{"id":11152,"date":"2025-09-22T20:47:00","date_gmt":"2025-09-22T23:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=11152"},"modified":"2025-09-25T14:27:39","modified_gmt":"2025-09-25T17:27:39","slug":"amigas-da-terra-brasil-promove-seminario-que-reafirma-a-importancia-da-defesa-dos-territorios-de-vida-frente-as-ameacas-do-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=11152","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio reafirma a import\u00e2ncia da defesa dos territ\u00f3rios de vida frente \u00e0s amea\u00e7as do capitalismo"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos dias 20 e 21 de setembro, a Amigas da Terra Brasil promoveu o<em> <\/em><strong><em>\u201c<\/em><\/strong><strong><em>Semin\u00e1rio Regional Territ\u00f3rios de Vida x Projetos de Morte Monocultivos e Minera\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/strong>, no CPERS Sindicato, em Porto Alegre (RS). O encontro reuniu comunidades, povos ind\u00edgenas, quilombolas, assentades, juventudes, organiza\u00e7\u00f5es e movimentos sociais de todo o estado para refletir, fortalecer e articular estrat\u00e9gias em defesa dos biomas, povos e territ\u00f3rios de vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com base em repert\u00f3rio hist\u00f3rico e trazendo uma s\u00e9rie de dados, o semin\u00e1rio se debru\u00e7ou na disputa entre dois projetos de futuro: os <strong>territ\u00f3rios de vida<\/strong>, que florescem na diversidade cultural, na agroecologia, na luta por soberania alimentar e justi\u00e7a social, e os <strong>projetos de morte<\/strong>, que avan\u00e7am com monocultivos, minera\u00e7\u00e3o e agrot\u00f3xicos, impondo destrui\u00e7\u00e3o, racismo ambiental e agravando a crise clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O momento foi composto por atividades culturais, participa\u00e7\u00e3o em ato, oficina de batucadas e tr\u00eas pain\u00e9is de debate. Foram dois dias de di\u00e1logos potentes sobre hist\u00f3rias de luta, den\u00fancias dos impactos socioambientais e experi\u00eancias de resist\u00eancia que mostram que <a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Amigas-da-Terra-Justica-Climatica-WEB-1.pdf\">outro caminho \u00e9 poss\u00edvel \u2013 um caminho constru\u00eddo pelos povos, na defesa da terra, da \u00e1gua, da sa\u00fade, da cultura e da vida.&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Emergiram quest\u00f5es relacionadas \u00e0 luta por terra e territ\u00f3rio, marcadas pela <strong>urg\u00eancia de reforma agr\u00e1ria popular, da agroecologia, da reforma urbana, da demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ind\u00edgenas e da titula\u00e7\u00e3o quilombola<\/strong>. Outro tema foi a necessidade de p\u00f4r fim \u00e0 viol\u00eancia colonial. Para isso, \u00e9 fundamental a <strong>solidariedade internacionalista<\/strong>, assim como a constru\u00e7\u00e3o de <strong>alternativas reais<\/strong>, que alterem a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as do capitalismo e mudem as l\u00f3gicas de produ\u00e7\u00e3o e consumo . Solu\u00e7\u00f5es que tenham como eixo a <strong>soberania dos povos, especialmente alimentar e energ\u00e9tica<\/strong>, uma <strong>transi\u00e7\u00e3o justa e feminista<\/strong>, <strong>e que se ergam a partir das ra\u00edzes com<\/strong> <strong>justi\u00e7a clim\u00e1tica,<\/strong> trazendo repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica,&nbsp; garantia de direitos e a salvaguarda das formas de vida ancestrais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O semin\u00e1rio salientou que frente \u00e0s m\u00faltiplas crises que borbulham na emerg\u00eancia clim\u00e1tica, as <strong>solu\u00e7\u00f5es reais residem nas solu\u00e7\u00f5es dos povos, na organiza\u00e7\u00e3o coletiva e no poder popular<\/strong>. Experi\u00eancias como a luta das mulheres assentadas, cozinhas solid\u00e1rias, hortas comunit\u00e1rias, retomadas ind\u00edgenas, aquilombamentos, organiza\u00e7\u00e3o das