Mais!\u201d. O Amigos da Terra Brasil participou do evento. Confira abaixo a carta produzida a partir dos debates que ocorreram l\u00e1 e que acompanhamo<em class=\"markup--em markup--h4-em\">s atentos!<\/em><\/h2>\n<blockquote id=\"acd2\" class=\"graf graf--blockquote graf--startsWithDoubleQuote graf-after--h4\"><p>\u201cNosso planeta tem que ser uma casa de bem estar para todos. N\u00e3o queremos perder nossa hist\u00f3ria\u201d<br \/>\n<strong class=\"markup--strong markup--blockquote-strong\"><em class=\"markup--em markup--blockquote-em\">DONA ROSA<br \/>\nLideran\u00e7a comunit\u00e1ria anci\u00e3 de Jacara\u00edpe\/ES<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<blockquote id=\"d10b\" class=\"graf graf--blockquote graf--startsWithDoubleQuote graf-after--blockquote\"><p>\u201cNos ofereceram uma riqueza que n\u00e3o existe. Todo empobrecimento da humanidade \u00e9 provocado por esse desenvolvimento que est\u00e1 a\u00ed afora. E a gente n\u00e3o se d\u00e1 conta que est\u00e1 cavando nossa pr\u00f3pria sepultura\u201d<br \/>\n<strong class=\"markup--strong markup--blockquote-strong\"><em class=\"markup--em markup--blockquote-em\">SEU BI<br \/>\nPescador anci\u00e3o de Concei\u00e7\u00e3o da Barra\/ES<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p id=\"0a3e\" class=\"graf graf--p graf-after--blockquote\" style=\"text-align: justify;\"><strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">BARRAR A EXPANS\u00c3O E SUPERAR A CIVILIZA\u00c7\u00c3O PETROLEIRA<\/strong><\/p>\n<p id=\"ea5f\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">Reunidos no 3\u00ba. Semin\u00e1rio Nacional, n\u00f3s, da Campanha \u201cNem um po\u00e7o a mais!\u201d, convocamos voc\u00ea e sua fam\u00edlia, seus grupos coletivos e comunidades; conclamamos as redes e f\u00f3runs da sociedade civil brasileira e mundial para barrarmos a expans\u00e3o da ind\u00fastria e da civiliza\u00e7\u00e3o petroleira no Brasil.<\/p>\n<p id=\"a8e5\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">De um lado, a viol\u00eancia da ind\u00fastria petroleira extrativista. As pesquisas s\u00edsmicas, a perfura\u00e7\u00e3o de novos po\u00e7os e a reativa\u00e7\u00e3o de po\u00e7os maduros, as tecnologias de fracking, o transporte por dutos, navios e caminh\u00f5es tanques, os terminais de \u00f3leo e g\u00e1s, os portos e refinarias de petr\u00f3leo devastam os territ\u00f3rios tradicionais e distritos industriais nas periferias urbanas. A explora\u00e7\u00e3o offshore privatiza o mar, os manguezais e expulsa as comunidades. Planejam as terras e as \u00e1guas sem gente. Planejam as gentes sem as terras e as \u00e1guas. Impossibilitam seus modos de vida, cultura e trabalho. Povos de pesca artesanal, quilombolas, ind\u00edgenas, ribeirinhos, cai\u00e7aras, camponeses, mulheres, negros e jovens s\u00e3o os principais alvos do etnoc\u00eddio racista, machista e petroleiro.<\/p>\n<p id=\"8831\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">De outro lado, o consumo inconsequente e mal distribu\u00eddo nas sociedades. A gasolina, o diesel, \u00f3leo combust\u00edvel, querosene, g\u00e1s liquefeito, nafta, agrot\u00f3xicos, pl\u00e1stico, borracha, tintas, cosm\u00e9ticos e at\u00e9 f\u00e1rmacos. A petrodepend\u00eancia se alastra como epidemia. O uso desenfreado e o descarte dos derivados do petr\u00f3leo poluem a terra, as nascentes, os rios e lagoas. Contamina os alimentos. A queima do g\u00e1s e o processo industrial provoca chuva \u00e1cida e polui a atmosfera. Esquenta o clima do planeta. E depois inventam malabarismos para desviar o foco da causa do aquecimento global e manter a l\u00f3gica de rodopios das Confer\u00eancias e acordos internacionais do clima e da biodiversidade.