{"id":1222,"date":"2019-01-24T18:47:17","date_gmt":"2019-01-24T20:47:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.amigosdaterrabrasil.org.br\/?p=1222"},"modified":"2025-06-17T16:02:28","modified_gmt":"2025-06-17T19:02:28","slug":"vozes-a-prova-de-balas-conheca-a-historia-da-colombina-marta-lopez-guisao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=1222","title":{"rendered":"Vozes \u00e0 prova de balas: conhe\u00e7a a hist\u00f3ria da colombina Marta Lopez Guisao"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Conforme dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Agress\u00f5es a Defensores de Direitos Humanos (SIADDH) da organiza\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/somosdefensores.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Somos Defensores<\/a>, de 2016 a setembro de 2018 <strong>295 defensoras e defensores dos direitos humanos foram assassinados e outros 1046 sofreram amea\u00e7as na Col\u00f4mbia.<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em fun\u00e7\u00e3o disso, a melhor forma de proteger aqueles que est\u00e3o amea\u00e7ados neste momento \u00e9 os transformando no centro das aten\u00e7\u00f5es e compartilhando suas ideias com o mundo, para que todos possam entender que suas lutas transcendem as suas comunidades, porque eles simplesmente t\u00eam <a href=\"https:\/\/rmr.fm\/tag\/voces-a-prueba-de-balas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #3366ff;\">&#8220;vozes a prova de bala&#8221;<\/span><\/a>.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 o nome da campanha que toma os discursos de 11 defensoras e defensores dos direitos humanos que est\u00e3o amea\u00e7ados na Col\u00f4mbia. Com trechos de suas falas e ilustra\u00e7\u00f5es que remetem a elas e eles, busca-se que as vozes destas mulheres e homens cheguem a todo o mundo para que suas ideias tomem vida e possamos compreender que suas lutas cotidianas beneficiam ao pa\u00eds e ao continente latino-americano como um todo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Esta iniciativa, realizada pelo programa n\u00e3o governamental de prote\u00e7\u00e3o a defensores de direitos humanos &#8220;Somos Defensores&#8221;, com apoio de artistas e meios de comunica\u00e7\u00e3o, mostra a diversidade de defensores de direitos humanos, ressaltando os defensores comunit\u00e1rios, regionais, dos direitos ambientais, de mulheres, de jovens, dos trabalhadores, das comunidades campesinas, ind\u00edgenas, quilombolas, LGBTQ, entre outros.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">A Amigos da Terra Brasil, em parceria com a Radio Mundo Real, somam-se a difus\u00e3o desta campanha para dar voz aos defensores do campo e da cidade que lutam cotidianamente, superando o medo, a falta de garantias, riscos e agress\u00f5es iminentes a que est\u00e3o expostos.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, a hist\u00f3ria de Marta L\u00f3pez Guisao, representante de comunidades vulner\u00e1veis en Urab\u00e1 Chocoano e Antioque\u00f1o (no noroeste da Colombia), v\u00edtima da a\u00e7\u00e3o de mil\u00edcias e do controle do ex\u00e9rcito na Comuna 13 de Medell\u00edn durante a opera\u00e7\u00e3o Ori\u00f3n. Sua irm\u00e3 Alicia L\u00f3pez foi assassinada em 2017 com seis disparos.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Meu nome \u00e9 Marta Lopez Guisao, sou de origem campesina. Meu envolvimento como l\u00edder social e defensora dos direitos humanos iniciou ainda muito jovem no munic\u00edpio de Apartad\u00f3; ali iniciei uma sequ\u00eancia de a\u00e7\u00f5es. Fui professora volunt\u00e1ria de 150 meninas e meninos que n\u00e3o tinham este direito garantido. Em 1992, sofri meu primeiro despejo por amea\u00e7as e atentados contra minha vida.<\/em><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><em>Na cidade de Medell\u00edn, segui meu trabalho de lideran\u00e7a no bairro em que vivia. Um bairro que se formou a partir da recupera\u00e7\u00e3o de terra, e onde, por isso, n\u00e3o havia investimentos do Estado. Nesta comunidades come\u00e7amos a resolver nossas pr\u00f3prias necessidades e garantir os nossos direitos. Foi assim que constru\u00edmos o col\u00e9gio em que fui professora volunt\u00e1ria. Constru\u00edmos um posto de sa\u00fade, escoamento de esgoto, um parque e uma cancha poliesportiva. Infelizmente, fomos surpreendidos pela Opera\u00e7\u00e3o Mariscal e pela Opera\u00e7\u00e3o Ori\u00f3n, em que nos declararam como alvo militar, cujo fim era assassinar toda a nossa fam\u00edlia, pois todas somos l\u00edderes sociais e defensores de direitos humanos.<\/em><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><em>Sa\u00edmos de Medell\u00edn. Fui trabalhar nas comunidades do sul de Bol\u00edvar na zona mineira. Ao sul, por San Pablo, uma incurs\u00e3o do ex\u00e9rcito junto a mil\u00edcias sequestraram uma fam\u00edlia. Os encontramos em dois acampamentos de milicianos onde nos maltrataram e me apontaram um fuzil. Em Bogot\u00e1 tamb\u00e9m sofri persegui\u00e7\u00f5es, o que me levou a sair do pa\u00eds por v\u00e1rios anos.