juventudes, frentes em defesa dos biomas e constru\u00e7\u00f5es que demandam pol\u00edticas p\u00fablicas para projetos de vida foram destacadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O momento denunciou projetos de morte da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, ind\u00fastria b\u00e9lica, da celulose, minera\u00e7\u00e3o e agroneg\u00f3cio, assim como seus impactos e os retrocessos legais que os fortalecem. Mergulhando na resist\u00eancia em solo ga\u00facho, foram realizadas apresenta\u00e7\u00f5es sobre&nbsp;as lutas contra agrot\u00f3xicos, monocultivos e o latif\u00fandio. Foi evidenciado o protagonismo das mulheres, assim como as mobiliza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais realizadas em defesa do meio ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54805643076_5f9dda6969.jpg\" alt=\"Semin\u00e1rio Regional Territ\u00f3rios de Vida x Projetos de Morte \u2013 Monocultivos e Minera\u00e7\u00e3o - 20 e 21\/09\/25 - Porto Alegre (RS)\" style=\"aspect-ratio:4\/3;object-fit:cover\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Estavam presentes jovens rumo \u00e0 C\u00fapula dos Povos, povos Guarani e Kaingang, o Comit\u00ea dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa, a UPP Camaqu\u00e3\/AGrUPa, o Assentamento Santa Rita de C\u00e1ssia II\/Nova Santa Rita, o Movimento Sem Terra (MST), o Movimento por Soberania Popular na Minera\u00e7\u00e3o (MAM), o coletivo Periferia Feminista, a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a CSAA Territ\u00f3rios de Vida (Comunidade que Sustenta a Agricultura Agroecol\u00f3gica), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco), a Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (RENAP) e a Universidade Federal do Rio Grande do SUl (UFRGS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Semin\u00e1rio encerrou com m\u00edstica&nbsp; e mobiliza\u00e7\u00e3o para o \u201cAto Sem Anistia para Golpistas, contra a PEC da Blindagem ou PEC da Bandidagem\u201d, uma manobra que dificulta investiga\u00e7\u00f5es contra parlamentares e presidentes de partidos suspeitos de cometer crimes, reafirmando que seguimos juntes na constru\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios livres da explora\u00e7\u00e3o corporativa e abertos \u00e0 esperan\u00e7a de um futuro justo e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Direitos para os povos, regras para empresas: \u00e9 preciso desmantelar o poder corporativo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-photo is-provider-flickr wp-block-embed-flickr\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54804797037\/in\/album-72177720329212138\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54804797037_84bbd54ef4_c.jpg\" alt=\"Semin\u00e1rio Regional Territ\u00f3rios de Vida x Projetos de Morte \u2013 Monocultivos e Minera\u00e7\u00e3o - 20 e 21\/09\/25 - Porto Alegre (RS)\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cA gente fala que por tr\u00e1s de uma grande fortuna h\u00e1 sempre um crime. E <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/amigos-da-terra-brasil-no-rs\/2023\/12\/27\/as-falsas-solucoes-e-responsabilizacoes-a-urgencia-de-um-projeto-politico-soberano\/\">por tr\u00e1s desses crimes est\u00e3o as transnacionais<\/a>\u201d, afirmou Let\u00edcia Paranhos, presidenta da Amigas da Terra Brasil.&nbsp; Durante uma apresenta\u00e7\u00e3o, Let\u00edcia abordou a<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/amigos-da-terra-brasil\/2025\/06\/18\/por-um-ambientalismo-popular-que-enfrente-o-poder-corporativo-e-o-imperialismo\/\"> arquitetura da impunidade das grandes corpora\u00e7\u00f5es,<\/a> expondo como estas atuam em cadeias globais para se isentarem de seus crimes e ampliarem lucros \u00e0s custas dos territ\u00f3rios de vida, especialmente no Sul Global.