<\/p>\n<p id=\"289e\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">As ci\u00eancias do desenvolvimento e do emprego, a economia verde compensat\u00f3ria, os m\u00e9todos e m\u00e9tricas dos condicionantes induzem \u00e0 l\u00f3gica de rebanho do \u201cquanto mais petr\u00f3leo melhor: mais crescimento econ\u00f4mico, mais consumo, mais royalties, mais direitos\u201d. Tudo farsa, apoiada em massiva propaganda e financiamentos das empresas e corpora\u00e7\u00f5es petroleiras. Poluem os territ\u00f3rios mentais com a acelera\u00e7\u00e3o e automatiza\u00e7\u00e3o da vida, com a quimicaliza\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o e o controle das subjetividades. Previna-se e tenha cuidado! A compensa\u00e7\u00e3o nunca compensa, os condicionantes n\u00e3o condicionam. A expans\u00e3o petroleira destr\u00f3i os direitos humanos e da natureza.<\/p>\n<p id=\"1b2f\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">No Brasil, na floresta (AC e AM), na foz do Amazonas (PA e AP), na costa do Nordeste (MA\/CE\/RN), como na regi\u00e3o de Suape (PE), em Sergipe e no Rec\u00f4ncavo baiano (BA), no Sap\u00ea do Norte e na foz do Rio Doce (ES), na Baixada Fluminense e na Ba\u00eda de Guanabara (RJ) e ao longo da vasta prov\u00edncia do Pr\u00e9-sal, nas \u00e1guas profundas do Atl\u00e2ntico Sul (ES\/RJ\/SP\/PR\/SC). Na Amaz\u00f4nia, no Cerrado, na Caatinga, na Mata Atl\u00e2ntica, nos manguezais, a expans\u00e3o petroleira n\u00e3o tem limite! Precisa ser detida.<\/p>\n<p id=\"9041\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">Nesse aspecto, conclamamos nossos colegas da Via Campesina e demais da Campanha \u201cO petr\u00f3leo tem que ser nosso.\u201d para uma reflex\u00e3o conjunta e um di\u00e1logo fraterno, a respeito da expans\u00e3o petroleira. Compartilhamos a cr\u00edtica contra a privatiza\u00e7\u00e3o da Petrobras e internacionaliza\u00e7\u00e3o do setor no Brasil. A Shell, por exemplo, impera em alguns de nossos territ\u00f3rios tradicionais. Entretanto, n\u00f3s, da Campanha \u201cNem um po\u00e7o a mais!\u201d, defendemos manter o petr\u00f3leo e o g\u00e1s no subsolo. Pois, mesmo que \u201cnosso\u201d, se extra\u00eddo e usado, ser\u00e3o nossos tamb\u00e9m seus impactos e viola\u00e7\u00f5es. Nossa ser\u00e1 a destrui\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e povos tradicionais, nossa a contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas e das terras, nossos ser\u00e3o os agrot\u00f3xicos e o racismo social e ambiental. A soberania nacional n\u00e3o pode estar acima da soberania dos diferentes povos e territ\u00f3rios brasileiros. E tamb\u00e9m a Petrobras tem sido, ela mesma, uma multinacional implac\u00e1vel junto a povos ind\u00edgenas no Equador, na Bol\u00edvia bem como na \u00c1frica.<\/p>\n<p id=\"7818\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">O Governo Temer quer acelerar ainda mais a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s no Brasil. Para isso lan\u00e7a o Plano Decenal de Energia (PDE) centrando 70% dos investimentos em petr\u00f3leo e g\u00e1s. Tamb\u00e9m o Plano REATE, para sacar as \u00faltimas gotas dos po\u00e7os maduros, sem nenhuma repara\u00e7\u00e3o para o passivo socioambiental desses po\u00e7os. Labirintos de poder sob controle dos partidos hegem\u00f4nicos e das corpora\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, a Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP) e o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica anunciam uma agenda de leil\u00f5es at\u00e9 2022, ofertando novos blocos para explora\u00e7\u00e3o, em terra e no mar. A privatiza\u00e7\u00e3o do setor, principalmente na prov\u00edncia do pr\u00e9-sal, atrai as principais petroleiras multinacionais como a Shell, StatOil, Chevron, Repsol, BP, DEA, BHP, Total, Estaleiro Jurong, Porto Rotterd\u00e3, al\u00e9m das chinesas.