<\/em><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><em>Quando voltei, fui trabalhar com as comunidade em Choc\u00f3. Depois de 15 anos longe de Medellin e do bairro em que fomos despejada, assassinaram minha irm\u00e3 Alicia L\u00f3pez Guisao, em 2 de mar\u00e7o de 2017. Novamente somos amea\u00e7ados e sou obrigada a sair de Choc\u00f3. Minha luta seguir\u00e1 ainda que me persigam&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em>Ou\u00e7a o relato e leia a <a href=\"https:\/\/rmr.fm\/videos\/voces-a-prueba-de-balas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reportagem original<\/a> no site da Radio Mundo Real!<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conforme dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Agress\u00f5es a Defensores de Direitos Humanos (SIADDH) da organiza\u00e7\u00e3o Somos Defensores, de 2016 a setembro de 2018 295 defensoras e defensores dos direitos humanos foram assassinados e outros 1046 sofreram amea\u00e7as na Col\u00f4mbia. Em fun\u00e7\u00e3o disso, a melhor forma de proteger aqueles que est\u00e3o amea\u00e7ados neste momento \u00e9 os transformando no centro das aten\u00e7\u00f5es e compartilhando suas ideias com o mundo, para que todos possam entender que suas lutas transcendem as suas comunidades, porque eles simplesmente t\u00eam &#8220;vozes a prova de bala&#8221;. Este \u00e9 o nome da campanha que toma os discursos de 11 defensoras e defensores dos direitos humanos que est\u00e3o amea\u00e7ados na Col\u00f4mbia. Com trechos de suas falas e ilustra\u00e7\u00f5es que remetem a elas e eles, busca-se que as vozes destas mulheres e homens cheguem a todo o mundo para que suas ideias tomem vida e possamos compreender que suas lutas cotidianas beneficiam ao pa\u00eds e ao continente latino-americano como um todo. Esta iniciativa, realizada pelo programa n\u00e3o governamental de prote\u00e7\u00e3o a defensores de direitos humanos &#8220;Somos Defensores&#8221;, com apoio de artistas e meios de comunica\u00e7\u00e3o, mostra a diversidade de defensores de direitos humanos, ressaltando os defensores comunit\u00e1rios, regionais, dos direitos ambientais, de mulheres, de jovens, dos trabalhadores, das comunidades campesinas, ind\u00edgenas, quilombolas, LGBTQ, entre outros. A Amigos da Terra Brasil, em parceria com a Radio Mundo Real, somam-se a difus\u00e3o desta campanha para dar voz aos defensores do campo e da cidade que lutam cotidianamente, superando o medo, a falta de garantias, riscos e agress\u00f5es iminentes a que est\u00e3o expostos. Na sequ\u00eancia, a hist\u00f3ria de Marta L\u00f3pez Guisao, representante de comunidades vulner\u00e1veis en Urab\u00e1 Chocoano e Antioque\u00f1o (no noroeste da Colombia), v\u00edtima da a\u00e7\u00e3o de mil\u00edcias e do controle do ex\u00e9rcito na Comuna 13 de Medell\u00edn durante a opera\u00e7\u00e3o Ori\u00f3n. Sua irm\u00e3 Alicia L\u00f3pez foi assassinada em 2017 com seis disparos. &#8220;Meu nome \u00e9 Marta Lopez Guisao, sou de origem campesina. Meu envolvimento como l\u00edder social e defensora dos direitos humanos iniciou ainda muito jovem no munic\u00edpio de Apartad\u00f3; ali iniciei uma sequ\u00eancia de a\u00e7\u00f5es. Fui professora volunt\u00e1ria de 150 meninas e meninos que n\u00e3o tinham este direito garantido. Em 1992, sofri meu primeiro despejo por amea\u00e7as e atentados contra minha vida. Na cidade de Medell\u00edn, segui meu trabalho de lideran\u00e7a no bairro em que vivia. Um bairro que se formou a partir da recupera\u00e7\u00e3o de terra, e onde, por isso, n\u00e3o havia investimentos do Estado. Nesta comunidades come\u00e7amos a resolver nossas pr\u00f3prias necessidades e garantir os nossos direitos. Foi assim que constru\u00edmos o col\u00e9gio em que fui professora volunt\u00e1ria. Constru\u00edmos um posto de sa\u00fade, escoamento de esgoto, um parque e uma cancha poliesportiva. Infelizmente, fomos surpreendidos pela Opera\u00e7\u00e3o Mariscal e pela Opera\u00e7\u00e3o Ori\u00f3n, em que nos declararam como alvo militar, cujo fim era assassinar toda a nossa fam\u00edlia, pois todas somos l\u00edderes sociais e defensores de direitos humanos. Sa\u00edmos de Medell\u00edn. Fui trabalhar nas comunidades do sul de Bol\u00edvar na zona mineira. Ao sul, por San Pablo, uma incurs\u00e3o do ex\u00e9rcito junto a mil\u00edcias sequestraram uma fam\u00edlia. Os encontramos em dois acampamentos de milicianos onde nos maltrataram e me apontaram um fuzil. Em Bogot\u00e1 tamb\u00e9m sofri persegui\u00e7\u00f5es, o que me levou a sair do pa\u00eds por v\u00e1rios anos. Quando voltei, fui trabalhar com as comunidade em Choc\u00f3. Depois de 15 anos longe de Medellin e do bairro em que fomos despejada, assassinaram minha irm\u00e3 Alicia L\u00f3pez Guisao, em 2 de mar\u00e7o de 2017. Novamente somos amea\u00e7ados e sou obrigada a sair de Choc\u00f3. Minha luta seguir\u00e1 ainda que me persigam&#8221;. 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