&nbsp; Let\u00edcia apresentou, ainda, proposi\u00e7\u00f5es no combate \u00e0 impunidade corporativa, intr\u00ednseca nos projetos de morte do capital. \u201cFalamos muito da arquitetura da impunidade, companheiros citaram aqui em v\u00e1rios momentos. Quando falamos de projeto de morte, n\u00f3s falamos que eles podem existir gra\u00e7as a essa arquitetura\u201d, expressou.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel global, Let\u00edcia ressaltou a \u201c<a href=\"https:\/\/www.stopcorporateimpunity.org\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Elementos-chaves-Campanha-Global.pdf\">Campanha Global para Desmantelar o Poder Corporativo, Reivindicar a soberania dos povos e Acabar com a impunidade<\/a>\u201d, que demanda internacionalmente um <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/10\/24\/as-negociacoes-de-um-tratado-vinculante-internacional-sobre-empresas-transnacionais-e-direitos-humanos-na-onu\/\">Tratado Juridicamente Vinculante que responsabilize empresas transnacionais (ETNs) por seus crimes<\/a>. Destacou, ainda, iniciativas a n\u00edvel nacional que tamb\u00e9m pautam a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Pk0nxWE25Us\">primazia dos direitos humanos acima do lucro<\/a>, e que surgem como ferramenta de luta para que crimes como Mariana e Brumadinho nunca mais se repitam. Exemplo disso, no Brasil, \u00e9 o <a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?m=20230316\">PL 572\/22<\/a>, constru\u00eddo junto a movimentos sociais.<em> <\/em>\u201cA nossa perspectiva \u00e9 a quest\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/amigos-da-terra-brasil\/2022\/03\/28\/pl-572-um-caminho-para-a-regulacao-de-empresas-transnacionais-no-brasil\/\">direitos para os povos e regras para empresas<\/a>, que \u00e9 justamente o contr\u00e1rio do que temos hoje\u201d,&nbsp; explicou Let\u00edcia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/CARTILHA-POPULAR-PL-572.pdf\"><em>Baixe a cartilha popular do PL 572\/22 e saiba mais<\/em><\/a>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"452\" height=\"652\" src=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-tela-2025-09-25-130518.jpg?wsr\" alt=\"\" class=\"wp-image-11154\" style=\"width:308px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-tela-2025-09-25-130518.jpg 452w, https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-tela-2025-09-25-130518-208x300.jpg 208w\" sizes=\"(max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O semin\u00e1rio tamb\u00e9m denunciou <a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=4222\">falsas solu\u00e7\u00f5es do mercado, constru\u00eddas com apelo de marketing verde<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DOb-9CMERwl\/\">discursos de responsabilidade social corporativa, sustentabilidade <\/a>e at\u00e9 mesmo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Discursos corporativos que na pr\u00e1tica replicam velhos problemas criados por corpora\u00e7\u00f5es, explorando ainda mais a natureza e as pessoas em nome do lucro, na l\u00f3gica de que estes s\u00e3o meros recursos infinitos \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. Uma din\u00e2mica entrela\u00e7ada no capitalismo financeiro e especulativo, t\u00e3o encontrado no mercado de carbono, mas que pouco se conecta com a realidade material de um planeta finito que est\u00e1 em colapso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=11119\"><strong>Pampa na mira:&nbsp; desertos verdes amea\u00e7am extinguir bioma menos protegido do Brasil&nbsp;<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54805473315_f2d7efbf55.jpg\" alt=\"Semin\u00e1rio Regional Territ\u00f3rios de Vida x Projetos de Morte \u2013 Monocultivos e Minera\u00e7\u00e3o - 20 e 21\/09\/25 - Porto Alegre (RS)\" style=\"aspect-ratio:4\/3;object-fit:cover\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Como evidencia a Rede Alerta Contra os Desertos Verdes,&nbsp; iniciativa nacional em defesa dos biomas, da biodiversidade e dos povos: \u201c<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DAMSoZOyQmg\/\">Quem v\u00ea \u00e1rvore, n\u00e3o v\u00ea floresta<\/a>\u201d. Memorando