<\/p>\n<p id=\"e7b8\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">A velocidade dos neg\u00f3cios atropela qualquer cuidado e preven\u00e7\u00e3o, tornando os licenciamentos cada vez mais \u00e1geis e flex\u00edveis, controlando os relat\u00f3rios mais criteriosos de t\u00e9cnicos ambientais do pr\u00f3prio IBAMA e demais \u00f3rg\u00e3os. As r\u00e1pidas audi\u00eancias p\u00fablicas s\u00e3o mon\u00f3logos de tecnocratas, armadilhas longamente tramadas contra os povos e a sociedade civil local. A consulta pr\u00e9via \u00e9 um desrespeito \u00e0s comunidades locais. Tal como nos governos anteriores, no setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s, a corrup\u00e7\u00e3o segue imperando na rela\u00e7\u00e3o entre empresas e Estado. Ora mais estatizantes e nacionalistas, ora mais liberais e privatistas, o mecanismo desenvolvimentista segue hegem\u00f4nico, capturando o horizonte futuro e inviabilizando as bases de uma transi\u00e7\u00e3o. H\u00e1 que se construir uma terceira via para a Natureza e para sociedade brasileira, p\u00f3s-capitalista e p\u00f3s-petroleira.<\/p>\n<p id=\"e704\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o estamos condenados a seguir o caminho suicida da sociedade produtivista e consumista, sem mais tempo e sentido para a vida. A justa distribui\u00e7\u00e3o da terra, a regulariza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios tradicionais, o cuidado com a Natureza, a defesa da \u00e1gua e do alimento, a cr\u00edtica do racismo e do machismo. Antes de uma m\u00e9dia per capta de consumo energ\u00e9tico, precisamos saber: Que usos e modos de vida precisam de mais energia? E de quais energias?<\/p>\n<p id=\"34b0\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\"><strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Previna-se, cuide-se, despetrolize-se.<\/strong><\/p>\n<p id=\"0b1d\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">Assine esta Carta enviando email para\u00a0<a class=\"markup--anchor markup--p-anchor\" href=\"mailto:campanhanemumpocoamais@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-href=\"mailto:campanhanemumpocoamais@gmail.com\">campanhanemumpocoamais@gmail.com<\/a><\/p>\n<p id=\"52ca\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">Para organiza\u00e7\u00f5es, coletivos, grupos, associa\u00e7\u00f5es, comunidades, redes, f\u00f3runs.<\/p>\n<p id=\"3ffd\" class=\"graf graf--p graf-after--p\" style=\"text-align: justify;\">Algumas fotos do evento (para mais, acessa\u00a0<a class=\"markup--anchor markup--p-anchor\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Campanha-Antipetroleira-Nem-Um-Po%C3%A7o-a-Mais-399159136910248\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" data-href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Campanha-Antipetroleira-Nem-Um-Po%C3%A7o-a-Mais-399159136910248\/\">aqui a p\u00e1gina do Facebook<\/a>):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-126\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_fpU_9AULQUsRIvRp_.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_fpU_9AULQUsRIvRp_.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_fpU_9AULQUsRIvRp_-300x225.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_fpU_9AULQUsRIvRp_-768x576.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_fpU_9AULQUsRIvRp_-500x375.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-127\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_-xPmmesd5H34DEDf_.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_-xPmmesd5H34DEDf_.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_-xPmmesd5H34DEDf_-300x225.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_-xPmmesd5H34DEDf_-768x576.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_-xPmmesd5H34DEDf_-500x375.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-128\" src=\"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_zcenF4yPQBpt_vDt_.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_zcenF4yPQBpt_vDt_.jpg 800w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_zcenF4yPQBpt_vDt_-300x225.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_zcenF4yPQBpt_vDt_-768x576.