{"id":11174,"date":"2025-09-29T18:54:32","date_gmt":"2025-09-29T21:54:32","guid":{"rendered":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=11174"},"modified":"2025-09-30T10:07:01","modified_gmt":"2025-09-30T13:07:01","slug":"amigas-da-terra-brasil-participa-do-ii-vspea-e-pauta-demandas-da-cupula-dos-povos-e-responsabilidade-do-agronegocio-nas-emissoes-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=11174","title":{"rendered":"Amigas da Terra Brasil participa do II VSPEA e pauta demandas da C\u00fapula dos Povos e responsabilidade do agroneg\u00f3cio nas emiss\u00f5es brasileiras\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos dias 16 e 17 de setembro ocorreu o <a href=\"https:\/\/saude.rs.gov.br\/secretaria-da-saude-promove-seminario-sobre-desafios-da-vigilancia-em-saude-das-populacoes-expostas-a-agrotoxicos\">II Semin\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade das Popula\u00e7\u00f5es Expostas \u00e0 Agrot\u00f3xicos (VSPEA)<\/a>, em Porto Alegre (RS). O encontro reuniu profissionais da sa\u00fade, estudantes, gestores, militantes e representantes da sociedade civil. Foi um espa\u00e7o de debate e constru\u00e7\u00e3o coletiva, com foco na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que visam a sa\u00fade e a seguran\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es expostas a agrot\u00f3xicos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Promovido pela Secretaria Estadual de Sa\u00fade do Rio Grande do Sul, por meio do Comit\u00ea Estadual do VSPEA, o Semin\u00e1rio contou com dois dias de atividades, e teve como objetivo aprofundar conhecimentos e fortalecer a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia frente aos impactos dos agrot\u00f3xicos na sa\u00fade humana. Eduardo Raguse, representando a Amigas da Terra Brasil, a <a href=\"https:\/\/contraosagrotoxicos.org\/\">Campanha Permanente Contra os Agrot\u00f3xicos e Pela Vida<\/a> e tamb\u00e9m a C\u00fapula dos Povos rumo \u00e0 COP30, esteve presente em um dos pain\u00e9is de debate, e fez fala abordando a emerg\u00eancia clim\u00e1tica e o papel do agroneg\u00f3cio no contexto brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo iniciou a sua exposi\u00e7\u00e3o apresentando o atual contexto da emerg\u00eancia clim\u00e1tica. \u201cS\u00e3o efeitos principalmente da revolu\u00e7\u00e3o industrial e da queima dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Mas, no Brasil, o principal fator de emiss\u00e3o est\u00e1 ligado ao modelo do agroneg\u00f3cio, principalmente em rela\u00e7\u00e3o ao desmatamento e \u00e0s queimadas para expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola, al\u00e9m das emiss\u00f5es do pr\u00f3prio setor agropecu\u00e1rio. Esta soma evidencia que o agroneg\u00f3cio \u00e9 respons\u00e1vel 75% das emiss\u00f5es brasileiras\u201d, exp\u00f4s.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 na conta deste setor a responsabilidade de o Brasil ser um dos pa\u00edses recordistas no uso de agrot\u00f3xicos no mundo.&nbsp; Segundo dados da <a href=\"https:\/\/www.fao.org\/family-farming\/detail\/en\/c\/1074398\/\">Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO)<\/a>, em 2022, o Brasil consumiu mais de 800 mil toneladas de agrot\u00f3xicos, o equivalente a quase um ter\u00e7o de todo o consumo mundial. \u201cChegamos a 800 mil toneladas de agrot\u00f3xicos em 2022 e hoje seguimos em torno dessa faixa. Al\u00e9m disso, o agroneg\u00f3cio \u00e9 respons\u00e1vel por uma s\u00e9rie de conflitos no campo. De acordo com o<a href=\"https:\/\/cptnacional.org.br\/caderno\/conflitos-no-campo-brasil-2024\/#:~:text=No%20%C3%BAltimo%20ano%2C%20foram%20registrados,iniciada%20em%20mar%C3%A7o%20de%202024.\"> \u00faltimo relat\u00f3rio da CPT de conflitos no campo<\/a>, em 2024 se registrou o segundo maior \u00edndice de conflitos no campo desde 1985. Foram 2.185 casos, ficou atr\u00e1s apenas do ano de 2023, quando ocorreram 2.250 casos de conflitos no campo\u201d, evidenciou Eduardo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos como arma qu\u00edmica tamb\u00e9m foi um dos pontos que Eduardo colocou em evid\u00eancia. \u201c<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/04\/24\/agrotoxicos-sao-usados-como-armas-quimicas-em-conflitos-fundiarios-e-atingiram-mais-de-17-mil-familias-em-2024-aponta-cpt\/\">Em 2024 foram 276 casos registrados de contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos, atingindo mais de 17 mil fam\u00edlias<\/a>, sendo que sabemos que esse n\u00famero \u00e9 bastante subestimado e que quase 90% dos casos foi devido \u00e0 pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. E est\u00e1 crescendo no Brasil, de maneira muito assustadora, o uso de drones para pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. Temos cerca de 2.500 aeronaves para pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea registradas na ANAC e j\u00e1 temos mais de 8.500 drones para esse mesmo uso sendo que se estima que sejam mais de 12 mil em opera\u00e7\u00e3o, ou seja, sequer est\u00e3o registrados boa parte desses drones\u201c, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A luta contra o agroneg\u00f3cio tamb\u00e9m \u00e9 uma luta clim\u00e1tica<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"568\" src=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/VSPEA-Vitoria-Bezerra-Meirelles-1-1024x568.jpg?wsr\" alt=\"\" class=\"wp-image-11177\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/VSPEA-Vitoria-Bezerra-Meirelles-1-1024x568.jpg 1024w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/VSPEA-Vitoria-Bezerra-Meirelles-1-300x167.jpg 300w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/VSPEA-Vitoria-Bezerra-Meirelles-1-768x426.jpg 768w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/VSPEA-Vitoria-Bezerra-Meirelles-1-1536x852.jpg 1536w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/VSPEA-Vitoria-Bezerra-Meirelles-1-scaled.