essa reflex\u00e3o no marco do dia 21 de setembro, data internacional de <a href=\"https:\/\/alertacontradesertosverdes.org\/cartas-notas-manifestos\/carta-denuncia-desertos-verdes-da-suzano-e-seus-rastros-vermelhos\/\">combate aos desertos verdes<\/a>, o Semin\u00e1rio exp\u00f4s a fragilidade do Pampa frente ao avan\u00e7o destes. Trazendo a for\u00e7a das mulheres sem terra, que no \u00faltimo 8 de mar\u00e7o fizeram atos em todo estado contra os monocultivos e pautaram que <a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=7288\">\u201ceucalipto n\u00e3o \u00e9 floresta\u201d<\/a>, o espa\u00e7o tamb\u00e9m demarcou como os desertos verdes impactam o Pampa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os <a href=\"https:\/\/alertacontradesertosverdes.org\/cartilhas\/aonde-as-arvores-sao-um-deserto-historias-da-terra\/\">desertos verdes<\/a> consistem em grandes \u00e1reas de monocultivo de uma \u00fanica esp\u00e9cie de \u00e1rvore. S\u00e3o chamados de desertos porque embora existam \u00e1rvores, n\u00e3o h\u00e1 diversidade, e sem diversidade, n\u00e3o h\u00e1 vida. Para existirem desertos verdes,&nbsp; a fauna e flora que crescem e caracterizam naturalmente os biomas brasileiros \u00e9 posta abaixo. Fato que causa graves desequil\u00edbrios ecol\u00f3gicos e conflitos com comunidades. O avan\u00e7o dos monocultivos de eucalipto no Pampa para a produ\u00e7\u00e3o de celulose \u00e9 um processo&nbsp; violento, que se alastra principalmente por propaganda verde, retrocessos e flexibiliza\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o ambiental.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Baixe a cartilha \u201cNova expans\u00e3o das monoculturas de eucalipto para celulose amea\u00e7a o bioma Pampa\u201d e saiba mais<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden class=\"wp-block-file__embed\" data=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CartilhaDesertosVerdes.pdf\" type=\"application\/pdf\" style=\"width:100%;height:600px\" aria-label=\"Incorporado de CartilhaDesertosVerdes.\"><\/object><a id=\"wp-block-file--media-5d46bd7e-b8cc-4de6-a8b8-a9342e49c28e\" href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CartilhaDesertosVerdes.pdf\">CartilhaDesertosVerdes<\/a><a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CartilhaDesertosVerdes.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-5d46bd7e-b8cc-4de6-a8b8-a9342e49c28e\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p>Durante o semin\u00e1rio, a tem\u00e1tica foi debatida. A hist\u00f3ria de luta do Movimento Sem Terra (MST) contra o latif\u00fandio e as monoculturas,&nbsp; destacando a centralidade das mulheres da Via Campesina no processo, foi resgatada. Tamb\u00e9m foram evidenciados marcos como a constru\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o do Zoneamento Ambiental da Silvicultura (ZAS) do Rio Grande do Sul, e a mobiliza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica da Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA) e do Movimento Ga\u00facho em Defesa do Meio Ambiente (MoGDeMA). Processos fundamentais da resist\u00eancia frente ao avan\u00e7o dos projetos de morte e em defesa do bioma Pampa e dos territ\u00f3rios de vida.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Raguse, da Amigas da Terra Brasil, Comit\u00ea de Combate \u00e0 Megaminera\u00e7\u00e3o e do Movimento pela Soberania Popular na Minera\u00e7\u00e3o (MAM), denunciou o avan\u00e7o dos monocultivos e os relacionou com a abertura dos territ\u00f3rios para outros projetos de morte: os da minera\u00e7\u00e3o.&nbsp; Al\u00e9m disso, exp\u00f4s como empresas que trabalham com monocultivos \u201climpam\u201d a sua imagem com propaganda verde, pautando falsas solu\u00e7\u00f5es para a crise clim\u00e1tica, como os cr\u00e9ditos de carbono.