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/0_zcenF4yPQBpt_vDt_-500x375.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 30 de novembro e 1\u00ba de dezembro, aconteceu no Esp\u00edrito Santo o 3\u00ba Semin\u00e1rio da campanha anti-petroleira \u201cNem Um Po\u00e7o A Mais!\u201d. O Amigos da Terra Brasil participou do evento. Confira abaixo a carta produzida a partir dos debates que ocorreram l\u00e1 e que acompanhamos atentos! \u201cNosso planeta tem que ser uma casa de bem estar para todos. N\u00e3o queremos perder nossa hist\u00f3ria\u201d DONA ROSA Lideran\u00e7a comunit\u00e1ria anci\u00e3 de Jacara\u00edpe\/ES \u201cNos ofereceram uma riqueza que n\u00e3o existe. Todo empobrecimento da humanidade \u00e9 provocado por esse desenvolvimento que est\u00e1 a\u00ed afora. E a gente n\u00e3o se d\u00e1 conta que est\u00e1 cavando nossa pr\u00f3pria sepultura\u201d SEU BI Pescador anci\u00e3o de Concei\u00e7\u00e3o da Barra\/ES BARRAR A EXPANS\u00c3O E SUPERAR A CIVILIZA\u00c7\u00c3O PETROLEIRA Reunidos no 3\u00ba. Semin\u00e1rio Nacional, n\u00f3s, da Campanha \u201cNem um po\u00e7o a mais!\u201d, convocamos voc\u00ea e sua fam\u00edlia, seus grupos coletivos e comunidades; conclamamos as redes e f\u00f3runs da sociedade civil brasileira e mundial para barrarmos a expans\u00e3o da ind\u00fastria e da civiliza\u00e7\u00e3o petroleira no Brasil. De um lado, a viol\u00eancia da ind\u00fastria petroleira extrativista. As pesquisas s\u00edsmicas, a perfura\u00e7\u00e3o de novos po\u00e7os e a reativa\u00e7\u00e3o de po\u00e7os maduros, as tecnologias de fracking, o transporte por dutos, navios e caminh\u00f5es tanques, os terminais de \u00f3leo e g\u00e1s, os portos e refinarias de petr\u00f3leo devastam os territ\u00f3rios tradicionais e distritos industriais nas periferias urbanas. A explora\u00e7\u00e3o offshore privatiza o mar, os manguezais e expulsa as comunidades. Planejam as terras e as \u00e1guas sem gente. Planejam as gentes sem as terras e as \u00e1guas. Impossibilitam seus modos de vida, cultura e trabalho. Povos de pesca artesanal, quilombolas, ind\u00edgenas, ribeirinhos, cai\u00e7aras, camponeses, mulheres, negros e jovens s\u00e3o os principais alvos do etnoc\u00eddio racista, machista e petroleiro. De outro lado, o consumo inconsequente e mal distribu\u00eddo nas sociedades. A gasolina, o diesel, \u00f3leo combust\u00edvel, querosene, g\u00e1s liquefeito, nafta, agrot\u00f3xicos, pl\u00e1stico, borracha, tintas, cosm\u00e9ticos e at\u00e9 f\u00e1rmacos. A petrodepend\u00eancia se alastra como epidemia. O uso desenfreado e o descarte dos derivados do petr\u00f3leo poluem a terra, as nascentes, os rios e lagoas. Contamina os alimentos. A queima do g\u00e1s e o processo industrial provoca chuva \u00e1cida e polui a atmosfera. Esquenta o clima do planeta. E depois inventam malabarismos para desviar o foco da causa do aquecimento global e manter a l\u00f3gica de rodopios das Confer\u00eancias e acordos internacionais do clima e da biodiversidade. As ci\u00eancias do desenvolvimento e do emprego, a economia verde compensat\u00f3ria, os m\u00e9todos e m\u00e9tricas dos condicionantes induzem \u00e0 l\u00f3gica de rebanho do \u201cquanto mais petr\u00f3leo melhor: mais crescimento econ\u00f4mico, mais consumo, mais royalties, mais direitos\u201d. Tudo farsa, apoiada em massiva propaganda e financiamentos das empresas e corpora\u00e7\u00f5es petroleiras. Poluem os territ\u00f3rios mentais com a acelera\u00e7\u00e3o e automatiza\u00e7\u00e3o da vida, com a quimicaliza\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o e o controle das subjetividades. Previna-se e tenha cuidado! A compensa\u00e7\u00e3o nunca compensa, os condicionantes n\u00e3o condicionam. A expans\u00e3o petroleira destr\u00f3i os direitos humanos e da natureza. No Brasil, na floresta (AC e AM), na foz do Amazonas (PA e AP), na costa do Nordeste (MA\/CE\/RN), como na regi\u00e3o de Suape (PE), em Sergipe e no Rec\u00f4ncavo baiano (BA), no Sap\u00ea do Norte e na foz do Rio Doce (ES), na Baixada Fluminense e na Ba\u00eda de Guanabara (RJ) e ao longo da vasta prov\u00edncia do Pr\u00e9-sal, nas \u00e1guas profundas do Atl\u00e2ntico Sul (ES\/RJ\/SP\/PR\/SC). Na Amaz\u00f4nia, no Cerrado, na Caatinga, na Mata Atl\u00e2ntica, nos manguezais, a expans\u00e3o petroleira n\u00e3o tem limite! Precisa ser detida. Nesse aspecto, conclamamos nossos colegas da Via Campesina e demais da Campanha \u201cO petr\u00f3leo tem que ser nosso.\u201d para uma reflex\u00e3o conjunta e um di\u00e1logo fraterno, a respeito da expans\u00e3o petroleira. Compartilhamos a cr\u00edtica contra a privatiza\u00e7\u00e3o da Petrobras e internacionaliza\u00e7\u00e3o do setor no Brasil. A Shell, por exemplo, impera em alguns de nossos territ\u00f3rios tradicionais. Entretanto, n\u00f3s, da Campanha \u201cNem um po\u00e7o a mais!\u201d, defendemos manter o petr\u00f3leo e o g\u00e1s no subsolo. Pois, mesmo que \u201cnosso\u201d, se extra\u00eddo e usado, ser\u00e3o nossos tamb\u00e9m seus impactos e viola\u00e7\u00f5es. Nossa ser\u00e1 a destrui\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e povos tradicionais, nossa a contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas e das terras, nossos ser\u00e3o os agrot\u00f3xicos e o racismo social e ambiental. A soberania nacional n\u00e3o pode estar acima da soberania dos diferentes povos e territ\u00f3rios brasileiros. E tamb\u00e9m a Petrobras tem sido, ela mesma, uma multinacional implac\u00e1vel junto a povos ind\u00edgenas no Equador, na Bol\u00edvia bem como na \u00c1frica. O Governo Temer quer acelerar ainda mais a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s no Brasil. Para isso lan\u00e7a o Plano Decenal de Energia (PDE) centrando 70% dos investimentos em petr\u00f3leo e g\u00e1s. Tamb\u00e9m o Plano REATE, para sacar as \u00faltimas gotas dos po\u00e7os maduros, sem nenhuma repara\u00e7\u00e3o para o passivo socioambiental desses po\u00e7os. Labirintos de poder sob controle dos partidos hegem\u00f4nicos e das corpora\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, a Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP) e o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica anunciam uma agenda de leil\u00f5es at\u00e9 2022, ofertando novos blocos para explora\u00e7\u00e3o, em terra e no mar. A privatiza\u00e7\u00e3o do setor, principalmente na prov\u00edncia do pr\u00e9-sal, atrai as principais petroleiras multinacionais como a Shell, StatOil, Chevron, Repsol, BP, DEA, BHP, Total, Estaleiro Jurong, Porto Rotterd\u00e3, al\u00e9m das chinesas. A velocidade dos neg\u00f3cios atropela qualquer cuidado e preven\u00e7\u00e3o, tornando os licenciamentos cada vez mais \u00e1geis e flex\u00edveis, controlando os relat\u00f3rios mais criteriosos de t\u00e9cnicos ambientais do pr\u00f3prio IBAMA e demais \u00f3rg\u00e3os. As r\u00e1pidas audi\u00eancias p\u00fablicas s\u00e3o mon\u00f3logos de tecnocratas, armadilhas longamente tramadas contra os povos e a sociedade civil local. A consulta pr\u00e9via \u00e9 um desrespeito \u00e0s comunidades locais. Tal como nos governos anteriores, no setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s, a corrup\u00e7\u00e3o segue imperando na rela\u00e7\u00e3o entre empresas e Estado. Ora mais estatizantes e nacionalistas, ora mais liberais e privatistas, o mecanismo desenvolvimentista segue hegem\u00f4nico, capturando o horizonte futuro e inviabilizando as bases de uma transi\u00e7\u00e3o. H\u00e1 que se construir uma terceira via para a Natureza e para sociedade brasileira, p\u00f3s-capitalista e p\u00f3s-petroleira. N\u00e3o estamos condenados a seguir o caminho suicida da sociedade produtivista e consumista, sem mais tempo e sentido para a vida. 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