{"id":11489,"date":"2026-09-23T19:31:43","date_gmt":"2026-09-23T22:31:43","guid":{"rendered":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=11489"},"modified":"2026-09-28T19:43:09","modified_gmt":"2026-09-28T22:43:09","slug":"a-forca-das-juventudes-marca-o-3o-encontro-vozes-pela-justica-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=11489","title":{"rendered":"A for\u00e7a das juventudes marca o 3\u00ba Encontro Vozes pela Justi\u00e7a Ambiental"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos dias 21 e 22 de setembro estivemos no 3\u00ba Encontro Vozes pela Justi\u00e7a Ambiental. A atividade teve como objetivo construir unidade nas lutas que crescem do ch\u00e3o de territ\u00f3rios como retomadas ind\u00edgenas, assentamentos da reforma agr\u00e1ria, ocupa\u00e7\u00f5es de moradia, kilombos, cozinhas solid\u00e1rias, hortas comunit\u00e1rias e periferias que se erguem em poesia.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 21, conhecido como Dia da \u00c1rvore e Dia Internacional de Combate aos Monocultivos de \u00c1rvores, falamos sobre o avan\u00e7o dos monocultivos para produ\u00e7\u00e3o de celulose no RS. Antes do Semin\u00e1rio, estivemos com as m\u00e3os cheias de sementes nativas participando da Jornada de Lutas Cidades Verdes, Periferias Vivas, num grande mutir\u00e3o popular com juventudes. Eles desmatam, a gente planta \ud83d\udc9a<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55549021515_db2a1e3b4e_4k-1024x680.jpg?wsr\" alt=\"\" class=\"wp-image-11491\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55549021515_db2a1e3b4e_4k-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55549021515_db2a1e3b4e_4k-300x199.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55549021515_db2a1e3b4e_4k-768x510.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55549021515_db2a1e3b4e_4k-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55549021515_db2a1e3b4e_4k-scaled.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=11479\">Leia aqui o Manifesto Pol\u00edtico Cidades Verdes Periferias Vivas <\/a>e <a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=11482\">confira aqui sobre a\u00e7\u00f5es da data<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55545997552_08833f0e29_4k-1024x680.jpg?wsr\" alt=\"\" class=\"wp-image-11492\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55545997552_08833f0e29_4k-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55545997552_08833f0e29_4k-300x199.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55545997552_08833f0e29_4k-768x510.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55545997552_08833f0e29_4k-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55545997552_08833f0e29_4k-scaled.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na data abordamos como agem ascorpora\u00e7\u00f5es que lucram com a morte. Identificamos amea\u00e7as de projetos miner\u00e1rios e do agroneg\u00f3cio que envenenam corpos h\u00eddricos, fauna e flora, criando uma forma \u00fanica de ser que destr\u00f3i a diversidade. S\u00f3 a soja, hoje, ocupa 25% do RS. Atualmente, uma das grandes batalhas \u00e9 para frear viola\u00e7\u00f5es de direitos territoriais, dos povos e humanas provocadas pela CMPC Celulose, que sequer consultou comunidades mby\u00e1 guarani afetadas por seu empreendimento e est\u00e1 com projeto de nova f\u00e1brica para Barra do Ribeiro, ironicamente chamada de \u201cProjeto Natureza\u201d. Que natureza \u00e9 essa sem os povos?, questionamos. Salientamos, ainda, como movimentos sociais, territ\u00f3rios e organiza\u00e7\u00f5es populares e da juventude zelam pela natureza frente a mercantiliza\u00e7\u00e3o das vidas, construindo resist\u00eancia e solu\u00e7\u00f5es reais na emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547040798_6e13db29de_k-1024x683.jpg?wsr\" alt=\"\" class=\"wp-image-11493\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547040798_6e13db29de_k-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547040798_6e13db29de_k-300x200.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547040798_6e13db29de_k-768x512.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547040798_6e13db29de_k-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547040798_6e13db29de_k-scaled.