&nbsp; \u201cO cr\u00e9dito de carbono \u00e9 assim: uma tonelada de CO2 que tu deixa de emitir, ou retira da atmosfera,&nbsp; gera um cr\u00e9dito de carbono, e isso \u00e9 colocado em bolsas de valores. Empresas poluentes compram esses cr\u00e9ditos para seguirem poluindo. Os projetos que deveriam retirar carbono da atmosfera, muitas vezes, ou quase sempre, trazem ainda mais impactos para as comunidades. Essa \u00e9 a l\u00f3gica perversa por tr\u00e1s do mercado de carbono\u201d. De acordo com seu relato, um dos setores que mais aposta&nbsp; nos cr\u00e9ditos de carbono e alimenta esse mercado \u00e9 o setor da silvicultura. \u201cSetor que diz ser totalmente sustent\u00e1vel, com florestas renov\u00e1veis e que ainda extrai cr\u00e9ditos de carbono da atmosfera. As empresas de celulose lucram duas vezes, uma com a celulose, outra com a venda dos cr\u00e9ditos de carbono\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Emanuel Costa, militante do MAM, denunciou o elevado investimento do estado ga\u00facho em megaprojeto de minera\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso do <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/04\/23\/projeto-retiro-extracao-de-titanio-e-outros-minerais-ameaca-territorios-de-vida-em-sao-jose-do-norte-rs\/\">Projeto Retiro<\/a>. Este, previso para ocorrer em zona onde h\u00e1 monocultivos de \u00e1rvores, prev\u00ea a extra\u00e7\u00e3o de tit\u00e2nio em S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte (RS), e \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/C-Bfr5bOWoN\/\">amplamente denunciado por amea\u00e7ar a \u00e1gua, solo, pesca artesanal, agricultura familiar e comunidade quilombola.<\/a> \u201cVemos como o estado tem se tornado um \u00f3rg\u00e3o facilitador desse tipo de atividade, seja por prospec\u00e7\u00e3o e estudos, ou por meio de subs\u00eddios que poderiam estar indo para agricultura familiar, reforma agr\u00e1ria, que fariam um sentido bem maior no sentido de meio ambiente e quest\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o social daquele solo\u201d, argumentou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Colonialismo verde,&nbsp; a propaganda como arma do genoc\u00eddio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-photo is-provider-flickr wp-block-embed-flickr\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/54804535082\/in\/album-72177720329212138\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54804535082_7629385f31_c.jpg\" alt=\"Semin\u00e1rio Regional Territ\u00f3rios de Vida x Projetos de Morte \u2013 Monocultivos e Minera\u00e7\u00e3o - 20 e 21\/09\/25 - Porto Alegre (RS)\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Em nome da concentra\u00e7\u00e3o de riquezas, corpora\u00e7\u00f5es promovem genoc\u00eddios.&nbsp; Seja na <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CPG7aDspaLq\/?img_index=1\">maior pris\u00e3o a c\u00e9u aberto do mundo, Gaza (Palestina),<\/a> seja nas periferias brasileiras, onde a bala cravada na&nbsp; juventude negra leva mais uma vez a assinatura racista. <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DOZXsnuEW2q\/\">Bala que muitas vezes vem de Israel, assim como o treinamento militar das pol\u00edcias latino-americanas.<\/a> Na geopol\u00edtica, a rela\u00e7\u00e3o entre projetos de morte cruza oceanos. O Estado de Israel movimenta milh\u00f5es do setor b\u00e9lico global. E seus projetos de morte tamb\u00e9m englobam setores da agricultura (com agrot\u00f3xicos, por exemplo) e servi\u00e7os de intelig\u00eancia, como treinamento militar, tecnologias de espionagem, sistema de armazenamento de dados e manipula\u00e7\u00e3o de algoritmos. A propaganda \u00e9 aliada dessa m\u00e1quina de guerra, especialmente a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=yQdP5dk9kmE\">propaganda verde<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o semin\u00e1rio, Andressa Soares, representante no Brasil do Comit\u00ea Nacional Palestino da Campanha de<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/10\/11\/saiba-o-que-e-bds-movimento-que-defende-boicote-e-sancoes-a-israel\/\"> Boicote, Desinvestimento e San\u00e7\u00f5es <\/a>(BDS), relacionou os temas com a impunidade corporativa. Com enfoque no genoc\u00eddio, limpeza \u00e9tnica e apartheid a qual o povo palestino \u00e9 submetido pelo estado de Israel, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=mydDQG7q0Mk\">&nbsp;exp\u00f4s corpora\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s das viola\u00e7\u00f5es de Israel<\/a>, como atuam e como promovem lavagem verde. Reafirmou, ainda, a&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DOo9EyHkWJU\/\">necessidade da luta internacionalista e de a\u00e7\u00f5es concretas pelo fim do genoc\u00eddio.