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Eduardo Raguse aborda durante mesa a rela\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio brasileiro com a emerg\u00eancia clim\u00e1tica, viola\u00e7\u00f5es de direitos, conflitos no campo e intensifica\u00e7\u00e3o do uso de agrot\u00f3xicos<\/em> | Cr\u00e9dito das fotos: Vit\u00f3ria Bezerra Meirelles<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Eduardo ressaltou a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ieuceWvI14A\">import\u00e2ncia da constru\u00e7\u00e3o de ferramentas de vigil\u00e2ncia popular <\/a><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DOelzoqj_NC\/\">como estrat\u00e9gias coletivas contra os impactos da emerg\u00eancia clim\u00e1tica, assim como para a defesa dos territ\u00f3rios de vida<\/a> frente \u00e0s pol\u00edticas de morte do agroneg\u00f3cio. \u201cEu trouxe esses elementos todos para dizer que a luta contra os agrot\u00f3xicos, contra o agroneg\u00f3cio, tamb\u00e9m \u00e9 uma luta clim\u00e1tica. A gente frear e mudar esse modelo do agroneg\u00f3cio brasileiro vai trazer efeitos, tamb\u00e9m, como contribui\u00e7\u00e3o do Brasil para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, para al\u00e9m de todos outros fatores socioambientais envolvidos\u201d, destacou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aterrissando o debate num dos grandes eventos para negocia\u00e7\u00f5es do clima a n\u00edvel global, a COP 30, que ser\u00e1 sediada em Bel\u00e9m (PA) em novembro deste ano, Eduardo encerrou a sua fala apresentando as principais pautas da <a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=6946\">C\u00fapula dos Povos rumo \u00e0 COP30<\/a>. A <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/amigos-da-terra-brasil\/2025\/04\/16\/clima-complicado-como-navegar-com-unidade-popular-no-mar-das-contradicoes-rumo-a-cop-30\/\">C\u00fapula dos Povos \u00e9 um evento paralelo ao oficial, que emerge das ra\u00edzes das lutas<\/a> como contraponto e processo pol\u00edtico de incid\u00eancia nas Confer\u00eancias do Clima da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), assim como em outros espa\u00e7os.<a href=\"https:\/\/cupuladospovoscop30.org\/\"> Nela<\/a>, movimentos e organiza\u00e7\u00f5es sociais, inclusive a Amigas da Terra Brasil, se fortalecem e agem para pressionar as negocia\u00e7\u00f5es, construindo e apresentando solu\u00e7\u00f5es alternativas \u00e0s das grandes corpora\u00e7\u00f5es e dos governos que as defendem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDefendemos, principalmente, o <strong>direito \u00e0 terra e ao territ\u00f3rio<\/strong> de popula\u00e7\u00f5es tradicionais, por meio de<strong> demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas<\/strong>, <strong>titula\u00e7\u00e3o de quilombos <\/strong>e tamb\u00e9m com a<strong> reforma agr\u00e1ria e urbana<\/strong> e o <strong>desmatamento zero<\/strong>. E pautamos, principalmente, uma <strong>mudan\u00e7a radical e profunda nesse modelo de agroneg\u00f3cio brasileiro<\/strong>. Al\u00e9m, \u00e9 claro, da nossa pauta de fundo, que \u00e9 lutar por <strong>uma mudan\u00e7a do modelo global de produ\u00e7\u00e3o e consumo<\/strong>\u201d, especificou Eduardo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=6946\"><strong>Leia tamb\u00e9m: Amigas da Terra na C\u00fapula dos Povos Rumo \u00e0 COP30, a solu\u00e7\u00e3o s\u00e3o os povos nos territ\u00f3rios<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 16 e 17 de setembro ocorreu o II Semin\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade das Popula\u00e7\u00f5es Expostas \u00e0 Agrot\u00f3xicos (VSPEA), em Porto Alegre (RS). O encontro reuniu profissionais da sa\u00fade, estudantes, gestores, militantes e representantes da sociedade civil. 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Nela, movimentos e organiza\u00e7\u00f5es sociais, inclusive a Amigas da Terra Brasil, se fortalecem e agem para pressionar as negocia\u00e7\u00f5es, construindo e apresentando solu\u00e7\u00f5es alternativas \u00e0s das grandes corpora\u00e7\u00f5es e dos governos que as defendem. \u201cDefendemos, principalmente, o direito \u00e0 terra e ao territ\u00f3rio de popula\u00e7\u00f5es tradicionais, por meio de demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas, titula\u00e7\u00e3o de quilombos e tamb\u00e9m com a reforma agr\u00e1ria e urbana e o desmatamento zero. E pautamos, principalmente, uma mudan\u00e7a radical e profunda nesse modelo de agroneg\u00f3cio brasileiro. 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