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O dia 22 foi marcado por sequ\u00eancia nos debates e aprofundamento hist\u00f3rico sobre organiza\u00e7\u00e3o popular. Com muita troca de experi\u00eancias, o destaque foi a juventude presente, que no slam, verso livre e papo reto exp\u00f4s desafios, vit\u00f3rias e seu papel na continuidade da vida digna e reexist\u00eancia. O Semin\u00e1rio contou com conflu\u00eancia de saberes e t\u00e1ticas sobre como construir as mudan\u00e7as que queremos, demarcando que \u00e9 com terra e diversidade (chega de monocultura), feminismo popular, tecnologias ancestrais, valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho de cuidado e com afeto que, apesar das trincheiras, seguimos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547038813_fe918062d5_6k-1024x683.jpg?wsr\" alt=\"\" class=\"wp-image-11494\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547038813_fe918062d5_6k-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547038813_fe918062d5_6k-300x200.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547038813_fe918062d5_6k-768x512.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547038813_fe918062d5_6k-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/55547038813_fe918062d5_6k-scaled.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/4z3Tdt3\">Confira a cobertura fotogr\u00e1fica em: <\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-flickr wp-block-embed-flickr\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<a data-flickr-embed='true' href='https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/albums\/72177720335790473' title='3\u00ba Encontro Territ\u00f3rios de Vida x Projetos de Morte - 21 e 22\/09\/26 - Porto Alegre (RS) by Comunica\u00e7\u00e3o ATBrasil, on Flickr'><img src='https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/55547040798_881d2d225b_c.jpg' width='800' height='600' alt='3\u00ba Encontro Territ\u00f3rios de Vida x Projetos de Morte - 21 e 22\/09\/26 - Porto Alegre (RS)'><\/a><script async src='https:\/\/embedr.flickr.com\/assets\/client-code.js' charset='utf-8'><\/script>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 21 e 22 de setembro estivemos no 3\u00ba Encontro Vozes pela Justi\u00e7a Ambiental. A atividade teve como objetivo construir unidade nas lutas que crescem do ch\u00e3o de territ\u00f3rios como retomadas ind\u00edgenas, assentamentos da reforma agr\u00e1ria, ocupa\u00e7\u00f5es de moradia, kilombos, cozinhas solid\u00e1rias, hortas comunit\u00e1rias e periferias que se erguem em poesia. No dia 21, conhecido como Dia da \u00c1rvore e Dia Internacional de Combate aos Monocultivos de \u00c1rvores, falamos sobre o avan\u00e7o dos monocultivos para produ\u00e7\u00e3o de celulose no RS. Antes do Semin\u00e1rio, estivemos com as m\u00e3os cheias de sementes nativas participando da Jornada de Lutas Cidades Verdes, Periferias Vivas, num grande mutir\u00e3o popular com juventudes. Eles desmatam, a gente planta \ud83d\udc9a Leia aqui o Manifesto Pol\u00edtico Cidades Verdes Periferias Vivas e confira aqui sobre a\u00e7\u00f5es da data! Na data abordamos como agem ascorpora\u00e7\u00f5es que lucram com a morte. Identificamos amea\u00e7as de projetos miner\u00e1rios e do agroneg\u00f3cio que envenenam corpos h\u00eddricos, fauna e flora, criando uma forma \u00fanica de ser que destr\u00f3i a diversidade. S\u00f3 a soja, hoje, ocupa 25% do RS. Atualmente, uma das grandes batalhas \u00e9 para frear viola\u00e7\u00f5es de direitos territoriais, dos povos e humanas provocadas pela CMPC Celulose, que sequer consultou comunidades mby\u00e1 guarani afetadas por seu empreendimento e est\u00e1 com projeto de nova f\u00e1brica para Barra do Ribeiro, ironicamente chamada de \u201cProjeto Natureza\u201d. Que natureza \u00e9 essa sem os povos?, questionamos. Salientamos, ainda, como movimentos sociais, territ\u00f3rios e organiza\u00e7\u00f5es populares e da juventude zelam pela natureza frente a mercantiliza\u00e7\u00e3o das vidas, construindo resist\u00eancia e solu\u00e7\u00f5es reais na emerg\u00eancia clim\u00e1tica. O dia 22 foi marcado por sequ\u00eancia nos debates e aprofundamento hist\u00f3rico sobre organiza\u00e7\u00e3o popular. Com muita troca de experi\u00eancias, o destaque foi a juventude presente, que no slam, verso livre e papo reto exp\u00f4s desafios, vit\u00f3rias e seu papel na continuidade da vida digna e reexist\u00eancia. O Semin\u00e1rio contou com conflu\u00eancia de saberes e t\u00e1ticas sobre como construir as mudan\u00e7as que queremos, demarcando que \u00e9 com terra e diversidade (chega de monocultura), feminismo popular, tecnologias ancestrais, valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho de cuidado e com afeto que, apesar das trincheiras, seguimos. 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