<\/a>\u201cO produto que Israel mais compra do Brasil \u00e9 petr\u00f3leo e a\u00e7o. Em contrapartida, o Brasil compra de Israel tecnologia militar, herbicidas e pesticidas. Isso tudo influencia na roda do capital. Toda tecnologia spyware, tecnologia das big techs\u2026 todas tem projetos significativos com Israel\u201d, destacou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto grandes empresas transnacionais israelenses promovem discursos sobre direitos lgbtqiap+, sustentabilidade, responsabilidade social crporativa e tecnologias como a de cria\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, na realidade seguem atuando com mais explora\u00e7\u00e3o e viola\u00e7\u00f5es de direitos. \u201cTemos tr\u00eas empresas israelenses respons\u00e1veis por boa parte da propaganda verde de que Israel criou a \u00e1gua no deserto, que \u00e9 um pa\u00eds super f\u00e9rtil por criar tecnologia de \u00e1gua. Uma \u00e9 a Adama, empresa israelense de herbicidas, pesticidas e agrot\u00f3xicos. Uma das que mais vende pesticidas para o Brasil\u201d, destacou Andressa, escancarando a rela\u00e7\u00e3o entre projetos de morte do capital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Confira a cobertura fotogr\u00e1fica do semin\u00e1rio:<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-flickr wp-block-embed-flickr\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<a data-flickr-embed='true' href='https:\/\/www.flickr.com\/photos\/amigasdaterrabr\/albums\/72177720329212138\/' title='Semin\u00e1rio Regional Territ\u00f3rios de Vida x Projetos de Morte \u2013 Monocultivos e Minera\u00e7\u00e3o - 20 e 21\/09\/25 - Porto Alegre (RS) by Comunica\u00e7\u00e3o ATBrasil, on Flickr'><img bv-data-src="https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54805972715_423825e8d6_c.jpg"  class="bv-tag-attr-replace bv-lazyload-tag-img"  src="data:image/svg+xml,%3Csvg%20xmlns='http://www.w3.org/2000/svg'%20viewBox='0%200%20800%20600'%3E%3C/svg%3E" width='800' height='600' alt='Semin\u00e1rio Regional Territ\u00f3rios de Vida x Projetos de Morte \u2013 Monocultivos e Minera\u00e7\u00e3o - 20 e 21\/09\/25 - Porto Alegre (RS)'><\/a><template id="52PHCMDDEUwSgBIZcIai"></template><\/script>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/?p=11103\"><strong><em>Saiba mais sobre com foi a programa\u00e7\u00e3o aqui<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 20 e 21 de setembro, a Amigas da Terra Brasil promoveu o \u201cSemin\u00e1rio Regional Territ\u00f3rios de Vida x Projetos de Morte Monocultivos e Minera\u00e7\u00e3o\u201d, no CPERS Sindicato, em Porto Alegre (RS). O encontro reuniu comunidades, povos ind\u00edgenas, quilombolas, assentades, juventudes, organiza\u00e7\u00f5es e movimentos sociais de todo o estado para refletir, fortalecer e articular estrat\u00e9gias em defesa dos biomas, povos e territ\u00f3rios de vida.&nbsp; Com base em repert\u00f3rio hist\u00f3rico e trazendo uma s\u00e9rie de dados, o semin\u00e1rio se debru\u00e7ou na disputa entre dois projetos de futuro: os territ\u00f3rios de vida, que florescem na diversidade cultural, na agroecologia, na luta por soberania alimentar e justi\u00e7a social, e os projetos de morte, que avan\u00e7am com monocultivos, minera\u00e7\u00e3o e agrot\u00f3xicos, impondo destrui\u00e7\u00e3o, racismo ambiental e agravando a crise clim\u00e1tica. O momento foi composto por atividades culturais, participa\u00e7\u00e3o em ato, oficina de batucadas e tr\u00eas pain\u00e9is de debate. Foram dois dias de di\u00e1logos potentes sobre hist\u00f3rias de luta, den\u00fancias dos impactos socioambientais e experi\u00eancias de resist\u00eancia que mostram que outro caminho \u00e9 poss\u00edvel \u2013 um caminho constru\u00eddo pelos povos, na defesa da terra, da \u00e1gua, da sa\u00fade, da cultura e da vida.&nbsp; Emergiram quest\u00f5es relacionadas \u00e0 luta por terra e territ\u00f3rio, marcadas pela urg\u00eancia de reforma agr\u00e1ria popular, da agroecologia, da reforma urbana, da demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ind\u00edgenas e da titula\u00e7\u00e3o quilombola. Outro tema foi a necessidade de p\u00f4r fim \u00e0 viol\u00eancia colonial. Para isso, \u00e9 fundamental a solidariedade internacionalista, assim como a constru\u00e7\u00e3o de alternativas reais, que alterem a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as do capitalismo e mudem as l\u00f3gicas de produ\u00e7\u00e3o e consumo . Solu\u00e7\u00f5es que tenham como eixo a soberania dos povos, especialmente alimentar e energ\u00e9tica, uma transi\u00e7\u00e3o justa e feminista, e que se ergam a partir das ra\u00edzes com justi\u00e7a clim\u00e1tica, trazendo repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica,&nbsp; garantia de direitos e a salvaguarda das formas de vida ancestrais.&nbsp; O semin\u00e1rio salientou que frente \u00e0s m\u00faltiplas crises que borbulham na emerg\u00eancia clim\u00e1tica, as solu\u00e7\u00f5es reais residem nas solu\u00e7\u00f5es dos povos, na organiza\u00e7\u00e3o coletiva e no poder popular. Experi\u00eancias como a luta das mulheres assentadas, cozinhas solid\u00e1rias, hortas comunit\u00e1rias, retomadas ind\u00edgenas, aquilombamentos, organiza\u00e7\u00e3o das juventudes, frentes em defesa dos biomas e constru\u00e7\u00f5es que demandam pol\u00edticas p\u00fablicas para projetos de vida foram destacadas.&nbsp; O momento denunciou projetos de morte da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, ind\u00fastria b\u00e9lica, da celulose, minera\u00e7\u00e3o e agroneg\u00f3cio, assim como seus impactos e os retrocessos legais que os fortalecem. Mergulhando na resist\u00eancia em solo ga\u00facho, foram realizadas apresenta\u00e7\u00f5es sobre&nbsp;as lutas contra agrot\u00f3xicos, monocultivos e o latif\u00fandio. Foi evidenciado o protagonismo das mulheres, assim como as mobiliza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais realizadas em defesa do meio ambiente.&nbsp; Estavam presentes jovens rumo \u00e0 C\u00fapula dos Povos, povos Guarani e Kaingang, o Comit\u00ea dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa, a UPP Camaqu\u00e3\/AGrUPa, o Assentamento Santa Rita de C\u00e1ssia II\/Nova Santa Rita, o Movimento Sem Terra (MST), o Movimento por Soberania Popular na Minera\u00e7\u00e3o (MAM), o coletivo Periferia Feminista, a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a CSAA Territ\u00f3rios de Vida (Comunidade que Sustenta a Agricultura Agroecol\u00f3gica), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco), a Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (RENAP) e a Universidade Federal do Rio Grande do SUl (UFRGS).&nbsp; O Semin\u00e1rio encerrou com m\u00edstica&nbsp; e mobiliza\u00e7\u00e3o para o \u201cAto Sem Anistia para Golpistas, contra a PEC da Blindagem ou PEC da Bandidagem\u201d, uma manobra que dificulta investiga\u00e7\u00f5es contra parlamentares e presidentes de partidos suspeitos de cometer crimes, reafirmando que seguimos juntes na constru\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios livres da explora\u00e7\u00e3o corporativa e abertos \u00e0 esperan\u00e7a de um futuro justo e sustent\u00e1vel. Direitos para os povos, regras para empresas: \u00e9 preciso desmantelar o poder corporativo \u201cA gente fala que por tr\u00e1s de uma grande fortuna h\u00e1 sempre um crime. E por tr\u00e1s desses crimes est\u00e3o as transnacionais\u201d, afirmou Let\u00edcia Paranhos, presidenta da Amigas da Terra Brasil.&nbsp; Durante uma apresenta\u00e7\u00e3o, Let\u00edcia abordou a arquitetura da impunidade das grandes corpora\u00e7\u00f5es, expondo como estas atuam em cadeias globais para se isentarem de seus crimes e ampliarem lucros \u00e0s custas dos territ\u00f3rios de vida, especialmente no Sul Global.&nbsp; Let\u00edcia apresentou, ainda, proposi\u00e7\u00f5es no combate \u00e0 impunidade corporativa, intr\u00ednseca nos projetos de morte do capital. \u201cFalamos muito da arquitetura da impunidade, companheiros citaram aqui em v\u00e1rios momentos. Quando falamos de projeto de morte, n\u00f3s falamos que eles podem existir gra\u00e7as a essa arquitetura\u201d, expressou.&nbsp;&nbsp; A n\u00edvel global, Let\u00edcia ressaltou a \u201cCampanha Global para Desmantelar o Poder Corporativo, Reivindicar a soberania dos povos e Acabar com a impunidade\u201d, que demanda internacionalmente um Tratado Juridicamente Vinculante que responsabilize empresas transnacionais (ETNs) por seus crimes. Destacou, ainda, iniciativas a n\u00edvel nacional que tamb\u00e9m pautam a primazia dos direitos humanos acima do lucro, e que surgem como ferramenta de luta para que crimes como Mariana e Brumadinho nunca mais se repitam. Exemplo disso, no Brasil, \u00e9 o PL 572\/22, constru\u00eddo junto a movimentos sociais. \u201cA nossa perspectiva \u00e9 a quest\u00e3o de direitos para os povos e regras para empresas, que \u00e9 justamente o contr\u00e1rio do que temos hoje\u201d,&nbsp; explicou Let\u00edcia.&nbsp;&nbsp; Baixe a cartilha popular do PL 572\/22 e saiba mais: O semin\u00e1rio tamb\u00e9m denunciou falsas solu\u00e7\u00f5es do mercado, constru\u00eddas com apelo de marketing verde, discursos de responsabilidade social corporativa, sustentabilidade e at\u00e9 mesmo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Discursos corporativos que na pr\u00e1tica replicam velhos problemas criados por corpora\u00e7\u00f5es, explorando ainda mais a natureza e as pessoas em nome do lucro, na l\u00f3gica de que estes s\u00e3o meros recursos infinitos \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. Uma din\u00e2mica entrela\u00e7ada no capitalismo financeiro e especulativo, t\u00e3o encontrado no mercado de carbono, mas que pouco se conecta com a realidade material de um planeta finito que est\u00e1 em colapso. Pampa na mira:&nbsp; desertos verdes amea\u00e7am extinguir bioma menos protegido do Brasil&nbsp; Como evidencia a Rede Alerta Contra os Desertos Verdes,&nbsp; iniciativa nacional em defesa dos biomas, da biodiversidade e dos povos: \u201cQuem v\u00ea \u00e1rvore, n\u00e3o v\u00ea floresta\u201d. Memorando essa reflex\u00e3o no marco do dia 21 de setembro, data internacional de combate aos desertos verdes, o Semin\u00e1rio exp\u00f4s a fragilidade do Pampa frente ao avan\u00e7o destes. Trazendo a for\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11156,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1834,1835],"tags":[1792,2050,1644,1821,1991,1992,2049,1329,658,1080,2051,406,1962,2048],"class_list":["post-11152","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pl572-22","category-saeb","tag-bds","tag-bem-fim-dos-desertos-verdes","tag-cupula-dos-povos","tag-desertos-verdes","tag-justica-climatica-2","tag-justica-energetica-2","tag-juventude-em-luta","tag-palestina-livre","tag-pl-572-22","tag-retomadas","tag-seminario-amigas-da-terra","tag-soberania-popular","tag-territorios-de-vida-2","tag-territorios-de-vida-x-projetos-de-morte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11152"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11152\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11167,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11152\/revisions\/11167"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amigasdaterrabrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- This website is optimized by Airlift. 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